domingo, 1 de fevereiro de 2026

Assim não haverá quem te salve

Na Bíblia, Deus nos orienta a evitar a astrologia e outras práticas ocultas, pois elas desviam nosso coração de confiar em Sua soberania. Astrologia é uma arte de adivinhação, ela ensina que as posições relativas do Sol, da Lua e dos planetas no céu têm uma influência nos indivíduos e nos afazeres humanos. Já a adivinhação é a arte de predizer os acontecimentos futuros, ou de revelar informação secreta, através de sinais ou outras atividades supernaturais. Deus proíbe o ato de adivinhação de maneira bem explícita: "... não usareis de encantamentos, nem de agouros..." (Lv 19.26, 31). Ainda no Pentateuco, em Deuteronômio, o cristão é orientado a não buscar respostas em adivinhações ou astrologia, pois isso é considerado abominação ao Senhor (Dt 18.10-12). Literalmente o profeta Isaías assim se pronunciou sobre a prática astrológica: "Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti. Eis que são como restolho; e logo os queimará, não poderão livrar-se do poder das chamas; pois não é um braseiro com que se aquentar, nem fogo para se sentar junto dele. Assim serão para contigo aqueles com quem te hás fatigado, os que tiveram negócios contigo desde a tua mocidade; andarão vagueando, cada um pelo seu caminho, não haverá quem te salve" (Is 47.13-15). Os astrólogos da Babilônia não foram capazes de ajudar o rei com o seu sonho perturbador. Todavia, Deus abençoou o seu profeta piedoso Daniel com os dons verdadeiros do Espírito Santo, e ele foi levado à presença do rei para interpretar o sonho (Dn 2.27-28). A descrição do fato foi assim: "Respondeu Daniel na presença do rei: o mistério que o rei exigiu, nem sábios, nem encantadores, nem magos, nem adivinhadores lhe podem revelar; mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonossor o que há de suceder nos últimos dias. O teu sonho e as visões que tiveste na tua cama são estas". Enfim, Jesus mandou que Seus seguidores não estivessem ansiosos pelo amanhã, dizendo-lhes: “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber, nem pelo vosso corpo pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes? ... Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça...”(Mt 6.25,33).

Assim como a morte veio por um homem

Esta frase completa-se, segundo a Bíblia, com: "...também a ressurreição dos mortos veio por um homem". O versículo estabelece um paralelo teológico entre Adão (por quem entrou o pecado e com isso passou a morte espiritual a todos) e Jesus Cristo (por quem veio a ressurreição e a oportunidade de vida eterna). O oposto de vida não é pecado, pois pecado gera morte, e isso sim é o contrário de vida. O pecado entrou no mundo por um só homem, e pelo pecado a morte, espalhando-se a toda a humanidade. A desobediência de um gerou condenação, mas a obediência de Jesus Cristo trouxe justificação e vida. A passagem enfatiza a superabundância da graça sobre o pecado, oferecendo a vida eterna através de um único homem, Jesus, em contrapartida ao pecado introduzido pelo primeiro homem. É certo que não existe pecado original, como propagado pela teologia e sim um primeiro pecado que gerou morte como enraizado pela doutrina cristã. Essa morte espiritual é que passou para a humanidade, todos os demais nasceram afastados de Deus e pecaram. Se não existe pecado original, entretanto, há uma vida final ofertada na cruz por Jesus.