sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A dialética dos últimos dias.

O apóstolo Paulo, em sua segunda epístola, capítulo terceiro, orienta seu filho na fé a permanecer naquilo que tinha aprendido, sabendo que era uma Palavra que nunca mudaria.

Adverte que nos últimos dias, nos quais já estamos, segundo o livro sagrado teríamos dias difíceis (trabalhosos) devido o desvio da humanidade do Criador.

Os homens amariam mais os deleites e a si mesmos do que a Deus.  Quantos hoje em dia não estão apegados ao dinheiro e/ou numa corrida desenfreada para acumular riquezas?

As coisas divinas seriam blasfemadas e eles perderiam até o afeto natural. Alguma semelhança com a modernidade?

       Incontinência, crueldade e traições fariam parte da rotina humana nas suas relações? Certamente.

Entretanto, Timóteo, que tinha escolhido o caminho da justificação, deveria permanecer naquilo que tinha aprendido...

É um movimento contraditório, ímpio cada vez mais fazendo injustiça e o justo precisando se santificar cada vez mais...

Pois é...


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

As bem-aventuranças do Reino.

O ensino de Jesus registrado em Mateus 5 a 7 geralmente é conhecido como o “Sermão do Monte”. Mas esta designação pouco diz a respeito do seu conteúdo. Trata-se de um sermão em que nosso Senhor apresenta as elevadas qualidades espirituais dos súditos do reino de Deus, bem como ensina o padrão de justiça perfeita exigida deles. São ensinamentos de extrema importância para nós, pois neles temos muito a aprender sobre a excelência do nosso chamado para fazermos parte deste reino e do quanto Deus requer de nós como Seus súditos.

       Não é possível determinar o monte sobre o qual nosso Senhor proferiu este sermão. Contudo, podemos dizer que Jesus se encontrava na Galiléia, no início do Seu ministério. Após a prisão de João Batista, tendo Ele chamado os Seus primeiros discípulos (vv. 18-20), percorria a região, ensinando, pregando e realizando milagres de cura (v. 23). Sua fama já havia se espalhado pelas regiões circunvizinhas, de modo que era seguido por uma grande multidão (v. 24-25).

       A suma da mensagem de Cristo era: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (v. 17). Ele anunciava a realidade de um reino que muitos aguardavam se manifestar, mas cuja natureza ainda não compreendiam. Nosso Senhor não falava de um reino deste mundo, mas do reino dos céus (ou o reino de Deus), cuja presença não poderia ser percebida pelos sentidos carnais, tampouco por alguma alteração na ordem dos governos terrenos (Lc 17.20; Jo 18.36), mas sim pela submissão à ordem proclamada pelo seu Rei: “Arrependei-vos”, ou seja, para recebê-lo, era necessário renunciar totalmente ao pecado e produzir frutos dignos da excelência desse reino espiritual (cf. Mt 3.1-10). Esta é a boa nova do reino.

       Assim, este sermão pode ser entendido como uma oportuna explicação de quem são estes que se arrependem e produzem fruto, e que por isso são verdadeiros súditos do reino de Deus.

       Este sermão é pronunciado por Jesus tanto em atenção aos Seus discípulos, que d’Ele se aproximaram na ocasião, como também à multidão que O ouvia (cf. Mt 7.28, 29). Na verdade, o sermão é pertinente a todos quantos ouvem a proclamação do reino dos céus (Mt 24.14).

       Podemos notar que, ao longo deste sermão, é feito um contraste entre aqueles que participam do reino de Deus e os que ficam de fora – estes últimos representados ora pelos “homens”, de uma forma geral, ora pelos “escribas e fariseus”, ora pelos “publicanos”, ora pelos “gentios”, ora pelos “hipócritas”, “falsos profetas” e falsos discípulos. Há uma divergência contrastante de interesses, intenções, propósitos e atitudes entre os súditos do reino de Deus e os demais.

Contudo, é muito importante entender que este sermão não é como uma “nova lei” – uma série de mandamentos a serem cumpridos como condição para se entrar no reino dos céus. Para tanto, é necessário “nascer de novo” (Jo 3.3, 5), e isto é obra da graça de Deus, não do esforço e vontade humanos (Lc 12.32; 22.29; Cl 1.13; Ap 5.9, 10). O Sermão do Monte revela um caráter espiritual e um padrão de justiça elevadíssimos, inalcançáveis ao homem natural, e que, pelo contrário, mostram-no muito distante do reino de Deus, e a suas obras, como trapos de imundícia. Apenas o verdadeiro discípulo de Cristo, introduzido neste reino pela graça de Deus, é capaz de não apenas ouvir, mas também cumprir estas palavras (Mt 7.24; Jo 15.5).

A primeira seção em que podemos dividir o sermão em apreço é a das “bem-aventuranças”. Ser bem-aventurado é o mesmo que ser “feliz”, “afortunado”, alguém que se pode dizer plenamente realizado e completo. Ao explicar a razão dessas bem-aventuranças, o Senhor Jesus contraria não apenas o conceito mundano sobre felicidade, mas também o pensamento de que o reino de Deus devesse trazer paz, conforto e prosperidade exteriores (Rm 14.17). A felicidade segundo Deus independe dessas circunstâncias.

