segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Para onde estamos olhando?

Seja na política ou na economia, no trabalho ou na escola, no nosso dia-a-dia em geral, parece que as pessoas não se entendem mais e em meio a tudo isso, para onde temos olhado?

Para a bolsa de valores, para a presidenta, para o professor ou o chefe?  

No Salmo 123, versículo 2, temos um crente farto das zombarias e desprezo dos soberbos, mas, levantava seus olhos para os céus, atentando para o Senhor, esperando que Ele tenha piedade.

Temos agido assim, esperando na misericórdia dEle ou estamos a agir segundo nossa força e ímpeto?  Usando nossas estratégias teremos vitória? 

Esperar nEle não é fácil. Talvez seja, em alguns casos, o procedimento mais difícil a ser seguido.

Só espera quem tem frutos do Espírito, quem é longânimo, quem crê.  A espera gera maturidade em nós e o crescimento espiritual é certo ao se praticá-la. 

Na Bíblia temos a história de Ezequias, um rei que decidiu esperar no livramento de Deus. Mesmo sendo cercado por um grande exército assírio, esperou em Deus e não se decepcionou por isso.

 Davi também testifica no Salmo 40 que o Senhor o ouviu após sua espera nEle, tirando-o de um lago horrível, de um charco de lodo. 

O apóstolo Pedro andava sobre as águas, mas quando parou de olhar para o Mestre, começou a afundar. Para onde estamos olhando? Ao olharmos para a tempestade, os ventos, só nos farão afundar!


Olhemos, pois, para aquEle que habita nos céus!


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Quem salva é Jesus.

Um jovem rico e preocupado em conseguir a vida eterna se aproxima de Jesus o chamando de bom mestre.

O evangelista Mateus narra esta história no capítulo 19, a partir do versículo 16, sendo também descrita por Lucas e Marcos.

O Mestre diz a ele que deveria guardar os mandamentos para ser salvo. Mas, ele retruca dizendo que os guardava desde a sua mocidade e o que ainda lhe faltava? 

Seria isso possível, alguém que guarda os mandamentos e não tem certeza de salvação?

A orientação divina agora para o jovem, a quem Ele amou, foi: “vende tudo que tens, dá-o aos pobres...; e vem e segue-me”.  Eis alguns questionamentos: Teria efeito de salvação fazer “caridade” sem seguir a Jesus? Não. Ou, teria como seguir a Jesus e não ser “caridoso”? Não precisamos de fé, amor e obras?

O jovem se entristece e no evangelho segundo escreveu Marcos, complementa esta informação dizendo que ele se contrariou com aquela palavra de Jesus. 

Mas, será que ele não amou o mestre por causa de sua confiança na incerteza da riqueza, como escreveu o apóstolo Paulo a Timóteo? O seu coração estava voltado para ela? Para onde está voltado o nosso coração? Vale à pena trocar Jesus por algo deste mundo?

Quão difícil é, para os que confiam nas riquezas, entrar no Reino de Deus!



Pois é...


terça-feira, 20 de setembro de 2011

O amigo do esposo.

O evangelista João, descreve no capítulo 3 e verso 29, a resposta de João Batista a respeito de Jesus estar batizando também em Enom, junto a Salim. Respondeu que apenas era um amigo dEle, que o assistia e o ouvia. Disse mais, era necessário que Ele crescesse e ele diminuísse. E ainda, estava alegre por ouvir a sua voz...

Que resposta, hein? Responderíamos assim?

Um amigo que desde o ventre já se alegrava com a presença dEle, como relatado no primeiro capítulo e verso 44 do evangelho segundo escreveu Lucas.

No capítulo primeiro e verso 35 a 37, do evangelho segundo escreveu o apóstolo João, aquele que gostava de reclinar nos ombros do esposo, temos outra característica do amigo: não impedia seus discípulos de seguirem a Jesus, quando o apontou como o Cordeiro de Deus. Seus discípulos foram seguir a Jesus e ele nem se preocupou. Temos agido assim? 

O próprio esposo deu testemunho que ele era mais do que profeta e não tinha aparecido alguém maior do que ele nascido de mulher. Que honra!

Contudo, Jesus disse a respeito dos fariseus e escribas, grupos religiosos da época, que eles eram hipócritas, fechavam aos homens o reino dos céus, não entravam e ainda impediam outros de entrar. Mas o amigo não faz assim...

Será que também poderemos dizer que somos amigo do esposo nas outras qualidades dele? Na nossa assistência a Ele, alegramo-nos com o crescimento dEle ou ficamos incomodados com isso? Queremos “holofotes” para nós? Crescer também? 

       Hum...


Pois é...

No final de sua vida teve dúvidas, mas tinha o esposo para saná-las. Mandou discípulos a questioná-lo. Temos resolvido nossas dúvidas com Ele?  Continuamos nos alegrando ao ouvir sua voz? O amigo do esposo se alegrou...


