quinta-feira, 17 de março de 2011

“Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos.”


Daniel nobre de Judá, da descendência de Davi, foi um missionário enviado por Deus para a Babilônia e lá permanece durante vários reinados. No capítulo 1 vemos a sua história e o seu interesse em não se contaminar com o manjar do rei. Ainda neste capítulo, no versículo 17 vemos os dons que Deus lhe deu e que serão desenvolvidos e aperfeiçoados por Ele em toda a sua vida: “mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos.” 

No capítulo 2 temos a interpretação do primeiro sonho de Nabucodonosor, Deus fazendo-o saber o que seria depois dele: a cabeça de ouro.

No capítulo 3 o rei se ensoberbece e faz uma estátua toda de ouro, contrariando o sonho que teve da parte de Deus. Não relata aí onde ele estava, mas seus amigos tiveram uma gloriosa experiência.

Já no quarto, a soberba novamente toma conta do coração de Nabucodonosor e ele vira um bicho. 

No quinto, o filho do rei, agora rei Belsazar, toma os utensílios da casa de Deus e mistura com suas festas pagãs e Deus faz a cobrança e juízo, diferentemente de seu pai que foi mais contrito em relação às coisas de Deus, reconhecendo-o depois de ser corrigido. Turba-se muito e manda chamar os seus sábios, mas ninguém consegue interpretar a escrita. Aí entra sua mãe e diz: “Não se turbem os seus pensamentos, nem se mude o teu semblante. Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos.”

Um testemunho de uma rainha que acompanhou toda a história de Daniel até aquele momento. Ela podia dizer e disse com toda certeza: ele vai interpretar a escritura. Com a mesma certeza com que a menina israelita raptada falou para Naamã que em Samaria existia um profeta de Deus.

Onde estiver um homem com o espírito do Deus Santo, ali terá direcionamento, interpretação e bons conselhos.

Como tem sido o testemunho das pessoas que convivem conosco?

Na continuidade das palavras da rainha ela disse: “e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria...”

E o que fazer para se ter sabedoria, entendimento e prudência? O Salmo de número 119 responde: “pois os mandamentos de Deus estão sempre comigo, pois neles medito e os guardo.” (Vs. 98 – 100)

Temos valorizado a Palavra de Deus?

Pois é...

“Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo.”Sl 119.98

“Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.” Sl 119.99


Entendo mais do que os antigos; (em outra tradução diz: sou mais prudente do que os velhos) porque guardo os teus preceitos.” Sl 119.100

segunda-feira, 7 de março de 2011

Entendes tu o que lês?

Essa foi a pergunta de Filipe para o eunuco etíope que lia o livro do profeta Isaías, mas sem entender direito o sentido das palavras. Transfiramos, pois para nós: entendemos o que lemos?

Esse questionamento mostra-nos a importância do ensino e da evangelização. São dois braços que devem andar juntos para a salvação de almas e sua posterior edificação em Cristo através do ensino, mas gostaríamos de enfocar sobre qual tem sido o nosso esforço para compreendermos melhor os escritos sagrados. Temos procurado o conhecimento de Deus através da Bíblia como se busca a prata e como a tesouros escondidos como relata o texto abaixo?

“Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus” Pv 2.4 e 5
               
Somos muitas vezes covardes e acomodados com o pouco que sabemos e não buscamos crescer no conhecimento. Usamos até mesmo versículos bíblicos (“As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus...”) para continuarmos estáticos no aprendizado e não clamamos como o salmista “desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas de tua lei”. (Sl 119.18)

E em outras ocasiões buscamos o conhecimento dEle no lugar errado, enquanto que o versículo 6 do capítulo 2 de Provérbios de Salomão, diz que: “ da boca do Senhor é que vem o conhecimento e o entendimento” e em outro lugar das Sagradas Escrituras diz que “a lei sairá de Sião”.  Não diz que o conhecimento viria dos concílios, se bem que de lá veio alguns ensinos inspirados por Ele. Nem de teólogos ou evangelistas, mas que viria de Deus, dEle próprio. "A unção do Santo nos ensina tudo" ou apenas alguns assuntos? Tudo.

