quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A crucificação do salvador Jesus.





Na lição anterior estudamos sobre a agonia de Jesus no Getsêmani e o seu injusto julgamento. Nesta lição, vamos examinar as Escrituras Sagradas para conhecermos os registros sobre a crucificação de Cristo. A crucificação era a pena capital aplicada pelo Império Romano somente para os criminosos mais cruéis; e na Lei era “maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”, no entanto, o inocente Cordeiro de Deus foi submetido a esta horrenda pena.

Saindo Jesus levando a cruz para o calvário, três dos evangelistas narram que,  constrangeram um certo Simão, cireneu, a carregar a cruz. O translado de Jesus até o lugar da execução foi acompanhado de uma multidão e havia um número de mulheres que lamentavam dramaticamente a condenação d’Ele. Jesus as aconselhou a não se lamentarem por Ele, mas sim por elas mesmas e por seus descendentes, prenunciando Ele os dias difíceis que viriam e em que elas iriam dizer: “Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!”. A rejeição ao Messias por grande parte dos judeus acarretaria o severo juízo de Deus sobre esse povo rebelde e incrédulo (Lc 21.20-24).

Ao chegarem ao Monte Caveira, vários procedimentos se executam segundo o que já nas Escrituras se previa para testemunho e são eles: deram-lhe fel para beber, repartiram suas vestes e lançaram sorte sobre sua túnica, rodearam lhe com provocações e zombarias, deram-lhe vinagre na sua sede, levantaram a Ele crucificado tendo um malfeitor a sua direita e outro a sua esquerda, traspassaram-lhe com cravos e uma lança, mas não lhe quebraram osso algum (Jo 19.17-24, 30-34; Sl 22.1, 7-8, 11-13 e 16-18; Mt 27.33,34,45-48; Sl 69.21). Também são testemunhos os sinais da natureza e a declaração favorável por Jesus como: “E o centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor e disseram: Verdadeiramente, este era o Filho de Deus” (Mt 27.50-51). Com o corpo dilacerado pelos ferimentos, o piedoso Salvador roga ao Pai o perdão para os seus cruéis algozes, não revidou com injúrias ou maldições. Comumente, os condenados à crucificação injuriavam seus algozes até o último fôlego, tal era o sofrimento provocado pela cruz. No entanto, nosso Salvador portou-se como uma ovelha muda levada ao matadouro (1Pe 2.21b-25).

Afinal qual a razão de todo esse indescritível sofrimento? Segue-se a resposta: Jesus, pendurado no maldito madeiro, levou sobre si os nossos pecados a fim de nos conceder a sua justiça mediante a fé (Rm 3.21-26); Jesus, pendurado no maldito madeiro, se fez maldito por nós para sermos resgatados da maldição da Lei (Gl 3.13-14); Jesus, pendurado no maldito madeiro, morreu a nossa morte para podermos viver a sua vida (Rm 6.5-11); Jesus, pendurado no maldito madeiro, experimentou a separação do Pai, para sermos eternamente reconciliados com Ele (2Co 5.14-19). Jesus recebeu na cruz do Calvário o salário dos nossos pecados para nos conceder gratuitamente o dom da vida eterna (Rm 6.23).

Simultaneamente, na cruz de Cristo temos a revelação da severidade e da bondade de Deus. A severidade de Deus é demonstrada pelo alto preço pago por Cristo a fim de nos redimir de todos os nossos pecados. Nosso pecado foi severamente tratado sobre o corpo de Cristo em função da gravidade com que ele se apresenta ante os santos olhos de Deus. Agora, a bondade de Deus é demonstrada na cruz de Cristo porque aprouve a Ele nos amar de tal maneira que se dispôs a enviar seu Primogênito a fim de nos salvar dos nossos pecados (Jo 3.13-18).

Os corpos dos criminosos crucificados geralmente eram deixados pendurados e, depois, lançados em uma sepultura comum, entretanto, no caso, sendo véspera do sábado e grande dia da Páscoa, os judeus foram e pediram a Pilatos que se abreviasse a morte dos condenados. Assim foram quebradas as pernas dos dois ao lado de Jesus, mas este já estava morto e para se confirmar traspassaram-lhe com uma lança (Jo 19.31-37).  José de Arimatéia e Nicodemos encarregaram-se de assegurar um sepultamento digno para o Salvador. Visto que José era um homem rico e influente, ele foi até Pilatos solicitar o corpo de Jesus para ser sepultado em seu  sepulcro escavado na penha, onde ninguém ainda havia sido sepultado. Nicodemos utilizou quase cem libras de um composto de mirra e aloés para preparar o corpo do Salvador para o seu sepultamento, conforme o costume dos judeus (Jo 19.38-42).  Por outro lado os principais do povo em sua obstinação puseram guardas no sepulcro e selaram a pedra (Mt 27.62-66).