Se formos assim também, seremos conhecidos como amigos dEle, assim como João Batista.










Sansão e Dalila.

Gostaria de fazer uma simples análise do caso Sansão – Dalila, especificamente aqueles primeiros momentos desse fatídico relacionamento. 

Assim sendo, analisando de forma textual o capítulo 16 de juízes, sem considerar o contexto geral do plano de Deus na vida de Sansão e a forma como Ele conduziu tudo (no texto: “Sansão um herói da fé?”, foram feitas algumas observações nesse sentido). 

Qual seria a mensagem central deste capítulo? Alguém que enquanto guardava a verdade estava seguro, mas, quando a revelou e ainda a uma pessoa inimiga, a qual estava afeiçoado, caiu numa grande armadilha? É uma explicação.

 A Bíblia nos adverte a não darmos pérolas aos porcos. Seria esse o caso de Sansão?  Forneceu informações de sua intimidade espiritual para alguém que não compartilhava a mesma fé, ou a não valorizava. Seria isso uma forma de se não dar o devido valor as coisas de Deus? Algo profano? Talvez.

O primeiro ensino não seria, “nem tudo que Ele nos revela é pra sairmos falando por aí"? É. Intimidade deve ser preservada, só revelada como numa exceção e dirigida por Ele.

Talvez o segundo fosse: "que não devemos olhar para o vinho quando ele escorre no copo"? Não parar diante da tentação? É. Com Dalila não se brinca! Assim como temos o famoso “ide” de Jesus, este ensino talvez seja o “fuja” do Sansão, né? 

Escape por tua vida! Fuja enquanto ainda há tempo!


Que Ele nos ajude a discernir o tempo de falar e a quem, o de fugir e escapar. Não tem tempo para tudo?

Pois é... 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Deserto é lugar de passagem.




Deus ao tirar o seu povo do Egito, conduziu-o à terra prometida. Entretanto, a maioria do povo foi destruída no deserto por incredulidade. Alguns não se contentaram com o maná e quiseram carne. Murmuraram dizendo que no Egito tinham cebolas, mas o resto de sua situação de escravidão, não lembravam mais. Convenhamos, a escravidão nunca foi boa. Entretanto, o que faltava no deserto, Deus supria.

No deserto eles deveriam morar em cabanas, para lembrarem que estavam de passagem para Canaã. Ali não era sua terra. Voltar ao Egito significava desvio da vontade soberana.

Será que muitas vezes, agindo sem sabedoria, podemos também estar tendo saudades do Egito? De alguma coisa que tínhamos em nossa vida anterior? 

No deserto temos diferentes temperaturas, falta de água e várias outras dificuldades, mas não é isso mesmo que Ele quer, que dependamos Dele?  

Depois, já na terra prometida, após o período dos juízes, temos o povo de Israel querendo ser igual às outras nações: “dá-nos um rei que nos julgue”, pediram eles. Contudo o Senhor reinava em Israel. Eles não viam mais isto?

 Faltou-lhes visão espiritual, e assim, estavam querendo ser iguais aos outros povos idólatras e desviados. Seria isso um bom exemplo a ser seguido? Claro que não. Para que um rei? Deus já não guerreava as suas lutas? 

Será que, em algum momento de nossa caminhada, podemos estar sendo influenciados pelo mundo ao invés de influenciarmos? Examinemos pois nossas condutas!


Que Ele possa acrescentar á nossa fé, a cada dia, e, mantermos firmes no nosso foco, ou em outras palavras, olharmos sempre só para Ele, porque assim, o deserto será apenas um lugar de passagem!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Seja santo no olhar.




Quando se comenta sobre santidade no olhar logo se pensa em evitar a cobiça alheia, mas ela também se refere a “olharmos” as pessoas com misericórdia, compaixão e julgá-las através da Palavra, aliás, melhor ainda é não julgá-las e deixar isso com o justo juiz, como a própria melodia muito bem descreve.

Mas, por quê? Porque julgamos mal, segundo interesses ou influenciados por nossos preconceitos. Esquecemos de que na medida em que julgamos seremos também julgados. Julgamo-nos melhores que somos e não procuramos considerar os outros superiores como nos ensina o texto sagrado?

E o olhar de inveja é santo? Segundo Salomão, a inveja é o apodrecimento dos ossos. Existiria, entretanto, alguma quantidade de inveja que seria boa? Positiva? Será? 

Jesus disse que a candeia do corpo são os olhos, e se tivermos dificuldades no olhar, todo nosso ser padecerá. Já Salomão nos orienta a não comer o pão daquele que tem o olhar maligno, estaria falando de convivência, relacionamentos como no primeiro Salmo? 

