quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

O Espírito Santo fala

A frase "o Espírito Santo falou por mim, Davi" vem de passagens bíblicas como no segundo livro do profeta Samuel(2 Samuel 23.2). Ele pode abrir ou fechar "portas", indicando o caminho. Mais precisamente a frase é assim: "O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua Palavra esteve em minha boca", mostrando que Deus comunicou diretamente através de Davi. Não só Davi, como também os profetas falaram pelo Espírito de coisas de Deus que muitas vezes nem entendiam direito nem o modo, nem quanto ao tempo. O Espírito Santo fala com as pessoas quando dormem trazendo clareza sobre decisões, novas ideias, estratégias para o dia seguinte e respostas para problemas, trabalhando a mente e o coração(Jó 33.15-17). Ele fala ao coração e à mente, gerando um "sentimento" ou "saber" interior que guia as decisões. No caso de Davi, ele proferiu palavras proféticas, especialmente sobre o Messias (Jesus Cristo), em Salmos e outras escrituras, sendo um exemplo claro de como Deus usa pessoas para comunicar Sua vontade. Contudo, mesmo que ele próprio não compreendia totalmente o alcance da mensagem, tinha percepções, era sensível ao mover do Espírito. Chegou a dizer para que o Altíssimo não retirasse de o Espírito Santo no Salmos 50 ou 51, devido sua angustia e arrependimento pelos pecados cometidos, principalmente o que se referia a Urias marido de Bate Seba com quem teve um filho que acabou morrendo e que trouxe ainda outras graves consequenciais para sua casa. Enfim, Ele se comunica de forma sutil, como uma "voz mansa e delicada", guiando, ensinando e confirmando a vontade de Deus através da Palavra escrita (Bíblia), pensamentos inspirados, sentimentos de paz ou convicção, e até mesmo através de outras pessoas e circunstâncias, buscando sempre alinhar com as Escrituras.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

A nobreza do conferir

"Receber a Palavra" significa ouvir e internalizar os ensinamentos de Deus. Isso quer dizer, receber não apenas com os ouvidos, mas aplicando-os na vida diária, com fé e obediência, transformando atitudes e caráter (Tg 1.22). Envolve humildade, disposição para mudar, e uma prática ativa de amar, perdoar e servir, mesmo em meio a dificuldades (1 Ts 1.6). Na segunda viagem missionária do apóstolo Paulo em companhia de Silas e Timóteo, tem um detalhe importante ressaltado pelo escritor do livro de Atos, no verso 11 do capítulo 17 – uma atitude, exaltada por Lucas: “porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim”. Eles usavam as Escrituras como padrão para validar os ensinamentos de Paulo, um exemplo de fé baseada em evidências bíblicas. Essa passagem é frequentemente citada para encorajar os cristãos a serem estudiosos da Bíblia, testando tudo à luz das Escrituras. "Testando tudo à luz das Escrituras" é um princípio teológico no qual a Bíblia é a autoridade máxima e o padrão final pelo qual todas as crenças, práticas, ensinamentos e até mesmo experiências pessoais devem ser avaliados e validados. A ideia subjacente é que, ao usar as Escrituras como lente ou referência principal, é possível discernir a verdade, evitar erros doutrinários e viver de uma maneira que esteja alinhada com a vontade e os preceitos divinos.

Trabalhando com sabedoria e destreza

Rachar lenha expõe ao perigo de se ferir com o machado, lascas de madeira ou por um golpe mal calculado, sendo um exemplo bíblico citado no livro do Eclesiastes. O texto exemplifica que trabalhos manuais exigem cuidado e sabedoria (Ec 10.9-10). São várias as possibilidade de perigo: falta de preparo, em uma ferramenta sem fio (machado embotado) e imprudência. Há ainda os riscos físicos como cortes, contusões e, metaforicamente a passagem pode aludir a consequências negativas de ações descuidadas. O versículo seguinte complementa: "Se o machado está cego e a sua lâmina não foi afiada, é preciso golpear com mais força; o proveito da sabedoria, porém, é que ela traz êxito". Isso sugere que a preparação e a sabedoria (afiar o machado) evitam o sofrimento e trazem sucesso, ao contrário da força bruta e da falta de planejamento

Resistindo ao Espírito Santo

A pergunta se refere a uma passagem em Atos dos Apóstolos onde Estêvão questiona os líderes judeus: "A qual dos profetas não perseguiram vossos pais?" A Bíblia não nomeia um profeta específico que eles não mataram, mas sugere que eles perseguiram e mataram todos os profetas que anunciavam a vinda de Jesus. Isso inclui aqueles que falaram do "Justo", mostrando que eles não pouparam nenhum, matando até os que vieram antes para anunciar Jesus. O diácono está denunciando a resistência do povo judeu ao Espírito Santo, comparando-os aos seus antepassados. A pergunta "A qual dos profetas não perseguiram?" é retórica, pois a resposta implícita é "nenhum" ou "todos". Eles mataram até mesmo os profetas que anunciaram a vinda do "Justo" (Jesus), mostrando que eles eram traidores e assassinos de profetas, não que havia um que eles deixaram vivo. Portanto, a questão não aponta para um profeta que escapou, mas sim para a totalidade da perseguição que eles infligiram aos profetas, culminando na crucificação de Jesus (At 7.52). Jesus nesta passagem do Evangelho (Mt 23.27-32) condena atitudes incompatíveis com um viver digno, não somente cristão, mas também humano: "Por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça" (Mt 23.28). Jesus compara os mestres da Lei e fariseus a "sepulcros caiados". Pintados de branco escondem uma realidade interior cheia de podridão. Aparentemente são boas pessoas, mas escondem uma realidade de mentiras, pecados. Fazem mau uso de sua liderança religiosa servindo seus próprios interesses e não os da comunidade.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Daniel e o tempo do fim

Pode-se ver exatamente a mesma sequência de impérios, descrita no capítulo 2 do livro do profeta Daniel, representada pelos quatro animais. O leão representa o império babilônico, o urso o medo-persa, o leopardo o grego, o animal terrível e espantoso o romano. O império romano foi o mais longínquo, mas foi o primeiro que não teve continuidade de vida. Pode-se inferir aqui, que ele reinou pela força (pernas de ferro), se impunha e roubava os conhecimentos alheios e seria uma cultura baseada na mistura de conhecimentos dos outros povos. Ainda lembrando da representação deste império como um bicho indescritível de dez chifres já revelando o último reino, dos pés do capítulo 2 de Daniel. Assim , agora sobre o último reino, que é um reino dividido, pois ferro e barro não se misturam. Deduzindo então, se o ferro é força, no caso romano, uma força "vazia", o que dizer então dos pés da estátua, que são de ferro e barro. Mostra que os pés da estátua é a decadência final, forte em parte (impondo sua vontade , mas sem consistência) representado pelo ferro, mas, fraco devido ao barro e desunido pois não há homogeneidade. Acrescentando ainda que os dez chifres resumem o quinto reino, apontando para a multiplicidade de povos ou nações que dominariam ao mesmo tempo, a multipolaridade (v. 24a). Outro sinal do tempo do fim é a presença de pessoas lisonjeiras. Ela é frequentemente associada à falsidade e à bajulação, com o objetivo de agradar ou manipular alguém. A lisonja é descrita como elogios excessivos e insinceros, muitas vezes com motivações egoístas. As Escrituras advertem contra a lisonja, especialmente quando usada por falsos mestres para enganar e manipular. Isso aconteceria, segundo o profeta Daniel, no capítulo 11, com frequência no tempo do fim: “...com lisonjas corromperá” (vs. 32). Em continuidade, o profeta fala de um "pequeno socorro" mencionado no verso 34. Uma ajuda temporária que alguns resistentes e persistentes receberão, mas que não impedirá que muitos outros caiam em lisonjas e enfrentem provações. O fim é a decadência, multipolaridade, um tempo de pequeno socorro e das lisonjas!