Compreender a crucificação de Cristo nos oferece o entendimento claro da sua identidade como “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, bem como o entendimento de toda herança de vida concedida por Ele aos seus escolhidos. A plenitude da vida cristã será vivenciada somente por quem compreender o glorioso mistério da cruz de Cristo.






* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“VIDA E OBRA DE JESUS”

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Jesus no Getsêmani e seu julgamento.





Na lição anterior estudamos os princípios compartilhados por Jesus com Seus discípulos com o objetivo de prepara-los para a Sua morte, ressurreição e ascensão. Hoje, vamos examinar as Escrituras a fim de compreendermos a agonia de Cristo no Getsêmani, bem como a injustiça aplicada a Ele em Seu julgamento. No Getsêmani e no Seu Julgamento, nosso Salvador revela o Seu amor incondicional de uma forma singular e inesquecível.

Jesus, após celebrar a última Páscoa com os Seus discípulos, dirigiu-Se juntamente com eles ao Jardim do Getsêmani, o qual ficava ao pé do Monte das Oliveiras. Prevendo os sofrimentos que O aguardavam, nosso Salvador convocou seus discípulos para vigiarem com Ele em oração, com o objetivo de concluir a vontade do Pai. Era extremamente angustiante para Cristo pensar em levar sobre o Seu corpo o pecado do Seu povo e experimentar, ainda que por pouco tempo, o completo desamparo do Pai. A angústia experimentada por Cristo neste momento foi intensa ao ponto de os poros da Sua pele verterem grandes gotas de sangue. (Is 53.4-6; Rm 8.3-4).

Seus discípulos foram vencidos pelo sono; não possuíam o mesmo grau de consciência dos fatos seguintes.  Jesus, ciente da inevitabilidade de beber o cálice da ira de Deus em nosso lugar, submeteu-se prontamente para ser o nosso substituto e morrer a nossa morte. É importante fazermos um contraste entre a deslealdade de Adão no Éden e a lealdade de Cristo no Getsêmani. Adão, no Éden, desejou ser igual a Deus, no entanto, Jesus, no Getsêmani, mesmo “sendo forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a Si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.5-11). A fidelidade de Cristo ao Pai foi constituída por um profundo senso de amor (Jo 17.24-26).

Enquanto Jesus estava exortando Seus discípulos à vigilância, surgiu uma multidão acompanhando Judas, o qual saudou o Salvador com um beijo traiçoeiro que custou trinta moedas de prata. Beijar a face de alguém tem por objetivo expressar afeto, porém, no caso de Judas, foi o sinal estabelecido por ele para indicar aos servos do sumo sacerdote a identidade do Nazareno (Mc 14.43-46).

A reação imediata dos discípulos foi oferecer resistência, contudo, Jesus mais uma vez revelou Sua total submissão ao Pai, bem como Seu amor incondicional para com os Seus inimigos (Mt 5.43-45). Ele sabia muito bem que não poderia evitar o cálice, portanto, entregou-se prontamente para ser conduzido ao julgamento injusto. A reação pacífica de Jesus à violência dos Seus inimigos foi um exemplo inspirador para os Seus discípulos que seriam submetidos a muitas formas de perseguição e maus tratos por causa da fé no Salvador (Mt 10.16-20, 38 e 39).

Jesus, após ser preso, foi encaminhado para o Seu primeiro julgamento, realizado pelos anciãos do povo, pelos principais dos sacerdotes e pelos escribas. Um julgamento injusto e indecoroso, onde o Messias de Deus foi injustiçado com falsas acusações, bem como zombado e maltratado (Mt 26.59-61; Jo 18.19-23). Os líderes religiosos judeus acusavam Jesus de blasfêmia, por Ele afirmar ser o Filho de Deus. A incredulidade cegou o entendimento dos doutores da Lei e, mesmo com provas tão cabais dadas por Deus acerca da identidade e propósito do Seu Filho, cometeram essa atrocidade contra o Cristo Jesus. Como o julgamento religioso não seria o bastante para assegurar a crucificação de Jesus, então, Seus adversários O conduziram até Pilatos, apresentando falsas acusações a fim de requererem a pena máxima contra o acusado: a crucificação (Jo 18.28-32). No Sinédrio, as acusações contra Jesus eram de cunho religioso, enquanto as falsas acusações apresentadas a Pilatos tinham cunho político, pois diziam que Jesus afirmava ser o Rei dos judeus, bem como contrário ao pagamento de tributos para o Império Romano (Lc 23.1-2).

