quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Os propósitos dos milagres de Jesus.






Na lição anterior estudamos as razões pelas quais Jesus confrontou a hipocrisia religiosa dos líderes judeus. Hoje, veremos os propósitos dos milagres operados por Jesus durante o seu ministério. Nos quatros Evangelho temos muitos registros de milagres operados por Cristo, o que ressalta a importância dos mesmos para o ministério de d’Ele. Basicamente, Jesus operou milagres tendo em vista três propósitos: Testemunhar acerca de sua identidade e missão, manifestar a compaixão de Deus aos afligidos por motivos diversos e deixar um modelo ministerial para os seus sucessores. É comum diferentes denominações evangélicas darem ênfase excessiva a um desses propósitos para os milagres em detrimentos dos demais propósitos, no entanto, nossa proposta de estudo apresenta uma visão equilibrada e saudável para desenvolvermos ministérios aprovados por Deus.

Segundo as profecias do Antigo Testamento, o Messias prometido por Deus seria ungido com o poder do Espírito Santo a fim de operar muitos milagres e maravilhas (Is 35.5,6; Is 53.4-6). Seu ministério foi poderoso não somente por seus ensinamentos, mas também pelos seus sinais, prodígios e maravilhas. Até mesmo os príncipes dos judeus, como Nicodemos e Jairo, foram convencidos acerca da autenticidade de Jesus por causa dos seus poderosos milagres (Jo 3.1-2; Jo 9. 29-33; Jo 11.43-45). A admiração e o respeito por Jesus cresciam no meio do povo à medida que eles viam seus poderosos milagres (Mc 2.9-12; Mt 8. 23-27). Com isso, a popularidade do seu ministério era alavancada de forma tremenda, e grandes multidões vinham até Ele trazendo seus enfermos para serem curados, de modo que Ele frequentemente se retirava para lugares desertos para conseguir privacidade com o Pai ou escapar do louvor dos homens (Lc 5.12-16; Jo 6.14, 15, 24-27).

Infelizmente, mesmo com todos milagres maravilhosos operados por Cristo, muitos não creram n’Ele e O rejeitaram. Os habitantes de Nazaré, por exemplo, duvidaram que Jesus fosse o Messias em virtude da familiaridade com a humanidade d’Ele desenvolvida por eles ao longo dos quase trinta anos de convívio (Mc 6.1-6). Houve também a rejeição por parte dos escribas e fariseus, os quais duvidaram da autenticidade do ministério de Jesus por Ele não seguir as tradições dos anciãos (Mt 15.1-2; Jo 11.46-50). Contudo, não temos sombra de dúvida sobre a autenticidade de Jesus, pois ninguém poderia fazer os milagres feitos por Ele sem o poder de Deus. Portanto, cremos que Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo, enviado ao mundo para salvar o seu povo dos seus pecados (Mt 16.15-17).

Neste episódio com a ressurreição do filho da viúva de Naim fica bastante claro a motivação de Jesus Cristo em operar milagres. Quando Ele contemplou a dor daquela viúva pela perda do seu único filho, sua reação imediata foi de compaixão. Certamente no coração do Mestre pairou muitos pensamentos sobre a provável desolação que sofreria a alma daquela mulher cujo esposo já havia falecido e agora perde seu único filho. Com isso, nosso Mestre demonstrou sua profunda sensibilidade pelas aflições comuns na vida humana neste mundo. E a sua ação compassiva de ressuscitar o rapaz e transformou um cortejo fúnebre em uma grande festa. É difícil imaginar o sentimento daquela viúva diante da repentina substituição da inefável dor do luto pela alegria maravilhosa em ver seu único filho reviver. Não é por acaso o registro do seu testemunho para a edificação da nossa fé (Mt 9.35, 36).

A geração que presenciou o ministério de Jesus era terrivelmente assolada por muitas moléstias e deficiências físicas congênitas, e, ao mesmo tempo, era totalmente desprovida de sofisticados recursos médicos e farmacêuticos. Portanto, o sofrimento provocado pelas enfermidades era praticamente inconsolável até a manifestação da compaixão do Pai por meio de seu Filho Jesus Cristo. Paralíticos, coxos e cegos cujas vidas eram prisioneiras da limitação física e da mendicância encontraram em Cristo cura e libertação. Leprosos e oprimidos pelo diabo estigmados pela rejeição social e religiosa encontraram em Cristo cura e restauração da dignidade (Mc 5.15-20). Cegos, mudos e surdos, cujas vidas eram privadas de perceber completamente a criação divina a sua volta e de relacionarem-se livremente com seus semelhantes, encontraram em Cristo a liberdade que tanto ansiavam. E os mortos, que foram ressuscitados por Cristo, receberam mais uma chance de viver para a glória de Deus.

