domingo, 20 de agosto de 2017

Ovelhas sem pastor.


O Senhor da seara fez essa observação quando pregava o Evangelho do Reino e atendia ao povo. Teve dó deles, pois andavam perdidos e desorientados e completa com a triste expressão tão conhecida: “ovelhas sem pastor”.

Considerando que o pastor é um presente dado à igreja, e dEle não falta nada, então onde eles estavam, pois as ovelhas estavam abandonadas.

O ministério pastoral requer cuidados e trabalhos que não podem ser esquecidos. Ao vermos os crentes sem saber ao certo, para aonde ir, a firmeza de cada assunto bíblico que envolve sua vida – e ela é preciosa, fazendo, na maioria das vezes, o que bem parece aos seus, vem sempre a pergunta do Espírito: onde estão os pastores, para aonde eles foram?

Muitos pastores chamados podem estar parados por diversos problemas da carreira eclesiástica? Sim.

Outros entretanto, podem ter assumido visões diferentes da do Mestre e desviado da vocação inicial? Certamente.


Que o Altíssimo mande ceifeiros para a seara, desperte os enviados e converta os desviados, pois as ovelhas continuam sem pastor.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Oração de Paulo pelos efésios.


Nesta lição vamos estudar a segunda oração de Paulo pela igreja; na primeira, ele pediu ao Pai que desse à igreja visão espiritual; nesta, ele pede ao Pai fortalecimento no homem interior. Não obstante Paulo estar em uma prisão, seu pedido em nenhum momento tem caráter material, ou mesmo individual; sua oração é sempre em favor dos irmãos. Ela tem características próprias, objetivos claros e busca sempre a vontade de Deus.

Paulo sempre mantém o modelo de oração, que é dirigir o pedido a Deus e em nome de Jesus. Ao Pai porque é d’Ele que vem a resposta para a oração; e por Jesus porque Ele é o caminho para se chegar ao Pai – não há outra forma de o homem pecador se achegar a Deus.

Paulo tem certeza do acesso, pois usa a expressão “perante”, ou seja, face a face. Não é um ato meramente religioso, mas consciente, racional. Além de reconhecer que Ele é o Pai de toda a família nos céus e na terra e, se há algum pedido a fazer pelos filhos, é perante o Pai que se deve comparecer.   (Ec 5. 12)

O primeiro pedido foi para que os irmãos fossem fortalecidos com poder. A expressão tem a ideia de domínio, ou seja, os irmãos deveriam ser dominados pelo poder do Espírito Santo. E não é uma ação externa, pois Paulo está pedindo esse revestimento no homem interior. Esta promessa está contida em João 14.16, 17 e 20, assim como em Atos 1. 8.

Dessa forma o Espírito Santo fará com que os irmãos lancem raízes e se firmem cada vez mais em amor no lugar onde Cristo nos colocou – nos lugares celestiais. O que contrasta com a vida carnal que é superficial, que não entende nada das maravilhas de Deus! Na presença d’Ele podemos compreender como o Reino de Deus alcança para a salvação os piores pecadores; e a vitória final será de seu Ungido (Fp 2.9-11; 1 Co 15. 24).

A mente humana não compreende essas coisas e esse é outro objetivo na oração de Paulo, para que os irmãos conhecessem o que não pode ser conhecido por métodos humanos, o que ultrapassa o conhecimento racional (1 Co 2.9-14). Este era o desejo de Paulo – que os irmãos fossem tirados do plano natural e levados para o sobrenatural, de maneira que o homem estará cheio de toda a plenitude de Deus.

Ora, tudo isso que foi colocado ainda não é nada perto do que Deus tem poder para fazer pela igreja, Ele é poderoso para fazer muito mais.

Nesse sentido, que Deus faz além daquilo que pedimos ou até mesmo pensamos, muitas vezes não conhecemos a real necessidade espiritual dos irmãos, mas, conduzidos pelo Espírito Santo, alcançaremos aquilo que é a vontade de Deus (Rm 8.26). A obra que Deus realizou por meio de Cristo está muito além do entendimento humano, portanto, a Ele seja toda a honra e toda a glória.


Por esta oração de Paulo fica ainda mais claro o grande depósito de Deus em Cristo Jesus e que o papel da intercessão pela vida do povo é imprescindível. Somente através de uma vida diante da face de Deus é que a igreja sairá do natural e invadirá o sobrenatural. Não é ação humana; é de Deus, pelo poder do Seu Espírito. 


* Texto cedido por: EBD – 3º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“CARTA AOS EFÉSIOS”

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O pastor gestor e a gestão da Palavra.


Um sábio apóstolo disse a seu filho na fé: “pregues a Palavra em tempo e fora de tempo”.

A centralidade do culto e vida cristã deve ser a Palavra? Sim e isso quer dizer em todo.

Não diz que deveria ser a linha de pensamento “a” ou “b” que mais servem para discussões e disputas, acirrando o ânimo das partes que querem a todo custo defender uma ou outra instituição.

Sem dúvida mostra uma imaturidade muito grande, pois o que precisamos é de pregação bíblica genuína e não briga de mestres, pastores e doutores.

