segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Os dons e o fruto do Espírito.

O apóstolo Paulo explicou aos crentes em Éfeso que Jesus levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens? Sim.

O que estava preso no pecado e na vontade da carne, tendência natural do ser humano sem Cristo, Ele levou em prisão.

Muitas vezes, o missionário dos gentios, ele mesmo se referia como preso do Senhor.

O fariseu crescido aos pés de Gamaliel, em nenhum de seus vastos e profundos ensinamentos, destacou ou enfatizou mais os dons em relação ao fruto do Espírito? Não.

Muitas vezes é visto esse equívoco no meio cristão? Certamente.

Deus dá dons aos homens, materiais e espirituais. Entretanto, fruto é conquistado, produzido e desenvolvido com a presença dEle? Só quem anda com Ele tem? É.

Outro aspecto é que eles são muitos unidos aos outros frutos. Por diversas vezes vemos os frutos entrelaçados como se um dependesse do outro e na verdade precisamos de todos para sermos perfeitos e completos. Dons não precisamos de todos e fruto do Espírito, sim, devemos tê-lo completo, e/ou desenvolvemos todos eles? Obviamente.

A ênfase nos dons é um desacerto muito grande, uma falta de entendimento sobre os reais valores divinos do reino!


Pois é...

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Desmistificando o dom de línguas.

Ao lembrarmos da descida o Espírito Santo, e do uso do dom para a evangelização no dia de Pentecoste, vemos claramente sua função: pregação do evangelho a outros povos.

Poderia ainda acrescentar a edificação da igreja através do dom de interpretação de línguas? Certamente.

Acrescentando a essas úteis utilizações dessa ferramenta espiritual, temos ainda a edificação da pessoa? Sim.

Línguas de anjos? Jamais! Afinal de contas, quem disse que anjos tem línguas?

É possível ter o ES e não entender com profundidade as coisas divinas, não ter manifestação dos dons? É.

É possível ter o ES e não ter o dom de línguas? Obviamente.

Só é batizado com o ES quem fala em línguas? Não.

Todos os que são batizados com o ES tem que ter o dom de línguas? Negativo.

Nem todos que falam em línguas são batizados no ES no sentido de que endemoniados também podem falar!

A condição de salvação em Jesus, é termos fé e não dons!

Pois é...


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Cirandando como o trigo.


O evangelista Lucas descreve no capítulo 22, o aviso do Senhor ao apóstolo Pedro, o qual seria peneirado como trigo? Sim.

Seria uma mensagem particular ou direcionada também para os outros discípulos? Na verdade todos foram cirandados...
                           
Nos outros evangelhos a conversa fica apenas em torno da negação de Pedro de conhecer e/ou ser discípulo de Jesus e não cita a ciranda.

Poderíamos entender, então, que as suas negativas, antes que o galo cantasse, fizesse parte dessa mensagem revelada por Ele? Certamente.

Ao negar ser discípulo e/ou conhecer o Nazareno, parte da ciranda, e a conclusão daquela cena com o olhar fulminante de Jesus a Pedro, ele se lembrou da palavra do Senhor e chorou amargamente.

       Na verdade, o apóstolo não estava convertido ainda? É.

     Andando três anos com o Mestre dos Mestres e ainda precisava se converter? Isso é possível? Obviamente.

     Uma grande multidão o seguia sempre, entretanto, no Cenáculo tinha apenas cento e vinte pessoas. Continuando o relato do médico amado, ele diz que a intercessão divina seria para que a fé do discípulo não se desfalecesse e quando ele se convertesse, fortaleceria os demais!

      Talvez haja aqui um ensino quanto às nossas orações? É.

       Orar para que a fé não morra...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A oração ensinada pelo Senhor.

Na lição anterior, consideramos o ensino de nosso Senhor a respeito da piedade ou devoção perfeita a Deus que Ele exige dos Seus discípulos, e de como devemos nos guardar da ostentação, do louvor dos homens, em todos os atos que expressem nosso relacionamento com o Pai, e cuidar para que sejamos sinceros nas esmolas, na oração, no jejum, ou em quaisquer outras formas de adoração. Tendo também fornecido orientação adicional quanto à prática da oração, exortando-nos a não usarmos de palavreados desnecessários e repetitivos quando nos dirigimos a Deus, o Senhor Jesus agora nos ensina o que pedir, e como pedir aquilo que convém, a fim de que possamos cumprir o dever da oração não apenas com sinceridade, mas também com sabedoria e certeza de que seremos ouvidos por nosso Pai celestial.

