terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A justiça de Deus e os juramentos.

Em continuidade à exposição que o Senhor vem fazendo acerca da Lei de Deus, explicando o seu verdadeiro sentido e alcance sobre a vida daqueles que cuidam fazer parte do reino dos céus, chegamos agora à consideração de outro aspecto de grande importância para a vida cristã, que diz respeito às palavras que saem da nossa boca, e à necessidade de que sejam a expressão de um caráter veraz e sincero.

O discípulo de Cristo sempre honra a Deus em tudo aquilo que diz, seja quando faz menção ao Seu santo nome, seja quando, na sua conversação cotidiana, fala e mantém sua palavra segundo aquilo que realmente está em seu coração e, ainda que com dano seu, não muda (Sl 15.1-4).

Em primeiro lugar, lembremos que o Senhor Jesus não está de modo algum se opondo à Lei de Deus, mas sim à interpretação tortuosa e à falsa aplicação dos mandamentos feitas pelos escribas e fariseus, a pretexto de assim ter sido ensinado aos antigos. 

A expressão do verso em apreço deve ser entendida como um resumo, ou a essência do que os líderes do povo de Israel consideravam mais importante quanto ao uso de juramentos nas conversações: que não se devia jurar falsamente pelo nome do Senhor (“não perjurarás”, cf. Lv 19.12), e o que fosse jurado (ou votado) expressamente no nome do Senhor devia ser cumprido (“cumprirás os teus juramentos ao Senhor”, cf. Nm 30.2).

Em ambos os casos, aqui entendemos que não se trata do juramento ou voto voluntário feito perante o Senhor, tendo em vista um propósito santo e piedoso (Dt 23.21-23); mas em conversação com o próximo, com o objetivo de confirmar a veracidade do que alguém afirmava ou negava.

Porém, o ensino dos escribas e fariseus não apenas limitava muito o que Deus realmente dizia sobre essa questão, mas levava o povo a fazer uso equivocado e pecaminoso de juramentos, como forma de fazer acreditar suas declarações acerca de coisas triviais, tratadas na conversação cotidiana. 

Assim, mesmo que a questão sob juramento fosse verdadeira, não incorrendo em perjúrio, o ato do juramento em si perdia toda a sua solenidade, e o nome sagrado de Deus era profanado pelo seu uso em questões de pouca importância, o que constituía violação do princípio fundamental expresso pelo terceiro mandamento: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Ex 20.7).

Esse hábito condenável de tudo o que fosse declarado ser aceito apenas à base de juramentos refletia, como nas demais situações exemplificadas por Cristo ao longo deste sermão, que a mentira, a falsidade, o uso de palavras fingidas e a desonestidade no trato com o próximo haviam proliferado entre o povo de Israel, de tal modo que não se podia mais confiar na simples declaração de alguém a respeito de qualquer coisa.

Ao mesmo tempo, isto revelava um problema ainda mais grave e pernicioso, e que, como no caso de outros pecados, também tinha sua origem no interior do homem – esse tipo de linguagem simplesmente revelava o caráter inconstante e o coração dobre, insincero, daquele povo.

A legitimidade do uso de um juramento não depende apenas da veracidade de uma declaração – não basta ser verdade o que se diz sob juramento – mas depende também de uma necessidade.

As Escrituras demonstram que, desde o princípio, os juramentos eram feitos sob a circunstância especial de uma questão ou compromisso entre os homens que não podia ser resolvido pela simples declaração dos fatos, mas exigia a solene invocação de Alguém superior, como testemunha e fiador da verdade, capaz tanto de sondar a sinceridade do coração das partes como também de punir aqueles que porventura usassem de engano (cf. Hb 6.16).

Dentre os muitos exemplos que poderiam ser citados, eis que fizeram uso apropriado de juramentos: homens piedosos, como os patriarcas (Gn 21.23; 24.8, 9; 31.53; 47.31), o apóstolo Paulo (Rm 9.1; 2 Co 1.23; Gl 1.20); os anjos (Ap 10.4-6); e até mesmo Deus (Gn 22.16; Hb 6.17- 18). Portanto, a proibição do Senhor: “de maneira nenhuma jureis” (v. 34) deve-se entender em sua relação com o contexto imediato, considerando-se que o povo usava levianamente de juramentos para validar suas palavras sobre as questões mais corriqueiras – e é a isto que o Senhor se opõe.