As virtudes, qualidades e características associadas às bem-aventuranças formam um todo inseparável, e acham-se presentes em todo o cristão, tornando-o mais semelhante ao Seu Senhor, identificando-O como verdadeiro discípulo e súdito do reino (Lc 6.40). Não são qualidades morais, que o homem natural poderia exercitar, pois estas jamais o tornariam merecedor de recompensas espirituais. Logo, são qualidades geradas pelo Espírito, e é por isso que estão associadas a benefícios espirituais e eternos (Gl 5.22; 6.7, 8).

Consideremos, então, cada uma destas bem-aventuranças, na ordem em que se apresentam no texto sagrado:
1. “Bem-aventurados os pobres de espírito...” (v. 3). A pobreza material não é virtude, tampouco a intelectual ou espiritual. Ser pobre de espírito é ser humilde, é reconhecer a nossa completa inabilidade e a insuficiência de nossos meios e recursos, bem como a nossa total dependência da graça e misericórdia divinas, para alcançarmos as riquezas do reino dos céus (Lc 18.9-14; Mt 11.5; Sl 40.17; Is 66.2).
2.  “Bem-aventurados os que choram...” (v. 4).    Trata-se do choro como expressão de tristeza, mas há diferença entre o choro de tristeza do mundo e o de um cristão. Este se entristece, primeiramente, pelos seus próprios pecados e fracassos na obediência devida a Deus (Tg 4.9; 2 Co 7:10); depois, pelo mal que predomina neste mundo (Sl 119.53); e ainda pelo sofrimento do seu próximo (Rm 12.15).
3. “Bem-aventurados os mansos...” (v. 5).                 A mansidão é considerada sinal de fraqueza pelo mundo, que busca sua felicidade confiando em sua própria força e astúcia. O súdito do reino dos céus confia no Senhor, descansa em Sua bondade e providência (Sl 37.3-11), e por isso é satisfeito e contente com o que possui nesta vida, e herdará todas as coisas no porvir (Ap 21.7).
4. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça...” (v. 6).        Justiça é a essência do reino de Deus, e por ela o cristão anseia como pelo próprio alimento. Ao passo que o mundo se satisfaz com uma justiça relativa, nunca perfeita, e sempre alheia às exigências da lei divina (Rm 3.10), o súdito do reino de Deus é imbuído de um senso de justiça que não almeja nada menos do que a vontade de Deus plenamente realizada, tanto nos céus como na terra (2 Pd 2. 7,8) .
5. “Bem-aventurados os misericordiosos...” (v. 7).      Não se trata de ter misericórdia com o próximo, para alcançar misericórdia de Deus. Misericórdia não pode ser merecida. É característica inequívoca do cristão, porque este primeiramente alcançou misericórdia da parte de Deus e agora não pode deixar de ter compaixão pela miséria alheia, tanto material como espiritual (Mt 18.15-35; Sl 37.21; Gl 6.2; Jd 22).
6. “Bem-aventurados os limpos de coração...” (v. 8). O coração é a sede dos pensamentos e intenções, e por natureza é mau e enganoso (Jr 17.9). Mas, pela obra da regeneração do Espírito, o cristão é liberto da influência deste mundo (At 15.9; Tt 3.5), e agora ama pura e sinceramente ao próximo e a Deus, agradando-O não apenas na aparência, mas também no interior (Mt 15.7-9; Tg 4.8).
7. “Bem-aventurados os pacificadores...” (v. 9).   O discípulo de Cristo ama a paz, e a segue em seu relacionamento com o próximo (Rm 12.18; Ef 4.3; 1 Pe 3.8-12), pois, pela reconciliação da cruz, ele mesmo foi trazido a um relacionamento de paz com Deus.
8. “Bem-aventurados os que sofrem perseguição...” (v. 10).     O cristão não deve esperar aplausos por ser discípulo de Cristo, mas antes perseguição em razão do seu anelo pela justiça de Deus (2 Tm 3.12).

Aplicando esta bem-aventurança ao caso particular dos discípulos, o Senhor Jesus caracteriza o que deveriam esperar do mundo em mais de um aspecto: palavras ofensivas (injúria), oposição em geral (perseguição) e falsas acusações (mentira) (cf. Mt 24.9). Isto, porém, não deveria impressioná-los, pois não seriam os primeiros a passar por essas aflições, e, ao serem comparados aos profetas do passado, ou seja, a homens altamente favorecidos e amados por Deus, eis um grande motivo para se alegrarem nesta vida e esperarem por grande recompensa no céu.

O sermão de Jesus que estudaremos neste trimestre apresenta a essência do que é ser súdito do reino de Deus. Seus ensinos são pertinentes a todos os que almejam ser achados como verdadeiros discípulos e servos de Cristo, pois identificam e descrevem o novo espírito, a nova índole que caracteriza Seus súditos, e prescrevem a nova conduta e prática que devemos ter neste mundo em harmonia com o reino de Deus, enquanto aguardamos a manifestação plena desse reino, em novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça.


* Texto cedido por: EBD – 1º. Trimestre de 2017 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
AS BEM-AVENTURANÇAS DO REINO”



Igreja, Israel de Deus.