O que seria então um olhar mal? Não poderia ser um olhar que distorce as realidades?  Não foram doze espiões a olhar as características da terra prometida? Não era a mesma terra? Inclusive, não foram juntos? Por que então temos dois “relatórios” totalmente diferentes? Seria o olhar?  Teríamos um olhar otimista, com fé nas promessas de Deus e no seu poder de cumpri-las? Somos como Josué e Calebe?  Ou como os outros? 

Pois é...



sábado, 10 de setembro de 2011

O pecado original.


O pecado original é um assunto bastante comentado pelos estudantes da Bíblia. Entre outros objetivos, eles pretendem dar explicações sobre o possível impedimento espiritual e moral, sob o qual os homens nascem. É também chamado de “pecado inerente” devido ser a raiz interna de todos os pecados atuais, porque se deriva de Adão e estar presente na vida de cada indivíduo desde o momento do seu nascimento.

Os pais da Igreja grega diziam que há uma corrupção física na raça humana proveniente de Adão, porém isto não envolve culpa, o que corresponde a uma diferenciação feita no livro de Levítico ao diferenciar a propiciação pelo sacrifício de expiacão de pecado e a propiciação pelo sacrifício de expiacão de culpa (ou existência de culpa). Então, há pecados sem culpa e pecados com culpa. Quando se peca com consciência, entendimento, então há culpa.

Ainda existem polêmicas sobre este assunto e historicamente foi motivo de cismas, possíveis heresias e divisões entre os cristãos desde os séculos iniciais do cristianismo, além de “visões” divergentes de antropólogos, psicanalistas e outros sobre o seu real significado.

Mas, e a Bíblia, o que diz? Bem, como um dever de consciência e verdade pessoal, já tendo discorrido outras opiniões, gostaríamos de apresentar uma interpretação, supondo ser a mais próxima da veracidade bíblica. Para isso, discorreremos no livro sagrado: no livro do Gênesis, os primeiros seres humanos e antepassados da humanidade, Adão e Eva, foram advertidos por Deus de que, se comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, no mesmo dia morreriam, o que fizeram tendo sido instigados pela serpente, tendo Eva aceitado a instigação primeiro e oferecido à fruta a Adão, que aceitou. No entanto continuaram vivos, apesar da expulsão do Jardim do Éden, então parece razoável entender que Deus estava falando de outro tipo de morte, a morte espiritual.

Isso é salientado fortemente também no Novo Testamento: o apóstolo Paulo descreve o estado dos cristãos na Epístola aos Efésios antes da conversão como aqueles que estavam “mortos em ofensas e pecados”, já a Timóteo ele declara: “Mas a que vive em deleites, vivendo está morta” e o próprio Cristo coloca isso claramente também no evangelho segundo Mateus “Deixa os mortos sepultar os seus mortos”.

Então, embora o homem não regenerado esteja fisicamente vivo, ele está morto aos olhos de Deus. 

Posteriormente, na epístola aos Romanos, temos o seguinte texto: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” O que passou a todos os homens? Foi o pecado? Não, segundo o texto bíblico foi a mortemorte espiritual.

Assim, a herança recebida foi morte e não pecado...

Então, nascendo morto espiritualmente, isto é, separado de Deus, vivendo só na carne e sem o auxílio divino conforme está escrito: “... Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 1.6), só nos resta abundarmos dos frutos da carne, e assim pecar e continuar pecando. , “... por isso que todos pecaram.” (Rm 5.12)

Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele subjugue as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (Rm 8.5-14).

Segundo a Igreja Católica, uma antiga igreja cristã, assim ainda é ensinada nos catecismos e estudos, que ele foi o primeiro pecado na terra. Com isso todos os descendentes de Adão e Eva, exceto a Maria, que foi mãe de Jesus, vieram ao mundo com ele e suas consequências. (Separar a “irmã” Maria é claramente um grande equívoco!) Pois ela no livro de Lucas apresentou dois pombinhos como expiação de pecado e não culpa. (Luc 2.24) O sacrifício era para a mãe ou para o filho? Certamente era para a mãe e um dos motivos era o fluxo de sangue (“Todo homem que tiver fluxo a sua carne está imundo”). No livro de Levítico no capítulo 12 isto é explicado melhor: “Se uma mulher conceber,..., será imunda sete dias”. Para a criança a lei não pede nada? Não. Então, por quê? Se tivesse pecado aos olhos de Deus, seria pedido o sacrifício de expiação de pecado ao nascer. Não tem pecado, mas também não tem vida, a vida espiritual.


Fica claro biblicamente que Deus não imputou pecado, e ainda no caso de Jacó e Esaú, no ventre de sua mãe, a palavra diz que não tiveram pecado e sim por eleição foi dito que o maior serviria o menor. (Rm 9.12)

Assim, concluindo e entendendo ser mais adequado, proporia que se mudasse o tema tão conhecido e polemizado de “pecado original” para morte original, pois considero mais preciso biblicamente, ou ainda, para tendência original ou inclinação para pecar.

Hum...



Pois é...