Mas o juramento feito em uma ocasião apropriada e solene, pelo contrário, é um ato que tanto glorifica a Deus, 12 por exaltar o Seu poder de único e justo Juiz, que faz valer a verdade e vinga a mentira; como também é exigido por Ele como aquilo que Lhe é devido pelo Seu povo, e que precisa ser feito exclusivamente em Seu nome (Dt 6.13; Is 45.23; 65.16; Jr 4.2).

Assim também, na sequência imediata dessas palavras, percebe-se uma referência a outra prática perniciosa que os escribas e fariseus ensinavam ao povo como formas de se evitar cair em transgressão: eles podiam fazer uso de juramentos indiretos, envolvendo o céu, a terra, a cidade de Jerusalém, ou a própria cabeça, para não incorrerem em profanação ao nome de Deus, ou em perjúrio.

Cristo condenou severamente essas sutilezas, afirmando que tudo aquilo pelo que juravam estava de alguma forma ligado a Deus, o Criador e Sustentador de todas as coisas e, se eles faziam isto com o propósito de dar crédito a uma declaração falsa, incorriam em perjúrio do mesmo modo que se jurassem diretamente pelo nome santo de Deus (cf. Mt 23.16-22).

Em contraposição ao uso imoderado e profano dos juramentos, o Senhor Jesus propõe, ou antes revela, o caráter do verdadeiro súdito do reino dos céus, expresso na sua linguagem cotidiana, particularmente naquilo que afirma ou nega.

O discípulo do reino dos céus tanto é comprometido com a justiça como também com a verdade e sinceridade, amando-as, e aborrecendo a mentira e falsidade em todas as suas formas (Ex 20.16; Ef 4.25).

É incompatível com a transparência da justiça divina o uso de palavras dúbias, que encobrem ou falsificam as intenções e pensamentos do coração, ao invés de serem sua fiel expressão; em outras palavras, tal atitude é condenada como hipocrisia e leviandade (cf. Mt 12.33-37).

Portanto, a palavra do cristão deve não apenas corresponder à verdade exterior dos fatos que afirma ou nega, mas também ser a expressão exata do que pensa e pretende dizer – se é sim, que seja sim; se é não, que seja não (cf. 2 Co 1.18). E, para isto, é necessário temperança, reflexão e sabedoria divina (Tg 3.10-13).

A propensão em jurar sobre qualquer palavra, inclusive invocando-se o nome de Deus, procede da inclinação maligna de um coração não regenerado, de um caráter leviano e inconstante, e que o Senhor não terá por inocente, mas sujeitará a juízo (Tg 1.8; 5.12).


Nossa palavra é um testemunho do que há em nosso coração. Enquanto os homens não confiam na palavra uns dos outros, nem na sua própria palavra, recorrendo a muitas formalidades para se aceitarem em suas declarações, em razão da falsidade e mentira que predomina em todos os seus relacionamentos; como discípulos de Cristo, temos compromisso com a verdade, devemos saber que nossas palavras correspondem a essa verdade em nosso coração, e nada, exceto a glória de Deus, pode nos constranger a qualquer outro termo ou expressão de confirmação do que dizemos, além do nosso sim ou não.

* Texto cedido por: EBD – 1º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“AS BEM-AVENTURANÇAS DO REINO”

Os planos de Deus são maiores que os meus!

Abraão, Isaque e Jacó optaram por seguir aquEle que os chamou? Sim.

O projeto do Eterno na vida de José foi excelente e ele obedeceu até o fim...

Davi foi fiel e Salomão também foi perseverante?

Amós deixou de ser plantador de sicômoros para uma mais nobre missão.

Os planos divinos são completos, melhores. Mas, quantas vezes temos a graça e paciência para esperá-los?

O plano sacrificial apresentado pelo Pai foi executado por Jesus...

Os sonhos dEle são maiores!


Pois é...


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Eu te sustentaria com o trigo mais fino...

Asafe escreve mais um Salmo, agora relatando que a história do povo de Israel seria outra se ele tivesse dado ouvidos ao Senhor? Sim.