Temos estudado muitos pontos escatológicos e este assunto é proposto porque da sua compreensão evita-se confusões quanto ao plano de Deus e os reais acontecimentos do fim dos dias, na salvação de um só povo, quer sejam israelitas (judeus) ou não. Há uma só salvação, um só povo salvo.
Desde Gênesis podemos acompanhar a obra de Deus, inicialmente prometendo a Abraão e depois cumprindo, a formação de um grande povo, Israel. O termo Israel deve-se a ascendência em Jacó, a quem Deus trocou o nome para Israel (Gn 32.27,28). Tendo Jacó 12 filhos, estes vieram a constituir as doze tribos da nação de Israel (Gn 49). A consagração como a nação de Deus se dá nas expressões de Ex 19.5-8;24.7, através do juramento e concerto entre ambos.
Procurando por todo o Antigo Testamento, não encontraremos a palavra "Igreja", pois é uma expressão do grego, língua esta que nos escritos sagrados só foi usada no novo testamento. O significado de Igreja é ajuntamento, congregação, reunião convocada, assembléia. Ao encontrarmos estas palavras na Bíblia, em particular no velho testamento, todas têm a mesma significação de Igreja. Assim ao se dizer, "santa convocação" ou "o ajuntamento de Israel", está-se referindo à Igreja de Israel, à reunião do povo de Deus, vocábulos usados no passado.
O povo de Deus no passado era formado pela descendência de Abraão, Isaque e Jacó (Ex 3.15), mas também incluindo todo aquele que se aproximava de Deus; o estrangeiro que quisesse servir a Deus, era admitido como um natural da terra (Lv 19.33) e destaquemos que o natural que transgredisse o concerto de Deus, era cortado, excluído do povo (Ex 12.19). Deixemos assinalado que os judeus são uma parcela de Israel, umas das doze tribos, a tribo de Judá. Observemos, ainda, que a nação de Israel era representada como a videira, na expressão de Jesus (Jo 15.1,2,5), ou como oliveira no dizer de Paulo (Rm 11.17).
Entretanto, tudo isto era figura até que se manifestasse o verdadeiro povo de Deus (I Co 10.1,5,6,10,11), como Jesus disse: Deus procura os que o adoram em verdade e em espírito (Jo 4.23). Por isso falou Oséias apontando a rejeição da nação visível de Israel (por causa da idolatria, e toda sorte de quebra do concerto) e a formação de um novo Israel (Os 1.9,10; Rm 9.25,26), formado por homens fiéis de todo o mundo.
Permanece a visão da videira ou da oliveira já citados; Deus tem levantado o seu povo desde tempos antigos (Dn 2.44); a raiz e o tronco é toda a obra que Deus já firmou; galhos ou ramos ou varas representam o crescimento da árvore. A raiz e o tronco podem ser comparados aos patriarcas e profetas (Hb 1.1); os ramos são todos aqueles admitidos por Deus; numa mesma e única Oliveira são enxertados os gentios - zambujeiros - ou são readmitidos os israelitas - ramos naturais (Rm 11.24), todos incluídos no rol do seu povo, o Israel espiritual (At 2.39-41; Rm 2. 28 e 29). 
Observemos em Atos 2, a multidão dos que criam eram judeus, ou melhor, israelitas, e estes eram agregados à Igreja (Atos 2.14 e 47). Paulo anunciou que o Israel de Deus não  vem da descendência de Abraão segundo a carne, mas sim pela promessa (Rm 9.6-8), pois os filhos de Deus são todos os que são guiados por seu Espírito (Rm 8. 14). Isaque foi uma figura de Jesus; o Israel de Deus é formado dos que são da promessa; Jesus, a verdadeira descendência de Abraão (Gl 3.16), não primeiramente pela carne e sim pela fé (Rm 4.9-12). Paulo continua a dizer que um grande mistério oculto desde a antiguidade era o fato de que o povo de Deus seria formado de todos os povos (Cl 1.24 a 27; Ef 3.6; Rm 10.11-13). Assim, também falava Isaías (Is 49.1-6; 42.6). Os gentios, referência feita aos não israelitas, pela fé foram admitidos como povo de Deus, deixando de existir dois povos, para serem um  em Cristo (Ef 2.11-19).  Portanto não haverá mais duas ressurreições, dois arrebatamentos, duas vindas de Jesus e dois povos para serem salvos; o corpo é um só.
  Notemos que o ISRAEL DE DEUS é edificado no fundamento dos apóstolos: de que Jesus é a principal pedra (Ef 2.20-22; I Pd 2.5, 9, 10). O salmista israelita dizia: foi ele que nos fez povo seu e ovelhas de seu pasto (Sl 100.3); e Jesus diz: tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; convém agregá-las e haverá um rebanho e um pastor (Jo 10.16). Uma passagem que bem demonstra que o Israel de Deus, o povo salvo, seria formado de todas as línguas e nações, é encontrado em Ap 7. 4 e 9. E destaquemos um aglomerado oriundo de todos povos, línguas, nações e tribos constituiu as doze tribos de Israel, todos com roupas lavadas no sangue do cordeiro, que é a IGREJA, O ISRAEL DE DEUS.
Precisamos estar atentos, e não nos desviarmos do entendimento de que para Deus, não há dois povos, duas salvações (Ef 4.4-6). Não podemos separar Israel da Igreja. A Igreja é o Israel de Deus, a multidão incontável dos que foram comprados pelo precioso sangue de Jesus (Ap 5.9).

Texto cedido por: EBD – Classe de Juvenis “Escatologia”.

4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

As bençãos de Deus para Israel.

