sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A dialética dos últimos dias: justo mais justo e ímpio fazendo injustiça.





O apóstolo Paulo, em sua segunda epístola, capítulo terceiro, orienta seu filho na fé a permanecer naquilo que tinha aprendido, sabendo que era uma Palavra que nunca mudaria.

Adverte que nos últimos dias, nos quais já estamos, segundo o livro sagrado teríamos dias difíceis (trabalhosos) devido o desvio da humanidade do Criador.

Os homens amariam mais os deleites e a si mesmos do que a Deus.  Quantos hoje em dia não estão apegados ao dinheiro e/ou numa corrida desenfreada para acumular riquezas?

As coisas divinas seriam blasfemadas e eles perderiam até o afeto natural. Alguma semelhança com a modernidade?

       Incontinência, crueldade e traições fariam parte da rotina humana nas suas relações? Certamente.

Entretanto, Timóteo, que tinha escolhido o caminho da justificação, deveria permanecer naquilo que tinha aprendido...

É um movimento contraditório, ímpio cada vez mais fazendo injustiça e o justo precisando se santificar cada vez mais...

Pois é...


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A primeira ressurreição.





Um assunto muito recorrente e de diversas opiniões, pontos de vista e linhas de pensamento teológico. Entretanto, o mais importante é deixarmos um pouco nossas tendências/influências e friamente, como nos ensina a própria hermenêutica, analisarmos à luz da Bíblia esse assunto.

A Palavra deve ser o guia sempre, ela se interpreta e não ao contrário (quando vamos lê-la já com ideias pré-fixadas).

Corremos alguns riscos? Sempre. Mas Ele estará conosco para nos ajudar!

* Esse texto é apenas um pequeno recorte de uma mensagem mais ampla sobre a primeira ressurreição. Segue abaixo o link para acesso ao vídeo que contém o estudo completo sobre o tema. 






domingo, 18 de dezembro de 2016

“Mas a palavra de Deus não está presa”.





Uma igreja antiga cristã tem em uma de suas máximas a ideia que o povo não tinha a interpretação correta da Bíblia e de alguma forma até complicava o seu entendimento. A Palavra era para um grupo seleto de intelectuais, pessoas com altos cargos eclesiásticos. Uma forma de monopólio, para se chegar ao Divino. Precisava passar por eles, necessariamente...

Isso era uma forma de enriquecimento, poder na sociedade, status...

Entretanto, infelizmente, isso ainda acontece em nossos dias. Uma "preocupação" exacerbada em não ensinar algo ao povo que o possa libertar das instituições que, em muitos casos, o amarram. Querem o povo para tirarem proveito deles? Manipulação? Escondem a verdade, não andam pelo Caminho e barram as pessoas de passarem pela Porta...

Vários interesses circundam na transmissão da doutrina veraz e poucos são os que tem o mesmo sentimento do Dono do ensino sadio. Por quê? Por que não querem ter problemas com os posseiros da Palavra? É.
  
Contudo, Ele determinou edificar a sua igreja. Sua esposa/testemunha, junto com o Espírito Santo, estará preparada e gerará os filhos que foram determinados para a sua aljava? Certamente.

Apesar da perseguição maligna, sua fúria é tão grande, mas não impedirá os soldados fiéis de levaram as Boas Novas de salvação. Por quê? Por que a palavra de Deus não está presa, nem esteve e nunca estará!


       Pois é...  




sábado, 17 de dezembro de 2016

As tradições e suas armadilhas.




Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Esse foi o questionamento dos escribas e fariseus de Jerusalém a Jesus de não lavar a mão quando comem...

Os costumes que recebemos, sejam eles, na família, igreja e sociedade, são norteadores e nos influenciam muito? Certamente.

A tradição é demais persuasiva e repassamos formas de viver e ideias sem questioná-las, como sendo uma verdade incontestável. Somos influenciados por ela, seja de forma ideológica, linhas de pensamento (famosas cartilhas que se negam ser contrariadas), costumes diversos.

Ela muitas vezes, de modo sutil ou filosófico, pode nos prender segundo as coisas humanas desse mundo e não de acordo com a Palavra? Sim.

Pela tradição podemos desprezar o mandamento? É.

Entretanto, ela também mostra-se forte para nos livrar de inovações perigosas e astutas? Obviamente.

A modernidade nos aponta caminhos de liberdade, que muitas vezes são na verdade libertinagens, nos confundindo...

 A quebra de “prisões dogmáticas”, que muitas essencialmente são limites para nosso próprio bem...