Se acreditamos que Deus abençoa os seus servos de diversas maneiras, também não aconteceria o contrário quando não lhe somos sujeitos? Certamente.

O Eterno fez muitas coisas pelo povo escolhido para entregar sua mensagem, mas poderia ter sido diferente? É.

O salmo 81 descreve exatamente isso...

E nós, temos muito a agradecer as bênçãos eternas/temporárias em nossas vidas? E se tivéssemos sido mais obedientes?


Pois é...







domingo, 29 de janeiro de 2017

Olhe a espada e quem a enviou!


Existe uma diferença entre ser vítima de um infortúnio e de estar sofrendo consequências, correção de ações más repetidas? Certamente.

O povo de Israel ouviu de Deus essa mensagem através do profeta: olhe a espada e quem a enviou!

Para ajudar pessoas em dificuldades diversas precisamos de muito discernimento espiritual? Sim.

Se o Eterno está com sua espada desembainhada fazendo justiça e correções, quem somos nós que se intrometer?

Caso envolvamos, seremos também alvo de sua ira? Obviamente.

A correção dEle é no ponto e medida certos. Não devemos ficar alegres nem tristes, apenas cuidarmos para não sermos alvos dEla? É.

A orientação divina ao vidente é de que não devia nem orar por aquele povo, pois Ele não ouviria!

Olhe a espada e quem a enviou, sempre!


Pois é...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Ninguém vos engane com palavras persuasivas...

Uma das preocupações do apóstolo Paulo com os de Laodicéia era que eles continuassem enriquecidos da plenitude da inteligência, unidos e consolados.

A nossa ordem e firmeza da fé em Cristo é continuamente atacada e sempre somos impelidos a se desviar, seja com palavras persuasivas, filosofias e vãs sutilezas, pretexto de humildade e culto dos anjos.

Precisamos a cada dia estarmos sendo arraigados e edificados em Cristo e não inchados em carnais compreensões!

A condição de crescimento espiritual, além de desviarmos das acima citadas, é estarmos ligados a cabeça do corpo: Cristo.

Conceitos humanos passam, mas a Palavra permanece para sempre!

Pois é...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A justiça de Deus e o sétimo mandamento.

Passando à demonstração prática de como a justiça perfeita do reino dos céus se cumpre na obediência sincera à Lei de Deus, em seu sentido verdadeiro e espiritual, e não apenas na aparência e compreensão carnal dos escribas e fariseus, o Senhor Jesus considera agora o sétimo mandamento (“não adulterarás”) e suas reais e graves implicações sobre a vida de Seus seguidores. 

O intuito do Mestre ainda é contrastar a falsa interpretação e aplicação dada aos mandamentos pelos líderes do povo de Israel com aquilo que Deus realmente queria dizer e demandava, e ensinar que somente aqueles que são feitos participantes da verdade no íntimo do seu coração (Sl 51.6) são aptos para entender e anelar pelo cumprimento da vontade de Deus.

Mais uma vez devemos atentar para o fato de que Jesus, quando apresenta o mandamento em sua literalidade, não o faz para lembrar aos Seus ouvintes apenas o que estava escrito, mas também o que era ensinado pelos escribas e fariseus sob a autoridade dos antigos. 

Assim, o contraste é entre como eles (os mestres de Israel) limitavam os dizeres: “não adulterarás” ao mero ato exterior e consumado do adultério, preocupando-se apenas em condenar os que fossem apanhados no próprio ato (Jo 8.3, 4), e como Cristo resgatava o verdadeiro e profundo sentido desta lei, e revelava o seu poder perscrutador sobre os corações dos homens, tratando com o pecado na sua própria origem (Mt 15.19).

O Senhor explica que o pecado de adultério se dá primeiramente no coração através da cobiça; esta, por sua vez, alimentada por em que os olhos se detêm (2 Pe 2.14). A cobiça (ou concupiscência) é tão condenável quanto o próprio ato do adultério, porque envolve o desejo e o deleite no pecado, como se este já existisse (Tg 1.14, 15), diferenciando-se apenas por serem as circunstâncias tais que o indivíduo ainda não pode consumar o próprio ato. Com isto, Jesus está reafirmando o caráter espiritual do mandamento, porquanto procede de Deus, que vê e julga tanto o exterior, como também o interior. 

