sábado, 27 de maio de 2017

O profeta Jeú repreende a Josafá.

Quando ajudamos o ímpio e amamos aqueles que ao Senhor aborrecem seremos julgados por Ele? Certamente.

No caso de Josafá, como poderia um homem que se preocupou em servir a Deus tendo cuidado em instruir o povo e seguir os mandamentos divinos foi se aliar com Acabe, rei de Israel, desviado e perseguidor dos discípulos e profetas do Altíssimo?

Por que se aparentar com um ímpio e fazer aliança?

Precisamos verificar e analisar com sabedoria nossos relacionamentos? Sim.

A ira do Senhor virá sobre nós se não pararmos de se pactuar com aqueles que dão às costas ao nosso Deus.

Seja eclesiasticamente, profissional ou mesmo social, sem diferenças? Obviamente.

A mensagem foi entregue ao rei pelo profeta Jeú repreendendo por sua má ação.

Temos observado com quem temos andado e sendo cúmplices, pois o julgamento deles e sua condenação também será a nossa!




sexta-feira, 26 de maio de 2017

Jesus envia os doze.


O evangelista Mateus relata no capítulo 10 que Jesus deu autoridade aos seus discípulos sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades, com prioridade de procurar as ovelhas perdidas da casa de Israel.

A mensagem?  É chegado o reino dos céus! Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos (...)

Orienta ainda para serem prudentes como as serpentes e símplices como as pombas, um contrassenso? De maneira alguma, nossa vida deve ser sem malícia ou arrogância, simplicidade deve ser acompanhada de prudência, cautela, sensatez, vigilância.

Haverá perseguição, sereis odiados e traídos, diz o mestre. Jesus também foi e devemos levar a nossa cruz pois caso contrário não seremos dignos dEle.


“Basta ao discípulo ser como seu Mestre”. (Mateus 10:25)

Não temais pois, quem perder a sua vida por amor dEle, achá-la-á!

Pois é...




quinta-feira, 25 de maio de 2017

A parábola dos talentos.

Ao falar da sua vinda na parábola das dez virgens o Senhor Jesus nos alertou a sermos vigilantes, pois não sabemos o dia e hora da Sua volta. Na sequência o Senhor narra a parábola dos talentos com o propósito de destacar a necessidade dos seus servos serem diligentes e bem empregar todos os dons concedidos pelo Senhor.

Jesus narra a história de um homem, que se ausentando de seu país, chama alguns de seus servos e lhes dá talentos para que administrem enquanto estiver fora. Aquele senhor, depois de muito tempo, volta e acerta contas com os três homens que estavam incumbidos de administrar suas riquezas. Dois deles administraram muito bem, porém, aquele que recebeu menos foi duramente criticado e punido, pois durante todo aquele tempo, não fez render o talento que recebeu.

Assim como na parábola anterior, Jesus revela que a sua segunda vinda não seria de imediato, como muitos pensavam. “E muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles”. Haveria um tempo determinado em que importava “negociar” os talentos recebidos.

A parábola dos talentos, narrada em Mateus 25, tem como paralelo a parábola das minas, narrada em Lucas 19, pois tratam do mesmo tema. Em ambas as narrativas é concedido aos servos certos bens, os talentos ou minas, com a orientação de negociar até que o seu senhor voltasse. Além de representar riqueza, o talento ou mina interpretado de forma mais ampla engloba todos os dons que Deus nos concede. Essa definição abarca todos os dons espirituais e materiais. Inclui, também, nossas habilidades e recursos naturais, saúde, inteligência e educação, bem como nossas posses, tempo, oportunidades e a própria vida.  (Ef 4.7,8; I Co 12 .4-7; Tg 1. 16, 17)