A tradição é muito poderosa e devemos sempre discernir o Mandamento dentro dela, pois ele é eterno...

Por outro lado, quando ela contrariar a doutrina bíblica que é nossa regra de fé, sim, aí devemos com cuidado zelar pelo mandamento e rejeitarmos as suas insinuações.

Bem, nesse contexto entra pecado original, como uma suposta herança maldita, divórcio, como algo moderno e avançado, segundo e terceiro casamento, agora são formas de ajustes, pregar o evangelho onde tem igreja é uma forma de “disputa santa”, consagração de obreiros para fins eleitorais e outros, é normal, o suco de uva da ceia, na época de Jesus era sem álcool por causa do termo “fruto da vide” e o vinho com álcool seria então “fruto da oliveira”, ou seja, se transforma conselhos bíblicos em doutrinas? Por acaso a doutrina bíblica precisa de complementos ou remendos? Somos nós agora melhores do que a doutrina Santa?

Pois é...

A tradição é muito forte e temos que analisar com cuidado se vale a pena desmontá-la totalmente, pois ela pode estar servindo de “limite antigo” como no caso dos usos e costumes. Ao “liberá-lo” estaremos sem dúvidas, incorrendo em extremos próprios da natureza humana. Mesmo não sendo totalmente doutrina, tem bases fortes e contrariá-la levaríamos a riscos maiores.

Entretanto, divórcio que agora é um costume imposto pela sociedade não deveria ser aceito, de forma nenhuma, pois acarretaria o que já estamos vendo, uma exacerbada debandada dos bons costumes, contrariando a doutrina.

Outro casamento, sem a “benção da viuvez” para alguns, é adultério e nesse caminho muitos famosos, infelizmente, tem entrado cegamente ou vendo apenas seus interesses, e levam muitos a isso também. Contudo, não devemos ser convenientes, tolerantes...

Bem, pecado original, me desculpe Agostinho (Confissões), que muito contribuiu para o entendimento bíblico e interpretação da Palavra, e ainda contribui, mas o que passa para o ser humano é a morte, morte espiritual, afastamento de Deus, e aí sim, pecamos. Sem Ele ainda continuamos sem poder fazer nada!


Concluindo, os feudos evangélicos, que são grupos extremamente organizados para se manterem no/com o poder, sem limites de ações, tradicionalmente conhecidos, eles e os seus métodos de continuidade nada bíblicos, piores que outros grupos reprimidos pela sociedade, de maneira sutil e enganadora, ostensivamente/publicamente mansa e nos bastidores, quando não estão mascarados de filantropos, agem sorrateiramente sem escrúpulos.


sábado, 26 de novembro de 2016

Aprendendo com Mardoqueu.




No ano aproximado de 470 antes da vinda de Jesus, temos a história de Mardoqueu. Inicialmente relata acontecimentos na corte do rei Assuero que reinou desde a Índia até a Etiópia sobre 127 províncias.Foi realizada uma festa de 180 dias com todas as autoridades do Império e depois foi iniciada outra comemoração com todo o povo de Susã, a capital.

O rei já alegre mandou que introduzissem a rainha Vasti porque era formosa à vista e diante de sua recusa os sábios aconselharam o rei a destituí-la e escolher outra rainha para tomar o lugar 

Mardoqueu, primo de Ester e pai adotivo dela, a incentivou a participar desta seleção. Deus interfere nesse julgamento e ela achou graça aos olhos de todos.

Uma ascensão muito rápida de uma moça judia que se torna rainha...

No livro das crônicas é escrito uma intervenção de Mardoqueu livrando a vida do rei de uma cilada.

Um homem é elevado dentro do reino e mostra-se orgulhoso e fazia conta que todos se prostrassem diante dele. Incomodado questionou a causa e ele falou que era judeu.

Hamã propõe matar todos os judeus e quando vai pedir uma petição especial ao rei, pediu a morte de todos os judeus, um povo diferente dentro do reinado.

Mardoqueu se humilha e clama a Deus. A rainha manda mensageiros para saber a razão e ele a informa do decreto de morte e sugere que ela intercedesse pelo seu povo.

Ela entra na presença do rei e ele lhe aponta o cetro de ouro a livrando da morte.

Quando o perseguidor faz uma forca e planeja dá o bote final contra Mardoqueu, o rei não dorme e lê às crônicas e vê que nada foi feito para recompensá-lo. Já de manhã pergunta a Hamã o que se faria a súdito muito agradável e ele sugere algo muito honroso pensando que era para ele mesmo. 