E, neste caso particular, é a própria Lei que testificava ser insuficiente obedecê-la apenas no exterior, pois ali encontramos o mandamento: “não cobiçarás” (Ex 20.17), que diz respeito totalmente ao homem interior (cf. Rm 7.7-11).
 Mas, assim como o sexto mandamento (“não matarás”) implica em muito mais do que o ato físico de ferir e tirar a vida do próximo, do mesmo modo o mandamento ora em estudo envolve mais que o adultério: nesta categoria se incluem todas as formas de lascívia e luxúria, tanto em pensamentos como em atos, as quais se originam e são nutridas no coração humano do mesmo modo que o adultério, e que atentam contra o próprio corpo (1 Co 6.18-20), e que não são menos graves e condenáveis aos olhos do Senhor (Ef 5.3-5; Hb 13.4).

Os pecados de lascívia e luxúria, mais do que quaisquer outros, exigem medidas drásticas, radicais, para serem vencidos – cortar e atirar para longe o membro que tem levado ao tropeço, ao pecado, seja no coração (os olhos), seja no corpo (as mãos). Essa medida, contudo, não deve ser entendida literalmente, pois o Senhor Jesus tem em vista o pecado na sua fonte: o coração. 

Os membros do corpo são apenas instrumentos e uma figura para os sentidos, que alimentam os pensamentos e que devem ser, estes sim, mortificados ou despojados pelo poder do Espírito de Deus (Rm 8.13; Cl 3.5, 8), dando lugar a um novo senso das coisas orientado pela palavra de Deus (Rm 12.1-3; Cl 3.1-2). 

Por aqui vemos que o pecado não é tratado por Cristo como coisa simples, fácil de ser evitado, e de pouca gravidade quando apenas no interior; mas é apresentado como um verdadeiro inimigo, uma força insinuadora e escravizadora, que compromete todo o ser através do coração, e condena o homem à perdição, mesmo quando não chega a se manifestar em atos consumados.

E, para subjugar esse adversário, é preciso renunciar a pensamentos, sentimentos e mesmo situações concretas que enganosamente se nos afiguram como tendo grande valor e com que criamos vínculos afetivos (Mt 16.24- 26).

Não é sem razão que somos constantemente orientados a vigiar, pois o perigo é real (Mt 26.41), e só podemos resistir às investidas desse inimigo pela graça de Deus (1 Co 10.12, 13; Ef 6.10-13; Jd 24, 25). 

Logo, a obra de mortificação da carne não consiste em mutilação nem sacrifícios carnais que pouco aproveitam (Cl 2.16-17, 20-23; 1 Tm 4.8), mas só é possível àqueles que são discípulos de Cristo, que já tiveram o corpo do pecado legalmente declarado morto pelo Seu sacrifício na cruz (Gl 2.19, 20), e foram gerados para uma nova vida, espiritual, pela Sua ressurreição (Rm 8.9, 10). 

Na verdade, todo aquele que é filho de Deus deve se aplicar à renúncia e santificação (Rm 6.11-14; 8.12).

Embora nestes versos Jesus faça nova menção ao que fora dito aos antigos, com o propósito de contrastar o ensino dos escribas e fariseus com a Sua fiel interpretação da Lei, não resta dúvida de que o assunto principal continua o mesmo: trata-se agora de como a união matrimonial havia sido banalizada por uma aplicação distorcida da lei do divórcio, generalizando a prática do adultério sob a cobertura de aparente obediência à Lei de Deus.

Tomando a permissão que Moisés havia dado ao povo para se divorciarem em um caso específico (Dt 24.1-4), justamente com o intuito de limitar a prática, pois aquele povo duro de coração não se conformaria a uma proibição absoluta, como no princípio (Mt 19.8); os escribas e fariseus interpretavam como uma ordem, aceitável sob qualquer situação (Mt 19.3, 7), desde que cumprida a exigência de se despedir a mulher com uma carta de divórcio. 

