terça-feira, 29 de novembro de 2016

José, amado e odiado.

José nasceu de Raquel, mulher amada de Jacó, quando este ainda estava a serviço de Labão em Padã-Arã. É o filho amado gerado a Jacó na sua velhice. Após sonhos dados por Deus, José passa a enfrentar a inveja e investida de seus irmãos que o vendem a mercadores ismaelitas. Por fim, é vendido como escravo a Potifar no Egito. Isso fazia parte dos planos divinos revelados outrora a Abraão.

José aos dezessete anos já demonstrava fidelidade e tinha a confiança de seu pai. Era distinguido pela túnica colorida que seu pai lhe fizera, e o mais amado por Jacó por ser o filho da sua velhice (Jacó tinha cerca de noventa anos quando o gerou de Raquel), e ainda, era escolhido por Deus para um grande e maravilhoso projeto. Enciumados, seus irmãos já não conseguiam esconder a insatisfação e o tratavam com aspereza. José tem dois sonhos parecidos, e neles o rapaz destaca-se e é reverenciado pelos seus familiares. Ao contá-los à sua família, e após certa interpretação, seus irmãos ainda mais o aborreceram e o invejaram. O experiente Jacó, porém, após repreensão a José, sabiamente guarda este negócio no seu coração.

José é enviado por seu pai ao vale de Hebrom, para saber o estado de seus irmãos e do gado. Quando seus irmãos o viram de longe, desprezaram-no e conspiram contra sua vida. Chegando a seus irmãos, despiram-lhe da túnica dada por seu pai e, por interferência do primogênito, Ruben, não foi morto, mas lançado em uma cova vazia. O moço foi então vendido a uma caravana de mercadores, que o revenderam no Egito a Potifar, capitão da guarda de Faraó. Ruben se preocupa e, para dar a notícia do desaparecimento de José, tomam a túnica colorida, mancham de sangue de cabrito e a levam a Jacó. O patriarca rasgou seus vestidos, vestiu-se de sacos, lamentou e chorou a morte de seu filho.

A história da vida de José é interrompida neste capítulo por um relato envolvendo seu irmão Judá. Mas a Bíblia também mostra os demais filhos de Jacó, em outras ocasiões, como homens imperfeitos (cf. Gn 37.2), sobre os quais Deus certamente irá trabalhar para serem os patriarcas das doze tribos de Israel.

Assim temos a apresentação de Simeão e Levi como sanguinários (Gn 34.25); outros mais despojadores (Gn 34.27) e cruéis (Gn 37.31, 32); Ruben e sua falha, perdendo sua primogenitura (Gn 35.22; 1 Cr 5.1), e a longa narrativa sobre Judá, a qual desenvolvemos a seguir.

Judá casa-se com uma mulher cananeia de nome Sua. Dela gera três filhos: o primogênito, Er, que fora morto por Deus por ser mau aos Seus olhos; Onã e o caçula, Selá. Segundo a tradição primitiva, Onã deveria gerar semente a seu irmão Er casando-se com a viúva Tamar. Onã astutamente não lhe dava semente, lançava-a na terra. Isso foi mau aos olhos de Deus, pelo que também o matou. Tamar recolhe-se a casa de seu pai até que Selá cresça e possa dela gerar semente a Er. Após muitos dias, Tamar, vendo que seu sogro não a dava a Selá, despe-se de sua viuvez, disfarça-se de prostituta, e o viúvo Judá, sem saber, entra à própria nora e dá-lhe penhor para posterior pagamento. Tamar engravida e Judá, sentindo-se desonrado, quer justiçar a mulher. Após Tamar mostrar o penhor (o selo, os lenços e o cajado), Judá os reconhece e confessa sua culpa na demora em dar-lhe Selá. Tamar gera de Judá os gêmeos Zerá e o primogênito Perez, os quais perfilarão a genealogia do Senhor Jesus.


Nestas passagens bíblicas vimos a integridade de José, o amor dedicado por seu pai, as perseguições e invejas de seus irmãos por não compreenderem os bons desígnios de Deus para suas próprias vidas. Assim, José é vendido e enviado ao Egito, onde se desenrolarão os planos divinos dantes revelados em sonhos.



Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“Os Patriarcas, de Abraão a José”.

sábado, 26 de novembro de 2016

Aprendendo com Mardoqueu.




No ano aproximado de 470 antes da vinda de Jesus, temos a história de Mardoqueu. Inicialmente relata acontecimentos na corte do rei Assuero que reinou desde a Índia até a Etiópia sobre 127 províncias.Foi realizada uma festa de 180 dias com todas as autoridades do Império e depois foi iniciada outra comemoração com todo o povo de Susã, a capital.

O rei já alegre mandou que introduzissem a rainha Vasti porque era formosa à vista e diante de sua recusa os sábios aconselharam o rei a destituí-la e escolher outra rainha para tomar o lugar 

Mardoqueu, primo de Ester e pai adotivo dela, a incentivou a participar desta seleção. Deus interfere nesse julgamento e ela achou graça aos olhos de todos.

Uma ascensão muito rápida de uma moça judia que se torna rainha...

No livro das crônicas é escrito uma intervenção de Mardoqueu livrando a vida do rei de uma cilada.

Um homem é elevado dentro do reino e mostra-se orgulhoso e fazia conta que todos se prostrassem diante dele. Incomodado questionou a causa e ele falou que era judeu.

Hamã propõe matar todos os judeus e quando vai pedir uma petição especial ao rei, pediu a morte de todos os judeus, um povo diferente dentro do reinado.

Mardoqueu se humilha e clama a Deus. A rainha manda mensageiros para saber a razão e ele a informa do decreto de morte e sugere que ela intercedesse pelo seu povo.

Ela entra na presença do rei e ele lhe aponta o cetro de ouro a livrando da morte.

Quando o perseguidor faz uma forca e planeja dá o bote final contra Mardoqueu, o rei não dorme e lê às crônicas e vê que nada foi feito para recompensá-lo. Já de manhã pergunta a Hamã o que se faria a súdito muito agradável e ele sugere algo muito honroso pensando que era para ele mesmo. 

Ester denuncia o opressor e ele se perturbou e tenta suplicar a rainha e ao retornar e ver ele no leito real tentando mudar a sua situação, o rei dá uma sentença de morte para Hamã.

Foi dada ao povo israelita, através de um novo decreto, a possibilidade de defesa e com a elevação de Mardoqueu para a posição do inimigo de seu povo, os governadores temeram e também ajudaram na defesa do povo judeu.


Uma grande evangelização, pois muitos se fizeram judeus!     








  


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Fala-se tanto de uma grande tribulação, como é isto?


Um período de grande tribulação foi anunciado pela Palavra de Deus, desde os dias antigos. Deus sempre assim avisou aos seus servos, para crermos e confiarmos mais Nele, pelo entendimento de que nada poderá escapar ao seu controle. E a Igreja nisso acha paz e se fortalece, na esperança da vitória e da consolação também prometidas (Jo 16.33; 2 Co1.7; 1 Pd 4.12-14).

A ideia apresentada é a de aflição, sofrimento, pressão, perseguição e injustiças que o crente padece por causa da Verdade, por causa do Senhor Jesus (Mt 5.11). Acrescenta-se a pressão, a aflição ou angústia da vida cotidiana, pois o mundo jaz no maligno e o salvo é Luz. (Jo 16.20) (At 14.22).

       Há citações diversas apontando para grandes aflições que sobrevêm ao mundo ou sobre os crentes (Mt 24.21; Dn 12.1). Mas esta expressão “grande tribulação” é encontrada em Ap 7.14, referindo-se à aflição que sobreviria aos de Deus - aos justificados pelo seu sangue - em um tempo conforme veremos a seguir.

             Salientemos antes que o tempo de Deus não é igual à contagem humana. Um Dia para Deus não só pode significar Mil Anos ou Um Ano ou, melhor ainda, um Período Para Nós Indeterminado e só do conhecimento divino (2 Pd 3.8).