domingo, 28 de dezembro de 2025

A multipolaridade e a Bíblia

A Bíblia não aborda diretamente o conceito geopolítico moderno de multipolaridade (um sistema internacional com múltiplos centros de poder). No entanto, ela fornece princípios e narrativas que os teólogos e estudiosos usam para refletir sobre a distribuição de poder, a governança e as relações entre as nações no mundo atual. No entanto, há uma frase que demonstra exatamente isso: "lodo e ferro não se misturam"! A frase "lodo e ferro não se misturam" vem do livro de Daniel, capítulo 2, descrevendo uma estátua com pés de ferro e barro. Mostra os reinos de hoje, começando no império romano, com sua fragilidade e divisão, com isso não conseguem se unir verdadeiramente, dese as tentativas históricas de alianças e casamentos (sementes humanas). Esse é o quinto reino, pois vai até o fim e o império romeno foi morto. O verso 11 do capítulo 7 do livro do profeta Daniel mostra claramente que o reino romano foi destruído ("foi morto") e que os outros reinos ainda tinham uma prolongação de certo espaço de tempo - mas sem domínio (verso 12). É certo que a cultura dos outros reinos ainda subsiste, ou restos delas, mas, segundo a Bíblia, nada resta do império romano. Era forte, dominava pela força, simbolo do ferro (pernas de ferro no sonho de Daniel), um metal perfeito para representar a opressão desse reino, entretanto, acabou a sua força...MORTO, sem restos... Os pés, de maneira descuidada não deve ser juntados ao império romano, muito menos ao império do anticristo, pois ele é "forte segundo a revelação e não tinha nada de fraco", como o quinto e último governo mundial (a pedra fere a estátua nos pés). O quinto reino seria caracterizado por uma parte fraca e outra forte, que se ligariam com semente humana. Os pés da estátua, mostra ainda, que algumas partes serão fortes como o ferro: "... em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro" O ferro (simbologia do império romano) simboliza força, durabilidade, retidão, opressão e refinamento, ao longo de todas as escrituras. No próprio texto há a explicação da característica desses reinos: fraqueza e força, além da desunião. Se for lembrado, desde a grécia com a sua divisão de poder entre os quatro generais, o mundo sempre esteve dividindo. Inclusive, o mundo atual é caracterizado pela distribuição do poder global entre múltiplos centros (polos), como EUA, União Europeia, China e potências emergentes (BRICS). Não há uma única superpotência, mas várias nações ou blocos (EUA, UE, China, Japão) com forte influência econômica, tecnológica e militar. Há uma coexistência de competição e colaboração, com debates em organismos internacionais e desafios à governança global. Em essência, o mundo multipolar é mais complexo e dinâmico, com várias nações influenciando os rumos globais.

sábado, 27 de dezembro de 2025

A última noite do império babilônico

Belsazar (ou Baltazar) foi um corregente, filho de Nabonido e neto de Nabucodonosor, considerado o último rei da Babilônia, notório por um grande banquete descrito na Bíblia. Ele atuava como governante efetivo na Babilônia enquanto seu pai, Nabonido, estava ausente em campanhas militares, o que justificava que fosse chamado de "rei". Profanou utensílios sagrados de Jerusalém, resultando no julgamento divino e na conquista persa da cidade na mesma noite, com sua morte. Inicialmente questionado por historiadores, sua existência foi confirmada por achados arqueológicos, que o mostram como o mais alto líder na Babilônia enquanto seu pai estava ausente. Em su festa, Belsazar, louva seus próprios deuses e desafia o Deus de Israel. Uma mão apareceu e escreveu na parede uma mensagem indecifrável, aterrorizando o rei e seus convidados. A rainha, lembrando-se da sabedoria de Daniel, o chamou para interpretar a escrita. Daniel repreende Belsazar no capítulo 5 do livro bíblico de Daniel, durante um grande banquete, por ele ter profanado os utensílios sagrados do Templo de Jerusalém para adorar deuses pagãos. Lembrou a Belsazar que seu pai, Nabucodonosor, foi humilhado por Deus por sua arrogância, mas aprendeu e reconheceu a soberania de Deus; Belsazar, porém, não aprendeu a lição. Nele o rei desonra a Deus e mostra a sua arrogância, sendo repreendido por não aprender com o exemplo de Nabucodonosor. Daniel interpreta a escrita misteriosa na parede ("Mene, Mene, Tekel, Upharsin"), anunciando o fim do seu reino, que seria dividido e entregue aos medos e persas, o que ocorreu naquela mesma noite. Naquela mesma noite, Belsazar foi morto, e Dario, o medo, assumiu o reino, cumprindo a profecia de Daniel.

Ignorando a Cristo

Houve várias figuras proeminentes que divergiram de São Jerônimo ao longo de sua vida e como ele próprio disse: "...ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo". Saliento que essas divergências contribuem para uma melhor abordagem e esclarecimento da Palavra. Não havendo aqui, nenhum sentimento pessoal, mas sim o propósito de trazer uma pequena cooperação com a divulgação do Evangelho de Jesus Cristo. São Jerônimo em sua proposta de debater com Porfírio as interpretações do livro de Daniel se equivoca ao alegar que o anticristo será um homem, a ponta pequena relatada no capítulo, (Dn 7.8). Apresento a seguir, com enorme humildade e tremor, os pontos da discordância para aquele frutífero doutor da Bíblia. A ponta pequena descrita no capítulo 7 de Daniel tem olhos de homens e fala grandiosamente que surge no império romano e derruba três outras pontas, das dez, sempre é debatida e explorada pelos estudantes da Palavra de Deus. As grandes palavras que saíam da ponta chama atenção do profeta Daniel (vs.11) cuja aparência era mais firme (vs.20) até que o quarto animal, sem referência anterior, morre, diferente dos outros cujo domínio foi tirado, mas com continuidade de vida. A pequena ponta fazia guerra aos santos e os vencia (vs.21) até o juízo final. Proferirá palavras contra o Altíssimo e destruirá os santos do Altíssimo, cuidando em mudar os tempos e a lei (vs. 25), mas o domínio será restabelecido e a pequena ponta será destruída (vs. 26 e 27). Importante ainda, data vênia, ressaltar o paralelismo deste capítulo 7 com o capítulo 2 do livro do profeta Daniel, o sonho da estátua referenciando os cinco reinos que o eterno determinou sobre a terra, sendo o quinto reino, dos pés representados pelos dez chifres do quarto animal do qual se levanta a pequena ponta. Assim, a pequena ponta se levanta no império romano e vai até o fim, sempre prosperando contra os santos e mudando as leis até a sua destruição final. Os doutores também se equivocam e quando o Espírito não esclarece, sobra a nós, pobres mortais, a confusão!

A profecia das Setenta Semanas

A profecia das Setenta Semanas de Daniel (Dn 9.24-27) é uma revelação bíblica que detalha um cronograma de tempos para o povo de Israel e Jerusalém, focando na vinda do Messias e eventos futuros. Elas têm o propósito de:"Extinguir a transgressão e o pecado; Expiar a iniquidade; Trazer a justiça eterna; Selar a visão e a profecia e Ungir o Santo dos Santos (o Messias)". Um dos períodos é desde a ordem para restaurar Jerusalém até o Messias, período da reconstrução da cidade em tempos difíceis. Outro ponto crucial e a vinda do Messias, o Ungido, que seria morto. Da subida do Messias até o fim, há um período de perseguições mais fortes à Igreja, chamado comumente de Grande Tribulação. O "príncipe que há de vir" que fará uma aliança com muitos é o próprio Jesus que assim se expressou: "este é o meu sangue que é derramado por muitos" a conhecida citação bíblica de Jesus Cristo durante a Última Ceia, encontrada nos Evangelhos segundo Mateus e Marcos. Isso significa que o sangue derramado como sacrifício para selar a nova aliança com Deus, oferecendo o perdão dos pecados para muitas pessoas (Mt 26.28; Mc 14.24).