A sabedoria de nosso Senhor Jesus revela-se claramente tanto na abrangência e pertinência das petições apresentadas nesta oração, como também na concisão e objetividade das palavras. 

Aqui são contemplados, por sua ordem: os interesses prioritários do próprio Deus (vv. 9-10); as necessidades particulares do Seu povo (vv. 11-12); e a exaltação e ação de graças que Lhe são devidos (v. 13). “Vós orareis assim”, ou seja, conforme o modelo dessas palavras. Isto quer dizer que a Oração do Senhor representa um padrão a ser seguido quando nos dirigimos a Deus no exercício constante da oração – todas as nossas petições, independentemente do seu propósito ou ocasião, devem de algum modo corresponder a uma ou mais cláusulas desta oração modelo. Por outro lado, não é necessariamente errado repetir as próprias palavras ensinadas por Cristo (cf. Lc 11.1-2, “Quando orardes, dizei”), desde que isto seja feito em sinceridade de coração, e não na atitude condenada nos versos anteriores (vv. 7-8). Esta oração também é conhecida como a do “Pai-nosso”, em razão da sua invocação inicial: “Pai nosso, que estás nos céus”. Nesta primeira cláusula, percebemos que a oração só pode existir sobre a base da nossa adoção como filhos de Deus, que nos permite invoca-lo como nosso Pai (1 Jo 3.1; Gl 4.6), e sobre a confiança na boa vontade e no amor especial que Ele tem para conosco. Toda resposta de Deus às nossas petições deriva-se exclusivamente da Sua bondade e misericórdia paternal (cf. Is 64.3-8). Ao mesmo tempo, pela expressão “que estás nos céus”, somos lembrados da Sua majestade, e da Sua sábia providência e poder soberano em tudo o que faz (Ec 5.1, 2; Sl 115.3). 

Observamos ainda nesta invocação, como nas petições que se seguem, que Jesus nos ensina a rejeitar todo sentimento egoísta e individualista, a que somos tendentes em nosso relacionamento com Deus, quando exprime toda a oração em termos de “nós” e “nosso”, e não “eu” ou “meu”. “Pai nosso” é como nos dirigimos a Deus, não apenas quando oramos reunidos em igreja, mas em nossas orações particulares, lembrando de nossos irmãos, que estão no mundo debaixo das mesmas circunstâncias aflitivas, padecendo as mesmas necessidades, e cuja existência, assim como a nossa, serve ao mesmo propósito glorioso no reino de Deus (cf. Tg 5.16; 1 Pe 5.9).

As três primeiras petições da Oração do Senhor são voltadas inteiramente para os interesses do reino dos céus – o que nos ensina, em primeiro lugar, que nossas petições particulares, ainda que legítimas, devem ser condicionadas à glória de Deus. Particularmente no exercício da oração, quando comparecemos diante do Pai, ansiosos por apresentar os nossos cuidados, precisamos reconhecer que o fim último de tudo o que possamos pedir e de tudo o que Ele queira nos dar é a Sua própria glória. A petição: “Santificado seja o teu nome” significa que o nosso assunto mais importante em oração deve ser o reconhecimento da Sua santidade e grandeza em todas as coisas. As petições seguintes, intimamente ligadas à primeira, ilustram os dois meios principais pelos quais o nome de Deus é santificado. Assim, “venha o teu reino”, refere-se ao anelo sincero do discípulo de Cristo pela justiça (cf. Mt 5.6), bem como pelo poder e graça do reino dos céus, tanto em sua vida como na do seu próximo. Isto se dá a nível pessoal na medida em que crescemos no conhecimento da verdade e na prática da justiça e piedade (Mt 6.33); a nível congregacional, quando há edificação e aperfeiçoamento espiritual dos santos (Rm 14.16-17); a nível mundial, quando o Evangelho é pregado em 18 testemunho a todas as nações (Mt 13.31-34; 24.14). Mas, finalmente, chegará o dia em que todas as limitações e impedimentos à justiça perfeita e plena do reino serão removidos, e o reino de Deus se manifestará plenamente com Cristo e os santos em glória (Mt 13.43; 1 Pe 3.13). 