Após Israel receber as promessas de Deus em estar com ele e fazer dele grande nação, desce com a família ao Egito para encontrar-se com José. Após um emocionado encontro com o filho, Jacó é apresentado a Faraó que ordena que se lhe dê por habitação e possessão a terra de Gósen. Lá frutificaram e multiplicaram-se muito e se tornaram uma grande nação. Antes da morte Israel abençoa os filhos e dá ordem para que seja sepultado em Canaã no sepulcro de seus pais.

Assim que Jacó recebe a notícia do estado de José no Egito, parte com toda família a encontrar-se com o filho. Partindo para o Egito, passa por Berseba onde oferece sacrifícios a Deus; em visões da noite ouve promessas de grande multiplicação e de retorno a terra de Canaã.

No Egito, após encontro com José, Jacó é recebido em audiência por Faraó, e ousadamente assume posição de superioridade espiritual ao abençoá-lo por duas vezes. Neste encontro o patriarca destaca a idade de cento e trinta anos, admite-os poucos e maus em relação aos anos de vida de seus pais. Depois disto, Israel habitou na terra de Gósen, onde frutificaram e multiplicaram-se muito até que se torna em uma grande nação.

Outro registro que se destaca é o juramento com que intimou Jacó a José de que seria sepultado em Macpela e nisso se prostrou, adorando a Deus.

Em visita ao pai enfermo, José é acompanhado por seus dois filhos. Jacó faz lembrança das promessas de Deus, e assume em adoção Efraim e Manassés como seus filhos. Ao abençoá-los, apesar da intervenção de José, conscientemente toma o menor e o põe por maior.

Depois chamou Jacó a todos seus filhos e profeticamente abençoou a cada um. Algumas dessas profecias são muito interessantes. Destaca-se entre elas, a palavra dada a Ruben que por seu pecado perdeu a primogenitura, a palavra de desaprovação dada a Simeão e Levi que por serem dominados pela ira, seriam espalhados  em Israel; Levi não recebeu herança em Israel. E ainda, as maravilhosas bênçãos dadas a José, que em meio às adversidades sempre manteve a fé.

No entanto, as palavras dada a Judá são as de maior significado profético, pois salienta o louvor de seus irmãos que a ele se inclinariam, seu poderoso e eterno domínio e sua prosperidade no vinho (alegria) e no leite (alimento).  Estas palavras dada a Judá têm seu cumprimento no reinado de Davi e seus descendentes, e desenrola-se de forma final no próspero e eterno reinado de Jesus, o leão da tribo de Judá.    (cf. Is 55.1; Jo 4. 22)

Após abençoar seus filhos, Jacó ordena-lhes que seja sepultado na cova de Macpela em Canaã, onde foram sepultados sua mulher Léia e os patriarcas Abraão e Isaque com suas mulheres Sara e Rebeca.  Sob as ordens de José, os médicos egípcios embalsamaram a Jacó, o príncipe que lutou com Deus, em grande e fúnebre cortejo foi levado, e por fim sepultado em Canaã.

Tão logo o patriarca Jacó falece, os irmãos de José temem por vingança, e José mais uma vez consola seus corações mostrando a grande obra de Deus em favor do seu grande povo. As bênçãos de Deus alcançaram a José e sua descendência, e antes de falecer lembra aos filhos de Israel que um dia Deus os visitaria e os faria subir à terra que jurou dar a Abraão, Isaque e Jacó. Então, por fé, José fez os filhos de Israel jurar que transportariam seus ossos para Canaã quando isto se cumprisse.


Deus é fiel em suas promessas. Os patriarcas em meio as suas árduas peregrinações sempre foram consolados com grandes milagres e promessas de bênçãos. Em Jesus se cumprem todas as promessas dadas ao povo de Deus; e ainda chegará o dia em que seremos transformados e transportados em um corpo incorruptível para a Canaã celestial e com Ele eternamente reinaremos.

Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“Os Patriarcas, de Abraão a José”.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A primeira ressurreição.





Um assunto muito recorrente e de diversas opiniões, pontos de vista e linhas de pensamento teológico. Entretanto, o mais importante é deixarmos um pouco nossas tendências/influências e friamente, como nos ensina a própria hermenêutica, analisarmos à luz da Bíblia esse assunto.

A Palavra deve ser o guia sempre, ela se interpreta e não ao contrário (quando vamos lê-la já com ideias pré-fixadas).

Corremos alguns riscos? Sempre. Mas Ele estará conosco para nos ajudar!



domingo, 18 de dezembro de 2016

“Mas a palavra de Deus não está presa”.


Uma igreja antiga cristã tem em uma de suas máximas a ideia que o povo não tinha a interpretação correta da Bíblia e de alguma forma até complicava o seu entendimento. A Palavra era para um grupo seleto de intelectuais, pessoas com altos cargos eclesiásticos. Uma forma de monopólio, para se chegar ao Divino. Precisava passar por eles, necessariamente...

Isso era uma forma de enriquecimento, poder na sociedade, status...

Entretanto, infelizmente, isso ainda acontece em nossos dias. Uma "preocupação" exacerbada em não ensinar algo ao povo que o possa libertar das instituições que, em muitos casos, o amarram. Querem o povo para tirarem proveito deles? Manipulação? Escondem a verdade, não andam pelo Caminho e barram as pessoas de passarem pela Porta...