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Uma pequena ponta apronta

O "chifre pequeno" em Daniel, nos capítulos 7 e 8, é uma figura profética que surge de um dos grandes reinos (Roma), o quarto da estátua. Ela representa um poder que cresce, persegue os santos e blasfema, um sistema religioso-político que se desenvolveu a partir de Roma, culminando em um poder que persegue a igreja e se levanta com palavras e ferocidade até contra Deus. A pequena ponta fazia guerra aos santos e os vencia (Vs.21) até o juízo final. Surge entre os 10 chifres de um grande animal (a quarta besta, que representa Roma) e "arranca três deles para abrir caminho", possui olhos como os de um homem, mostrando o seu lado humano e uma "boca que fala com arrogância e blasfêmias". Cresce em direção ao Sul, Oriente e Terra Gloriosa (Palestina), lança alguns do exército dos céus por terra, tira o sacrifício diário e destrói o santuário. As grandes palavras que saíam da ponta chama atenção do profeta Daniel (Vs.11) cuja aparência era mais firme (Vs.20) até que o quarto animal, sem referência anterior, morre, diferente dos outros cujo domínio foi tirado, mas com continuidade de vida. Proferirá palavras contra o Altíssimo e destruirá os santos do Altíssimo, cuidando em mudar os tempos e a lei (Vs. 25), mas o domínio será restabelecido e a pequena ponta será destruída (Vs. 26 e 27).

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Toda boa dádiva vem do alto

A frase "Toda boa dádiva vem do alto" é uma citação bíblica, especificamente de Tiago que significa que todas as coisas boas, perfeitas e verdadeiras provêm de Deus. O "Pai das Luzes", como é chamado pelo apóstolo, não muda, simbolizando Sua constância e bondade (Tg 1.17). Essa passagem enfatiza que os dons divinos são fonte de vida e perfeição, e devem ser buscados e praticados, contrastando com o que vem do mundo. Todas as bênçãos e dons perfeitos (como sabedoria, fé, amor) vêm de Deus, que é a fonte imutável de toda a luz e bondade. A passagem exorta os leitores a buscarem esses dons divinos e a viverem de acordo com a verdade, pois Deus os gera para serem portadores dessas boas dádivas.

Agora te veem os meus olhos

"Agora te veem os meus olhos" é uma citação bíblica do livro de Jó que expressa a transição de um conhecimento superficial ("só de ouvir falar") para uma experiência pessoal e direta com Deus. É fruto de arrependimento e profunda revelação, como no famoso trecho: "Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem; por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza" (Jo 42.5). Jó passou por grandes sofrimentos e questionamentos sobre Deus, sendo visitado por amigos que lhe davam conselhos errados. Após Deus falar com Jó, ele tem uma experiência transformadora, percebendo a grandeza de Deus de forma íntima. A frase marca o momento em que Jó entende que conhecer a Deus não é apenas por meio de relatos, mas por uma revelação espiritual direta, onde ele se vê pequeno diante da majestade divina.

domingo, 21 de dezembro de 2025

A vida eterna ou a morte

Nesta vida, segundo a Bíblia, há dois caminhos: ceifa ou vindima, uma gerando vida eterna e a outra a morte (Ap 14). Nos primeiros versos do capítulo 14 do livro do Apocalipse, há uma visão do apóstolo João. Ele viu o Cordeiro sobre o monte de Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas havia o nome de seu Pai e são os mesmos que purificaram as suas vestes no sangue dEle, um exército maravilhoso, comprados para Deus, agora no céu com muita alegria, disciplina e santidade (Ap 14.1-5). A partir do verso 6 do capítulo 14, do referido texto, João descreve as mensagens dos três anjos que são avisos, antes do fim, do Eterno ao mundo. A ordem de proclamação do evangelho de Jesus Cristo é reiterada e anunciam que é “vinda a hora do Seu juízo”. Em continuação, agora no verso 8 deste mesmo capítulo, outro anjo avisa, que caiu a Babilônia, que é toda a humanidade desviada de seu Senhor e Criador. Os infiéis a Deus têm se “prostituído” no mundo, se afastando dEle desde os primórdios (Ap 14.8). Já no verso 9 ao 11, o terceiro anjo adverte aqueles que adoram à besta e a sua imagem, bem como receberam o seu sinal, pois do Eterno virão grandes repreensões, tormentos imediatos, condenação definitiva e eles beberão do “vinho da ira de Deus”. Em guardar os mandamentos do Altíssimo está o mistério dos santos e segue após um alerta da parte de Deus, “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam”: a morte deles é vista por Deus como apenas um adormecimento (Ap 14.12 e 13). Em continuidade, agora nos versos 14 a 16 do Livro da Revelação, o apóstolo vê o Filho do Homem, assentado sobre uma nuvem e tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro e, na mão, uma foice aguda. O escritor relata ainda nesta visão a presença de outro anjo que sai do templo e clama com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem para que Ele lançasse a foice e segasse: “É já vinda a hora de segar, porque a seara da terra está madura”. Assim, os salvos são recolhidos eternamente com Deus. A sega como na parábola do trigo e do joio é a * colheita dos justos da terra. Enfim, no verso 17, saiu do templo, que está no céu, outro anjo, o qual também tinha uma foice aguda. Após a ordem de outro anjo, no verso 18, ele vindima os cachos da vinha da terra, e lançou-as no lagar da ira de Deus. É o fim do mundo, terminando assim as duas colheitas do Apocalipse: a vindima e a sega (Ap 14.17-20). O estudo atual é realizado no Livro do Apocalipse, mas o profeta Joel, também fez esta comparação entre a seara do Mestre e o lagar da ira de Deus e um de seus versos de maior destaque assim diz: “multidões, multidões no vale da Decisão”. Entendemos então, a partir disso, que temos assim uma escolha a fazer: vida eterna ou morte.

Sendo testemunha

O que significa ser uma testemunha? Desde os tempos do Antigo Testamento, Deus convoca seu povo a ser testemunha das obras que Ele realizou e continua realizando. "Vós sois as minhas testemunhas" é uma citação bíblica, principalmente de Isaías, que afirma que o povo de Deus (Israel, e por extensão os cristãos) deve testemunhar Sua existência (Is 43.10-13). Há um reforço dessa chamada no livro de Atos, com os discípulos sendo chamados a viver e anunciar a verdade de Deus, com o envio do Espírito Santo para capacitar os crentes a serem testemunhas de Jesus Cristo até os confins da Terra (Atos 1:8,22). A tarefa dos cristãos é testemunhar o que presenciaram e experimentaram: a vida, a morte e a ressurreição de Cristo. Não se trata apenas de transmitir ensinamentos; é dar testemunho com a própria vida de que Cristo é verdadeiro. O texto sagrado ainda relata a presença de duas testemunhas. Elas são as duas oliveiras e os dois castiçais (Ap 11.4) que estão diante de Deus, que deveriam profetizar, assim como o amado do Mestre, por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano e saco. Se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá de sua boca e devorará os seus inimigos (Ap 11.5). Elas têm “poder para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia; tem poder sobre as águas para convertê-las em sangue e para ferir a terra com toda a sorte de pragas”, quantas vezes quiserem como no Egito de Faraó (Ap 11.6). Entretanto, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá, e as matará (Ap 11.7). Seus cadáveres descansarão “na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde o seu senhor também foi crucificado”, isto é, aqui mesmo nessa terra (Ap 11.8). Contudo, elas têm de Deus uma promessa, depois de três dias e meio, o espírito de vida, vindo de Deus, entrará nelas, e subirão ao céu em uma nuvem (Vs. 11 e 12).