Ester denuncia o opressor e ele se perturbou e tenta suplicar a rainha e ao retornar e ver ele no leito real tentando mudar a sua situação, o rei dá uma sentença de morte para Hamã.

Foi dada ao povo israelita, através de um novo decreto, a possibilidade de defesa e com a elevação de Mardoqueu para a posição do inimigo de seu povo, os governadores temeram e também ajudaram na defesa do povo judeu.


Uma grande evangelização, pois muitos se fizeram judeus!     








  


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O conselho de Gamaliel e os desigrejados.

Ultimamente temos visto o multiplicar de “igrejas”, denominações evangélicas para todo o tipo e gosto.

Digo gosto humano, pois não sei se Jesus está contente com isso... aliás, sei – não está!

Também um grande número de fiéis sem vínculo com denominações, reunindo em grupos em casas e outras instalações, tendo a princípio o único interesse em partilhar a Palavra como ela é, sem interferências e influências de instituições religiosas.

O grande Mestre disse uma vez para seus discípulos que estavam incomodados com uma pessoa que expulsava demônios no nome dEle, mas não andava com eles: “quem não é contra nós é por nós”- Se estão pregando o evangelho, que preguem!

Digo isso em relação aos desigrejados. Não entendo ser de sabedoria fazer qualquer tipo de resistência ou dificuldades a este grupo de crentes. Por quê? Tem características de profundo quebrantamento, busca pela verdade bíblica e críticas verdadeiras (na maioria delas) às instituições. Não são características históricas em todos os avivamentos? Se tem nuvem, pode estar chegando a chuva?

Hum...

O apóstolo Paulo diz: importa que preguem! Mas, veja cada um como “construir”, não coloque outro fundamento, milite diligentemente, são recomendações relevantes? Sim. 

Contudo, com o avanço da ciência, meios de comunicação, acesso facilitado à informação – tem se questionado a necessidade de frequentar uma igreja local.

Aí deparamos com essa pergunta: existe vida espiritual fora da igreja? Como os desigrejados, podemos louvar ao Divino sem intermediários estatutários?

Gostaria de ter uma resposta imediata para essa pergunta, entretanto, acredito que devamos discorrer melhor sobre o assunto que é um pouco complexo...

Fora da Igreja de Cristo, “a universal assembleia e igreja dos primogênitos” como descrita na Epístola aos Hebreus, não. Mas em relação à igreja local é necessário analisarmos cada caso. Muitos impossibilitados por diversos motivos justos podem estar nessa situação. É até interessante estarmos atentos para podermos visitá-los...

Muitos são expulsos de suas congregações por motivo de opiniões e princípios mantidos e que agora estão sendo mudados pelas convenções religiosas e podem até terem direção divina para sair? Podem.

Elias, por ordem divina, foi alimentado por corvos e bebia água no ribeiro de Querite, depois de ter entregado uma mensagem ao rei Acabe e ser perseguido por Jezabel.

Ela se foi, mas em Apocalipse é descrito uma tolerância ao espírito de Jezabel que não agrada ao Senhor? Certamente.

Acredito na providência de Deus aos seus servos que na dificuldade de estarem em comunhão, ficam afastados do convívio da igreja. Ele providencia alimento espiritual para eles, ainda que mande uns corvos (animal imundo na lei) levarem? Claro. 

Acredito ser um tempo limitado, uma situação de exceção e não regra. Por quê? Porque é na comunhão que somos abençoados, como diz o salmista. O Senhor da obra distribui dons para que haja dependência no corpo e “busca o seu próprio desejo aquele que se separa, ele insurge-se contra a verdadeira sabedoria”.

Então, entendo pessoalmente, que não é uma atitude sábia estar afastado e precisamos nos esforçar para estarmos em comunhão com aqueles que professam a mesma fé.

Ainda acrescentando este tema, na primeira epístola de João, temos um versículo que é muito citado: ”... o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado”, mas antes diz: se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros.

O conselho de Gamaliel foi de extrema prudência e creio naquela época e pode ser bem encaixado aqui neste contexto também: se for de Deus este movimento dos desigrejados vai prosperar e se não for,  não devemos estar lutando contra o Dono da obra, não?


Pois é...  

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Desigrejados dentro da igreja?

No capítulo 13 de Apocalipse, a Palavra nos fala de duas bestas, que é como Deus vê os reinos humanos, ou reinos deste mundo.