Na terceira petição relacionada aos interesses de Deus: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus”, expressamos não apenas a nossa prontidão em nos submetermos humildemente aos desígnios e à vontade revelada de nosso Pai celestial, mas também o nosso desejo de que todas as Suas criaturas O obedeçam sem relutância, entregando as armas da Sua rebelião contra Deus e sujeitando-se ao Seu governo e autoridade, tal como ocorre nos céus, onde a vontade de Deus é recebida e cumprida prontamente (Sl 103.20). Na terra, a vontade de Deus é aceita e cumprida em harmonia com a expansão do reino dos céus, na medida em que os desobedientes e rebeldes são sujeitados por Cristo, pelo Evangelho, e assim feitos conforme a Sua vontade (2 Co 10.4-5). Mas isto também alcançará a sua plenitude no último dia, quando todos serão submetidos pela glória e poder da vinda de Cristo Jesus (Fp 2.10, 11; 2 Ts 1.8).

Uma vez considerados os interesses e a glória de Deus na oração, podemos passar às petições em favor de nossas legítimas necessidades, sejam espirituais ou materiais. E a primeira delas é: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”. Não apenas o pão, como alimento, mas tudo o que diz respeito ao nosso sustento físico pode ser apresentado a Deus em oração, pois, em primeiro lugar, perdemos todo direito até às coisas mais simples necessárias ao sustento da nossa vida, em razão do pecado. Segundo, somente Deus pode supri-las novamente – dEle vem a ocasião, a sabedoria e a força para todos os empreendimentos pelos quais obtemos o nosso pão cotidiano (Dt 8.11-17). Terceiro, porque assim Ele nos ensina a não confiarmos em nós mesmos, mas a dependermos dEle e a sermos gratos pela nossa porção nesta terra, seja ela grande ou pequena (Fp 4.12). “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”. O pecado é uma dívida contraída com Deus, que precisa ser saldada, quitada para que sejamos novamente aceitos por Ele, e, como uma provisão espiritual fundamental, isto também depende da Sua graça e misericórdia (Sl 32.1, 2). Porém, aqui Jesus não ensina apenas a necessidade de pedirmos perdão a Deus, mas também nos mostra como esse perdão nos é assegurado – na medida em que perdoamos aos que pecaram contra nós. O fato é que Deus primeiro nos perdoa, e por esta razão perdoamos àqueles que nos ofenderem (cf. Mt 18.23-35). Tão importante é tal atitude que Jesus é a única petição que recebe explicação adicional (vv. 14, 15). Em um momento anterior do Sermão (Mt 5.23-26), vimos que o ofensor só pode ser aceito por Deus se buscar a reconciliação e o perdão daqueles que foram prejudicados por ele. Agora, o Senhor Jesus revela o dever da parte ofendida: aceitar e perdoar o ofensor arrependido (Mt 18.21-22; Lc 17.3, 4). 

Chegamos agora à petição final, não menos importante: “Não nos induzas à tentação, mas livranos do mal”. Não é das tentações em si mesmas que o Senhor nos ensina a pedir livramento, pois Ele mesmo foi tentado, e sem pecado (Hb 4.15); mas sim do mal das tentações, ou seja, de sucumbir à tentação, ou cair em pecado. Se, por um lado, somos exortados a vigiar para evitarmos esse mal (Mt 26.41), por outro, temos uma forte segurança da parte do próprio Senhor, que orou para que fossemos livrados do mal (Jo 17.15), e a fidelidade de Deus em atender a esta oração (1 Co 10.13). Finalmente, as palavras com que Cristo encerra esta oração modelo nos mostram que não devem faltar às nossas súplicas dirigidas a Deus expressões de louvor, exaltação e glória ao Seu santo nome – em outras palavras, adoração. Mas esta doxologia (palavra de louvor) final também é apresentada como uma razão, ou argumento, pelas nossas petições a Deus, e nos fazem lembrar que, respondendo à nossa oração, Deus visa primeiramente à Sua própria glória, que sempre será o objeto supremo das Suas obras.


A oração é um dos maiores privilégios e um claro testemunho do nosso relacionamento com o nosso Criador, não apenas como Suas criaturas, mas como Seus filhos amados. Pela oração aprendemos a ter o reino de Deus como o alvo de nossa vida, submetendo nossos interesses ao Seu supremo propósito e a reconhecer a Sua grande misericórdia como a razão de termos nossas súplicas atendidas.

* Texto cedido por: EBD – 1º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“AS BEM-AVENTURANÇAS DO REINO”

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A lei acerca de comer coisas santas.

No capítulo 22 do livro de Levítico, o Senhor diz a Arão e a seus filhos que se apartassem das coisas santas dos filhos de Israel, para não profanarem o nome dEle.

Hofni e Finéias, filhos do sacerdote Elí, que o digam, não? O que é de Deus, é só dEle!

Coisas levadas ao Senhor não pode ser desviada? Sim.

O ministrante não pode tomar para si aquilo que é ofertado ao Mestre? Certamente.