Pilatos ficou pressionado, por um lado, pela fúria dos judeus exigindo a crucificação de Jesus e, por outro lado, pelo bom senso de sua esposa, a qual havia recebido em sonho o discernimento da inocência de Jesus Cristo (Mt 27.19; Jo 18.33-38). Sendo assim, Pilatos, na tentativa de não se envolver nesse negócio, enviou Jesus a Herodes, pois este era governante da Galileia (Lc 23.6-11). No entanto, Herodes não achou qualquer culpa em Jesus que O fizesse digno de morte, por isso, enviou O    novamente a Pilatos. Enquanto isso, a fúria dos judeus se avolumava cada vez mais, ao ponto de trocarem o Messias por um criminoso chamado Barrabás (Lc 23.17-18). Por fim, Pilatos não teve escolha e cedeu aos auspícios dos judeus de crucificarem o Salvador  (Lc 23.20-24; Jo 19.1-5; 19.12-16).

A prisão, o julgamento e a condenação de Jesus não foram imprevistos que surgiram para frustrar o Seu ministério. Pelo contrário, enquanto judeus e romanos acreditavam estar eliminando o ministério de Cristo, na verdade, eles estavam conduzindo o Salvador ao cumprimento total do Seu propósito aqui na terra.




* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“VIDA E OBRA DE JESUS”

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Jesus prepara seus discípulos para sua ascensão.





Na lição anterior, examinamos as Escrituras Sagradas a fim de compreendermos os propósitos para os muitos milagres operados por Jesus Cristo. Nesta lição, vamos estudar as Escrituras Sagradas com o objetivo de compreendermos as instruções dadas por Cristo aos Seus discípulos no intuito de prepara-los para a Sua morte, ressurreição e ascensão. Toda essa preparação destacava que a morte de Cristo era parte do plano de Deus, e não resultado final da conspiração dos judeus e dos romanos. Jesus, como estava plenamente consciente dos fatos finais do Seu ministério, preocupou-se em preparar os Seus discípulos para não serem surpreendidos nem desapontados. Estas instruções preparativas são repletas de princípios relevantes para a nossa fé hoje, portanto, vamos aprendê-los e sermos edificados.

Jesus, tendo em vista a necessidade de os Seus discípulos O sucederem na expansão do Seu Reino, certificou-se acerca da convicção alcançada por eles com relação à Sua identidade e ao Seu propósito. Eles jamais seriam bem-sucedidos na obra de expansão do Reino sem uma inabalável convicção sobre a identidade e o propósito do Cristo. O que nos chama a atenção neste texto em análise é o destaque dado por Jesus à revelação concedida pelo Pai a Pedro e aos Seus escolhidos, que estabelece um fundamento sólido e inabalável capaz de resistir firmemente a todo ataque do maligno e, ainda, avançar conquistando o território inimigo. A divina revelação estabelece em nossos corações o testemunho eficaz sobre a realidade de Cristo Jesus. Com base nessa revelação concedida a Pedro e aos demais apóstolos, o Senhor lhes prometeu entregar a “chave do Reino dos céus”, a qual nada mais é que o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus e o livre acesso ao trono de Deus pela fé no sangue de Jesus (Jo 14. 15-23; Mt 18.18 e 23.13; Jo 20.23). Outrora, separados de Deus em razão dos nossos pecados, estávamos em trevas e sombras de morte, mas, agora, como novas criaturas regeneradas por Cristo, podemos conhecer a Sua vontade a fim de realiza-la aqui na terra como ela é feita no céu (Jo 14.13, 14; 15.16; Rm 12.1, 2). Essa revelação e a conexão com Deus por meio da oração compõem a força motriz essencial para o avanço da Igreja rumo ao seu triunfo final, por isso, o Mestre jamais poderia deixar de compartilhar essas verdades com os Seus discípulos antes de partir.