Sobre os talentos distribuídos aos servos, é nos dito que o Senhor “entregou-lhes os seus bens”. Está aqui retratado o conceito de mordomia: tudo o que somos e possuímos, na verdade não é nosso – é do Senhor. Ele nos concede todos esses recursos e como mordomos devemos estar conscientes de que havemos de prestar contas ao nosso Senhor. (II Co 3.5) Embora em quantidades diferentes, o Senhor concede dons a todos, a condição para diferenciar a quantidade de talento a ser recebida era "a cada um segundo a sua capacidade". Então não somos iguais em capacidade. A quantidade aqui não designou grau de importância. Receber menos não significou ser preterido ou discriminado, pelo contrário, o tempo e a oportunidade foi igual para todos. (Ec 9:11)

Embora tempo e oportunidade ocorram a todos, cada pessoa tem capacidade diferente. Esse é o motivo de termos variedade de profissões no mundo. No reino de Deus não é diferente: "De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, sejam eles exercidos segundo a medida da fé." (Rm 12: 6-8) Deus conhece a capacidade e fé de cada homem e de forma justa distribui dons. Cabe a cada um exercer com presteza e responsabilidade o que tem. Receber um talento e fazer bom uso dele pode significar multiplicá-lo a ponto de ultrapassar em números o que recebeu mais talentos. Contudo, o objetivo da parábola não é competição numérica, mas a diligência no trabalho.   (II Tm 1. 6; I Co 9. 16, 27)

Os talentos concedidos pelo Senhor são os mais variados e com dois propósitos principais: o aperfeiçoamento dos santos e a pregação aos perdidos. (Ef 4.11-12; At 1.8) No projeto de Deus esses talentos são ferramentas que devem ser continuamente exercitadas. Palavras como “sobre o muito de colocarei” e “qualquer que tiver, mais será dado e terá em abundância” revelam que o exercício do dom causa o aperfeiçoamento do próprio dom, ou seja, ele se “multiplica”.

Os homens que multiplicaram os talentos demonstraram conhecer seu Senhor, eles receberam bem a mensagem: reconheceram o valor do talento e do senhorio, e de forma grata cuidam do que lhes foi dado, vigilantes sobre o dia da prestação de contas.  A consequência é que foram recompensados, o destino deles foi o reino celeste, junto Àquele que reconhecidamente era Senhor deles: "Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor." (vs 21, 23)(I Co 15 . 58; Ml 3. 16-18)

O servo que enterrou o talento tinha uma ideia errônea sobre o caráter do seu Senhor. Para ele o seu Senhor era muito rigoroso, por isso, além de negligente ele é chamado de mau. Podemos afirmar que esse servo era incapaz, porque não buscou conhecer seu Senhor e receber d’Ele os ensinamentos necessários para seu sucesso. A capacidade para administrar os dons espirituais tem alicerce espiritual. Paulo bem afirma: “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus”. (I Co 2.11-12  e  Ap 2. 25,26)

Percebam que o homem que enterra o talento não reconhece sua negligência, mas culpa seu senhor pelo fracasso. Uma atitude semelhante à de Adão no Éden ao ser interrogado por Deus sobre sua desobediência. Adão culpa a Eva, culpa a Deus, mas não reconhece que ele é o principal responsável por sua queda – “A mulher que me deste por companheira ...”. (Gn 3.12)

A reprovação do servo infiel e a sua rejeição final revelam que o Senhor não tolerará a negligência e o descaso com os dons concedidos aos seus. O destino do que enterrou o talento foi a morte eterna, este por escolha, não se importou em conhecer seu Senhor (Jesus) nem se preparou para Sua volta quando deveria prestar contas de suas ações: “Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.” (vs 30)


Na parábola dos talentos Jesus nos adverte que faz parte da preparação para a sua vinda o exercício dos dons por Ele concedidos. A ênfase da parábola está centrada na ideia de que os servos do Senhor precisam trabalhar de forma diligente com os talentos a eles confiados, pois serão considerados responsáveis pelo Senhor quando Ele retornar. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças...”. (Ec 9.10)



* Texto cedido por: EBD – 2º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“PARÁBOLAS”

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Resistindo às pressões da turma e vencendo as tentações.