Almas sendo manipuladas pelos ministrantes...

No caso de Naamã temos clara essa orientação, quando Eliseu não aceita a oferta do general agradecido pela sua cura da lepra. Mas Geazi, com cobiça, mentiu e tomou posse do que não era para ele.

Os dons divinos são para glorificar unicamente ao Eterno!

As pessoas que nos envolvemos pessoalmente, devemos discernir e tomar cuidado para não colocarmos nas coisas divinas? É.

Amizade e parentesco não é a mesma coisa que chamada!

O Altíssimo não aceita ofertas defeituosas, como também predisse o profeta Malaquias, quando os sacerdotes ofereciam pão imundo sobre o altar dEle...

Oferecer ao Senhor do que sobra, alguma coisa sem utilidade? Assim Ele não é santificado nem glorificado!


Pois é...

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Não tolere Jezabel nunca!


No livro da Revelação relata a presença em uma das sete igrejas de tolerância a doutrina de Jezabel.

As características dela são, dentre outras: manipuladora, perseguidora/matadora de profeta de Deus, enganadora, usurpadora, subornadora de testemunhas mentirosas, dominadora do marido assim como de suas funções e ainda se diz profetisa.

Alguém fora dos princípios bíblicos elementares e sendo tolerada? É.

Nos dias atuais, seria esposa de uma autoridade eclesiástica, uma diretora ou secretária de importante departamento da igreja, uma esposa de pastor que manda e/ou quer mandar na igreja, desfazendo de todos por seus caprichos insensatos e egoístas? Sim.

Entretanto, falando de doutrina de Jezabel, não poderia também ser associado a homens com essas peculiares características? Certamente.

Ainda não poderia ser um grupo organizado dentro da instituição? Obviamente.

Em Apocalipse, Deus deu um tempo para que Jezabel se arrependesse, contudo, ela não se arrependeu...

Mas, o juízo divino, viria tanto para ela, quanto para os que “adulteravam” com ela. Se consentirmos com essas “qualidades” de uma pessoa, família, grupo – que na verdade, estão nas profundezas de Satanás – seremos julgados e condenados juntos!



Pois é... 



sábado, 18 de fevereiro de 2017

A lei acerca dos sacerdotes.

Os filhos de Arão não deveriam contaminar por causa de um morto entre os seus povos. Naquela época o ofício sacerdotal era privativo de uma família, entretanto agora os que são chamados são todos reis e sacerdotes? Certamente.

Na verdade, o entendimento é que o sacerdote não deve se associar a coisa alguma com aqueles que são mortos espiritualmente? Sim.

Outra limitação divina era em relação ao casamento? Obviamente.

Uma boa observação aqui não seria a atual avalanche de divórcios no meio do arraial evangélico? É.

Nesse particular também deveríamos observar as limitações divinas!

Deformidades espirituais também não são aceitas? Não.

O caso do profeta Isaías mostra bem isso, apesar de ser um homem santo de Deus ele achou impurezas em si mesmo ao defrontar com a santidade divina.

Quem não ouve ao Senhor pode ensinar? O apóstolo Paulo dizia que “o que recebi do Senhor...”, cegos vão guiar a outros, isso não é adequado!


Pois é...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A piedade perfeita do reino dos céus.

Nas lições anteriores, aprendemos que nossas obras devem corresponder à justiça perfeita revelada na Lei de Deus; e, para tanto, devem proceder de um coração regenerado, renovado pela Sua graça, assim revelando que somos do número dos “bem-aventurados”. 

Desta forma, nosso Pai celestial é glorificado diante dos homens, pois Suas perfeições são contempladas em Seus filhos no trato com seus semelhantes. Agora veremos que, na prática da piedade, ou da nossa devoção para com Deus, não pode ser diferente; mais uma vez, Jesus estabelece um nítido contraste entre os atos de piedade praticados por um súdito, cujo  coração está totalmente voltado para Deus; e os atos religiosos dos “hipócritas”, que visam apenas o aplauso dos homens, parecendo ser muito devotos.

Nesta seção do Sermão do Monte, o Senhor Jesus passa a ensinar o que Ele demanda de Seus discípulos na sua devoção a Deus, aqui exemplificada em três atos considerados dos mais importantes, fazendo-se necessário resguardar-se da hipocrisia. Por sua ordem, o primeiro desses atos é o da caridade para com o próximo (ou “dar esmolas”), um dever tanto prescrito pela Lei (Dt 15.7, 8) como também confirmado sob a dispensação do Evangelho (Lc 3.11), à luz do qual este ato torna-se nada menos que a expressão necessária da obediência ao segundo mandamento mais importante da lei: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (cf. 1 Jo 3.16-18).