Outra pergunta é se temos colocado à prova o que temos aprendido. Este é verdadeiramente o conselho de Deus? Ele continua respondendo os seus servos ou não tem prazer em nos responder em relação às diversas dúvidas? O conselho do apóstolo Paulo a Timóteo é para ele “manejasse bem a Palavra da Verdade”. Manejar bem é saber inclusive os detalhes, é estar aberto e pronto para aprender sempre...

Ainda dentro desta busca em se aproximar mais da vontade divina, não podemos também nos esquecer de que a "inspiração da Bíblia é plenária no sentido de que Deus colocou na mente dos santos escritores sagrados não só a ideia ou o conceito da mensagem recebida dEle, mas, além disso, guiou-os sobrenaturalmente na escolha das palavras". Quantos comentaristas com diversos interesses tentando “facilitar o entendimento da Palavra” e na verdade tem é se distanciado dos originais bíblicos, do sentido original, da essência (radical é ter ligação com as raízes)?

Quantas doutrinas ensinadas hoje em dia de maneira errônea - sendo que a bíblia apresenta apenas uma citação em um ou outro versículo e alguns constroem com “muita criatividade”, diga-se de passagem, uma doutrina. Pergunta-se: por que será que nem o apóstolo Paulo, um dos apóstolos que mais foi útil na história da Igreja no ensino e pregação, escreveu sobre alguns assuntos defendidos por muitos usando de maneira errônea, em confronto com a orientação bíblica, até conceitos de filosofia e outros? Será que Paulo se esqueceu de comentar esses assuntos? Se a inspiração é plenária, então os escritos são completos... Não basta o maná?

Na verdade falta temor para muitos, com orgulho enorme e sem a perfeita percepção das coisas de Deus, espalham suposições fantasiosas que são perecíveis, causando discórdias e desvios. Por que não buscam primeiro uma direção do Dono da Palavra?

Pois é...
  

Precisamos mais da graça, temor e comunhão com Ele para melhor entendermos a verdadeira herança divina que é a sua Palavra, crescermos no entendimento, entendermos o que estamos lendo, se é que estamos ainda lendo!

A vontade de Deus na vida de Paulo.

“E, achando discípulos, ficamos ali sete dias; e eles pelo Espírito diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém.” At 21.4

Paulo estava indo para Jerusalém e passando por Tiro (Vs.3), disseram pelo Espírito a ele que não subisse a Jerusalém.

“E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo;

E, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios.” At 21.10,11

Depois em Cesaréia (Vs. 8), Paulo é advertido por Ágabo, dizendo que ele seria preso pelos judeus e depois entregue aos gentios.

No versículo 12 do capítulo 21 do Livro de Atos dos Apóstolos, os irmãos rogam-lhe novamente para que não suba, e ele responde no versículo seguinte que estava pronto não só a ser preso como a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.

Então, qual era realmente a vontade de Deus? 

“Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel.” At 9.15

A Palavra para Ananias, entre outras, foi a transcrita acima, ele levaria o evangelho aos gentios, aos filhos de Israel e aos reis. Teria ele completado esta missão? Não faltava ainda a pregação aos reis? E como isto se daria?

Sabemos pela história bíblica que através desta prisão em Jerusalém e as várias transferências até chegar a César, ele pregou para diversos reis e depois foi executado, terminando assim a sua carreira, como ele próprio disse.

Então, os profetas entregavam a mensagem divina e a “completavam” com seus sentimentos e sua vontade de não perdê-lo. Será que também não somos assim? Temos a mensagem de Deus, mas a modificamos segundo nossos sentimentos ou interesses? E se Paulo não tivesse discernido a vontade divina, tendo sido influenciado pelas adições na mensagem?  

Fazendo uma aplicação pessoal, temos discernido a vontade de Deus para nossas vidas ou estamos nos deixando ser influenciados por profetas bem intencionados? 


“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” II Tm 4.7