Vários interesses circundam na transmissão da doutrina veraz e poucos são os que tem o mesmo sentimento do Dono do ensino sadio. Por quê? Por que não querem ter problemas com os posseiros da Palavra? É.
  
Contudo, Ele determinou edificar a sua igreja. Sua esposa/testemunha, junto com o Espírito Santo, estará preparada e gerará os filhos que foram determinados para a sua aljava? Certamente.

Apesar da perseguição maligna, sua fúria é tão grande, mas não impedirá os soldados fiéis de levaram as Boas Novas de salvação. Por quê? Por que a palavra de Deus não está presa, nem esteve e nunca estará!


       Pois é...  



Sábado, dia do Senhor.



O dia do sábado é sem dúvida um dia especial para o povo de Deus desde o princípio em Jacó/Israel.

Entendê-lo agora, na nova aliança, é um desafio, uma necessidade. Estaríamos compreendendo o seu valor e sua significação?

Pois é...





sábado, 17 de dezembro de 2016

As tradições e suas armadilhas.

Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Esse foi o questionamento dos escribas e fariseus de Jerusalém a Jesus de não lavar a mão quando comem...

Os costumes que recebemos, sejam eles, na família, igreja e sociedade, são norteadores e nos influenciam muito? Certamente.

A tradição é demais persuasiva e repassamos formas de viver e ideias sem questioná-las, como sendo uma verdade incontestável. Somos influenciados por ela, seja de forma ideológica, linhas de pensamento (famosas cartilhas que se negam ser contrariadas), costumes diversos.

Ela muitas vezes, de modo sutil ou filosófico, pode nos prender segundo as coisas humanas desse mundo e não de acordo com a Palavra? Sim.

Pela tradição podemos desprezar o mandamento? É.

Entretanto, ela também mostra-se forte para nos livrar de inovações perigosas e astutas? Obviamente.

A modernidade nos aponta caminhos de liberdade, que muitas vezes são na verdade libertinagens, nos confundindo...

 A quebra de “prisões dogmáticas”, que muitas essencialmente são limites para nosso próprio bem...

A tradição é muito poderosa e devemos sempre discernir o Mandamento dentro dela, pois ele é eterno...

Por outro lado, quando ela contrariar a doutrina bíblica que é nossa regra de fé, sim, aí devemos com cuidado zelar pelo mandamento e rejeitarmos as suas insinuações.

Bem, nesse contexto entra pecado original, como uma suposta herança maldita, divórcio, como algo moderno e avançado, segundo e terceiro casamento, agora são formas de ajustes, pregar o evangelho onde tem igreja é uma forma de “disputa santa”, consagração de obreiros para fins eleitorais e outros, é normal, o suco de uva da ceia, na época de Jesus era sem álcool por causa do termo “fruto da vide” e o vinho com álcool seria então “fruto da oliveira”, ou seja, se transforma conselhos bíblicos em doutrinas? Por acaso a doutrina bíblica precisa de complementos ou remendos? Somos nós agora melhores do que a doutrina Santa?

Pois é...

A tradição é muito forte e temos que analisar com cuidado se vale a pena desmontá-la totalmente, pois ela pode estar servindo de “limite antigo” como no caso dos usos e costumes. Ao “liberá-lo” estaremos sem dúvidas, incorrendo em extremos próprios da natureza humana. Mesmo não sendo totalmente doutrina, tem bases fortes e contrariá-la levaríamos a riscos maiores.

Entretanto, divórcio que agora é um costume imposto pela sociedade não deveria ser aceito, de forma nenhuma, pois acarretaria o que já estamos vendo, uma exacerbada debandada dos bons costumes, contrariando a doutrina.

Outro casamento, sem a “benção da viuvez” para alguns, é adultério e nesse caminho muitos famosos, infelizmente, tem entrado cegamente ou vendo apenas seus interesses, e levam muitos a isso também. Contudo, não devemos ser convenientes, tolerantes...

Bem, pecado original, me desculpe Agostinho (Confissões), que muito contribuiu para o entendimento bíblico e interpretação da Palavra, e ainda contribui, mas o que passa para o ser humano é a morte, morte espiritual, afastamento de Deus, e aí sim, pecamos. Sem Ele ainda continuamos sem poder fazer nada!


Concluindo, os feudos evangélicos, que são grupos extremamente organizados para se manterem no/com o poder, sem limites de ações, tradicionalmente conhecidos, eles e os seus métodos de continuidade nada bíblicos, piores que outros grupos reprimidos pela sociedade, de maneira sutil e enganadora, ostensivamente/publicamente mansa e nos bastidores, quando não estão mascarados de filantropos, agem sorrateiramente sem escrúpulos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O arrebatamento da igreja.


"Quando a Bíblia fala da vinda do Senhor Jesus, o assunto aparece acompanhado com o levar da Igreja para a eternidade; é o arrebatamento da Igreja."

         Arrebatamento literalmente relaciona-se com: “Raptar”, “Levar Embora”, uma retirada brusca, inesperada e sobrenatural no caso da Igreja. Arrebatamento da Igreja é o cumprimento de João 14. 3, quando Jesus disse que voltaria e levaria o seu povo para estar com Ele. Será a chamada para entrar no céu de glória de Mateus 25. 31-34, “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo...”.

         Diz a Escritura: “Porque o mesmo Senhor... descerá do céu” (I Ts 4. 16). O apóstolo Paulo dá ênfase ao senhorio de Jesus conquistado no Calvário quando diz: “... o mesmo Senhor”. (Hb 9. 28; I Tm 6.14,15) Os salvos receberão a chamada do próprio Senhor Jesus Cristo; isto já estava profetizado desde Enoque Jd 14.

       Naquele dia os mortos em Cristo ouvirão a voz do chamamento da trombeta de Deus e, num abrir e fechar de olhos, os santos ressuscitarão,  transformados em novos corpos,  espirituais,  incorruptíveis  e imortais (I Co 15. 51, 52).  Assim como Jesus ressuscitou, também os crentes salvos ressuscitarão. (Rm 6.5; IJo 3.2) Observemos que isto foi profetizado por Oséias (Os 6.2).

       O mesmo poder transformador que operará nos que morreram no Senhor, atuará nos corpos dos crentes vivos naquele dia. Aos tessalonicenses, Paulo declarou: “depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados” (I Ts 4. 17); e aos coríntios disse: “nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados” (I Co 15.  51).  Quase simultaneamente à ressurreição dos mortos em Cristo, também os vivos ouvirão a voz do arcanjo, e, num tempo mínimo, serão transformados e arrebatados ao encontro do Senhor nos ares. Será o poder do espírito sobre a matéria, do incorruptível sobre o corruptível (I Co 15. 53, 54).

       As Escrituras destacam o elemento surpresa. Jesus disse que viria como um “laço” (Lc 21.35), em uma hora que não o esperaríamos, como ladrão (I Ts 5.1-4; Mt 24. 35, 36, 42 a 44). Lemos que isto ocorrerá no “último dia” (Jo 6.40), na vinda de Jesus (Mt 25. 31). Este dia e hora é desconhecido pelo homem; Jesus disse “nem os anjos” sabem (Mt 24.36,37), entretanto há o momento preciso que Paulo citou na expressão: “ante a última trombeta”, “à voz do arcanjo”  (I Co 15.52; I Ts 4.16). Mas a nós homens cabe somente estarmos prontos, pois será num dia e hora inesperados.

       Será simultânea em todos os pontos da Terra, como o relâmpago que se mostra de oriente a ocidente (Mt 24.26, 27). Ninguém pode afirmar que será “aqui ou ali ou acolá” onde estiver um servo do Senhor, ali ele será recolhido.  (Mt 13.36 a39 e 48 a 50)

       Acontecerá como ensinou Paulo no texto de I Co 15. 38,42 a 44 – ilustrando no exemplo da semente e a planta por ela gerada – o revestimento de novo corpo, próprio para os céus, espiritual e permanente e imortal (II Co 5. 1). Os corpos mortais serão revestidos de imortalidade, porque nada terreno ou mortal poderá entrar na presença de Deus. (Cl 3.4) A carne e o sangue não herdarão os céus (I Co 15. 48 a 50); nosso corpo carnal, fraco, falho, corruptível, não suporta a glória e o poder celestiais.

Reforçando, consideremos que todos serão transformados; os mortos serão ressuscitados primeiro, depois os que estiverem vivos, e, por fim, juntos, subiremos nos ares, para estarmos com o Senhor para sempre. Deus saberá fazer a seleção do que é seu, não deixará ninguém por esquecido (Mt 24.40). Precisamos estar atentos para o fato de que não haverá Segunda Oportunidade (Mt 25. 11), será como nos dias de Noé e Ló; quem estava na condição de ser salvo o foi, mas os demais pereceram (Mt 24. 37 a 39; Lc 17. 28 a 30); depois do arrebatamento na vinda de Jesus, virá o fim (I Co 15.23, 24).  Para o justo será o fim de suas tribulações; para o ímpio haverá eterna perdição (II Ts 1. 4 a 9).

Meditar sobre o arrebatamento da Igreja promove nos remidos a fé e a esperança na vinda do Senhor Jesus. Devemos estar preparados para encontrar com o Senhor. Jesus disse: “VIGIAI”; e noutro lugar: “Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo”. (Mt 24. 46) A conhecida expressão: "Jesus está voltando", não perdeu a urgência nem a gravidade. Esta é a nossa bendita esperança (Tt 2.13). Não fora este lenitivo, nossa vida seria impossível. Como, porém, nossa existência não se resume neste mundo, em breve, ante o estrugir da última trombeta, seremos tomados pelo Senhor, e com Ele, estaremos para sempre. “Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (1 Ts 4.18).

Texto cedido por: EBD – Classe de Juvenis “Escatologia”.

4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O milagre do perdão.

José, o então governador Egito, recebe seus irmãos que vêm em busca de mantimento, visto que os anos de fome dantes revelados se cumprem. Cumprem-se também os sonhos dados por Deus a José ainda em casa de seu pai; e, compreendendo o intento de Deus, perdoa a seus irmãos e torna a ter seu pai Jacó consigo.

Chegados os anos de fome àquela terra, Jacó envia seus filhos ao Egito em busca de mantimento. Os filhos do patriarca se inclinam perante José sem o reconhecerem. José, através de intérprete, informa-se a respeito de seu pai e de seu irmão Benjamin, e com astúcia detém seus dez irmãos acusando-os de espias. Ao terceiro dia, permite que voltem para casa levando trigo, salvo Simeão, que diante deles foi aprisionado. 