A primeira besta que subiu do mar, deve ser analisada juntamente com o livro do profeta Daniel, no capítulo 7, onde mostra os reinos terrestres que tiveram domínio mundial: caldeus, medo-persa, grego (leopardo) e romano.

  A segunda besta, que subiu da terra, o livro sagrado revela o falso profeta, a religião vinculada ao poder político – um sistema religioso corrompido. 

Vemos isso desde os primórdios na terra como, por exemplo, no Egito com os magos, os sábios da Babilônia, os deuses gregos, etc. César não era considerado deus? Os aiatolás tem pouco poder? A igreja romana não é também um estado?

 Estes falsos ensinadores se associam ao poder político e falam ao povo o que lhe interessa, o que agrada ao poder ao qual está associado, não a Bíblia – por isso são falsos profetas.

Mas dentro deste sistema religioso corrompido, existem muitos crentes dentro dele que são fiéis, que ainda não chegou o tempo de se desigrejarem? Talvez.

São desigrejados no sentido de não concordarem com o sistema, serem sinceros no servir a Deus, entretanto permanecem ainda ali dentro.

Alguns podem não ter maturidade espiritual, nem estrutura ou direcionamento divino para tomar uma atitude.

 Então é bom desmistificar uma possível ideia, de que quem está dentro das instituições religiosas, são necessariamente concordantes ou cúmplices do sistema.

Quem sabe, como no tempo de Rute, com a grande fome, não tem muita gente "espigando" nos templos e instituições religiosas e que sem os restos da colheita, deixados por alguns fiéis da Palavra, ainda existe, talvez não sobrevivesse? 

Poderíamos chamá-los então de desigrejados dentro da igreja?


Pois é...

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Música secular.

*AFMChaves 


    • ·    Música secular é uma música que não possui nenhuma intenção cristã em sua composição.  

    • ·  Música cristã é aquela em que cita-se o nome de Deus a fim de glorificá-lo. 


                    --- Questão 1: Apesar de ser uma música sem intenção cristã, eu posso ouvir a música secular?

    ·     ======Cuidado: Não sabemos em qual estado estava o compositor quando escreveu a música. Devemos ser cautelosos, pois muitas vezes eles não estão em situações que bendizem a Deus. 

    ·            ====== Propósito: Sabemos que muita gente tem contato com o adversário, ou que põe mensagens subliminares em músicas. Ao ouvi-las, estar orando para saber se temos ou não a permissão de Deus.

    ·          ======  Alimento: Ao ouvir uma música repetidamente, estamos a alimentando. Sem perceber já a estamos cantando. É necessária cautela para lidar com essas situações, pois do mesmo modo que nos sentimos bem ao ouvir uma música com o Espírito Santo, o outro espírito pode te acompanhar quando mantendo o prazer de ouvir a outra música.

    ·        ======= O que sai da nossa boca é...: Isso é o mais importante, mas podemos entender esse tópico através de dois pontos: 

    +  Saber o que falar: Talvez uma música não tenha nenhuma intenção maligna, mas,     mesmo assim, não devemos cantá-la incansavelmente, sabendo que não glorifica a Deus.

    +  Minha boca é de...:
                                    Devemos usar o nosso corpo como templo de Deus, como diz em Coríntios (3.16): Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?. Você, sinceramente, acha que Deus gostaria de morar numa casa tocando “Metralhadora”? Música que nada diz sobre ele, e ainda o maldiz. As palavras do tolo o prejudicam: “As palavras do sábio lhe trazem benefícios, mas os lábios do insensato o destroem” (Eclesiastes 10:12).

                    ---  Questão 2: Música cristã: cuidado?
    O meio artístico cristão é o que mais rende dinheiro no momento, o que faz algumas pessoas optarem por usá-lo ao seu benefício, e não para o de Deus. Devemos ter cuidado pois há muitas pessoas que não transmitem nada de bom, e podem, assim, ser influenciadas para o mal. Afinal, quem não é de Deus pertence ao mundo. Quem é do mundo não tem nada a nos oferecer nesse ramo. Nesses casos, é mais difícil de encontrarmos o problema, assim, devemos estar em constante oração.
    Além dos casos em que a música cristã é aproveitada, há episódios em que o cantor realmente faz o que deve fazer.

                              --- Questão 3: O que fazer?
    Jesus esteve no mundo e sabe as tentações que passamos. Além disso, muitas vezes, não é nossa escolha ter uma música na cabeça. O nosso meio é pecador e oprimente. Assim, devemos sempre estar orando, e em casos de ter de cantar músicas seculares, pedir orientação de Deus. 