Nesta lição, vamos discutir alguns dilemas que todos os adolescentes enfrentam e como se deve responder a estes. Veremos que nossas atitudes e comportamentos têm de ser governados pela Palavra de Deus. Muitas vezes haverá conflito entre o que a Bíblia recomenda e o que todo mundo diz. A base do nosso estudo será o testemunho de fidelidade de José, Moisés e Daniel, que não cederam às pressões dos grupos.

A história de José (Gn 39.1-14) nos mostra como devemos nos comportar diante das tentações que sofremos na vida. O texto destaca que “o Senhor estava com José”, “tudo o que José fazia o Senhor prosperava” e que o Senhor abençoava a casa de Potifar “por amor de José”. Que maravilhara é a vida de um jovem que tem as bênçãos do Senhor sobre si! E essas bênçãos alcançam os que estão ao redor seja na família, no trabalho, na igreja e na sociedade.

       O adversário não ficou satisfeito com essas bênçãos e usou a mulher de Potifar para preparar uma cilada para o jovem José. Ela apaixonou-se pelo rapaz e passou a cobiçá-lo, pois José era um jovem atraente e formoso, até convidá-lo para se deitar com ela. Vocês não acham esse convite um absurdo?

       Como José temia a Deus, de imediato, recusou a proposta, pois dizia: “nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus?” A mulher assediava José constantemente, porém ele dizia “não” e também evitava ficar perto dela. 

       Certo dia, quando nenhum empregado estava em casa, a mulher agarrou a José pela capa e insistiu: “Deita-te comigo. Mas ele correu e escapou, deixando a capa nas mãos dela. José estava disposto a “pagar o preço” pela fidelidade a Deus e a seu patrão.

       Assim como José, devemos resistir diante das tentações e dizer “não” ao pecado, pois ceder às tentações é desagradar a Deus. A Bíblia aconselha o adolescente a controlar os seus desejos e exercitar o “domínio próprio”, que é o fruto do Espírito. Observe o conselho do sábio Salomão, que ensina: “Como a cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode controlar o seu espírito (Pv 25.28). O apóstolo Paulo também advertiu o jovem Timóteo para que fugisse dos “desejos da mocidade” e aconselhou os irmãos na cidade de Corinto a fugir da prostituição (1 Co 5.18). O adolescente prudente vê o perigo e esconde-se, mas o insensato vai em frente e acaba mal (Pv 22.3). 

       Todo mundo enfrenta tentações, até os adultos. Paulo escreveu que, apesar de amar a lei de Deus, percebia em seu corpo “outra lei guerreando contra a lei de sua mente e levando-o cativo à lei do pecado” (Rm 7.22, 23). Ele sofreu pressões para fazer o que era errado, porém resistiu e resolveu obedecer a Deus. Aprender a resistir às tentações irá nos poupar de escolhas erradas no presente e de suas consequências por toda a vida.

       A Bíblia ensina que os “desejos da mocidade” são fortes por si sós (2 Tm 2.22). Atualmente, esses desejos são intensificados pelo apelo da mídia. As novelas, as músicas, os filmes e livros direcionados aos jovens tornam esses desejos ainda mais intensos, pois transmitem uma falsa ideia de que não é errado ceder à tentação. Por outro lado, a Bíblia ordena aos servos de Deus que “abstenhais das concupiscências carnais” (1 Pe 2.11). Isto significa que o adolescente é capaz de resistir à tentação.

Moisés é outro exemplo bíblico de alguém que resistiu às pressões do mundo. O autor aos Hebreus dá testemunho de sua fé (Hb 11.23-28). Após ser criado no palácio de Faraó, quando adulto recusou ser chamado “filho da filha de Faraó”, preferiu sofrer com o povo de Deus em vez de se alegrar, por pouco tempo, os prazeres do pecado. Achou melhor sofrer o desprezo por causa de Cristo do que possuir todos os tesouros do Egito, porque tinha os olhos fixos na recompensa futura, a vida eterna. Ele demonstrou ser corajoso ao “deixar o Egito”, abriu mão “dos prazeres do mundo”, do conforto e do luxo e de sua posição no palácio real.