Ao saírem, José lhes protesta fortemente que tragam o irmão mais novo como prova de retidão de suas palavras (v. 15) e para que libere Simeão. Nos sacos levam o trigo e, sem perceber, o dinheiro da compra do mantimento. No caminho encontram o dinheiro e, ao chegarem em Canaã, contam ao pai todo o acontecido e a necessidade de levarem Benjamim a fim de resgatarem Simeão e adquirirem mais mantimento.

Acabando o mantimento, Jacó, após certa resistência e insistência de seu filho Judá, que se deu por fiador de seu irmão mais novo, permite que Benjamin e seus outros filhos desçam ao Egito para buscarem mais alimento. Levam consigo o dinheiro trazido anteriormente nos sacos e presentes para aquele varão que os pôs à prova. Ao chegarem, são convidados para irem à casa de José, que ainda com uso de intérprete os recebe para a refeição. Ao ver seu irmão mais novo, José se emociona; dá ordem para que seus sacos sejam carregados de trigo e no saco do mais novo, Benjamim, seja posto um copo de prata. Agia novamente com astúcia para sondar o coração de seus irmãos. Seus irmãos não caminharam muito e logo foram detidos sob a acusação de terem furtado o copo de prata. A culpa recai sobre Benjamim, mas Judá, aquele que outrora sugeriu a venda de José aos mercadores, humildemente suplica e se põe por fiador, assumindo a condição de escravo em lugar de seu irmão.

Após a emocionante súplica de Judá, José não se contém, vai às lagrimas e se dá a conhecer a seus irmãos que, pasmados, ficam sem ter o que responder. José com amor perdoa e explica a seus irmãos que fora enviado por Deus para que se conservassem em vida, presenteia-os e envia jumentos carregados de trigo e do melhor do Egito, e ainda carros de Faraó para transportar as crianças, mulheres e seu velho pai Jacó. Jacó, após as novas, revive em seu espírito, e diz que irá a seu filho amado antes que morra.


Deus escreve a história de Seu povo repleta de simbolismos e lições práticas, como o perdão. É importante destacarmos o cumprimento dos sonhos de José e da palavra dada por Deus a Abraão, bem como a figura de Cristo em José, como o “salvador do mundo”, e em Judá, como o fiador de nossas almas.


Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“Os Patriarcas, de Abraão a José”.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A apostasia dos últimos tempos.

Pregadores entusiasmados falam de grandes avivamentos que ocorrerão antes da segunda vinda do Senhor. Mas o Novo Testamento não fala de grandes avivamentos antes da vinda de Cristo, mas uma grande apostasia. (2 Ts 2.1-3)

O termo apostasia significa o abandono consciente da fé cristã anteriormente defendida. De uma forma bem simples, é a negação ou alteração do ensino da Bíblia e o afastamento das pessoas da vontade de Deus. Exemplos: 1 Tm 4.1-3; 1 Tm 4.1-5, 10; 2 Pe 3.1-4; Jd 3,4, 17-19.

Apostasia na Bíblia, tanto do Antigo e Novo Testamento, é caracterizada pelo abandono da fé, a fim de seguir o que o mundo oferece. (Jr 16.11)

As provas de que a Igreja atravessa um momento claro de apostasia são muitos, incluindo: 1- Vida frívola dos cristãos descomprometidos com a oração. (Mt 26.41; Ap 2.4,5) 2- Insensibilidade à santidade de Deus e a naturalidade com que se comete pecado.(Hb 12. 14; I Ts 4. 3-8) 3- A introdução no estilo de louvor da igreja como extravagante e com estilos sensuais de adoração (Ap 2.14; Rm 12.1,2).  4- Desprezo e indiferença para com a Palavra de Deus. Assim, a eliminação da Escola Dominical e a bíblia como Palavra de Deus. (2Tm 3.14-17) 5-  O materialismo das igrejas, pastores e membros priorizando a busca da prosperidade no mundo. (Tg 4.1-4; 1Tm 6.9) 6- O alarmante número de ministros que caem em divórcio, adultérios, e que estão entrincheirados em seus púlpitos. 7- O conceito tão baixo que o mundo secular tem das igrejas, pastores e cristãos. 8- A facilidade com que as pessoas se tornam cristãs, são batizadas e se tornam membros de igrejas. (Ez 44.23) 9- O Misticismo Herético como objetos venerados, culto a anjos e outros mediadores (At 4. 10-12; Jo 14.6).

       Qualquer um que tenha sensibilidade e discernimento do Espírito Santo sabe perfeitamente que esta é a realidade do cristianismo contemporâneo. No afã de agradar as pessoas para não perdê-las e para atrair um número cada vez maior de “fiéis”, é costumeiro usar a estratégia de se tratar assuntos banais no púlpito que não contrariem as pessoas pela falta de santidade em seus corações, e isto contra a ordenança de Jesus e dos apóstolos de se pregar tão somente o evangelho da cruz que impõe a morte do ego e um andar em novidade de vida em santificação na prática da justiça, e que se exorte e repreenda os insubmissos a esta regra divina. Isto faltando nos próprios líderes, não seria de se supor que exigissem dos outros o que não querem para si mesmos e nem para os seus familiares, a saber, uma estrita santificação bíblica, baseada nas exigências reveladas na Palavra de Deus. 