Nesta passagem, Jesus não condena o ato de dar esmolas em si, nem mesmo quando feito em público ou reconhecido pelos homens; mas Ele nos alerta contra o pecado da hipocrisia, isto é: quando o homem usa um ato de piedade e devoção a Deus para buscar, não o agradar ao seu Criador, mas sim o reconhecimento dos homens e a exaltação pessoal (cf. At 9.36; Jo 5.44). *Trata-se de um erro sutil, pois se introduz até nos atos de maior espiritualidade; e é fácil de se cometer, pois procede da ambição do coração humano, do seu orgulho e vanglória. Contudo, tal atitude receberá a devida reprovação da parte de Deus (Mt 23.1-7, 12, 28, 33).

A aprovação dos nossos atos de piedade – no caso em questão, dar esmolas – depende não apenas do desinteresse pela atenção e louvor dos homens (“não faças tocar trombeta diante de ti”), mas também de uma renúncia e desapego a toda pretensão quanto ao valor e mérito de nossos atos (“não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita”). Nosso único e legítimo interesse no exercício da piedade deve ser a glória de Deus: praticar esse e qualquer outro ato de natureza devocional porque Ele ordenou e porque isto O agrada, e porque Ele promete recompensá-lo e porque em nós há o amor que provem de Deus (Pv 19.17;  2 Co 9.9; I Jo 4. 20, 21).

O próximo exemplo de piedade prática é o da oração. E, uma vez mais, o que Jesus está aqui condenando não é a oração pública em si, como parte do culto a Deus prestado pelos fieis quando reunidos; mas sim a ostentação com que os escribas e fariseus cumpriam este dever, no desejo de serem reconhecidos como homens de grande piedade e comunhão com Deus. A oração deve ser uma expressão sincera do coração a Deus, por isso o Senhor nos orienta a buscarmos o isolamento e o refúgio das interferências mundanas (“entra no teu aposento”, “fecha a tua porta”, o que se pode entender tanto literalmente, em nossas orações particulares, como também, quando necessário orar em público, fazê-lo com a mesma consciência, de que é a Deus que devemos nos dirigir, no recôndito do nosso coração, não nos importando com a atenção dos homens (At 1.14; 1 Tm 2.8).

Outro erro comum na prática da oração, e ainda mais grave que o primeiro, pois caracteriza a atitude religiosa de pessoas que ignoram o poder e a sabedoria de Deus (os “gentios”), é o uso de vãs repetições, ou seja, confiar no poder persuasivo de nossas palavras em oração, como se Deus pudesse ser convencido pela força, beleza e insistência de nossos argumentos. Em primeiro lugar, nenhum de nossos atos de devoção a Deus são meritórios, e nada do que façamos para Ele, mesmo que em obediência à Sua vontade, pode obriga-lO a nos abençoar. Esses atos são apenas meios pelos quais Deus se propõe conceder a glória eterna, que é devida exclusivamente pelos méritos infinitos do sacrifício de Seu Filho Jesus. Em segundo lugar, Deus não precisa ser informado acerca do nosso estado, porque Ele sabe todas as coisas e, melhor do que nós, como e quando responder nossas súplicas com a provisão mais adequada. Por outro lado, Jesus não está condenando a perseverança e insistência em buscar ou pedir uma mesma coisa a Deus, até que alcancemos uma resposta desde que isto seja uma sincera expressão da nossa dependência e confiança nEle (Jo 15.7; Mt 26.39-44; 2 Co 12.8).

Tendo em vista nossas limitações para compreendermos o sábio conselho de Deus sobre todas as coisas, e mesmo a nossa incapacidade de nos dirigirmos ao nosso Pai celestial como convém, o Senhor Jesus nos ensina a orar, fornecendo não apenas os princípios gerais, mas as próprias palavras que podemos empregar em nossas súplicas a Deus para externar diante dEle os anseios do nosso coração (Ec 5.1, 2; Rm 8.26; cf. Lc 11.1, 2).  *Mas, como cada frase desta oração apresenta grande riqueza de ensinamentos, e considerando que esta porção do texto representa um “parêntese” dentro do assunto geral abordado nesta seção, reservaremos o estudo da “Oração do Senhor” para a próxima lição.