sábado, 20 de dezembro de 2025

Tens nome que vives

A frase "Tens nome de que vives, e estás morto" vem do livro de Apocalipse (Ap 3.1-6). Referindo-se à igreja em Sardes, o apóstol alerta que, apesar de ter boa reputação ("nome de que vives"), espiritualmente estava "morta", A igreja precisava se despertar e guardar a palavra de Deus para não ser apagada do Livro da Vida. A igreja tinha a aparência de viva, mas suas obras não eram perfeitas diante de Deus; estava espiritualmente inativa, precisando se arrepender e vigiar. Um chamado ao arrependimento, a se lembrar do que recebeu, e a fortalecer o que estava para morrer, sob pena de Jesus vir como ladrão. É um aviso divino sobre a importância da fé viva e de obras que condizem com essa fé, e não apenas de uma reputação. As obras da igreja de Sardes não eram perfeitas, na verdade não existia santidade, viviam na hipocrisia. É certo que movimento é significado de espiritualidade, mas seus maus frutos falam, mas alto. Cristo diz, as igrejas que tem essas características, "sê vigilantes". Seja vigilante no que anda praticando, o quando tens se afastado do evangelho de Cristo. Entretanto, há no meio dessas igrejas pessoas justas, que não participam das más obras, como alguns.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

A totalidade da Palavra

A totalidade da Palavra de Deus se refere à Bíblia (Escrituras Sagradas) para os cristãos, sendo a revelação completa de Deus. Nela há os ensinamentos e planos, que guia os crentes, instrui, educa e direciona a vida, contendo a vontade divina para a humanidade. Ela é viva, ativa e eterna, e que inclui não só os textos, mas o próprio Jesus Cristo (o Verbo encarnado) e o Espírito Santo, que habita e enche o crente até a plenitude de Deus. A Bíblia é a fonte principal, a revelação escrita de Deus, contendo Seus mandamentos, sabedoria e planos. Ela é Jesus, o Verbo que se fez carne, sendo a expressão máxima de Deus e o centro da fé cristã. A Palavra de Deus é viva e ativa através do Espírito Santo, que habita no crente, enchendo-o da plenitude de Deus. A totalidade da Palavra inclui fazer a vontade de Deus, que é eterna e perfeita, prometendo um futuro de esperança e prosperidade. Fazendo um recorte quanto ao livro do Apocalipse, os estudiosos os dividem em várias versões, que são diferentes visões de como o interpretar. A idealista, que vê o livro como uma representação simbólica do conflito entre o bem e o mal. Já a preterista, que acredita que os eventos descritos se referem principalmente ao século I e à perseguição aos cristãos na época do imperador Domiciano. Valorizando os fatos históricos, a historicista, interpreta os eventos como uma série de profecias cumpridas ao longo da história da igreja. Enfim, a futurista, que entende que os eventos ocorrerão no futuro. Há tudo isso, e cada uma tem um grau de acertabilidade, mas a bíblica, totalmente bíblica é a única que não precisa de retalhos para a Glória de Deus unicamente, mostrando mais uma vez que a Bíblia é, acima de tudo, Revelação e está embasada na totalidade da Palavra.

A vida eterna e a morte

Nesta vida, segundo a Bíblia, há dois caminhos: ceifa ou vindima, uma gerando vida eterna e a outra a morte (Ap 14). Nos primeiros versos do capítulo 14 do livro do Apocalipse, há outra visão do apóstolo João. Ele viu o Cordeiro sobre o monte de Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas havia o nome de seu Pai e são os mesmos que purificaram as suas vestes no sangue dEle, um exército maravilhoso, comprados para Deus, agora no céu com muita alegria, disciplina e santidade (Ap 14.1-5). A partir do verso 6 do capítulo 14, do referido texto, João descreve as mensagens dos três anjos que são avisos, antes do fim, do Eterno ao mundo. A ordem de proclamação do evangelho de Jesus Cristo é reiterada e anunciam que é “vinda a hora do Seu juízo”. Em continuação, agora no verso 8 deste mesmo capítulo, outro anjo avisa, que caiu a Babilônia, que é toda a humanidade desviada de seu Senhor e Criador. Os infiéis a Deus têm se “prostituído” no mundo, se afastando dEle desde os primórdios (Ap 14.8). Já no verso 9 ao 11, o terceiro anjo adverte aqueles que adoram à besta e a sua imagem, bem como receberam o seu sinal, pois do Eterno virão grandes repreensões, tormentos imediatos, condenação definitiva e eles beberão do “vinho da ira de Deus”. Em guardar os mandamentos do Altíssimo está o mistério dos santos e segue após um alerta da parte de Deus, “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam”: a morte deles é vista por Deus como apenas um adormecimento (Ap 14.12 e 13). Em continuidade, agora nos versos 14 a 16 do Livro da Revelação, o apóstolo vê o Filho do Homem, assentado sobre uma nuvem e tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro e, na mão, uma foice aguda. O escritor relata ainda nesta visão a presença de outro anjo que sai do templo e clama com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem para que Ele lançasse a foice e segasse: “É já vinda a hora de segar, porque a seara da terra está madura”. Assim, os salvos são recolhidos eternamente com Deus. A sega como na parábola do trigo e do joio é a * colheita dos justos da terra. Enfim, no verso 17, saiu do templo, que está no céu, outro anjo, o qual também tinha uma foice aguda. Após a ordem de outro anjo, no verso 18, ele vindima os cachos da vinha da terra, e lançou-as no lagar da ira de Deus. É o fim do mundo, terminando assim as duas colheitas do Apocalipse: a vindima e a sega (Ap 14.17-20). O estudo atual é realizado no Livro do Apocalipse, mas o profeta Joel, também fez esta comparação entre a seara do Mestre e o lagar da ira de Deus e um de seus versos de maior destaque assim diz: “multidões, multidões no vale da Decisão”. Entendemos então, a partir disso, que temos assim uma escolha a fazer: vida eterna ou morte.

As mulheres do Apocalipse

A Mulher do Apocalipse é uma figura simbólica que representa o povo de Deus (Ap 12). A Igreja, vestida de sol, com a lua sob os pés e 12 estrelas na cabeça, grávida do Messias (o filho homem) e perseguida por um grande Dragão (o Diabo), que tenta destruir a ela e seus descendentes. Essa mulher simboliza a pureza, a vitória sobre o mal (a lua sob seus pés) e as 12 tribos de Israel (as estrelas), conectando a história de Israel com a Igreja, que esmaga a cabeça da serpente (Gn 3.15). A passagem em Apocalipse 12 descreve um sinal no céu, um conflito cósmico entre o bem (a Mulher e seu Filho) e o mal (o Dragão), que persegue a Mulher após a ascensão de Cristo. A mulher é socorrida pela terra, e a mensagem central é sobre a perseverança da fé cristã e a vitória final sobre o Diabo, por meio do sangue do Cordeiro (Jesus). Há também no livro do Apocalipse, "outra mulher" a que se refere, e que é contrastada com a mulher vestida de sol, é a Babilônia, a Grande Prostituta, descrita no capítulo 17. Esta mulher, vestida de púrpura e vermelho, montada sobre uma besta escarlate, representa a corrupção e a idolatria, em oposição à pureza e fidelidade da primeira mulher. O apóstolo João, no Apocalipse, se admira da visão que o Senhor lhe mostra sobre a Babilônia. Segundo a Bíblia, dentro dessa revelaçãoe o anjo lhe disse que lhe mostraria o segredo da mulher e da besta que a traz. Então, tem a mulher, a outra do Apocalipse, e tem a besta que a leva. Existem várias perguntas no texto: "Qual é o segredo da mulher? A besta. E o que é a besta, ou qual das bestas? " É a besta que sobe do mar. A besta que sobe do mar, aqui representada pelos "sete montes", que são os impérios mundiais, que sempre perseguiram e continuarão a perseguir a Igreja, que é a primeira mulher do Apocalipse capítulo 12, a Igreja. Outro pormenor relevante descrito é que ela estava embriagada com o sangue dos santos e das testemunhas de Jesus, como no caso das arenas romanas e inquisições, nas quais muitos cristãos foram mortos, e na verdade, em todo o tempo a igreja foi perseguida. A besta é um retalho, com domínios mundiais que existiram, outros deixaram de existir e ainda outros que voltariam a emergir. Entretanto, são esses próprios chifres que a queimarão no fogo, isto é, esses poderes globais irão julgar a própria Babilônia (Ap 17.16). O apóstolo se admira e o anjo lhe disse que lhe mostraria o segredo da mulher e da besta que a traz. Os sete montes, que são os impérios mundiais, que sempre perseguiram e continuarão a perseguir a igreja, sendo salutar essa lembrança, determinados pelo próprio Altíssimo que já desde o Egito que perseguiu os israelitas, a Assíria, o império Babilônico dominando Judá, Medo-Persa, Grego, Romano e o governo globalizado atual, representado pelos pés e dedos. Na época do apóstolo amado, estava no sexto, o romano e ainda um último viria que são os pés e dedos da revelação já dada ao profeta Daniel no capítulo 2 de seu livro, e em Apocalipse é revelado que eles entregarão o seu poder e autoridade à besta. Precisa desenhar?