Para Jesus, preparar os Seus discípulos para a Sua morte certamente foi uma das Suas tarefas mais difíceis. O motivo da dificuldade desta tarefa estava ligado à mentalidade vigente em Seus discípulos e a expectativa equivocada que eles tinham em relação ao Messias de Deus. Eles esperavam do Messias o uso da força militar para libertar Israel do jugo estrangeiro e dos seus infortúnios. No entanto, a libertação trazida por Cristo não tinha caráter político-econômico, mas sim espiritual, pois o jugo do pecado e do diabo sobre os israelitas eram os verdadeiros responsáveis pela escravidão deles. Pode parecer contraditório, no entanto, o fato é que a vitória de Cristo sobre os Seus inimigos seria consumada somente com a Sua própria morte. Enquanto os grandes imperadores do mundo lutavam para aniquilar seus adversários no campo de batalha, o nosso Rei Jesus triunfou na cruz sobre os Seus inimigos e os expôs publicamente (Mt 16.21; Cl 2.13-15; 1 Co 1.21-24). Era inconcebível para Pedro a ideia de Jesus morrer, pois ele provavelmente enxergava na Sua morte a interrupção da Sua obra, porém, era justamente na morte e ressurreição de Cristo que se encontrava o ápice e consumação da Sua grande obra (1 Jo 2.1, 2; Rm 3.21-26). É interessante notar a abrupta oscilação espiritual experimentada por Pedro, pois num minuto ele recebeu a tremenda revelação sobre a identidade e o propósito de Cristo e, logo em seguida, ele deu lugar para Satanás ao se opor à necessidade de Jesus morrer (Mt 16.20-23). Precisamos ser vigilantes em todo o tempo porque somos suscetíveis a esta mesma horrível oscilação espiritual.

Era muito perturbador para os discípulos, após tudo o que aprenderam e todos sinais vistos por eles, pensar na ausência do Filho de Deus. Ora, e não só isso, os discípulos nunca haviam experimentado um amor mais puro e incondicional do que o de Jesus, portanto, a ausência d’Ele representava também a privação do Seu magnífico bem (Mt 9.14, 15; Lc 5.33-35). A fim de pacificar os corações atordoados dos Seus amados discípulos, Jesus os instruiu acerca do sublime propósito da Sua ascensão: preparar as moradas celestiais para os Seus escolhidos e enviar o Consolador, conforme citado nos textos bíblicos acima. A obra principal de Jesus tem por foco a redenção eterna do Seu povo e não a garantia de comodidades terrenas, como alguns equivocadamente pensam. Por enquanto, é um grande mistério como Jesus está preparando as moradas celestiais, todavia, confiamos em Sua fidelidade para cumprir as Suas promessas (Jo 14.1-3). O Consolador seria enviado somente após a ascensão de Cristo para ser o ajudador em tempo integral dos Seus discípulos. Jesus, segundo a Sua bondade, assegura aos Seus discípulos a fiel companhia do Consolador, cujo objetivo era assisti-los ao longo de toda a peregrinação (Jo 7.38, 39; Jo 14.16-18; 16.7-15). Ainda contamos com a presença do Consolador para nos conduzir com segurança ao triunfo final da Igreja na terra.


Era de suma importância que Jesus preparasse os Seus discípulos para a Sua morte, ressurreição e ascensão para eles crerem n’Ele quando tudo fosse cumprido, bem como para eles não serem surpreendidos ou desapontados. Jesus estava preparando os Seus discípulos para os eventos que transformariam radicalmente o mundo para sempre.




* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“VIDA E OBRA DE JESUS”

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Os propósitos dos milagres de Jesus.






Na lição anterior estudamos as razões pelas quais Jesus confrontou a hipocrisia religiosa dos líderes judeus. Hoje, veremos os propósitos dos milagres operados por Jesus durante o seu ministério. Nos quatros Evangelho temos muitos registros de milagres operados por Cristo, o que ressalta a importância dos mesmos para o ministério de d’Ele. Basicamente, Jesus operou milagres tendo em vista três propósitos: Testemunhar acerca de sua identidade e missão, manifestar a compaixão de Deus aos afligidos por motivos diversos e deixar um modelo ministerial para os seus sucessores. É comum diferentes denominações evangélicas darem ênfase excessiva a um desses propósitos para os milagres em detrimentos dos demais propósitos, no entanto, nossa proposta de estudo apresenta uma visão equilibrada e saudável para desenvolvermos ministérios aprovados por Deus.