João aconselha os cristãos que não amem o mundo, nem as coisas que há nele, pois no mundo há os maus desejos da natureza humana, a vontade de terem o que agrada aos olhos e o orgulho pelas coisas da vida e tudo isso são coisas passageiras, acabam-se aqui, mas aquele que faz a vontade de Deus viverá para sempre (1 Jo 2.15-17). 

Assim como Moisés, nós devemos dizer não aos prazeres deste mundo. Não a gula, não a avareza, não à sensualidade, não a pornografia, não aos jogos violentos, não a preguiça, entre outras.

A Bíblia ainda apresenta o exemplo do jovem Daniel e seus amigos. Eles foram levados como escravo à Babilônia. No palácio de Nabucodonosor, Daniel propôs em seu coração “não se contaminar com a comida e o vinho do rei” (Dn 1.8). Devido à fidelidade, Deus deu aos quatro jovens um conhecimento profundo dos escritos e das ciências dos babilônicos, além de dar Daniel o dom de interpretar sonhos e visões.

Apesar de estarem na Babilônia, esses jovens não permitiram que a cultura babilônica influenciasse as suas vidas. Disseram não aos prazeres da comida, não aos vícios da bebida, não adoraram aos deuses pagãos da Babilônia. Preferiram ser obedientes a Deus. Resistiram às pressões sociais e não temeram a ira de Nabucodonosor.

As Escrituras registram que o jovem Daniel “era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa” (Dn 6.4).  Paulo exorta aos cristãos que: “não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).


Hoje aprendemos que José, Moisés e Daniel não tiveram medo nem vergonha de servirem a Deus, pelo contrário, tiveram coragem de ser diferentes neste mundo. Que o Espírito Santo nos dê coragem de dizer não às pressões dos colegas e do mundo, sem medo de ser diferente. Pois, “mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29).

* Texto cedido por: EBD – 2º. Trimestre de 2017 
ADOLESCENTES E JUVENIS

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO”

domingo, 21 de maio de 2017

O dom de discernimento de espíritos.

O dom de discernimento de espíritos é o talento distribuído por Deus para aqueles que são afinados com a Palavra, que naturalmente conseguem distinguir aquilo que é contrário a ela, manejam com excelência a VERDADE e são à favor dessa Verdade. Forma um conjunto eficiente e eficaz com o dom de conhecimento e da sabedoria? Sim. É necessário para julgamento dos outros dons? Certamente.

Faltou discernimento a Eva em Gênesis e aos anjos que caíram? Por que Acabe não discerniu o espírito de mentira o enviando para morrer na batalha? Elias discerniu uma voz mansa como a direção do Altíssimo? Ezequias discerniu que a profecia de vários mensageiros não era inspirada pelo Senhor? Como Jesus venceu o combate espiritual no deserto? Como os apóstolos discerniram a mentira de Ananias e Safira? O apóstolo Paulo discerniu que uma mulher dizia (palavras certas) não era de Deus?

E nós, temos discernido a VERDADE BÍBLICA ou estamos amontoando doutores segundo nossos interesses carnais. Sem revelação dEle chegaremos fiéis até o fim de nossa carreira cristã? Está faltando discernimento em nossos dias?

No celeiro do céu não há crise nem faltas, está à disposição da igreja esse dom também. Temos buscado com zelo?

Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido (1 Co 2.15).


sábado, 20 de maio de 2017

A parte inocente são os filhos.

Se o entendimento correto do que está escrito no livro do evangelista Mateus, no capítulo 19 e verso 9, autoriza o novo casamento da "parte inocente," o texto é divergente dele mesmo.

Por que? Bem, se a suposta parte inocente é inocente mesmo, merece ser considerado que esta não induziu o cônjuge ao erro, não o expôs ao adultério, cumpriu toda a sua obrigação, tentou a reconciliação, perdoou, suportou, então já que o “inocente” nessa trama toda está livre, o resultado é a quebra do casamento. Assim a "parte culpada" está livre, (já que o casamento que é um só, tanto para o culpado quanto para o inocente) para casar novamente? Sim.