Tendo transcorrido Sete e sessenta e duas Semanas (Dn 9.25) restou tão somente uma Semana, espaço da chegada do messias à consumação, quando o Messias seria rejeitado e morto. Esta semana projeta-se até o fim. (Dn 9.26) Agora, atenção, pois há uma repartição desta Semana Final em novos dois períodos De Meia Semana (3,5 Dias ou os 3,5 Períodos De Deus). A separação se dá pela citação de que no Meio da Semana, Ele, o Messias, “Faria Cessar O Sacrifício E Oferta De Manjares” (Vs. 27). Cumpriu-se isto quando Cristo morto pelos Judeus, tornava desnecessário ou inútil Os Sacrifícios E Ofertas determinadas pela Lei.(Hb 10.1, 8 a 11). Para que cessasse de fato toda religiosidade inútil definida pela Lei, foi, então, destruído o Templo, pelo “Povo Do Príncipe Que Havia De Vir”, os romanos; desde então nunca mais se realizou tais rituais. (Mt 24.2)

Desde esse acontecimento (a morte e subida de Jesus ao céu) transcorre A Metade da Última Semana conforme está no texto de Dn 9.27.  “Sob As Asas Das Abominações Virá O Assolador E Isso Até A Consumação”, - Aqui Está O Período Da Grande Tribulação – observe que vai se desenrolar Até o Fim, incluindo a destruição do Assolador. Esse período de três e meio dias, ou meses, ou anos, são todos figurados na expressão “Tempo, Tempos E Metade De Um Tempo”). (Dn 12.7; Ap 12.6 e 14; 13.5 a 7)

A Tribulação será Grande por vários motivos, citamos: a presença do anticristo, que já está presente no mundo (1 Jo 2.18 e 4.3); e sua oposição ao Evangelho (2 Co 1.8); pela grande  fúria do Mal, quando foi derribado do céu com a glorificação de Jesus, após sua ascensão (Ap 12.5, 9,12, 17); por causa da multiplicação da iniquidade ou avanço das trevas (1 Tm 4.1,2; 2 Tm 3. 1 a 4). No nosso texto bíblico de Daniel ela é localizada antes da ressurreição dos mortos, ou seja, antes da vinda de Jesus. (Dn 12.1,2)

       Por Jesus fica bem identificada esta tribulação como “A Grande” quando Ele diz: “haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora” e bem localizada no tempo – antes de sua vinda, ao dizer: “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem” e, ainda, antes do arrebatamento da Igreja: “ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos” (Mt 24.21, 29-31). O que também é confirmado nas palavras de Marcos. (Mc 13. 19,24)


A Grande Tribulação, como um dos Juízos de Deus profetizados, prosseguirá até o seu cumprimento total. Paulo nos exorta (1 Ts 3.3; Fp 1.28 e 29). Ninguém sabe quando se dará o arrebatamento da Igreja, findando as setenta semanas, mas sabemos que é a nossa missão pregar o evangelho e dar testemunho de Cristo diante dos homens.  Quando Jesus voltar terminará a tribulação e passaremos a desfrutar com ele da paz e glória celestiais. (2 Ts 1.7)



* Texto cedido por: EBD – Classe de Juvenis “Escatologia”.
4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A prudência, tempo e modo certos no falar.




A prudência, tempo e modo certos no falar são virtudes que mostram a aplicação na prática do desenvolvimento dos frutos do Espírito na vida cotidiana. 

No caso difícil que enfrentou Ester, tendo o seu povo sido condenado injustamente à morte por uma alta autoridade do reino da Média e Pérsia, Hamã, ela demonstrou muita sabedoria para defender seus parentes daquela perseguição, e ao mesmo tempo, apontar o verdadeiro opressor e inimigo.

Ela se arriscou ao entrar na presença do rei sem ser chamada, mas não teve o ímpeto de já falar o que lhe afligia, convidando o rei e o oponente para dois banquetes e só depois relatou seu desgosto ao monarca.

Neste ínterim, Deus também trabalhava pelo povo de Israel fazendo o soberano perder o sono e se informar quanto como Mardoqueu tinha salvado a sua vida e sempre estava à porta do reinado com humildade, enquanto que o adversário, muito soberbo e presunçoso.