Passando à correção dos erros e à exposição da verdade acerca da prática dos jejuns, o Senhor Jesus condena mais uma vez a atitude afetada e hipócrita daqueles que faziam de tudo para que o abatimento físico causado pelos seus jejuns fosse visto pelos homens, e assim fossem louvados como homens de grande abnegação. Mas o verdadeiro jejum procede de um senso da nossa dependência de Deus, ou do nosso arrependimento e pesar por tê-lO ofendido, (Ed 8.21; Jl 1.13, 14). *Quando não, o jejum é apenas um meio para uma dedicação maior à oração, por um propósito especial e nessa ocasião, abstendo-nos temporariamente de suprir uma necessidade básica do nosso corpo – a alimentação – priorizamos nos dedicar exclusivamente aos interesses de Deus. Em ambos os casos, porém, a prática do jejum é incompatível com o desejo de vanglória do ser humano (At 13.3; Lc 2.37).

A instrução aqui oferecida por nosso Senhor no que diz respeito ao jejum não é diferente dos demais casos: como as esmolas e a oração, o jejum visa a Deus, mesmo sendo apenas um meio para a oração, ou uma forma de santificação. Há que se considerar também que, embora seja um ato de contrição e abatimento para a carne, o verdadeiro discípulo de Cristo não negligencia seu corpo, entregando-se a sacrifícios que pouco beneficiam a alma (), pois sabe que Deus prefere antes a humilhação e contrição sincera do coração a um corpo abatido em que não haja a devida correspondência no interior (Cl 2.20-23; Jl 2.13-16).


Nossa relação pessoal com Deus é tão importante quanto o nosso relacionamento com o próximo. Mas, assim como o pecado está pronto a se insinuar em cada ato e palavra dirigida aos nossos semelhantes, do mesmo modo nossas intenções e sentimentos mais sinceros para com Deus podem ser facilmente pervertidos, e nossa adoração pode ser completamente inutilizada pelo sutil pecado da hipocrisia. Que Deus nos dê graça para nos guardarmos do fermento dos fariseus, e desejarmos o “secreto” de um relacionamento sincero e exclusivo com nosso Pai celestial.

* Texto cedido por: EBD – 1º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“AS BEM-AVENTURANÇAS DO REINO”

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O cristão pode comer sangue?

No livro de Atos dos Apóstolos, no capítulo 15, mostra que ainda devemos nos abster do sangue? Certamente.

Pode haver ainda dúvida em relação ao alimento sufocado? Não.

É uma doutrina bíblica e não apenas um costume...

A dispensa do sangue significa que a vida é um dom divino e Ele mesmo se deu por nós!


Pois é...

domingo, 12 de fevereiro de 2017

A lei da lepra continua...




A doença da lepra, principalmente quando não havia tecnologia para a sua cura, é uma forma de a pessoa ir morrendo sem sentir nada. Uma representação do pecado? Sim.

No povo de Israel se levava ao sacerdote quando se tinha dúvida quanto ao aparecimento ou não dela? Certamente.

Caso fosse feita uma análise positiva, a pessoa era considerada imunda e para evitar o contágio o doente tinha que morar sozinho e afastado? Obviamente.

Espiritualmente não se pode conviver com o faltoso como se nada de mal tivesse acontecido...

Raríssimos casos dessa enfermidade foram detectadas com curas no Velho Testamento, o pecado ainda não tinha cura?

Entretanto, com a vinda de Jesus vemos muitos casos de leprosos sendo livres dessa doença.

Cristo Jesus é o remédio para a praga do pecado, só Ele pode perdoar! A lei da lepra continua, o pecado nos afasta de Deus.

 Pois é...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Nadabe e Abiú morrem diante do Senhor.

Nadabe e Abiú tomaram os seus incensários e puseram neles fogo, puseram incenso e trouxeram perante a face do Senhor. Mas o fogo era estranho, o que lhes não ordenara? Sim.

O que seria esse fogo estranho? As brasas não foram do altar do holocausto? Certamente.

As nossas orações sem passar por Jesus Cristo crucificado, são estranhas a Ele? Obviamente.

As intermediações estranhas são ofensivas ao Senhor e o único caminho apresentado pelo Mestre dos Mestres deve ser respeitado!

Para se chegar a Deus não existe invenção, é do jeito dEle.


Pois é...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A justiça de Deus e a perfeição.

Chegamos agora a um ponto crucial do Sermão do Monte, em que o Senhor Jesus encerra Suas considerações e aplicações acerca dos mandamentos da Lei de Deus. As questões abordadas tratavam do nosso relacionamento com o próximo, e do elevado padrão de justiça exigido por Deus para que não estejamos sujeitos ao juízo da ira. E agora o Senhor traz à luz outra verdade encoberta e que constitui a essência e o fundamento de todos os relacionamentos humanos: a capacidade de sofrer o mal com abnegação, e de exercer paciência e benignidade até mesmo com aqueles que nada merecem. Nesta passagem do Sermão vamos aprender o que é ser realmente um “pacificador”, e o que é “sofrer por causa da justiça”.