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Visitando a casa de Jeú

Visitar a "casa de Jeú" na Bíblia, na verdade, refere-se a uma profecia sobre o julgamento divino contra a dinastia de Jeú. No segundo livro dos Reis, capítulo 9 é descrita a ordem do profeta Eliseu para a unção de Jeú, filho de Jeosafá, capitão do exército, como rei de Israel, com a missão de ferir a casa de Acabe pelos seus muitos desvios e más influências. Jeú encontra a Jorão e a Acazias no campo de Nabote, no mesmo local em que mais tarde Jezabel foi comida por cachorros conforme a palavra do profeta Elias. Após isso, Jeú extermina os filhos de Acabe e os irmãos de Acazias. Por fim, ainda, com a ajuda de Jonadabe, desfaz todos os profetas, servos e sacerdotes de Baal numa solenidade de sacrifícios e holocaustos, queimaram as estátuas e derrubaram a casa de idolatria, destruindo a Baal de Israel. Ele realmente foi um rei de Israel que foi ungido para destruir a casa de Acabe e a idolatria, mas cujos sucessores também não foram perfeitos, levando Deus a intervir e trazer punição, como descrito em Oseias e nos Livros de Reis (Os 1.4; 2 Rs 9 e 10). Após tomar o poder, Jeú estabeleceu sua própria dinastia, reinando por um período, mas não erradicou completamente o pecado de Israel, mantendo a adoração a bezerros. A frase "visitarei a casa de Jeú" (ou "visitarei o sangue de Jezreel sobre a casa de Jeú") significa que Deus traria julgamento e punição sobre essa dinastia, marcando o fim de seu reinado e da casa de Israel. Mostra que, mesmo quando Deus usa alguém para executar Sua vontade, a fidelidade contínua é esperada; a desobediência e a idolatria trazem consequências, mesmo para as casas reais. Portanto, quando você pensa em "visitar a casa de Jeú", pense na jornada de um rei ungido, na destruição da idolatria, mas também no subsequente julgamento divino sobre a própria linhagem que ele iniciou, culminando no desfavor de Deus sobre o Reino do Norte de Israel.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Estratégias divinas

Diante de um grande desafio, a primeira coisa que Neemias fez foi orar a Deus. A segunda estratégia de Neemias foi despertar o povo para ficar atento aos perigos principalmente nos lugares vulneráveis do muro, ou onde havia aberturas – as brechas. Deste modo os inimigos não poderiam entrar enquanto eles ainda não tapassem estes locais, e Neemias lhes deu uma Palavra de fé dizendo: “Não os temais! Lembrai-vos do Senhor, grande e temível”. A estratégia de Neemias também incluía uma divisão de tarefas entre as famílias, de modo que metade das pessoas ficavam na defesa cuidando da proteção, enquanto os demais trabalhavam na reconstrução dos muros. Assim todos trabalhavam unidos, em dependência uns dos outros. De igual modo, Davi frequentemente perguntava a Deus como lutar e obter vitória. Ele consultava o Senhor sobre batalhas contra os filisteus, recebendo instruções específicas sobre quando e como atacar, mostrando sua dependência de Deus para a guerra (2 Sm 5.19-25; 1 Sm 23.2). Esses textos mostram Davi buscando estratégia divina antes de agir em combate, confiando que Deus o guiaria para a vitória. Para Josué, Ele orientou andar em silêncio ao redor da cidade por 6 dias e, no sétimo, dar a volta 7 vezes com buzinas e gritar, fazendo o muro cair – mostrando que a obediência a um comando estranho leva à vitória (Js 6). Mandou Josafá colocar cantores na frente do exército para louvar, e Deus colocou emboscadas contra os inimigos, transformando a adoração em estratégia de guerra (2 Cr 20). Essas estratégias mostram que o poder de Deus se manifesta quando o homem coopera com Ele, obedecendo e confiando plenamente em Seus planos, que são maiores que os nossos pensamentos.

Sucessões na Bíblia

Logo após Elias ser arrebatado ao céu num redemoinho, Eliseu se encontra diante de uma dificuldade - o Jordão. Já tinha passado por ali com Elias e repetiu o mesmo procedimento de seu antecessor, ferindo as águas com sua capa e fez este questionamento a Deus - onde está o Senhor Deus de Elias? Ele precisava continuar o trabalho de Elias, para o qual o próprio Deus o tinha designado e já estava diante de uma adversidade. É certo que "Elias" não estará para sempre conosco e precisamos chamar o Deus de Elias de "Nosso Deus". Na Bíblia, "sucessões" envolve uma continuidade de fé, valores e destino entre gerações, desde os patriarcas até os crentes em Cristo, com um foco em legado e recompensas eternas. A escolha de Matias para substituir Judas Iscariotes, mantendo o número dos Doze Apóstolos, exemplifica a necessidade de continuidade. Os crentes se tornam co-herdeiros com Cristo, recebendo bênçãos espirituais, a Palavra de Deus e a esperança do Reino de Deus. Segundo a Bíblia, o homem bom deixa uma herança para os filhos dos seus filhos, não só material, mas de valores, virtudes e ética de trabalho, com impacto eterno. A sucessão de Davi foi marcada pela escolha divina de seu filho Salomão (com Bate-Seba) para herdar o trono, apesar de outros pretendentes como Adonias. Salomão foi ungido rei em Giom e se tornou famoso por sua sabedoria e pela construção do Templo, fortalecendo o reino, mas a linhagem davídica se dividiu após sua morte, com o reino se separando em Norte (Israel) e Sul (Judá). Outro versículo que fala sobre um "jovem sucessor" que fica no lugar do rei é encontrado no livro dom Eclesiastes: "Vi todos os viventes que andam debaixo do sol com o jovem sucessor, que ficará em lugar do rei" (Ec 4.15). Nessa passagem, parte de uma reflexão sobre a vaidade e as realidades da vida, mostra que a ideia de um sucessor que está "no lugar de" alguém é um conceito presente nas Escrituras. Portanto, embora a formulação exata da frase que você mencionou não exista, o conceito de sucessão e de proximidade com um líder (como no caso de Josué e Moisés) é bíblico.

Amando o prêmio da injustiça

Os midianitas e moabitas se reuniram para discutirem a sobre o perigo da aproximação do povo de Israel de suas possessões. Balaque rei dos moabitas, Balaque mandou chamar Balaão da Mesopotâmia, na origem dos povos – profeta do Deus Altíssimo, mas que não morava com Israel. O versículo 7 do capítulo 22 do livro de Números relata a ida dos anciãos midianitas e moabitas, com o preço dos encantamentos nas mãos, dizendo as palavras de Balaque para Balaão e ficam ali uma noite. A Palavra de Deus para Balaão foi: ”Não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo, pois é bendito.” Mas o rei insiste e envia a ele mais príncipes e mais honrados para tentar persuadi-lo e ele diz: “Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de ouro eu não poderia traspassar o mandado do Senhor...” Contudo, pediu a eles para ficarem mais uma noite. Deus fala com ele novamente e diz: “Vai com eles...”, mas o Texto Sagrado descreve que a ira divina acendeu-se, porque ele se ia; e o anjo do Senhor pôs-se lhe no caminho por adversário. Segundo o apóstolo Pedro, ele deixou o caminho direito e amou o prêmio da injustiça. Enfim, o apóstolo Judas coloca o profeta Balaão como alguém que engana outros por dinheiro e perecem em sua rebelião, como Corá. Quando esses indivíduos, sem o menor constrangimento, participam de suas refeições de celebração ao amor do Senhor, são como perigosos recifes que podem fazê-los naufragar (Jd 1.11-12).