Segundo as profecias do Antigo Testamento, o Messias prometido por Deus seria ungido com o poder do Espírito Santo a fim de operar muitos milagres e maravilhas (Is 35.5,6; Is 53.4-6). Seu ministério foi poderoso não somente por seus ensinamentos, mas também pelos seus sinais, prodígios e maravilhas. Até mesmo os príncipes dos judeus, como Nicodemos e Jairo, foram convencidos acerca da autenticidade de Jesus por causa dos seus poderosos milagres (Jo 3.1-2; Jo 9. 29-33; Jo 11.43-45). A admiração e o respeito por Jesus cresciam no meio do povo à medida que eles viam seus poderosos milagres (Mc 2.9-12; Mt 8. 23-27). Com isso, a popularidade do seu ministério era alavancada de forma tremenda, e grandes multidões vinham até Ele trazendo seus enfermos para serem curados, de modo que Ele frequentemente se retirava para lugares desertos para conseguir privacidade com o Pai ou escapar do louvor dos homens (Lc 5.12-16; Jo 6.14, 15, 24-27).

Infelizmente, mesmo com todos milagres maravilhosos operados por Cristo, muitos não creram n’Ele e O rejeitaram. Os habitantes de Nazaré, por exemplo, duvidaram que Jesus fosse o Messias em virtude da familiaridade com a humanidade d’Ele desenvolvida por eles ao longo dos quase trinta anos de convívio (Mc 6.1-6). Houve também a rejeição por parte dos escribas e fariseus, os quais duvidaram da autenticidade do ministério de Jesus por Ele não seguir as tradições dos anciãos (Mt 15.1-2; Jo 11.46-50). Contudo, não temos sombra de dúvida sobre a autenticidade de Jesus, pois ninguém poderia fazer os milagres feitos por Ele sem o poder de Deus. Portanto, cremos que Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo, enviado ao mundo para salvar o seu povo dos seus pecados (Mt 16.15-17).

Neste episódio com a ressurreição do filho da viúva de Naim fica bastante claro a motivação de Jesus Cristo em operar milagres. Quando Ele contemplou a dor daquela viúva pela perda do seu único filho, sua reação imediata foi de compaixão. Certamente no coração do Mestre pairou muitos pensamentos sobre a provável desolação que sofreria a alma daquela mulher cujo esposo já havia falecido e agora perde seu único filho. Com isso, nosso Mestre demonstrou sua profunda sensibilidade pelas aflições comuns na vida humana neste mundo. E a sua ação compassiva de ressuscitar o rapaz e transformou um cortejo fúnebre em uma grande festa. É difícil imaginar o sentimento daquela viúva diante da repentina substituição da inefável dor do luto pela alegria maravilhosa em ver seu único filho reviver. Não é por acaso o registro do seu testemunho para a edificação da nossa fé (Mt 9.35, 36).

A geração que presenciou o ministério de Jesus era terrivelmente assolada por muitas moléstias e deficiências físicas congênitas, e, ao mesmo tempo, era totalmente desprovida de sofisticados recursos médicos e farmacêuticos. Portanto, o sofrimento provocado pelas enfermidades era praticamente inconsolável até a manifestação da compaixão do Pai por meio de seu Filho Jesus Cristo. Paralíticos, coxos e cegos cujas vidas eram prisioneiras da limitação física e da mendicância encontraram em Cristo cura e libertação. Leprosos e oprimidos pelo diabo estigmados pela rejeição social e religiosa encontraram em Cristo cura e restauração da dignidade (Mc 5.15-20). Cegos, mudos e surdos, cujas vidas eram privadas de perceber completamente a criação divina a sua volta e de relacionarem-se livremente com seus semelhantes, encontraram em Cristo a liberdade que tanto ansiavam. E os mortos, que foram ressuscitados por Cristo, receberam mais uma chance de viver para a glória de Deus.

Jesus, ao longo do seu ministério, empregou sistematicamente esforços com o objetivo de treinar os apóstolos para serem os seus sucessores na propagação do Evangelho do Reino. Ao lermos o livro de Atos dos Apóstolos, percebemos o sucesso do treinamento aplicado por Cristo aos seus sucessores, visto que, o Evangelho do Reino continuou sendo proclamado com poderosas manifestações dos dons do Espírito Santo (At 5. 14-16; 6. 7; 8. 4-8).

Em Marcos 16.14-20, temos o detalhamento das instruções de Jesus aos seus discípulos acerca da operação de sinais miraculosos a fim de cooperar com o testemunho da veracidade do Evangelho do Reino. Acreditamos que tais instruções não ficaram restritas a primeira geração de cristãos da história, mas que são para nós hoje. Não faz qualquer sentido encarar estas instruções sobre a operação de milagres como algo destinado apenas a geração apostólica, pois o impacto causado pelos sinais miraculosos naquela época é absolutamente necessário em nossos dias para testificarmos da autenticidade da ressurreição de Cristo. Observamos tanto nos Evangelhos quanto no livro de Atos, a repercussão dos milagres na produção de fé em corações incrédulos (Jo 4.47-53; At 9.32-35, 39-42). Não podemos nos esquivar do fato de que muitas pessoas, conforme os relatos bíblicos, creram no Evangelho do Reino em função da operação de milagres. Atualmente, mesmo com todos os grandes avanços da medicina e da farmacologia, muitas pessoas são terrivelmente afligidas por enfermidades incuráveis, debilitantes e letais. Portanto, precisamos do mesmo revestimento de poder concedido aos apóstolos para pregarmos o Evangelho do Reino a nossa geração com demonstrações poderosas do Espírito Santo (Lc 24.45-49; 1Co 2.1-5; Hb 2. 4; 13.8; Jo 14.12; 2Co 5.17-21).


A confiança na imutabilidade de Cristo é fundamental para desfrutarmos dos mesmos milagres operados por Ele em seu ministério terreno. Ele continua se importando com as pessoas injustiçadas ou oprimidas e, por isso, sua compaixão ainda se manifesta por meio de poderosos milagres. Recebemos de Deus a Palavra e o ministério da reconciliação com o objetivo de sermos fiéis e zelosos embaixadores de Cristo, portanto, precisamos seguir os Seus passos e fazermos as mesmas obras que Ele faria caso estivesse encarnado entre nós.




* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“VIDA E OBRA DE JESUS”

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A Babilônia do Apocalipse.






Sucedendo ainda o encadeamento de acontecimentos, ao abrirmos o derradeiro livro da Bíblia, uma das mulheres descritas nele é a igreja, a esposa do Cordeiro, que junto com o Espírito Santo, gera filhos para eternidade, representada no capítulo 12 do livro do Apocalipse, vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça.

A outra mulher mencionada, é a humanidade desviada do Criador, chamada de Babilônia, agora do capítulo 17 ao 20 do livro da Revelação, com minúcias a mais, mostradas a nós pela Palavra, isso é claro, aos olhos do Criador.  É comparada com uma mulher prostituta, pois se desencaminhou da orientação do seu Senhor, desde o Gênesis até o Apocalipse ela já existe, certamente.

Esta mulher, como mostrada ao apóstolo, estava trazida pela besta, já relatada no capítulo 13 deste livro, com sete cabeças e dez chifres. Mostra uma relação íntima entre ela e a besta, obviamente, que é o sistema de poder globalizado deste mundo, e, ainda mais, sustentada pelo dragão. Outro pormenor relevante descrito, é que ela estava embriagada com o sangue dos santos e das testemunhas de Jesus, como no caso das arenas romanas e inquisições, nas quais muitos cristãos foram mortos. A besta é um retalho, com domínios mundiais que existiram, outros deixaram de existir e ainda outros que voltariam a emergir. Entretanto, os próprios chifres que a queimarão no fogo, isto é, esses poderes globais iriam julgar a própria Babilônia.

O apóstolo se admira e o anjo lhe disse que lhe mostraria o segredo da mulher e da besta que a traz. Os sete montes, que são os impérios mundiais, que sempre perseguiram a igreja, é bom sempre lembrar disso, determinados pelo Altíssimo desde Egito, Assíria, Babilônico, Medo-Persa, Grego, Romano e o governo globalizado atual. Na época do apóstolo amado, estava no sexto, o romano e ainda um último viria que são os pés e dedos da revelação já dada ao profeta Daniel no capítulo 2 de seu livro, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.


 Em síntese, de maneira bem simplificada e retornando à antiga Babel, Babilônia significa confusão e rebelião contra Deus e ela é apoiada pelos impérios mundiais. Não é só uma instituição que se desviou dos princípios bíblicos e sim, claramente, toda a humanidade desviada. Ou somos igreja, ou então, infelizmente, somos Babilônia, não tem para onde ir. Então, sejamos, pois igreja, parte da mulher vestida do sol.