Desta vez, Jesus ensina como entender e aplicar a “lei do talião”. Exarada em diversas passagens, esta lei em si era de total justiça e equidade, não permitindo que um crime ou pecado fosse punido de forma desproporcional à sua gravidade (Lv 24.19, 20). *Além disso, era um princípio que refreava abusos dos fortes contra os fracos, aplicando-se igualmente a todos os israelitas (Ex 21.23-25; Dt 19.19, 20). **Contudo, os escribas e fariseus faziam desta regra um pretexto para exercer livremente seus desejos carnais de retaliação (vingança), contra quaisquer injustiças ou prejuízos que sofressem. E a vingança, como tal, é fruto da ira humana, que jamais opera a justiça de Deus.

A lei do talião não se tornou obsoleta, é útil na aplicação da justiça através de juízes legitimamente constituídos. Deus constitui homens para exercer a justiça, e lhes dá meios para que executem o castigo, quando necessário, sem que isto seja considerado vingança pessoal (cf. Dt 32.35). *Por exemplo, Paulo recorreu à justiça humana constituída por Deus, particularmente quando estava em jogo a verdade, a causa do Evangelho e a glória de Deus (At 16.35-37; 25.11). **Mas, quando se trata de satisfazer à nossa disposição natural e carnal de recebermos reparação contra injustiças sofridas contra nossa pessoa ou nossa honra ou nossos bens, ou ainda de sermos justificados perante os homens, aí devemos estar prontos a renunciar, a sofrer o dano, na consciência de que estamos sob o cuidado de um Deus que é justo e providente e que pode, somente Ele, exercer vingança (Rm 12.17-19; 1Pe 2.23).

Não somente isto, mas as situações ilustradas por Cristo na presente passagem apontam  para uma atitude ainda mais elevada no verdadeiro cidadão do reino dos céus, de não apenas sofrer o mal real que lhe fazem, mas também de exceder a medida do mal recebido ao mostrar disposição em suportar ainda mais (cf. Rm 12.20-21). *Entendamos que os males aqui são oriundos de uma inimizade contra o Evangelho, contra Cristo, mesmo quando velada. São males injustificados. Nesse caso, o cristão entende que todas as coisas concorrem para o seu bem, e recebe a maior privação e injustiça cometida contra ele com a alegria e confiança na bondade de Deus (cf. Rm 8.35-39; Hb 10.32-34).

A seção seguinte do texto em análise está em íntima relação com a anterior; na verdade, é a continuação e conclusão daquela  – ali, vimos que é nosso dever sofrer o mal; aqui, veremos que é nosso dever amar os que nos fazem mal. Os escribas e fariseus, pervertendo o mandamento: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19.18), limitavam o próximo apenas aos de sua própria nação, especialmente aqueles com os quais mantinham bom relacionamento. *Jesus, porém, na ordem: “amai a vossos inimigos”, expõe a verdadeira extensão da palavra, já entrevista na própria Lei: o “próximo” era todo aquele com quem o israelita tivesse qualquer relacionamento, seja bom ou ruim: o estrangeiro (Lv 19.33, 34), o irmão em litígio. **A expressão: “odiarás o teu inimigo” simplesmente não era um mandamento divino, mas antes uma distorção do que diziam as Escrituras (cf. Dt 23.4, 5; Pv 25.21).

Nossa atitude em relação ao mal é não apenas negativa, de sofrê-lo com resignação, e de não retribuir ao malfeitor na “mesma moeda”. Mas é necessário pagar o mal com o bem (Rm 12.20-21). E esse amor não deve ser apenas aparente, nem formal, tampouco reservado a momentos em que o cristão possa ser notado por outros ou pelo próprio inimigo – como uma espécie de interesse em ter sua atitude reconhecida como superior à daquele que o aborrece. É expresso, sim, na manifestação exterior de bênçãos desejadas (“bendizei aos que vos maldizem”), bem como de benefícios realizados em seu favor (“fazei bem aos que vos odeiam”). Mas, ultrapassando essas oportunidades, é um amor que se revela sincero e de coração por ser expresso no relacionamento mais íntimo do cristão com Deus, na oração em favor do inimigo.