Jesus, ao longo do seu ministério, empregou sistematicamente esforços com o objetivo de treinar os apóstolos para serem os seus sucessores na propagação do Evangelho do Reino. Ao lermos o livro de Atos dos Apóstolos, percebemos o sucesso do treinamento aplicado por Cristo aos seus sucessores, visto que, o Evangelho do Reino continuou sendo proclamado com poderosas manifestações dos dons do Espírito Santo (At 5. 14-16; 6. 7; 8. 4-8).

Em Marcos 16.14-20, temos o detalhamento das instruções de Jesus aos seus discípulos acerca da operação de sinais miraculosos a fim de cooperar com o testemunho da veracidade do Evangelho do Reino. Acreditamos que tais instruções não ficaram restritas a primeira geração de cristãos da história, mas que são para nós hoje. Não faz qualquer sentido encarar estas instruções sobre a operação de milagres como algo destinado apenas a geração apostólica, pois o impacto causado pelos sinais miraculosos naquela época é absolutamente necessário em nossos dias para testificarmos da autenticidade da ressurreição de Cristo. Observamos tanto nos Evangelhos quanto no livro de Atos, a repercussão dos milagres na produção de fé em corações incrédulos (Jo 4.47-53; At 9.32-35, 39-42). Não podemos nos esquivar do fato de que muitas pessoas, conforme os relatos bíblicos, creram no Evangelho do Reino em função da operação de milagres. Atualmente, mesmo com todos os grandes avanços da medicina e da farmacologia, muitas pessoas são terrivelmente afligidas por enfermidades incuráveis, debilitantes e letais. Portanto, precisamos do mesmo revestimento de poder concedido aos apóstolos para pregarmos o Evangelho do Reino a nossa geração com demonstrações poderosas do Espírito Santo (Lc 24.45-49; 1Co 2.1-5; Hb 2. 4; 13.8; Jo 14.12; 2Co 5.17-21).


A confiança na imutabilidade de Cristo é fundamental para desfrutarmos dos mesmos milagres operados por Ele em seu ministério terreno. Ele continua se importando com as pessoas injustiçadas ou oprimidas e, por isso, sua compaixão ainda se manifesta por meio de poderosos milagres. Recebemos de Deus a Palavra e o ministério da reconciliação com o objetivo de sermos fiéis e zelosos embaixadores de Cristo, portanto, precisamos seguir os Seus passos e fazermos as mesmas obras que Ele faria caso estivesse encarnado entre nós.




* Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“VIDA E OBRA DE JESUS”

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A Babilônia do Apocalipse.






Sucedendo ainda o encadeamento de acontecimentos, ao abrirmos o derradeiro livro da Bíblia, uma das mulheres descritas nele é a igreja, a esposa do Cordeiro, que junto com o Espírito Santo, gera filhos para eternidade, representada no capítulo 12 do livro do Apocalipse, vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça.

A outra mulher mencionada, é a humanidade desviada do Criador, chamada de Babilônia, agora do capítulo 17 ao 20 do livro da Revelação, com minúcias a mais, mostradas a nós pela Palavra, isso é claro, aos olhos do Criador.  É comparada com uma mulher prostituta, pois se desencaminhou da orientação do seu Senhor, desde o Gênesis até o Apocalipse ela já existe, certamente.

Esta mulher, como mostrada ao apóstolo, estava trazida pela besta, já relatada no capítulo 13 deste livro, com sete cabeças e dez chifres. Mostra uma relação íntima entre ela e a besta, obviamente, que é o sistema de poder globalizado deste mundo, e, ainda mais, sustentada pelo dragão. Outro pormenor relevante descrito, é que ela estava embriagada com o sangue dos santos e das testemunhas de Jesus, como no caso das arenas romanas e inquisições, nas quais muitos cristãos foram mortos. A besta é um retalho, com domínios mundiais que existiram, outros deixaram de existir e ainda outros que voltariam a emergir. Entretanto, os próprios chifres que a queimarão no fogo, isto é, esses poderes globais iriam julgar a própria Babilônia.

O apóstolo se admira e o anjo lhe disse que lhe mostraria o segredo da mulher e da besta que a traz. Os sete montes, que são os impérios mundiais, que sempre perseguiram a igreja, é bom sempre lembrar disso, determinados pelo Altíssimo desde Egito, Assíria, Babilônico, Medo-Persa, Grego, Romano e o governo globalizado atual. Na época do apóstolo amado, estava no sexto, o romano e ainda um último viria que são os pés e dedos da revelação já dada ao profeta Daniel no capítulo 2 de seu livro, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.


 Em síntese, de maneira bem simplificada e retornando à antiga Babel, Babilônia significa confusão e rebelião contra Deus e ela é apoiada pelos impérios mundiais. Não é só uma instituição que se desviou dos princípios bíblicos e sim, claramente, toda a humanidade desviada. Ou somos igreja, ou então, infelizmente, somos Babilônia, não tem para onde ir. Então, sejamos, pois, pare da mulher vestida do sol.



As sete taças da ira de Deus.