Consequentemente, pelo resultado explanado anteriormente, com uma aliança quebrada mutuamente, o “culpado” está, portanto, reabilitado e tudo isso graças a suposta parte inocente. Incoerentemente ele está justificado! Oh que ironia!! Oh, quanto Amor!!?

O Senhor que não tem o culpado como inocente, agora está mudado? Ele reavaliou sua Palavra e resolveu alterar seu decreto soberano de Criador e Sustentador de tudo?

Se desmancha a união para um, não desmancharia também para o outro? Claro, a união no casamento não é só sexual, é psicológica, emocional, de objetivos e compromissos.

Se o divórcio está sendo permitido de acordo com a justificativa da prostituição, é porque o elo foi quebrado por uma parte. Qual parte, se eles deveriam ser um? Foi quebrado por eles e deve ser reconstruído também por eles? Obviamente.

Deus não se deixa escarnecer, todo novo casamento após o divórcio é proibido como sendo adultério, incluindo o novo casamento da suposta "parte inocente", que é NENHUMA.

Inocente nisso tudo são os filhos, que estão sendo atirados ao longe, desprezados, manipulados e a família que está sendo destruída!

Conforme Efésios 5.32, o apóstolo Paulo diz que grande é o mistério relacionado ao casamento, pois o compara com o relacionamento de Cristo com a Igreja! Nós, na nossa condição de esposa de Cristo, constantemente estamos a traí-lo com nossos delitos e ofensas. Somos nós, nesse caso a parte culpada, mesmo assim, o Criador nos chama ao arrependimento, à reconciliação! Em Oséias, nós o povo de Deus, somos comparados à prostituta com vários amantes, todavia, Ele chama o seu povo para que fique sendo só dEle, ao invés de nos dar o divórcio! 


Enquanto viver...

"A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor." 1Coríntios 7:39

"Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for doutro marido; mas, morto o marido, livre está da lei e assim não será adúltera se for doutro marido." Romanos 7:2-3

       Estes versículos e outros mais, mostram claramente que existe uma proibição absoluta quanto ao chamado segundo casamento com o cônjuge estando ainda vivo, e não será cancelada por instituições religiosas ou supostos entendidos. Estão acima da Palavra?

       Se alguém intenta separar, bem que se separe! Quer casar novamente, bem, case - contudo dizer que a Bíblia autoriza, não. Ela nunca autorizou e nem autorizará!


       A ligação do matrimônio é simples: enquanto viver!


A manipulação da Palavra.

No evangelho segundo escreveu Mateus, no capítulo 19, verso 9, tem sido utilizado por muitos para justificar o divórcio.

"Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério".

       O Senhor quando questionado sobre se era permitido divorciar, Ele disse que não. Já bastaria para resolver tanta coisa!

       Mas como um “abismo chama outro abismo”, não só manipulam grosseiramente a Palavra para atingir seus interesses carnais, como “abrem” a permissão do divórcio e piorando, autorizam um outro casamento, entendendo que aquele laço foi desfeito. Desfeito por quem? Por eles mesmos...

       Se o Altíssimo corrigiu o pensamento da permissão do divórcio (“dureza de coração”) o que Ele não diria do segundo casamento?

       Os duros de coração não entrarão no céu!

       Pois é... 


quinta-feira, 18 de maio de 2017

A parábola das dez virgens.