É característica e sinal de que somos filhos de Deus se temos e demonstramos esse amor desinteressado, que não espera ser reconhecido pelos homens, muito menos retribuído, pois assim é o amor de Deus em relação à grande massa da humanidade que O desconhece e O despreza – todos os benefícios físicos e materiais advindos ao homem, seja qual for o seu relacionamento com Deus, são expressões sinceras do Seu amor pela criação, e não são retirados nem diminuídos em função do quanto o ser humano possa reconhece-los ou retribuir a Deus por eles (cf. Lc 6.35).

Nos versos em apreço, Jesus propõe uma nova razão pela qual devemos amar nossos inimigos, e não apenas aqueles que nos amam e nos fazem o bem, aos quais nosso interesse particular nos levaria a amar mais facilmente. Tão natural e sem mérito é esse tipo de amor que não era difícil de ser encontrado até mesmo entre os publicanos, aqui tomados para ilustrar uma classe de pessoas desprezadas pelo povo (Mt 9. 10, 11). *Os escribas e fariseus definiam a prática do amor exigida na Lei de um modo conveniente e cômodo ao seu caráter corrupto e perverso, limitando-o a um amor egoísta que em nada se assemelhava ao amor de Deus.

Como no princípio dessa seção do Sermão do Monte, onde vimos que a nossa justiça deve exceder a dos escribas e fariseus, se havemos de entrar no reino dos céus (Mt 5.20), agora também o Senhor volta a estabelecer um contraste entre os súditos do Seu reino e os demais homens, sejam quais forem seus distintivos e classes. Dos Seus discípulos, Cristo exige mais, tanto no amor como em todos os demais aspectos de sua conduta – se agimos como qualquer outro homem agiria, “que fazemos de mais?” Tal atitude não corresponde à excelência e relevância (nas figuras do sal da terra e da luz do mundo) que se espera de nós.

Elevando ainda mais o padrão da justiça divina, Jesus afirma que o que se espera de nós é que sejamos perfeitos, como é o próprio Deus, no exercício do amor e de Seus atributos divinos. Mas, entendamos também esta cobrança à luz da obra da graça e da nova criação em Cristo, em quem somos misericordiosamente aceitos em nossa limitação; e ao mesmo tempo que capacitados poderosamente nEle para todas as coisas (Fp 4.13). *Tanto assim que não podemos nos gloriar de nossos sucessos na caminhada cristã, pois, mesmo quando tivermos feito tudo o que Ele requer de nós, só teremos o direito de dizer: “Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer” (Lc 17.7-10).


A caminhada cristã exige constante renúncia: aos nossos pecados, aos nossos padrões de conduta relativos, egoístas e inconstantes – enfim, ao nosso “eu” na sua totalidade. Este é o primeiro passo para entendermos a profundidade e excelência da justiça e santidade de Deus, e para alcançarmos graça para nos conformarmos a esse elevado padrão, e assim começarmos a viver e a provar a verdadeira alegria, o pleno contentamento e a firme certeza de que somos filhos de Deus.

* Texto cedido por: EBD – 1º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“AS BEM-AVENTURANÇAS DO REINO”

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A obra é do Senhor!



No livro do Pentateuco, mais precisamente no Levítico, importante para todos os cristãos na adoração a Deus, não só para os levitas mas também para os ofertantes.

O tabernáculo que foi montado no livro do Êxodo, faltava agora a instrução para o povo como comparecer na Casa de Deus, ainda que com acesso ainda restrito.

A parte mais necessária nesse tão complexo livro, em suma, é mostrar como se chegar ao Altíssimo, as figuras daquela época e agora a realidade das coisas divinas.

Existe implicitamente uma ordem superior acima da lei? Certamente pois Moisés não era sacerdote e estava instituindo um sacerdócio.

Primeiramente temos as ofertas que agradam ao Senhor, como podemos agradar-lhe?

“Esta é a lei do holocausto, da oferta de alimentos, e da expiação do pecado, e da expiação da culpa, e da oferta das consagrações, e do sacrifício pacífico.” (Lv 7.37)

       A sequência do dia a dia no servir a Deus do israelita, porém, a primeira oferta era a de expiação do pecado. Os pecados fazem separação...

Antes de exercer as funções sacerdotais, vem a consagração de Arão e de seus filhos e a oferta de expiação do pecado. (Lv 8.14)

Moisés, instituindo aquele sacerdócio, mostra como do Alto há um santuário e poder para representá-lo, como a figura de Melquisedeque. (Rei de justiça, paz)

A obra é do Senhor apesar de muitos sacerdotes discordarem disso!

Pois é...