Mais uma vez, o Senhor se contrapõe à malícia dos líderes do povo, lembrando-os, em primeiro lugar, de que o divórcio por qualquer motivo é odioso aos olhos de Deus, pois contraria a lei divina da união indissolúvel do casal, estabelecida na criação, antes da queda (cf. Mt 19.4-6), e faz violência à mulher do concerto matrimonial (Ml 2.13-16).


Não somente isto, mas o divórcio conduz ambos os cônjuges a se enganarem com a ideia de que estão livres um do outro – o que não se dá enquanto ambos vivem (Rm 7.2, 3); além de os expor a contraírem uma nova “união” com terceiros, que não é nada menos que adultério (Mc 10.11, 12; Lc 16.18). Na verdade, não há motivo justificável para o divórcio aos olhos de Deus. O que ocorre é que, em caso de fornicação (ou adultério), o cônjuge infiel já cometeu a transgressão contra o concerto do matrimônio, sob a qual poderia incorrer, caso fosse repudiado por qualquer motivo.

 A questão ainda é a da transgressão ao sétimo mandamento, e Jesus está afirmando que isto ocorre em todo o caso, seja antes ou depois do divórcio. Considerando assim a seriedade e santidade dos vínculos matrimoniais, o cidadão do reino dos céus compreende que é responsável também pela condição espiritual de seu cônjuge e que, dentro do que estiver ao seu alcance, tudo fará pelo seu bem, seja mantendo-se só, se for abandonado; seja recebendo-o de volta em reconciliação (1 Co 7.10-15).


A violação ao sétimo mandamento é um atentado contra um dos bens mais preciosos concedidos por Deus ao homem nesta terra, depois da própria vida: o matrimônio. Por isso o cuidado de Deus em cercar esta união sagrada por um mandamento tão solene, que requer toda a veneração do coração pela sua pureza, e o aborrecimento sincero contra tudo aquilo que o possa contaminar e profanar.


* Texto cedido por: EBD – 1º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“AS BEM-AVENTURANÇAS DO REINO”

sábado, 21 de janeiro de 2017

Beijai o Filho, é a única solução!


Segundo o livro dos livros, o maior conselho para a humanidade é: beijai o Filho!

Moisés fala que o Altíssimo nos adverte a escolhermos o caminho da bênção...

No livro da revelação temos ali ilustrado duas mulheres: a igreja e a babilônia.

O salmista profetiza que os reis da terra e seus governos se levantam contra Deus.

“Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.” (Sl 2.4)

Para quem gosta de escolher caminho, temos dois, então: se submeter ao domínio de Cristo ou seremos despedaçados e pereceremos no caminho!


Se submeter ao Filho não é opção!

A lei do SENHOR é perfeita.

“E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,
Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn 2.16 e 17)

No segundo capítulo do livro da criação, temos a ordem divina a Adão de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Em nenhum local bíblico cita a sua localização, a não ser a árvore da vida que certamente estava no centro do Jardim do Éden.

Após a insinuação da serpente, Eva responde que do fruto da árvore que estava no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.

Alguns erros notórios aqui: Deus não disse que não podia tocar no fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ela também não estava no centro do jardim.

Precisamos ter precisão nas coisas divinas para não acrescentarmos nem tirarmos nada...

“E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” (Ap 22.19)


       Pois é...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A chamada de Deus.

No monte Horebe, apareceu o anjo do SENHOR a Moisés em uma chama de fogo do meio duma sarça e o chamou para livrar o povo de Israel que estava no Egito.

Depois Ele chama a Josué para levar o seu povo à Terra Prometida.

Após, o SENHOR, chamou vários juízes. Ele era com o juiz, e os livrava da mão dos seus inimigos, todos os dias daquele juiz; porquanto o SENHOR se compadecia deles pelo seu gemido, por causa dos que os oprimiam e afligiam.

O SENHOR chamou a Samuel ainda jovem e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra.

O eterno mandou o profeta Samuel a ungir tanto a Saul, para agradar o povo, quanto a Davi, um rei segundo o Seu coração.

Prometeu a Davi que seu filho edificaria morada para Ele e o chamou de Jedidias.
  
No capítulo 2 de seu livro, o profeta Ezequiel relata a sua chamada após ver a Glória de Deus.