Em resposta ao questionamento dos Seus discípulos sobre os sinais do fim dos tempos e da Sua volta, Jesus narra vários acontecimentos, guerras e rumores de guerras e outros sinais descritos como o princípio das dores. A mensagem principal é de que há necessidade de permanecermos vigilantes, pois não sabemos o dia nem a hora em que o Senhor voltará. O importante não é investigar quando Jesus voltará – isso não nos será revelado. O importante é estar preparado em todo o tempo. Para ilustrar a questão da vigilância, Jesus conta a parábola das dez virgens, na qual Ele usa o costume da época sobre a cerimônia de um casamento. Segundo o costume, o casamento era contratado antes, envolvendo um acordo entres os pais; uma vez feito, o acordo os dois jovens eram considerados desposados (Mt 1.18). Na época propícia, após os preparativos necessários, o jovem, acompanhado de seus amigos mais íntimos, ia até a casa da jovem, onde se juntavam ao cortejo da jovem com suas amigas mais íntimas e todos se dirigiam ao local das bodas. Como o encontro ocorria à noite, havia necessidade de os convidados se proverem de lâmpadas. Após a chegada dos convidados, que se restringiam aos mais íntimos das duas famílias, a porta era fechada e iniciava-se a festa das bodas, que normalmente durava uma semana (Jo 14.1-3).

Ao exemplificar as pessoas que estarão aguardando a Sua vinda, Jesus classificou essas pessoas em dois tipos. Aparentemente todas eram iguais – eram virgens, deveriam estar decentemente vestidas, todas tinham lâmpadas, mas as prudentes tinham se provido de azeite, o que as néscias não haviam feito. O que diferencia os dois grupos não é nada aparente, é algo do interior. Nas muitas vezes em que Jesus falou sobre a importância de estar preparado para a Sua segunda vinda, Ele sempre destacou que essa preparação envolve todos os aspectos da vida. Não basta simplesmente professar fé, andar junto com os fiéis, dizer: “Senhor, Senhor!”, ou mesmo realizar milagres em Seu nome – será aprovado aquele que faz a vontade do Pai. É considerado sábio aquele que ouve a palavra de Deus e a pratica, enquanto o que ouve e não a pratica é chamado de insensato. Os que serão aprovados são tipificados pelas virgens prudentes que levavam azeite consigo. O azeite é símbolo do Espírito Santo – só o Espírito pode vivificar a palavra e trazer luz à vida do crente. Os que são selados pelo Espírito possuem o penhor, a garantia de acesso aos portões celestiais. Somente o Espírito é poderoso para nos guardar e nos conservar irrepreensíveis até aquele grande dia (Ef 1.12-14; 2 Coríntios 5.5; Ef 4.30).

Quando da chegada do esposo, as virgens néscias pediram azeite às prudentes, que o negaram e orientaram que elas mesmas deveriam comprar. O que parece ser uma atitude egoísta, na verdade, revela um princípio básico: a religiosidade pode ser passada de pessoa para pessoa, mas a verdadeira religião só pode proceder de Deus. Mesmo que alguém queira, jamais conseguirá passar para outro a fé, a santidade ou a unção do Espírito. Cada pessoa deve ouvir o convite do Senhor e dEle “comprar” o necessário para a vida (Is 55.1-3; Ef 5.15-21). Cada um dará conta de si mesmo, e cada um deve buscar o bem para a sua própria alma. A justiça do pai não alcançará o filho e a justiça do filho não alcançará o pai. Estar em Deus significa ter um relacionamento pessoal com Ele, comparado ao casamento. A simbologia do casamento, aplicada à união entre Cristo e a Igreja, pode ser estendida à união de cada crente com o seu Deus.

A parábola diz que, tendo as virgens néscias ido comprar o azeite, o esposo chegou, as que estavam preparadas entraram para as bodas, e a porta fechou-se. A mensagem clara de Jesus é que toda e qualquer preparação só será possível antes da Sua volta. Quando a trombeta soar, a porta será fechada, os que estiverem preparados entrarão no gozo de seu Senhor, os que não possuírem o selo do Espírito estarão condenados para sempre. Após Noé e sua família entrarem na arca, o Senhor fechou a porta e, quando Ló saiu de Sodoma, veio a destruição caindo fogo do céu (Gn 7.16; 19.23-25). 18 Ao descrever a Sua vinda, Jesus usa expressões que denotam não mais haver tempo para a salvação (Mt 24.15-20). O tempo de buscar o Senhor e dar ouvidos ao Espírito é agora, pois chegará a ocasião que isso não será mais possível (Is 55.6; Hb 3.14-19). Lembremos que Esaú, mesmo com lágrimas, não achou lugar de arrependimento (Hb 12.17; Lc 11.13). As virgens néscias, ao voltarem, pedem que a porta seja aberta, recebendo como resposta: “não vos conheço”. A mesma expressão Jesus usa em outras oportunidades para falar da situação daqueles rejeitados por Deus. Podemos entender que aqueles que não têm um relacionamento pessoal e íntimo com o Senhor estão em trevas e por isso não são “conhecidos” de Deus (Lc 13.25-27).