O que se verá é o entristecer e apagar da ação do Espírito Santo na Igreja, e então seus membros ficam expostos a uma grande tentação pela influência de tudo o que é do mundo. Com isto fica perdido o impulso e o poder do Espírito Santo para uma efetiva evangelização do mundo. O que temos de fazer é o que a Bíblia diz: Humilhar-se. Arrepender-se de todo coração. Voltar à Palavra. Abandonar tudo o proibido pela Bíblia. (At 2. 38)

Como estava profetizado, já está havendo em nossos dias a apostasia que prenuncia a vinda do Senhor Jesus. Portanto, precisamos ser vigilantes, como as cinco virgens prudentes. (Mt 25.1-13). Conforme Jesus predisse: "(...) como foi nos dias de Noé e de Ló, assim será na vinda do Filho do homem". Por último disse Jesus: “Eis que venho como um ladrão de noite. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda os seus vestidos, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas” (Ap 16.15).

É preciso despertar do sono porque a noite já vai alta e o Senhor se encontra às portas. É preciso tomar a firme decisão de fugir das fontes de tentação e abandonar toda forma de pecado, principalmente o que é muito comum nestes dias relativo às práticas lascivas e sensuais não lícitas, e todas as formas de sexualidade proibidas por Deus em Sua Palavra.

Renove a sua aliança com Deus e leia a Bíblia, aprenda o que ela ensina e fique vacinado contra a apostasia!


Texto cedido por: EBD – Classe de Juvenis “Escatologia”.

4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

José triunfando na adversidade.



O jovem José na casa de Potifar prospera, bem administra e é posto por mordomo. O Senhor Deus era com o moço hebreu, e Potifar é abençoado por isso. Vem a tentação; pela fidelidade a Deus, sofre injustiça e é lançado na prisão. No cárcere, o Senhor continuava com José e, mesmo lá, tudo o que fazia prosperava. Da prisão, sai para que, pelo Espírito de Deus, interprete os sonhos de Faraó e venha ser governador de toda a terra do Egito.

José, na casa de seu senhor egípcio, persevera no mesmo perfil de fidelidade e responsabilidade que tinha na casa de seu pai Jacó. Potifar percebe que o Senhor Deus era com o moço e o põe por seu mordomo. Sob a benção de Deus, Potifar prospera e, na total confiança depositada em José, já não sabia da extensão de seus bens, a não ser do pão que comia.

A formosura de José desperta o interesse da mulher de Potifar, que o assedia várias vezes. O jovem, numa demonstração de respeito a seu senhor e de temor a Deus, responde: “Como faria este mal e pecaria contra Deus?” Ainda assim, certo dia, após mais uma investida e rejeição de José, a mulher, de posse do vestido do varão hebreu, injustamente o acusa de assédio perante seu marido. Seu senhor o entrega à casa do cárcere, onde ficavam os presos do rei, e assim esteve em prisão com grilhões e ferro, conforme Sl 105.18.

Mesmo na prisão, o Senhor estava com José e o prosperava. O carcereiro-mor confiou a ele todos os presos, de sorte que não tinha cuidado de nenhuma coisa que estava em suas mãos. Após pecarem contra Faraó, o copeiro e o padeiro são enviados à prisão e, sob a supervisão de José, ali estiveram por muitos dias. Na prisão, os servos do rei têm sonhos, que são interpretados por José. Após três dias se cumprem os sonhos conforme a sua interpretação – o padeiro é enforcado, e o copeiro restaurado a seu antigo trabalho diante do rei.

Após dois anos, Faraó tem dois sonhos, o sonho das sete vacas magras que devoravam sete vacas gordas, e depois o sonho das sete espigas cheias e boas que eram devoradas por sete espigas feias e miúdas. O copeiro lembra-se de José, que é chamado a interpretar os sonhos de Faraó, visto que os sábios e adivinhos do rei do Egito não o podiam. Os sonhos têm uma mesma interpretação – sete anos de fartura sucedidos por sete anos de fome. Após a interpretação, atribuída a Deus por José, Faraó é aconselhado por José mesmo, que se provesse de um administrador sábio e entendido que ajuntasse nos bons anos para provimento nos anos de fome.

Faraó, assim como Potifar, reconhece que em José havia o Espírito Deus em sabedoria e entendimento, honra-o e o coloca por governador de toda terra do Egito. O rei lhe dá o nome de Zafenate-Paneia, que significa “salvador do mundo”. José se casa, tem o primeiro filho, ao qual chamou de Manassés, porque disse: “Deus me fez esquecer de todo meu trabalho e da casa de meus pais”; tem então o segundo filho, e o chama de Efraim, porque disse: “Deus me fez crescer na terra de minha aflição”. Os nomes de seus filhos são bem significativos em relação a sua história.

Após os sete anos de fartura, vieram os sete anos de fome como José tinha dito; e de todo e Egito e das terras vizinhas vinham a José para poderem comprar mantimento.

Apesar de toda adversidade, José manteve-se íntegro, responsável e fiel ao Deus de seus pais. Deus sempre o amparou, dispensando Sua graça em sabedoria, entendimento, dons e grande capacidade administrativa que já desde a casa de seu pai se evidenciavam. Por último, como figura do Senhor Jesus, salva a muitos, alimentando-os com pão.


Texto cedido por: EBD – 4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP
“Os Patriarcas, de Abraão a José”.