A fé vem pelo ouvir

O povo de Israel aprendeu a “duras penas” (exílios) que não se pode colocar outros deuses para adoração, que Deus não aceita intermediários entre Ele e o povo. Porém, o homem tendo conhecido a grandeza de Deus, não o glorificaram como Deus e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis, criando “outros deuses ou ídolos” que “são prata e ouro, obra das mãos dos homens (Rm 1.21,23). Segundo o salmista: "Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta” (Sl 115.4-7). Jeremias afirmou que esses deuses são vaidade, obras de enganos, uma mentira e não há espírito neles (Jr 10.14-15) e o apóstolo Paulo aos Romanos diz que a “as coisas criadas” testifica de Deus (Rm 1.20).

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

A pregação genuína da Palavra de Deus

Nas duas epístolas ao jovem pastor Timóteo, ditas pastorais - um de seus últimos escritos, segundo estudiosos, o apóstolo Paulo enfatiza sempre a importância da pregação bíblica genuína. A pregação genuína da Palavra de Deus é aquela que foca no Evangelho puro, centrado em Jesus Cristo, chamando ao arrependimento, denunciando o pecado com coragem e preparando corações, sem se curvar à sabedoria humana ou conveniências, mas firmando os crentes na verdade bíblica e no poder de Deus para transformar vidas, revelando o caráter de um Deus de amor, salvação e propósito. Não é invenção humana, mas uma mensagem divina centrada na cruz, no poder de Deus e na salvação em Jesus. Exorta à mudança de mente e vida, afastando-se do pecado para se voltar a Deus, como João Batista. A Palavra de Deus é límpida, sem ambiguidades, e busca revelar a verdade sem manipulações (Sl 12.6). Produz conversão, conformação à imagem de Cristo e uma nova vida, não apenas moral, mas de pertencimento (Hb 4.12; Ef 2.1;Tt 3.5). Denuncia o pecado com ousadia, sem temer a oposição ou a rejeição, pois vem do Senhor (1 Jo 3.4,8; Is 1; Pv 28.13; Ef 5.11; 1Tm 5.20; Gl 6.1). Fundamentada nas Escrituras, refletindo o caráter santo de Deus, sendo verdadeiramente bíblica e não apenas retórica (Sl 12.6; 1Pd 1.15-16; Hb 1.3; 2 Co 3.18). Alinha os tempos e caminhos para cumprir o propósito de Deus, revelando-o aos que creem (Sl 25.14, 119.105; Is 46.10). Leva à salvação e a uma vida de santidade (Jo 5.24; Ef 2.8-9; At 2.37-38). Fortalece a fé no Senhor, levando a confiar Nele em todas as circunstâncias (Sl 46.1; Rm 8.28, 10.17; Is 40.29-31). Une as pessoas para glorificarem a Deus com uma só voz e mente (Rm 15.5-6). Em essência, é a pregação que faz o que Jesus e os apóstolos fizeram: anunciar o Reino de Deus com poder, chamando as pessoas à fé e à transformação, através da mensagem da cruz, que é o poder de Deus para a salvação.

A unidade de Deus

Esse, “Deus é um”, era o ensinamento na época de Jesus e dos apóstolos (que ensinaram sobre todas as doutrinas) e em nenhum momento eles o criticaram. Essa ideia de divisão, na verdade, de "três deuses", veio depois de Jesus, sendo um dogma criado e nem é citado literalmente no Livro sagrado. Como aqui a gente privilegia a Palavra, então essa ideia de Trindade na Bíblia é definida como a coexistência divina em três Pessoas:o Pai, o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo, cada um sendo plenamente Deus, mas distintos. Os teólogos dizem: "Um único Deus em três Pessoas. Não são três deuses, nem partes de Deus, mas um só em essência" e, com isso, largam a completude e a simplicidade biblica. Os que defendem essa ideia divulgam os textos que descrevem Jesus como Deus (Jo 1.1), o Espírito Santo como Pessoa (Jo 14.16, 26), e o Pai como Deus, com menções das três Pessoas juntas (Mt 28.19, 2 Co 13.14). Os dogmáticos dizem que a Trindade "é um mistério profundo que a mente humana não pode compreender totalmente, mas é uma verdade revelada por Deus". Outros textos explanados pelos defensores da Trindade são o batismo de Jesus o Pai fala do céu, o Filho é batizado e o Espírito Santo desce em forma de pomba (Mt 3.16-17) e, a Grande Comissão, Jesus "Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo"(Mt 28.19). Já na Bíblia, o Senhor é apresentado como um Deus único, uma doutrina essencial para a compreensão da natureza de Deus no Cristianismo (2 Co 13.14). Por fim, acata-se a sugestão de Pfandl (2005) on qual ele diz que ao se deparar com uma dificuldade de compreensão bíblica de qualquer assunto, faz-se necessário dispor de uma análise mais harmoniosa possível com todo o conteúdo da Palavra.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Escutando Deus

Desde os tempos mais antigos, temos medo de “ouvir a voz de Deus”. Foi-se o tempo em que Ele caminhava conosco ao cair da tarde, como no princípio da Criação… que nos delegava responsabilidades, como em dar nome às coisas criadas… que nos fez uns para os outros, para multiplicarmos os filhos do Senhor sobre a terra… Com a desobediência, o orgulho, a vaidade… o pecado entrou na nossa história e, quando ouvimos a voz de Deus, corremos a nos esconder. Estar frente a frente com o Senhor, que tudo sabe, tudo vê, causa medo na maioria de nós. Assim, no Antigo Testamento, estar “face a face” seria uma sentença de morte. Ouvir somente o que Deus fala envolve um relacionamento íntimo e disciplinado com Ele. Aprendendo a discernir Sua voz das outras vozes (consciência, mundo) pela sensibilidade, silêncio e busca por direção que leva ao amor e justiça, como um processo contínuo de aproximação e obediência, não apenas uma voz audível, mas uma presença guia A frase "não sejas rebelde como a casa rebelde" vem do livro bíblico de Ezequiel, sendo uma ordem de Deus ao profeta para não agir como o povo de Israel. O que hoje é conhecido como o povo de Deus, era conhecido por sua insubmissão, desobediência e recusa em ouvir a palavra de Deus, apesar de ter olhos para ver e ouvidos para ouvir. É um chamado para que o profeta, mesmo rodeado pela rebeldia, fosse obediente e aceitasse a mensagem divina, representada pelo rolo que ele deveria comer. O erro era tão grande que Deus se refere a Israel como a "casa rebelde" porque, mesmo conhecendo os mandamentos e recebendo profetas, eles persistiam na infidelidade e idolatria, agindo contra a vontade divina. Nõa é que eles não ouviam ou não entendiam, eles tinham a capacidade de entender, mas escolhiam não ouvir, e rejeitavam as advertências e julgamentos de Deus, preferindo falsas esperanças. Deus instrui Ezequiel a não se juntar a essa rebeldia, mas a ser um canal fiel de Sua palavra. A ordem para "abrir a boca e comer o que eu te dou" simboliza a necessidade de Ezequiel receber, internalizar e proclamar a mensagem de Deus, mesmo que fosse difícil ou impopular. Em suma, a frase é um alerta para a necessidade de não ceder à desobediência do grupo, mesmo quando ela é generalizada, e de se manter fiel à verdade de Deus(Ez 2.8). É certo que o Senhor nos convida a ouvir sua voz e a segui-la em todos os dias de nossa vida, falemos então como Samuel: “Fala, Senhor, que teu servo escuta” (1 Sm 3.1-10).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Davi se esforçou no Senhor

"Davi se esforçou no Senhor" (ou "se reanimou no Senhor") é uma passagem bíblica de Samuel, que descreve o momento em que Davi, angustiado porque sua cidade (Ziclague) foi queimada e sua família levada cativa pelos amalequitas, buscou força e coragem em Deus. Não deixou o desespero dese crescer, mas em contrapartida, consulta o Senhor e recebe direção para resgatar tudo e todos, mostrando um exemplo de fé e resiliência em meio à adversidade. Sob orientação divina, Davi e seus homens retornam a Ziclague e encontram tudo destruído e suas famílias levadas pelos amalequitas. Em suma,"Davi se esforçou no Senhor" é um marco de como a fé em Deus transforma o desespero em ação vitoriosa, como o Senhor é uma fonte de força para enfrentar as maiores dificuldades (1 Sm 30.6). Encaixa-se nesta reflexão a frase "aquele que busca alcança" é uma citação bíblica popular: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á". Um meio de compreensão significa que a perseverança na busca por algo (seja conhecimento, favor, ajuda de Deus) leva ao sucesso ou ao encontro do que se procura, incentivando a persistência com fé (Mt 7.7-8). Há também provérbios relacionados, como "Quem procura o bem alcança favor; mas o mal chegará àquele que o busca", indicando que a busca por coisas boas resulta em bênçãos, enquanto a busca pelo mal traz consequências negativas (Pv 11.27). Segundo a Bíblia, a ação de buscar, seja em oração ou em ações práticas, é recompensada.

A unção ensina

A orientação do Espírito Santo é a direção divina recebida por meio da Bíblia, oração, consciência e conselheiros espirituais. Ela revela a vontade de Deus, trazendo paz e ajudando a viver uma vida alinhada com Seus princípios. Manifesta em sutis impulsos, sabedoria e discernimento para o caminho certo, mesmo em momentos difíceis, focando em justiça, amor e serviço ao próximo. Lendo o contexto desta porção das Escrituras, percebe-se como o Apóstolo João preocupa com muitos ensinamentos falsos e anticristos. Ele assegura aos seus leitores que o mesmo Santo que os unge também os ensina a diferenciar a verdade do engano e o que é de Cristo do que é dos anticristos. Afirma ainda que o mesmo Espírito Santo que nos unge é o que nos capacita, pelo seu ensino, a distinguir a verdade do erro (1 Jo 2.27). Enfim, Jesus prometeu aos seus discípulos que o Espírito da verdade os guiaria em toda a verdade. Ele nos revela a vontade de Deus e nos capacita a compreender as Escrituras e a viver de acordo com elas (Jo 16.13).

sábado, 6 de dezembro de 2025

A amígdala e o medo

As pessoas vivem atemorizadas por uma complexa combinação de fatores psicológicos, sociais, biológicos e ambientais. O medo é uma emoção humana importante, mas que pode se tornar excessivo e debilitante no mundo moderno. O cérebro humano, especificamente a amígdala, é programado para detectar e reagir a ameaças potenciais para garantir a segurança. A cobertura constante de violência, desastres naturais, crimes e crises globais pela mídia e redes sociais pode criar uma percepção de que o mundo é mais perigoso do que realmente é, aumentando o temor. O medo de falhar, de não ser aceito, de julgamento social ou de não atender às expectativas da sociedade também é uma fonte comum de ansiedade e temor. Viver em ambientes com altos níveis de criminalidade ou em regiões afetadas por conflitos armados gera um medo justificado e constante pela segurança pessoal e da família. Em suma, a atemorização é uma mistura de instintos primitivos de autopreservação e a resposta a desafios complexos e estressantes do mundo contemporâneo. Mas há uma boa notícia: "Deus não nos deu espírito de medo mas de fortaleza, amor e moderação" (2 Tm 1.7). A frase "Deus não nos deu espírito de medo" alerta para o fato de que Deus nos equipou com poder, amor e autocontrole (ou moderação/equilíbrio), e não com medo ou covardia, para vivermos com coragem e fé.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Não entre na jaula dele

A Bíblia conta a história de um querubim que morava no céu e quis ser semelhante ao Altíssimo. Levantou um reino na parte no norte celestial através do engano da terça parte dos anjos. Hoje, com o sacrifício de Jesus na cruz do Calvário, que "purificou até o céus" ele está preso em trevas e condenado a morte (Ez 28.11-14; Is 14). Com tudo, faz-se necessário explicar que a prisão de Satanás é espiritual, são cadeias de escuridão (Ef 6. 12), de cegueira espiritual ("...tu não entendes as coisas espirituis, só as dos homens..."). É certo que o diabo é trevas, está nas trevas; não discerne (Mt 16.23) ou enxerga as coisas da luz (I Jo 1.7; Jo 14.30). Por outro lado, significa que ele está restrito, não faz o que quer, só o que Deus permite, por isso não toca o crente que anda e vive na luz (I Jo 5.18), só não deve entrar na área dele, na jaula dele. Enfim, o diabo (Satanás) é treva, ausência total de Deus ("...nele não há nada em mim, disse Jesus..."), o mal, a perversidade, a ignorância espiritual, a mentira e o pecado, contrastando com a luz que é Deus.

Cautela com quem fala demais

O livro de Provérbios aconselha a evitar os mexeriqueiros, pois eles não são confiáveis e podem trazer problemas, sugerindo prudência e cautela com quem fala demais: "O mexeriqueiro revela segredos, enquanto o fiel guarda a confidência" (Pv 11.13; 20.19). Em contraste, a pessoa fiel é aquela que guarda segredos e é digna de confiança, mantendo a discrição. No Novo Testamento, a discrição (ou modéstia e sobriedade) também se aplica à aparência e ao comportamento, especialmente para as mulheres, como recomendado na primeira carta de Paulo a Timóteo (1 Tm 2.9).

Viver com propósito

Segundo o sábio, é melhor morar numa casa deserta do que com uma mulher rixosa e irancuda (Pv 19.13; 21.19). Adverte que contê-la é impossível: “O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes; contê-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão” (Pv 27.15-16). Elogia, entretanto a mulher virtuosa (Pv 31.28), como sendo um modelo de sabedoria, força, trabalho, fé e administração, cujo valor excede o de rubis preciosos. Ela é uma pessoa íntegra, trabalhadora, cuidadosa com sua família, generosa com os pobres, teme ao Senhor, é uma boa esposa, mãe e administradora, sendo elogiada por todos por suas qualidades e pela forma como lida com o futuro, com dignidade e sem medo. Seu valor é comparado a rubis, sendo rara e muito mais preciosa. O coração do marido confia nela, e ela só lhe faz o bem, todos os dias. Levanta cedo, cuida da casa, administra bem os negócios, produz e vende, e suas mãos são ativas com o fuso e a roca. Cinge-se de força e dignidade, não teme o futuro e lida com seus afazeres com alegria e vigor. Estende a mão ao aflito e abre os braços ao necessitado. Suas palavras são sábias, e ela ensina com amor e bondade. A beleza é passageira, mas a mulher que teme ao Senhor será louvada, pois sua vida é guiada pela fé. Seus filhos e marido a elogiam, e ela supera muitas outras mulheres virtuosas por suas ações. Em suma, a mulher virtuosa é um padrão de excelência na vida familiar, comunitária e espiritual, sendo um exemplo de integridade, diligência e temor a Deus, e não uma mulher perfeita, mas que busca viver com propósito e sabedoria.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Jesus, o Deus vingador