Na parábola das dez virgens nos passa uma mensagem que enfatiza a necessidade de termos uma vida de vigilância. Não sabemos o dia e a hora que o nosso Senhor vem, por isso, devemos vigiar em todo o tempo. Se assim não o fizermos, seremos considerados néscios, mas se pelo Espírito formos vigilantes, seremos considerados prudentes e o dia da volta de Cristo será de festa e não de dor. Estejamos, pois, sóbrios e vigilantes.


* Texto cedido por: EBD – 2º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“PARÁBOLAS”

Cuidados no serviço cristão.

Na aula de hoje aprenderemos o que é o serviço cristão e como podemos ser participantes desta sublime tarefa. Veremos exemplos de homens e mulheres que dedicaram suas vidas em prol da obra de Deus, quais as maneiras possíveis de se engajar no serviço cristão e como desempenhá-las, adequadamente, contribuindo para o crescimento do corpo de Cristo. 

Antes de identificarmos qual é a nossa ocupação na igreja, é necessário considerar que os cristãos são participantes do Reino dos céus. Pertencer ao “Reinos dos céus” é compreender que somos peregrinos e forasteiros neste mundo e que nossa maneira de viver, nossas vontades e pensamentos e nossa adoração estão submetidos à lei de Deus e debaixo de Seu domínio.
Somos servos do Senhor. Um servo é um escravo, uma pessoa que é totalmente dedicada a servir outra pessoa. Todo crente é chamado para servir a Deus. O servo se preocupa mais em fazer a vontade de seu senhor que em satisfazer seus próprios desejos. O maior exemplo de servidão é a do próprio Senhor Jesus Cristo, que possuindo a natureza de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus, pelo contrário, Ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim semelhante aos homens (Fp 2.5-7). Jesus se tornou servo para nos salvar. Ele é superior a nós, mas decidiu nos servir, por amor a seu Pai. Da mesma forma, nós também devemos servir uns aos outros.

As Escrituras apresentam diversos exemplos de pessoas que foram obedientes à convocação de Deus para o trabalho na seara do Mestre. Ressaltamos o exemplo de Moisés (Is 63.11), Samuel (1 Sm 3.10), Davi (2 Sm 3.18), os Apóstolos (Mc 3.14,15), Paulo e Timóteo (Fp 1.1), entre outros, “homens dos quais o mundo não era digno” (Hb 11.38).

Além dos citados, não nos esquecemos da dedicação da profetisa Ana, filha de Fanuel. Lucas narra que ela era viúva e muito idosa - possuía oitenta e quatro anos de idade. A sua atitude nos chama à atenção: “não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia” (Lc 2.36,37). Ana orava fervorosamente e adorava regularmente a Deus no templo. Um belo exemplo de serviço cristão para todos nós.