Continuando o estudo no livro do Apocalipse, agora no capítulo 15 e 16, temos os sete anjos que tinham as sete últimas pragas, sendo um agravamento das pragas das trombetas, porque nas pragas derradeiras é consumada a ira dEle. No quinto selo almas gritavam debaixo do altar, dizendo, até quando, entretanto, agora, neste momento da revelação, eles dão glórias ao Senhor.

A revelação do que está por vir, a ira dEle será completada, acumulada pela rebeldia e impenitência dos homens, ficando bem claro que estas salvas de ouro, agora, alcançam a sua plenitude. Diferentemente dos selos e trombetas que revelavam castigos de forma parcial, para que os homens se arrependessem.

No verso 2 do capítulo 15, temos o primeiro anjo derramando sua taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem.

Depois disso, o segundo anjo, derramou sua taça no mar. Após, é derramada a próxima taça nos rios e nas fontes de águas, e se tornaram em sangue. Foram citadas destruições parciais, anteriormente, que não é realizada de uma vez imediata, contudo agora, a destruição é total.

No verso 8 ao 9, é apresentada a permissão de aumento de calor sobre o mundo. O quinto anjo derrama sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e os homens mordiam a língua de dor.


No verso 12 do capítulo 16, descortina outra revelação. O termo Eufrates, figurada aqui, mostra uma grande verdade, mostra o termo último, lá na fronteira norte da terra destinada ao povo de Deus. Uma clara destruição da separação, entre as coisas divinas e as que não são. Pouca visualização espiritual, como já disseram muito dos profetas, falta da Palavra dEle. Não se sabe ao certo, “o que é” e “o que não é” mais. Mostra o cenário de uma batalha, com vários preparativos sendo realizados pelas hostes do mal, num último impasse chamado Armagedom.


terça-feira, 14 de novembro de 2017

A ceifa e a vindima do Apocalipse.







No capítulo 14 do livro do Apocalipse, temos a visão do apóstolo João e viu o Cordeiro sobre o monte de Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa o nome dele e o de seu Pai. São os mesmos que purificaram as suas vestes no sangue dEle. Um exército maravilhoso, comprados para Deus, agora no céu com muita alegria, disciplina e santidade.

A partir do verso 6 do capítulo 14, João descreve as mensagens dos três anjos que são avisos do Eterno ao mundo antes do fim. A ordem de proclamação do evangelho de Jesus Cristo é reiterada.

No verso 8, outro anjo avisa, que caiu a Babilônia, que é toda a humanidade desviada do Senhor e Criador. Os infiéis a Deus têm se prostituído no mundo se afastando dEle.

Já no verso 9, o terceiro anjo adverte aqueles que adoram à besta e a sua imagem, bem como receberam o seu sinal, pois do Altíssimo virão grandes repreensões e tormentos imediatos aqui e depois a condenação eterna. Segue após um alerta da parte de Deus: bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam.

Em continuidade, agora no verso 14 a 16, o Filho do Homem, que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro e, na mão, uma foice aguda. Outro anjo saiu do templo e dá a ordem ao que estava assentado sobre a nuvem: Lança a tua foice e sega! É já vinda a hora de segar, porque a seara da terra está madura! Assim, os salvos são recolhidos para Deus.


No verso 17 saiu do templo, que está no céu, outro anjo, o qual também tinha uma foice aguda. Após a ordem de outro anjo, no verso 18, ele vindima os cachos da vinha da terra, e lançou-as no lagar da ira de Deus. É o fim do mundo, com as duas colheitas!


domingo, 12 de novembro de 2017

O que há de vir virá, e não tardará.






Deus conta com a gente, diz a cantora cristã. É verdade, pois os anjos quiseram também ser propagadores da salvação em Cristo, contudo, essa tarefa foi dada a nós.

A igreja é um corpo e nenhum membro é aperfeiçoado sem o outro, sozinho. Andamos juntos em Espírito, sofremos as mesmas calúnias e perseguições, venceremos e subiremos lado a lado. Inclusive, o Senhor pode, inclusive salvar, do mesmo modo, toda a nossa família.

Estamos na última hora bíblica, então falta muito pouco para o fim de todas as coisas. Se ainda, antes dEle vir, viermos a morrer em Cristo, similarmente nos juntaremos  aos vencedores que já partiram antes de nós.


Juntos somos mais fortes, certamente, e não podemos rejeitar as orientações do Salmo 133 e também sermos perseverantes, pois mais um “poucochinho” de tempo, e o que há de vir virá, e não tardará, como disse o escritor aos Hebreus, na sua preciosa epístola, pois você juntamente é inspiração a outros que estão na mesma labuta, eles igualmente contam conosco e o céu inteiro se move para ver a gente vencer, diz a irmã trovadora louvando ao Criador.

Deus abençoe a nossa caminhada, que Ele nos ajude a chegar até o final, sem desistir, pois "as crises e dores tem fim"!