quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

dEle é o dia...

Essa frase está registrada no livro de Salmos, capítulo 74, versículo 16, que diz: "Teu é o dia e tua é a noite; preparaste a luz e o sol." Neste trecho, o salmista reconhece a soberania de Deus sobre a criação e o controle absoluto do universo. O profeta Daniel assim se expressou: "Todos os moradores da terra são reputados em nada; e ele faz segundo a sua vontade no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?" (Dn 4.35). As Escrituras afirmam que Deus criou todas as coisas e sustenta o universo pelo Seu poder. Nada acontece por acaso ou fora de Seu propósito eterno (Is 45.7, 46.10, Ef 1.11, Cl 1.16-17). O salmista ainda declara que "o Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo" (Sl 103.19, 135.6).

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Unção de restituição

A "unção de restituição" na Bíblia não é um termo explícito, mas um conceito ligado à restauração que Deus providencia através da unção, que significa o poder do Espírito Santo. Há exemplos na Palavra de recuperação de perdas, liberação de cativos e restauração em dobro é abordada (Sl 10.27, Is 10.27, Zc 9.11-12 e Jó 42.10). Na pssagm de Isaías a unção é descrita como a força que quebrará o jugo e removerá a carga do pescoço das pessoas. Já em Zacarias há uma promessa de que os presos de esperança serão retirados do cativeiro e recebem restituição em dobro. No livro de Jó, após suportar a provação, Deus restituiu a Jó tudo o que ele tinha perdido em dobro por meio da intercessão e da fidelidade. Sgundo a palavra de Deus pelo profeta Eliseu, a sunamita peregrinou na terra dos filisteus por sete anos e depois voltou e saiu a clamar pelas suas terras e casa ao rei: “E FALOU Eliseu àquela mulher cujo filho ele ressuscitara, dizendo: Levanta-te e vai, tu e a tua família, e peregrina onde puderes peregrinar; porque o SENHOR chamou a fome, a qual também virá a terra por sete anos” (2 Rs 8.1-3). O direcionamento de Deus para ela ser socorrida era a terra dos filisteus – povo inimigo do povo de Israel. Qual tem sido o direcionamento para nós? Mesmo que seja para estarmos entre inimigos, Ele nos sustentará. O lugar mais seguro é aquele que Deus dirige, seja qual for... Há outro exemplo bíblico bem conhecido: Davi algumas vezes perseguido em Israel e sendo socorrido por Deus no meio dos filisteus. E quando Ele a dirige a sair, também providencia a volta, pois no retorno dela ao ir pedir por suas terras e casa, naquele momento o rei falava a Geazi e pedia-lhe que contasse as obras de Deus através de Eliseu (Vs. 4). Ele então contou ao rei como Deus vivificara a um morto e ela grita: esta mulher sou eu e este é meu filho que foi ressuscitado (Vs. 5). Temos discernido se é tempo de gritar e o momento certo? Ela discerniu e gritou... Então o rei mandou restituir tudo quanto era dela e todas as rendas de suas terras desde o dia que a deixou até aquele momento (Vs. 6). Que providência! Deus tem o controle de tudo e está vendo a nossa necessidade. O profeta Isaías disse: “Nunca se ouviu, nem se viu um Deus como tu, que trabalha por aqueles que nEle esperam.” Temos esperado? Pois é... “COMO ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer" (Pv 21.1). Enfim, a missão do Ungido, segundo o evangelista Lucas era de pregar o evangelho aos pobres, libertar os cativos e restituir a vista aos cegos, mostrando um aspecto espiritual e físico da restituição (Lc 4.18).

Julgando os dons

Em Atos 21, os discípulos em Tiro e Cesareia aconselharam Paulo a não ir a Jerusalém, alertando-o sobre o perigo que o aguardava. Eles, movidos pelo Espírito Santo, previram que ele seria preso e entregue aos judeus. No entanto, Paulo, mesmo com a advertência, decidiu seguir adiante com sua missão, afirmando estar pronto para ser preso ou até mesmo morrer em Jerusalém por Jesus. Prisão esta que Paulo poderia ter evitado se não fosse para Jerusalém, como avisado pelo Espirito Santo de Deus, no entanto Paulo não fugiu de seu propósito e estava ali em Jerusalém, sendo preso para dar seu testemunho. E nós mesmo ao meio de tribulações estamos dando nosso testemunho de Salvação em Cristo Jesus?

A lei vem de Sião

ião (ou Monte Sião) é uma colina em Jerusalém que, na Bíblia, tornou-se sinônimo da presença de Deus, da Cidade de Davi e, por extensão espiritual, da habitação do povo de Deus. É certo que a "lei" e a "palavra" que saem de Sião se referem ao Evangelho de Jesus Cristo. Jesus viveu, ministrou, morreu e ressuscitou em Jerusalém. Foi a partir dali, no dia de Pentecostes, que a mensagem da Nova Aliança se espalhou para todas as nações da Terra através dos apóstolos. No Novo Testamento, "Sião" passa a representar a Jerusalém celestial, a própria Igreja ou o Reino de Deus. A "lei" já não é a lei mosaica de tábuas de pedra, mas a lei do amor e da graça, escrita nos corações dos fiéis de todas as etnias. Quando Isaías escreve o capítulo 2, ele está a contrastar a realidade de uma Jerusalém corrupta, sob ameaça de exércitos estrangeiros, com uma visão gloriosa do futuro. O grande debate político em Jerusalém era se o reino se devia aliar à Assíria para se proteger dos vizinhos, rebelar-se contra ela aliando-se ao Egito, ou confiar estritamente na proteção divina. Isaías pregava veementemente que alianças políticas com impérios pagãos trariam a ruína, defendendo a fé em Deus. O profeta descreve uma visão dos "últimos dias", em que todas as nações da Terra se reúnem e sobem ao monte do Senhor (Sião / Jerusalém) para buscar a instrução, a justiça e a verdade de Deus. Em vez de Jerusalém ser atacada por impérios que impunham as suas leis pela força da espada (como a Assíria), o profeta antevê um dia em que as nações correrão voluntariamente para Jerusalém para aprender a Lei de Deus: ...“porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor” (Is 2.3). A visão de paz ("transformar espadas em relhas de arado") é o oposto direto da corrida ao armamento e do medo da destruição que o povo de Judá vivia no século VIII a.C. Segundo Isaías, a partir desse centro espiritual, a orientação divina trará paz universal, fazendo com que as nações transformem suas armas em instrumentos de cultivo e vivam em harmonia. Enfim, mais uma vez reforçada a ideia que a verdadeira herança divina é a Palavra.

Entrando no sábado...

A transição do sábado do Antigo para o Novo Testamento reflete uma mudança de uma observância ritual e legal para um cumprimento espiritual centrado em Jesus Cristo. No entendimento cristão, a essência do mandamento permanece, mas a forma de vivê-la foi profundamente transformada. No Antigo Testamento, o sábado era um sinal visível da Aliança entre Deus e o povo de Israel (Ex 31.13). Ele tinha três propósitos centrais: cessação do trabalho, igualdade social e santificação (Ex 20.10, Dt 5.15). No Novo Testamento, a vinda de Jesus muda a perspetiva da lei. O sábado passa a ser visto não como um fim em si mesmo, mas como uma sombra (apontamento) da realidade que haveria de vir, que é Cristo (Cl 2.16-17). Jesus é o verdadeiro descanso para a alma, pois Só Ele cumpre o propósito espiritual do mandamento bíblico. Ele explica que o sábado foi um presente de Deus para trazer alívio e descanso, e não uma regra opressora imposta sobre as pessoas (Mc 2.27). O Mestre afirma que "o Filho do Homem é Senhor do sábado", o que significa que Ele tem autoridade sobre o dia e representa o verdadeiro descanso espiritual (o descanso sabático) para a humanidade (Mt 12.8). O Senhor desafiou o legalismo dos fariseus ao curar enfermos e permitir que seus discípulos colhessem espigas no sábado, mostrando que fazer o bem, salvar uma vida e demonstrar amor vêm antes de qualquer tradição ritualística. O descanso exigido no Antigo Testamento é plenificado no convite de Jesus: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mt 11.28). O descanso deixa de ser um dia de folga física para se tornar a paz permanente com Deus através da fé. Enfim, a Bíblia aponta para Jesus como o cumprimento definitivo do sábado: n'Ele encontra-se a paz e a libertação verdadeira, superando a mera observância mecânica de um dia da semana.

Abraão: o pai da fé

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Ânimo novo

Homem de ânimo dobre se refere a disposição para agir de duas maneiras. Em se tratando das coisas de Deus, age de forma espiritual e carnal. O verso fala da pessoa de duas caras, com uma mente dividida, com um amor dividido, fidelidade dividida, convicções divididas. Essas pessoas não confiam inteiramente da Palavra de Deus. Deus tem muito zelo por Sua Palavra: “Veio ainda a Palavra do Senhor, dizendo: Que vês tu, Jeremias? Respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Disse-me o Senhor: Viste bem, porque Eu velo sobre a Minha Palavra para a cumprir” (Jr 1.11,12). Durante o velho testamento, Deus se comunicou com o Seu povo através dos profetas, homens separados por Ele para este propósito. Mas hoje, Deus se comunica conosco por meio da Sua Palavra: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a Quem constituiu Herdeiro de todas as coisas, pelo Qual também fez o universo” (Hb 1.1,2). A palavra de Deus é que alimenta a fé, é ela que gera convicções em nossos corações: " ...a fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus" (Rm 10.17-18). “

Inconstância

Não eram de coração dobre...

Filhos de Issacar

sábado, 10 de dezembro de 2022

Sal insípido?

Chorem ministros do Senhor

"Chorem ministros do Senhor" é uma citação bíblica do livro de Joel, que exorta sacerdotes e líderes religiosos a clamar e orar com quebrantamento a Deus por seu povo. De maneira mais direta, o texto orienta os obreiros a pedir que Ele poupe Sua herança (o povo) do opróbrio e da zombaria das nações, questionando "Onde está o seu Deus?". É um chamado à intercessão profunda e contínua, mostrando arrependimento e dependência, e é frequentemente associado a momentos de dificuldade, avivamento ou busca por um reavivamento espiritual (Jl 2.17). O profeta Joel convoca o povo de Deus a um jejum e oração diante de uma grande praga de gafanhotos e uma seca devastadora, simbolizando um tempo de julgamento, vindo do próprio Deus (olha a espada e quem a enviou...). "Entre o pórtico e o altar" (ou alpendre e o altar) representa um lugar de oração e sacrifício, mas também de transição e necessidade de reconciliação, um local de profunda humilhação e súplica. O choro e a oração dos ministros visam restaurar a honra de Deus, mostrando às nações que Ele ainda cuida de Seu povo. É um modelo para todos os líderes e crentes orarem fervorosamente por sua nação e pela igreja. Enfim, o texto mostra que mesmo os líderes devem se prostrar com quebrantamento diante de Deus, reconhecendo sua dependência.