O Servo de Cristo deve evidenciar em sua vida algumas atitudes na prática do serviço cristão. Ele entende que foi chamado e deve servir a Deus com:      
a. humildade (Jo 13) - Ao lavar os pés dos discípulos, Jesus apresentou a eles o segredo de uma vida vitoriosa. Tudo começa com a humildade. Cristo é o nosso maior exemplo. Não há como servir sem a humildade. Se quisermos ser bênçãos e frutificar é necessário sermos humilde, pois só assim, seremos semelhantes à Jesus. A humildade nos leva a descer para enxergarmos a necessidade do próximo. Ela nos coloca em condições de perdoar e a realizar ao próximo, aquilo que gostaríamos que o outro fizesse conosco. Precisamos aprender e praticá-la, pois ela faz parte da natureza do Senhor Jesus;
b. amor (Mt 22.34,35) - Não há serviço que seja oferecido a Cristo que não passe pelo crivo do amor. A prática do amor é a base da nossa fé, pois foi por amor que Cristo se entregou a morte por nós. Precisamos ser bênçãos na vida dos outros através do amor. É assim que cresceremos! É amando ao próximo que deixaremos de ser apenas religiosos, para nos tornar servos para a glória do Pai;
cperseverança (1 Co 15.58) - Ser perseverante é ser constante e manter firme nos propósitos; não parar na caminhada e chegar a alcançar o objetivo. Há pessoas que no início de algum projeto ou responsabilidade, se apresentam animadíssimos. Contudo, com o passar do tempo, vão se esfriando e acabam por desanimarem em seus projetos. Jesus nos adverte: “Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus” (Lc 9.62). O que Ele está nos mostrando é que uma vez tendo se lançado nos braços do Senhor, é necessário perseverar, pois Deus espera isso de nós e o nosso serviço será honrado por Ele;
d. responsabilidade (Rm 12.1,2) - O chamado de Deus na vida do crente é coisa séria e isso implica responsabilidade. Não se pode brincar com algo tão relevante e que custou o preço de sangue de Cristo. O crente é responsável quando entende o valor de sua missão e compreende que foi chamado para glorificar a Deus e anunciar a Salvação de Cristo aos perdidos. Isto é serviço! Esse é o chamado de Deus na vida de todo aquele que teve um encontro real com o Senhor Jesus; e
f. fé (Hb 11.1,6; Tg 2.14-17) - Por fim, o serviço cristão tem que ser realizado por fé, pois sem ela ninguém pode agradar a Deus, e foi através da fé, que as obras dos antigos obtiveram a aprovação de Deus. A fé e as obras andam juntas. Paulo ainda recomenda que “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo” (Cl 3.23,24). Lembre-se que tudo o que não provém da fé é pecado (Rm 14.23).

Jesus advertiu os seus discípulos da extensão do trabalho a ser desenvolvido por eles na pregação do Evangelho (“a seara é grande”) e do reduzido número de trabalhadores (Lc 10.2). Porém, diante dos desafios no serviço cristão, a ordem era rogar ao Senhor que mandasse mais trabalhadores para a seara e não cruzassem os braços. Anteriormente, eles haviam sido avisados que para trabalhar na obra de Deus seria necessário renunciar (Lc 9.62).

Conscientes do chamado, só nos resta saber, em que podemos ser úteis na obra de Deus? O apóstolo Paulo registra uma variedade de dons concedidos por Deus aos homens (Rm 12.6-8; 1 Co 12.4-11,28). Além dessas listas de dons, em Ef 4.11-12, Paulo afirma que Jesus Cristo escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres na igreja. Esses dons colocados à disposição da igreja têm como propósito preparar o povo de Deus para o serviço cristão, “a obra do ministério”, com uma finalidade especifica, a “edificação do corpo de Cristo”.

Diante disso: Que ocupação é a tua? Esta foi a uma das indagações que os marinheiros, que viajavam à Espanha, fizeram ao profeta Jonas (Jn 1.8), porém, esta também é a interrogação do Espírito Santo a nós: Que ocupação é a tua? Qual o nosso envolvimento com a obra de Deus?

O apóstolo Pedro ainda recomenda: que “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre” (1 Pe 4.10-11).
Há diversas maneiras de nos envolvermos com a obra de Deus. Podemos trabalhar na obra da evangelização, na visitação aos enfermos, na participação nos departamentos da igreja, como coristas dos grupos musicais, louvando a Deus através de instrumentos musicais, participando dos cultos na igreja e nos lares, enfim, muitas são as possibilidades de servir a Deus. E depois de realizado tudo isso, podemos dizer, “sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Co 15.58).

* Texto cedido por: EBD – 2º. Trimestre de 2017 
ADOLESCENTES E JUVENIS

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO”