sábado, 24 de agosto de 2024

Moisés, o chamado e o "NÃO SEI O QUE FALAR"

Quando chamado na sarça ardente para libertar Israel, Moisés apresentou inseguranças quanto à sua identidade perante o povo e à sua própria incapacidade na fala. Ele não achava que era a pessoa certa para libertar seu povo do Egito e queria que Deus enviasse outra pessoa. Deus respondeu suprindo suas limitações e enfatizando que a autoridade do chamado reside na presença divina e não na eloquência humana. Quando finalmente se recusou e disse: "Ah, Senhor! Envia, eu te rogo, por mão daquele a quem deves enviar" (Ex 4.13), a reação de Deus foi imediata e complexa. O texto bíblico em Êxodo afirma que "então se acendeu a ira do Senhor contra Moisés". O Eterno ficou irado com a persistente relutância dele em aceitar o chamado, apesar de todas as promessas e sinais que Ele já havia dado. A relutância de Moisés, motivada por sua insegurança e medo de falar, foi interpretada por Deus como uma falta de confiança em Seu poder e soberania (Ex 4.14). No entanto, a ira divina não O levou a desistir de Moisés. Em Sua misericórdia, Ele ofereceu uma solução prática para o impedimento de fala de Moisés (sua gagueira): Ele designou Arão, irmão de Moisés, para ser seu porta-voz. O Altíssimo disse que Arão falaria ao povo em nome de Moisés, e Moisés seria "como Deus" para Arão, colocando as palavras em sua boca (Ex 4.15-16).

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