Há muitos conselhos para sermos sábios no uso de nossas palavras, da dificuldade de se controlar nossa língua, usá-las corretamente e no tempo apropriado.


Quando usamos as certas palavras no momento impróprio, não surgirá o efeito que poderia ser alcançado na hora certa...

O modo de se expressar agrupado ao tempo complementa o conjunto de características necessárias para a eficácia no uso da comunicação. Se queremos falar de paz e expressarmos de maneira truculenta e intransigente, não seria isso um paradoxo? Então, o modo como nos expressamos, no tom da voz, na feição do rosto, articulação dos membros também são importantes.


Pois é...

terça-feira, 22 de novembro de 2016

O retorno de Israel a Canaã.

Obedecendo à ordem de Deus, Jacó parte de Padã-Arã para retornar à terra da sua parentela. Abençoado pelo Senhor em tudo, ele que chegara a Padã-Arã somente com um cajado, agora volta levando uma grande família, servos, servas, rebanho e muitos outros bens.

Nessa jornada de volta a Canaã, Jacó irá crescer um pouco mais no conhecimento do Deus de seus pais.

Jacó, tendo decidido voltar para a casa de seus pais, receoso de ser impedido por Labão, sai escondido levando a sua família e todos os seus bens. Labão o persegue com o intento de usar de força contra ele, alcança-o depois de sete dias, mas o Senhor Deus fala com Labão, impedindo-o de fazer mal a Jacó.

Ao repreender Labão pela sua conduta, Jacó relembra-o de como fiel e dedicadamente o serviu durante vinte anos, e que só não saiu vazio porque o Deus de Abraão e Isaque atentou para a sua aflição e para o trabalho de suas mãos.

 Jacó e Labão fazem um pacto com juramento de que um não faria mal ao outro, e levantam uma coluna de pedras como testemunho; Jacó oferece sacrifício ao Senhor e Labão despede-se voltando para Padã-Arã.

O temor de Jacó é grande em relação ao seu irmão Esaú, e aumenta ainda mais quando os mensageiros enviados por ele retornam, informando que Esaú vinham ao seu encontro com quatrocentos homens.

Para aplacar a ira de seu irmão, Jacó divide o que tem em três grupos e envia cada grupo separado com presentes para ele (Pv 21.14).

Jacó percebe a gravidade da situação e passa a noite lutando com Deus em oração. Decidido a ser abençoado, a expressão de Jacó ao Anjo é: “Não te deixarei ir, se me não abençoares”.

Chega a alva e com ela a bênção para Jacó: o seu nome a partir daquele momento seria Israel, e ele recebe uma marca onde o anjo o tocara, marca que o faria lembrar daquele encontro pelo resto da vida.

Jacó vai ao encontro de Esaú, que o recebe prazerosamente e sem animosidade alguma.

 O Deus que mudou o seu nome também já mudara o coração de Esaú em relação à sua pessoa.

Chegando em Canaã, Jacó estabelece-se inicialmente em Siquém; ali levanta um altar ao Senhor e o chama de Deus, o Deus de Israel.

Vemos um crescimento de Jacó no conhecimento de Deus: Deus agora não é somente o Deus de Abraão e o Deus de Isaque – Ele é também o seu Deus.

Posteriormente, Jacó se estabelece em Betel onde, a exemplo de seus pais, levanta mais um altar ao Senhor.

Em Betel, Deus se manifesta mais uma vez a Jacó e renova a Sua promessa para ele: “Frutifica e multiplica-te, uma nação e multidão de nações sairão de ti, e reis procederão de ti” (35.11).

Jacó parte de Betel para Manre, onde encontrará seu pai; nas proximidades de Efrata, Raquel morre ao dar à luz Benjamim, o décimo segundo filho de Jacó, completando-se assim os doze patriarcas que darão origem às doze tribos de Israel.


Jacó cresceu muito em comunhão e conhecimento de Deus; na verdade, quando chega de volta a Canaã, ele está completamente mudado, não somente por ter uma grande família e muitos bens, mas por não ser mais Jacó, e sim Israel – aquele que luta com Deus e prevalece.


* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“Os Patriarcas, de Abraão a José”.