No início da igreja diz a Bíblia que o número de fiéis crescia muito e os apóstolos se preocuparam em se dedicar seu tempo à Palavra e Oração.

Hoje em dia se vê em muitas denominações a ânsia de ganhar cada vez mais membros, atingindo metas de crescimento, entretanto pagando-se um alto custo: muita distração e pouca ou nenhuma Palavra.

Oração? Sim, tem um pequeno grupo que se reúne um dia por semana.

Contudo, biblicamente, a função maior e insubstituível do pastor é gerir todo o seu tempo na preparação de um alimento sólido para o povo.

Outro problema crônico é a formação de pastores. Temos muitos gestores no meio evangélico, mas pastores muito pouco, infelizmente.

Uma das causas não seria a disputa por cargos e promoções sem o devido preparo do obreiro? É.

Ao invés de se dedicarem em aperfeiçoar os dons ministeriais e exercê-los com excelência, preferem serem “promovidos” na carreira institucional sem o devido aprimoramento.

Também tem a cumplicidade de líderes e a omissão na formação de discípulos, pois muitos o olham como ameaças à sua posição. Definitivamente esses perderam o foco, não estão mais na chamada deles, se é que foram chamados. Não estão no reino de Deus e sim trabalhando para construção de um legado pessoal.

Aí surgem as máfias, os grupos privilegiando os seus partidários e não reconhecendo o dom e a chamada divina.

Um abismo chama outro e estamos imersos num charco de lodo muito grande, quase impossível de transpormos.


Se a nossa geração já está sem pastores, não estamos formando sucessores, como será o amanhã de nossas igrejas? Nada bom. Uma igreja rica que acha que está influenciando o mundo, entretanto o mundo já a dominou com suas artimanhas, os princípios dela não são mais bíblicos, na verdade só tem o nome de igreja, pois as estrelas não estão na posição que Deus as colocou, em comunhão com Ele e ensinando a Palavra. 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A liberdade cristã e seus limites.

O apóstolo dos gentios exortou aos gálatas a não voltar à servidão, referindo-se à questão da circuncisão e quem quisesse se circuncidar que cumprisse também toda a lei.

Os judeus que não compreenderam a vinda do Messias e da implantação do novo concerto, ainda cumpriam a lei e suas observâncias. Entendiam que para servir a Deus era dessa forma apenas.

Paulo teve o entendimento aberto e juntamente com o Concílio em Jerusalém, adotaram os limites da Palavra que se devia ser observado, principalmente os novos conversos.

Isso também pode ser aplicado hoje em relação aos costumes cristãos? Sim.

A tradição tem a sua importância, pois identifica a cultura envolvida e transmite valores representativos de suas crenças.


Entretanto, o limite bíblico jamais deve ser ignorado, ele é, e sempre será, o nosso alicerce e bússola!   

domingo, 13 de agosto de 2017

Deus é um.


Deus não anda sozinho, o profeta Ezequiel relata isso no começo do seu livro, os querubins o levam de um lado para outro? Sim.

Temos também o profeta Isaías relatando a glória divina e o próprio apóstolo João no Apocalipse.

Ele não tem pressa no que faz, trabalha com a família celestial, e a Palavra diz que a Igreja de Cristo “ensina sabedoria”, inclusive aos principados e potestades no céu, diz o apóstolo Paulo na Carta aos Efésios.

Faltam palavras para exprimirmos a grandiosidade dEle, e se não conhecemos bem as coisas materiais, como falaremos das espirituais?

A dificuldade é real, entretanto, utilizando a confissão de fé dos judeus, no quinto livro da Bíblia, e na epístola aos Gálatas, na qual se diz que “Deus é um”, não há embasamento bíblico para dividi-lo!

Não O entendemos direito, dada a nossa fragilidade, contudo, alguns estudiosos ainda ousam dividi-lo? É.

Existe uma tendência egoísta no ser humano de separação, enquanto que o Espírito trabalha incansavelmente para unir e não é de sua vontade a separação, nunca. Separação, só do pecado...

Esse, “Deus é um”, era o ensinamento na época de Jesus e dos apóstolos (que ensinaram sobre todas as doutrinas) e em nenhum momento eles o criticaram.

Essa ideia de divisão, na verdade, veio depois de Jesus, sendo um dogma criado por uma instituição religiosa milenar e nem é citado literalmente no Livro sagrado.

Um sábio professor, disse uma vez que: Deus é Espírito e provou biblicamente que Deus é Santo também.

Não teve nenhuma dificuldade em mostrar de forma expositiva, na Bíblia toda (plenária), que Jesus é Espírito e é Santo.

O Espírito Santo, bem, o nome já sugere tudo, Ele é Espírito e Santo.

Não existe diferença nem divisão, pois “Deus é um.”

Entretanto, quando estudamos a Bíblia já direcionado/influenciado pela tradição milenar, realmente fica muito difícil de discernirmos essas verdades.

 A graça dEle, contudo, sempre nos ajuda a abrir os olhos. Graças a Deus!