Chamou um boiadeiro e cultivador de sicômoros, e o mandou profetizar ao Seu povo de Israel.

Também chamou a Jonas, filho de Amitai, e a muitos outros.

E a nós para que Ele nos chamou?


O "sim" e o "não" de Deus.

No primeiro livro das Crônicas dos Reis de Israel, no capítulo 17, temos Davi querendo construir um templo, uma morada para Deus.

Natã consultado, diz ao rei para fazer tudo, pois o Senhor era com ele.

Entretanto, na mesma noite, o profeta recebe uma palavra negativa e entrega o recado.

 Um “sim” divino que virou “não”...

Deus mandou Isaías avisar Ezequias que não sararia de sua doença mortal e certamente morreria.

O rei vira para o lado e clama ao Senhor que manda Isaías retornar com uma nova mensagem.

Um “não” divino que virou “sim”...

O “sim” e o “não” divino são limites, servem de segurança, bênçãos.


Basta a nós, apenas estarmos atentos e obedecê-los, para nosso próprio bem!


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A justiça de Deus e o sexto mandamento.

Depois de esclarecer que Ele veio, não para substituir ou cancelar, mas para cumprir a Lei em toda a sua extensão, e que por isso os Seus discípulos também deveriam estar igualmente comprometidos em obedecer até ao menor dos seus mandamentos, o Senhor Jesus passa a exemplificar como a justiça superior, perfeita, resultante dessa obediência, contrasta com a dos escribas e fariseus.

No mandamento “Não matarás” (Ex 20.13) é importante notar que Jesus não faz alusão direta ao que diz a Escritura, e sim ao que “foi dito aos antigos” – não ao que eles leram como está escrito (Lc 10.26), mas sim ao que eles ouviram.

A referência aqui é àquilo que os escribas e fariseus atribuíam aos “antigos”, sob o nome de “tradição” (Mc 7.3), e a pretexto de serem os únicos intérpretes e fiéis praticantes da Lei (Mt 23.2-4).

No passado, o povo de Israel contava com homens como Esdras, que faziam jus ao ofício de ensinar e interpretar as Escrituras (Ed 7.10; Ne 8.7, 8); mas agora, privando o povo da palavra de Deus, através de suas interpretações elaboradas e tradições, os escribas e fariseus tornaram-se condutores cegos (Mt 15.14; 23.16-22), conduzindo a si mesmos e ao povo para o abismo.

Limitando o escopo da Lei ao seu aspecto meramente exterior e literal, os escribas e fariseus tratavam a transgressão ao sexto mandamento como qualquer outro crime cometido contra a lei dos homens, julgando-o apenas pelo ato consumado do homicídio, e negando a punibilidade de qualquer intenção, tampouco de qualquer pensamento em apoio ao mesmo ato.

Assim podiam descansar confortavelmente na falsa segurança de que estavam cumprindo a Lei, pela aparente obediência à sua forma exterior, ao mesmo tempo em que fomentavam toda sorte de maldade em seu coração (Mt 23.25-27).

E, qual o sacerdote, assim era o povo: os mandamentos citados por Cristo ao longo desse capítulo não são nada mais que uma amostra dos pecados mais corriqueiros daquela nação (Jr 7.9-11).

Contudo, à interpretação dos escribas e fariseus, amparada na suposta antiguidade e autoridade dos “pais”, o Senhor contrapõe a Sua interpretação do mandamento de Deus – não dando um novo significado à Lei, mas expondo o sentido correto e fazendo a aplicação apropriada que ela sempre teve.

Enquanto os escribas e fariseus negavam qualquer outro sentido ao sexto mandamento, além do próprio ato de homicídio, Jesus lembra que a Lei é espiritual (Rm 7.14), e o mandamento, amplíssimo (Sl 119.96).

O contraste, portanto, não é entre Cristo e Moisés, mas entre Cristo, o verdadeiro Mestre do povo de Deus (Mt 23.8), e os falsos mestres que então enganavam ao povo. Como no caso de qualquer outro pecado, a raiz do homicídio está no coração (Mt 15.19, 20), pois é aí que surgem os pensamentos e intenções para todos os tipos de males, contaminando o homem, isto é, tornando-o tão culpado e sujeito a juízo diante de Deus como se tivesse consumado o ato literalmente.

A ira está intimamente associada à transgressão do sexto mandamento, na medida em que é um ressentimento ou ódio pelo próximo, sem motivo, e que pode tanto se exteriorizar em palavras indiretas (“raca” é uma interjeição que expressa desprezo e ódio), como ofensas diretas contra o indivíduo que é alvo da ira, antes de chegar ao próprio ato do homicídio (Gn 4.5-8).

E a própria Lei já condenava tais reações para com o próximo (Lv 19.16-18). De qualquer modo, toda indisposição dessa natureza é considerada carnal e pecaminosa, sendo passível de condenação (Gl 5.19-21; 1 Jo 3.15).

Há uma ira que é santa e justa, que nada tem a ver com ressentimento pessoal, mas que é uma expressão de zelo pela santidade e glória de Deus, quando ofendida pelos homens. Essa ira foi manifestada em Moisés, e no próprio Jesus.
Não sendo por essa razão, a ira é uma obra da carne que o cristão deve mortificar (Cl 3.8), submetendo suas disposições interiores a Deus (Hb 4.12, 13) e atendo-se à prudência e mansidão em seu relacionamento com o próximo (Tg 1.19, 20). Se ele é um verdadeiro cidadão dos céus, diante dos primeiros sinais de ira sem motivo, ele saberá sujeitar seu coração à mansidão e a um espírito pacificador (Ef 4.26-27; Sl 4.4).

Tendo declarado o verdadeiro sentido do sexto mandamento, e o alcance de tudo aquilo que proíbe, o Senhor Jesus passa a explicar o aspecto positivo da Lei de Deus, isto é, o dever implícito na proibição.

Deus não apenas requer a abstenção de certas atitudes ou pensamentos que conduzem à transgressão do mandamento, mas também exige o cultivo de pensamentos e a prática de obras justas, em contraposição ao que é proibido.

Mais ainda, no caso do mandamento em questão, é necessário buscar ativamente a reconciliação, a fim de que o próximo não incorra no pecado da ira.

Para inculcar a necessidade e urgência desse dever, o Senhor usa de duas situações: Na primeira, Cristo ilustra a necessidade da reconciliação e sua prioridade inclusive sobre o culto a Deus, que naquele tempo consistia de sacrifícios e ofertas voluntárias, que o israelita trazia ao altar. De acordo com os ensinos dos escribas e fariseus, tudo aquilo que fosse trazido ao altar no templo certamente seria aceito por Deus, não importando qual fosse a condição do coração (Mt 23.23). Mas o Senhor Jesus ensina que é impossível prestar culto a Deus, esperando ser aceito e perdoado (Mt 6.14), sem antes buscar a paz com o próximo. No segundo caso, o Senhor Jesus ressalta a urgência da reconciliação através de uma comparação, onde o próximo ofendido e irado é como aquele que tem uma demanda em juízo contra nós. 

Chegará o tempo de ambos, ofendido e ofensor, serem trazidos à presença do Juiz (Tg 4.12) para que a causa seja julgada e o ofensor, condenado. Aqui vemos que não apenas aquele que fomenta a ira em seu próprio coração, mas o que suscita a ira no próximo, ambos são réus de juízo, e não há o que se alegar em defesa nem de um, nem de outro. 

A negligência em buscar reconciliação, ou rejeitá-la, quando esta é proposta, levará à eventual exclusão do reino dos céus (Mt 18.15-17).


Ao explicar o verdadeiro sentido do mandamento, Jesus demonstra como a graça proclamada pelo Evangelho e a obediência exigida pela Lei se complementam, na medida em que esta só pode ser legitimamente cumprida se compreendida à luz e no espírito daquela. 

O espírito da Lei perscruta os pensamentos mais profundos e sonda as intenções mais íntimas do coração. Não se pode considerar alguém cumpridor da vontade de Deus, se negligencia as Suas demandas de um comprometimento sincero e integral com a Sua santidade; tal atitude é claramente condenada nas Escrituras como hipocrisia.

* Texto cedido por: EBD – 1º. Trimestre de 2017 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
AS BEM-AVENTURANÇAS DO REINO”