                               ---Conclusão:
    Estamos no mundo, e temos nossas lutas. Há, ainda, músicas que pertencem a Deus, mas não devemos julgar aquele que ouve à música não-evangélica: 
    “Parece até loucura quando falo de amor
    Quem não conhece a luz não sabe o que é escuridão”
    Trecho da música na Contramão
              
    Portanto, como citei em todos os casos, devemos estar sempre em oração com Deus. Esse é o segredo de tudo.

sábado, 13 de agosto de 2016

O meu povo não entende?

O profeta Isaías profetizou nos tempos de divisão entre os reinos do sul e norte. O povo do norte, mais afastado de Deus devido à falta do templo e consequentemente da contínua vida sacerdotal, sacrifícios, etc. – e ainda agravado com a criação de ídolos em Dã e Berseba – uma preocupação com uma possível perda de fiéis?

Nesse verso não seria uma reclamação através de uma comparação entre Israel QUE NÃO O CONHECIA e o jumento que conhece a manjedoura de seu dono e o boi que não desconhece o seu possuidor?

Certamente que o divino entendia que mesmo que castigasse mais o seu escolhido ainda mais se rebelaria?

Mas por que a visão do eterno prioriza a “filha de Sião” e faz paralelos com a cabana na vinha ou a choupana no pepinal não seria que Ele mesmo estava guardando com muito zelo um resto dentro do povo que se chamava pelo seu nome e esta “cidade sitiada” era na verdade a sua alegria e contentamento. Através dela e por ela ainda existia um chamado povo eleito, pois o que havia na visão dEle era um aglomerado pernicioso como Sodoma e Gomorra? 

Incensos que eram abomináveis, mãos cheias de sangue... entretanto não sabiam fazer o bem.

O problema aqui não seria a falta de poder de Deus para limpá-los e sim a falta de vontade e arrependimento sincero para melhorar os caminhos tortuosos? É...

Qual seria a análise da obra dEle hoje em dia? O boi continua a conhecer o seu possuidor, o jumento a manjedoura do seu dono e nós ainda O desconhecemos? 

Somos a cabana na vinha, a choupana no pepinal, a cidade sitiada? Há esperança para o remanescente de Israel? Sim, há um resto que será salvo e precisamos fazer parte dele.

Hum...
  

Pois é...

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Ciência e religião: minha crença, a ciência pode negá-la?

A religiosidade vem se tornando um caso extremamente discutido. O homem, em virtude da sua idoneidade na ciência, questionou a existência de um ser superior: Deus. A crença de que um Deus Todo Poderoso, criador de todas as coisas exista e que faça milagres e coisas maravilhosas está se tornando uma lenda, visto a distância da sociedade em relação à fé.

Antigamente as pessoas acreditavam de forma plena numa igreja, que com seu poder manipulava a todos, com ações e coações que negligenciavam as verdades bíblicas e ao que um Deus piedoso implementaria ao seu povo. 

Com o Iluminismo, a população saiu das “trevas e cegueira” que a Igreja dominante os prendia. Esse movimento libertou a muitos, mas levou a “opositores” da fé cristã a “surfar nessa onda” e tirar proveito dela, pregando o ateísmo onde a razão humana é sempre oposta à existência de Deus. 

Apesar da Bíblia e a “verdadeira” ciência andarem pelos mesmos caminhos, a fé, entretanto, muitas vezes supera a razão, não podendo ser vista e compreendida por olhos nus, mas acreditando em sobrenatural, em milagres... Deve ser compreendido que essa, ao ser um sentimento autêntico, torna-se muito mais coerente e lógica do que a própria razão.

Sou cristã, e acredito em Jesus Cristo, o qual a Bíblia Sagrada nos apresenta, como único e o mais poderoso Deus e Ser. Muitas pessoas "racionais" criticam a minha fé por ser ilógica. A Bíblia, livro sagrado tido como referência em minha religião, prevê e explica muitas coisas no mundo. Contudo, para entendê-la, é necessário ter a revelação de Deus.

Ao ter a presença de Deus na vida, a pessoa se torna livre e segura. Isso não quer dizer que nada de ruim acontecerá com o fiel, afinal Deus tem propósitos e o alvo maior é a vida eterna que somente Ele tem para dar. Isso significa que, ao tomar uma decisão importante na vida, o crente tem Deus para mostrar o melhor caminho de se seguir.

