terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Divórcio a luz da Bíblia.


     
                   Analisemos o que diz a Bíblia a respeito do divórcio, no livro do profeta Malaquias:

“Porque o SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.”

O apóstolo Paulo faz um comparativo entre Cristo e a igreja a respeito do casamento, diz que existiam pontos ainda não bem entendidos e fala também de sujeição:

“Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.”
“Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.”
“De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.”

       Entendendo ser o casamento de suma importância para a sociedade e valorizado por Deus, vemos com tristeza e pesar, mesmo que já se havia predito isso, o despreparo e falta de cuidados de muitos descrentes e até cristãos nesse assunto.

Discutimos muitas vezes a possibilidade de se casar novamente ou não, mas, por que não entender melhor as decisões tomadas desde o início? Desde o namoro...

Um conselho sábio sobre escolha é o que foi dado ao rei Lemuel. No capítulo 31 do livro de Provérbios de Salomão, temos a profecia da mãe de Lemuel. Parte desta profecia diz respeito às características da mulher virtuosa e diz, quem a achará?

Talvez um tema muito atual e oportuno, pois vivemos dias nos quais o casamento está sendo cada vez mais atacado, mal compreendido, não valorizado.

Tragédias familiares estão ao nosso redor, basta atentarmos um pouco e verificaremos.

Casamentos interesseiros, precipitados, em desobediência aos pais, forçados por outrem, em suma, sem direção de Deus.

São feitas inúmeras atrocidades com uma instituição divina e depois, mais cedo ou tarde, vemos tudo se desmoronar.

Por quê? Porque já no namoro estava tudo errado. E, mesmo assim, casam-se? O casamento transforma pessoas? Não.

Tragédias anunciadas não seria o tema mais adequado para este assunto?

Contra a vontade dos pais, namorando escondido, e depois para piorar, querem assumir o compromisso e forçar o agrado deles. Seria isso correto? Qual o tempo de vida útil para isso?

Só Ele tendo misericórdia e consertando os caminhos tortuosos. Mas, será que Ele irá resolver? Estaríamos ainda no tempo aceitável? E as consequências?

Precisamos atentar mais para esta profecia, ter a concordância dos pais e assim buscar a benção Dele para nossos relacionamentos, ainda antes de começar, pois o cordão de três dobras dificilmente se arrebenta!  

Quanto ao divórcio, “não removeis os marcos antigos” diz o texto sagrado e seria bem colocado neste assunto?

Um texto sempre muito ouvido no meio cristão principalmente no que se refere à resistência às mudanças, inovações.

No livro de Deuteronômio no capítulo 19, versículo 14 é que encontramos esta referência bíblica. Muitas vezes é utilizada na questão de “usos e costumes” na qual existem exageros de todos os lados. Alguns “liberando tudo”, esquecendo até dos limites da Palavra de Deus (modéstia, pudor, decência) e outros exigindo mais que necessário por costume, tradição ou mesmo falta de entendimento. O contexto da colocação de limites é antigo e precisa ser recolocado, pois naquelas épocas as mulheres (as principais atingidas) não precisavam trabalhar fora em ambientes que é importante uma adequação.

Mas, gostaríamos de comentar, mesmo que rapidamente, outro assunto que existia um marco imposto por nossos pais, talvez até sem entendimento – todavia tem sido ultimamente arrancado sem a devida observação criteriosa do assunto.  Falo sobre o divórcio...

A orientação dos antigos é que não se podia divorciar. Entretanto, atualmente não tem sido assim, não sei se por causa do momento de muita libertinagem - apelos diários na televisão e outras mídias – a sociedade tem sido atacada na sua célula mater, com muitas separações - as pessoas não se entendem, uma Babel. Isso tem afetado inclusive as instituições religiosas cristãs. 

No capítulo 19 do Evangelho segundo escreveu Mateus, quando Jesus foi questionado sobre o assunto (divórcio) Ele “voltou ao princípio”, destacou “uma só carne” e “o que Deus uniu não separe o homem”.  Vemos casos de pessoas que passaram a vida juntos e quando o seu companheiro falece, parece perder o sentido de tudo e logo também “acompanha” o outro. Parece que estavam tão unidos que não sabiam mais viver sem a companhia do seu cônjuge. Mas hoje em dia, a separação está cada vez mais facilitada até mesmo por grupos religiosos.  Seria um dos sinais dos fins dos tempos?

Já na epístola de Paulo aos coríntios no capítulo 7, o assunto é sempre focado no descrente, “se o descrente se apartar”. Como a Palavra de Deus não muda esse assunto não deveria ainda continuar sendo de descrentes?

E como proceder com maridos e mulheres violentas, incompatibilidades e outros problemas?

São perguntas a serem colocadas, mas o divórcio seria um caminho seguro para aqueles que querem saber o verdadeiro conselho divino? Não.

O casamento não é uma invenção humana, então poderíamos flexibilizá-lo? Não ele tem significado eterno.

Se não estamos à altura dele, podemos então mudá-lo e “nos adaptarmos” à sociedade contemporânea? Certamente que não.

Pois é...






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