sábado, 26 de novembro de 2016

Aprendendo com Mardoqueu.




No ano aproximado de 470 antes da vinda de Jesus, temos a história de Mardoqueu. Inicialmente relata acontecimentos na corte do rei Assuero que reinou desde a Índia até a Etiópia sobre 127 províncias.Foi realizada uma festa de 180 dias com todas as autoridades do Império e depois foi iniciada outra comemoração com todo o povo de Susã, a capital.

O rei já alegre mandou que introduzissem a rainha Vasti porque era formosa à vista e diante de sua recusa os sábios aconselharam o rei a destituí-la e escolher outra rainha para tomar o lugar 

Mardoqueu, primo de Ester e pai adotivo dela, a incentivou a participar desta seleção. Deus interfere nesse julgamento e ela achou graça aos olhos de todos.

Uma ascensão muito rápida de uma moça judia que se torna rainha...

No livro das crônicas é escrito uma intervenção de Mardoqueu livrando a vida do rei de uma cilada.

Um homem é elevado dentro do reino e mostra-se orgulhoso e fazia conta que todos se prostrassem diante dele. Incomodado questionou a causa e ele falou que era judeu.

Hamã propõe matar todos os judeus e quando vai pedir uma petição especial ao rei, pediu a morte de todos os judeus, um povo diferente dentro do reinado.

Mardoqueu se humilha e clama a Deus. A rainha manda mensageiros para saber a razão e ele a informa do decreto de morte e sugere que ela intercedesse pelo seu povo.

Ela entra na presença do rei e ele lhe aponta o cetro de ouro a livrando da morte.

Quando o perseguidor faz uma forca e planeja dá o bote final contra Mardoqueu, o rei não dorme e lê às crônicas e vê que nada foi feito para recompensá-lo. Já de manhã pergunta a Hamã o que se faria a súdito muito agradável e ele sugere algo muito honroso pensando que era para ele mesmo. 

Ester denuncia o opressor e ele se perturbou e tenta suplicar a rainha e ao retornar e ver ele no leito real tentando mudar a sua situação, o rei dá uma sentença de morte para Hamã.

Foi dada ao povo israelita, através de um novo decreto, a possibilidade de defesa e com a elevação de Mardoqueu para a posição do inimigo de seu povo, os governadores temeram e também ajudaram na defesa do povo judeu.


Uma grande evangelização, pois muitos se fizeram judeus!     








  


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O conselho de Gamaliel e os desigrejados.

Ultimamente temos visto o multiplicar de “igrejas”, denominações evangélicas para todo o tipo e gosto.

Digo gosto humano, pois não sei se Jesus está contente com isso... aliás, sei – não está!

Também um grande número de fiéis sem vínculo com denominações, reunindo em grupos em casas e outras instalações, tendo a princípio o único interesse em partilhar a Palavra como ela é, sem interferências e influências de instituições religiosas.

O grande Mestre disse uma vez para seus discípulos que estavam incomodados com uma pessoa que expulsava demônios no nome dEle, mas não andava com eles: “quem não é contra nós é por nós”- Se estão pregando o evangelho, que preguem!

Digo isso em relação aos desigrejados. Não entendo ser de sabedoria fazer qualquer tipo de resistência ou dificuldades a este grupo de crentes. Por quê? Tem características de profundo quebrantamento, busca pela verdade bíblica e críticas verdadeiras (na maioria delas) às instituições. Não são características históricas em todos os avivamentos? Se tem nuvem, pode estar chegando a chuva?

Hum...

O apóstolo Paulo diz: importa que preguem! Mas, veja cada um como “construir”, não coloque outro fundamento, milite diligentemente, são recomendações relevantes? Sim. 

Contudo, com o avanço da ciência, meios de comunicação, acesso facilitado à informação – tem se questionado a necessidade de frequentar uma igreja local.

Aí deparamos com essa pergunta: existe vida espiritual fora da igreja? Como os desigrejados, podemos louvar ao Divino sem intermediários estatutários?

Gostaria de ter uma resposta imediata para essa pergunta, entretanto, acredito que devamos discorrer melhor sobre o assunto que é um pouco complexo...

Fora da Igreja de Cristo, “a universal assembleia e igreja dos primogênitos” como descrita na Epístola aos Hebreus, não. Mas em relação à igreja local é necessário analisarmos cada caso. Muitos impossibilitados por diversos motivos justos podem estar nessa situação. É até interessante estarmos atentos para podermos visitá-los...

Muitos são expulsos de suas congregações por motivo de opiniões e princípios mantidos e que agora estão sendo mudados pelas convenções religiosas e podem até terem direção divina para sair? Podem.

Elias, por ordem divina, foi alimentado por corvos e bebia água no ribeiro de Querite, depois de ter entregado uma mensagem ao rei Acabe e ser perseguido por Jezabel.

Ela se foi, mas em Apocalipse é descrito uma tolerância ao espírito de Jezabel que não agrada ao Senhor? Certamente.

Acredito na providência de Deus aos seus servos que na dificuldade de estarem em comunhão, ficam afastados do convívio da igreja. Ele providencia alimento espiritual para eles, ainda que mande uns corvos (animal imundo na lei) levarem? Claro. 

Acredito ser um tempo limitado, uma situação de exceção e não regra. Por quê? Porque é na comunhão que somos abençoados, como diz o salmista. O Senhor da obra distribui dons para que haja dependência no corpo e “busca o seu próprio desejo aquele que se separa, ele insurge-se contra a verdadeira sabedoria”.

Então, entendo pessoalmente, que não é uma atitude sábia estar afastado e precisamos nos esforçar para estarmos em comunhão com aqueles que professam a mesma fé.

Ainda acrescentando este tema, na primeira epístola de João, temos um versículo que é muito citado: ”... o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado”, mas antes diz: se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros.

O conselho de Gamaliel foi de extrema prudência e creio naquela época e pode ser bem encaixado aqui neste contexto também: se for de Deus este movimento dos desigrejados vai prosperar e se não for,  não devemos estar lutando contra o Dono da obra, não?


Pois é...