Assim como tenho minha fé cristã, sou admiradora da ciência. Entretanto, existe um pensamento em que cristianismo e ciência são coisas totalmente opostas, algo que me nego a acreditar. Sabemos que nas descobertas científicas existem aquelas que são verdadeiras e há aquelas que são burladas. Posso observar que a Bíblia, mesmo sendo muita antiga tem as suas “teorias confirmadas”. Por exemplo, o profeta Isaías antes que Aristóteles pensasse em nascer e esboçar ideias sobre a Terra redonda já dizia no seu livro (Is 40.22) “Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujo moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda, para neles habitar”. 

Muitas também são as discussões sobre políticas sociais e como não se lembrar de vários versículos bíblicos que recheiam toda a Bíblia instruindo a olhar para o necessitado (Pv 31.20) “Abre a sua mão ao aflito; e ao necessitado estende as suas mãos” quanto à psicologia e tratamentos de agressividade, quantos versículos que nos ensinam a não agir no momento de ira e fúria, e ações que apaziguam qualquer situação (Pv 15.1) “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”. Irônico para muitos é, mas até sobre moda encontramos lá, (Ec 1.9-10) “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.”

Concluo assim que, a minha crença não está destoada da ciência, mas essa somente confirma aquela. Porém em muitos momentos a fé não conseguirá ser entendida pela ciência, pela razão. Pode parecer loucura, mas é Paz e convicção! Interagindo meu ponto de vista com os tantos outros que existem no mundo, podemos sim ter opiniões diferentes, mas temos necessidade de respeitar e não considerar o diferente como um alienado e inimigo.



“A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isso fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.”
“A gravidade explica os movimentos dos planetas, mas não pode explicar quem colocou os planetas em movimento. Deus governa todas as coisas e sabe tudo que é ou que pode ser feito.”
                                              Isaac Newton


*Texto cedido por Ana Flávia Mendes Chaves. 



terça-feira, 2 de agosto de 2016

O evangelho em Samaria.


Samaria estava situada entre a Judeia e a Galileia (Jo 4.3, 4). Jesus pregou nesta região e o texto nos mostra que havia uma esperança messiânica entre os samaritanos, conforme Jo 4.25. O texto também revela a hostilidade que havia entre judeus e samaritanos (Jo 4.9), a quem aqueles consideravam como semipagãos. Há pelo menos dois motivos para a pregação de Filipe, cujo tema é Cristo. 

O primeiro é que Jesus é o cumprimento das profecias (Dt 18.18) e, portanto, os samaritanos precisavam conhecê-lO. Segundo, Jesus veio para derribar a parede de separação social e também a barreira entre o homem e Deus. Com essas boas novas, os samaritanos prestavam atenção ao que Filipe dizia, pois ouviam e viam os sinais que ele fazia como uma confirmação de Deus daquela mensagem. Esta pregação, seguida de muitos milagres e maravilhas, trazia muita alegria para aquela cidade.

O evangelho trouxe novas oportunidades para o homem. Portas que outrora estavam fechadas agora estão se abrindo para aqueles que estão sendo chamados. Os eunucos, por serem pessoas fisicamente mutiladas, tinham sido excluídos dos privilégios de Israel (cf. Dt 23.1). Porém, existia uma palavra de Deus para os excluídos (Is 56.3-5). Onde havia barreiras para se chegar a Deus, agora o evangelho está mostrando que é tempo do cumprimento das promessas; contudo, era necessário compreender as Escrituras.

Houve um eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, um adorador, que no retorno de Jerusalém se encontrava em um lugar deserto, lendo o profeta Isaías. Mas não entendia o que ali estava escrito; então o Senhor dirige Filipe até a ele para lhe explicar as Escrituras. E a pergunta de Filipe para iniciar a evangelização é: “Entendes tu o que lês? ” Como entender se não há quem explique? Este é o clamor do mundo.

E Filipe, abrindo a boca e começando nesta Escritura (Is 53.7-8), lhe anunciou a Jesus, o Autor da salvação. Tudo o que o homem tem de impedimento de se achegar a Deus agora está sendo derribado, cumprindo-se o que já fora predito pelo Senhor, que chamaria muitos para junto de Si.


Verdadeiramente, o evangelho, as boas novas de Deus para o homem, precisa ser explicado pelas Escrituras, apresentando-se Jesus Cristo – o mistério de Deus (Cl 2.1-3). Pois há muitas promessas de Deus, em Cristo, para o homem, as quais este ainda não conhece. E, através do evangelho, o homem passa a conhecer os planos de Deus; para tanto, todas as barreiras são derribadas, quer sejam culturais, sociais ou religiosas, um grande desafio!