A Bíblia descreve Deus como um ser "vingador", mas essa vingança se refere à Sua justiça contra o mal e à punição dos adversários, e não à vingança pessoal que os humanos praticam. Jesus, por sua vez, ensinou seus seguidores a não se vingarem e a oferecerem a outra face, mostrando um caminho de perdão e de não perpetuação do ciclo de ódio, mas reconhece que o Senhor é o juiz final e vingador contra o mal. Deus é descrito como o "vingador" que pune os ímpios e protege o seu povo (Nm 1.2; Sl 94). Essa crença na vingança divina não é apenas do Antigo Testamento, e Jesus mesmo mencionou que o Senhor é o vingador de todas as coisas (1Ts 4.6). A Palavra aborda a defesa dos oprimidos como um mandamento de justiça social, mas proíbe a vingança pessoal As Escrituras ensinam que a vingança pertence a Deus, enquanto os cristãos devem buscar a justiça, ajudar os necessitados e amar o próximo. A orientação do Livro Sagrado é clara ao instruir as pessoas a não se vingarem por conta própria. A justiça final e a retribuição pelo mal cometido cabem a Deus, que é o juiz perfeito. Embora a vingança pessoal seja proibida, a Bíblia ordena ativamente que os crentes e líderes defendam os fracos e oprimidos, e busquem a justiça. Isso envolve ações legais, éticas e de caridade para proteger os vulneráveis. Em suma, a posição bíblica é de não-vingança pessoal, mas de ação compassiva e justa em defesa dos que sofrem opressão, confiando que a punição final do opressor virá de Deus (Rm 12.19; Pv 20.22 e 31.8-9 Lv 19.18; Jr 22.3; Sl 82.3 e 103.6). A ideia é que a vingança é de Deus, que retribuirá a cada um segundo suas obras (Hb 10.30).

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Jesus, o Deus relacional

Segundo a Bíblia, desde o princípio Ele sempre quis habitar entre os homens. Mandou Moisés construir o Tabernáculo, que seria a sua morada. O profeta Isaías em um de seus oráculos disse que o seu nome seria Emanuel – Deus conosco. O Alto e Sublime que habita na eternidade também demonstra o seu interesse de habitar entre os humanos. Salomão, a quem Ele deu sabedoria, riqueza e paz para construir um templo para adoração dEle, disse “...habitará Deus com homens na terra? Eis que os céus dos céus não te podem conter , quanto menos esta casa que tenho edificado?” Na volta do cativeiro disse por Ageu, um profeta daquele tempo, que apesar daquele templo ser simples, naquele lugar viria o Desejado das Nações. O Criador que se fez carne foi ali apresentado por Simeão, que ainda disse que ele era posto para sinal contraditado. O salmista diz, no Salmo 84, que são amáveis os seus tabernáculos. Estêvão explica que o Deus Todo-Poderoso, Criador do universo, é muito grande para ser contido em edifícios construídos por humanos (At 7.48). Ele não precisa de um templo físico para sua presença, que antes era simbolizada pelo Tabernáculo e o Templo de Jerusalém, mas que agora, para os cristãos, habita nos corações daqueles que creem e se reúnem para adorá-lo em espírito e verdade.

Jesus, o Deus libertador

O Milagre do Mar Vermelho transcende séculos como um dos mais impressionantes testemunhos do poder de Deus que as páginas sagradas da Bíblia oferecem. Este fenômeno não apenas enfatiza o papel da fé em Deus como fundamenta a narrativa de libertação dos israelitas das amarras do Egito antigo. A condução segura de um povo cada vez mais assolado pelo desespero da opressão ao espetacular desfecho onde são testemunhadas as promessas cumpridas do Criador, oferece uma visão inspiradora de libertação e perseverança. O Egito antigo era uma civilização regida por faraós, onde a opressão e a servidão impunham um ritmo brutal de vida aos hebreus. Lá, sob o julgo implacável do trabalho forçado, cresceu o clamor por libertação, um grito que atravessaria desertos e séculos. Moisés, como agente divino, surge para confrontar poderes terrenos e exigir a liberdade do seu povo, ecoando as promessas de um Deus que não abandona os seus. Outra passagem semelhante onde uma legião se afoga no mar, agora de porcos, está descrita no Evangelho de Marcos do encontro de Jesus com um homem possuído pelo espírito impuro, que vivia num cemitério no meio dos túmulos, ferindo-se com pedras, e ninguém conseguia dominá-lo. A cena é digna de um filme de terror. O endemoninhado tem nome. Ele se chama legião e mora na região dos gerasenos, na Decápole. Jesus age como exorcista, ao expulsar cerca de dois mil demônios, os quais entram numa manada de porcos e se atiram no mar. Na sequência, os pagãos pedem a Jesus que vá embora da região. Um homem, que tinha sua vida destruída pelo poder do Diabo, ao se encontrar com Jesus foi liberto e salvo!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Jesus, um Deus pobre para os pobres

A ergunta ecoa o questionamento feito pelos fariseus em João: "Por acaso, alguém das autoridades ou algum dos fariseus creu nele? Não!". Essa citação mostra que, para o establishment religioso da época, era inconcebível que Jesus fosse o Messias, pois a maioria dos seus seguidores vinha das camadas mais simples da sociedade, a quem eles desprezavam (Jo 7.48). Mas respondendo a pergunta? Sim, algumas pessoas da elite da época de Jesus creram Nele e se tornaram seus seguidores, embora a maioria da oposição viesse justamente dos líderes religiosos e das autoridades. Dois exemplos notáveis mencionados nos Evangelhos são: Nicodemos - fariseu e membro do Sinédrio, a mais alta autoridade judaica. Nicodemos procurou Jesus secretamente, à noite, para aprender mais sobre seus ensinamentos. Ele chegou a defender Jesus perante o conselho, argumentando que a lei exigia que um acusado fosse ouvido antes de ser julgado. Mais tarde, ele ajudou José de Arimateia a sepultar o corpo de Jesus. E, José de Arimateia - homem rico, membro respeitado do Sinédrio e, secretamente, um discípulo de Jesus. Após a crucificação, foi ele quem corajosamente pediu o corpo de Jesus a Pilatos e providenciou um sepulcro novo para o enterro. Apesar desses casos, a maioria dos seguidores de Jesus era composta por pessoas comuns, muitas vezes referidas pelos líderes religiosos com desprezo como "ralé" ou "essa plebe que nada sabe da lei". A mensagem de Jesus muitas vezes confrontava o orgulho e as tradições da elite religiosa, o que gerava grande resistência por parte deles. Respondendo a argumentação inicial: "Não! Mas essa ralé que nada entende da lei é maldita" (Jo 7.49).

Uma vida com propósito

"Combater o bom combate" é uma expressão bíblica, na segunda carta de Paulo a Timóteo, que se refere à jornada da vida cristã, caracterizada por lutas espirituais, perseverança na fé e obediência a Deus. O apóstolo Paulo usou as metáforas de uma batalha e uma corrida para descrever seu próprio empenho, superando adversidades como perseguições, falsas doutrinas e tentações (2 Tm 4.7-8). Um dos pontos principais em sua vida foi a Palavra para Ananias, entre outras, na qual ele levaria o Evangelho aos gentios, aos filhos de Israel e aos reis. Sabe-se pela história bíblica que através da prisão em Jerusalém e as várias transferências até chegar a César, ele pregou para diversos reis e depois foi executado, terminando assim a sua carreira, como ele próprio disse. “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” II Tm 4.7

domingo, 30 de novembro de 2025

Abrindo os olhos

A frase "Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei" é um verso do Salmo 119, mais especificadamente o 18. Ele expressa um pedido para que Deus ilumine a visão espiritual do indivíduo para que ele possa compreender e apreciar a profundidade e a beleza da Sua Palavra. O versículo reflete a necessidade de uma intervenção divina para enxergar a verdade da lei de Deus, além da compreensão meramente intelectual. O verso não se refere a uma abertura física dos olhos, mas sim a uma iluminação espiritual. Pede-se que Deus remova o que obscurece a percepção e permita uma visão mais profunda da Sua verdade. O salmista reconhece que essa percepção profunda não é algo que pode ser alcançado apenas pela inteligência humana, mas é uma obra que Deus pode realizar, um toque de graça e unção em sua vida. A prece é por uma visão renovada da sabedoria contida nas Escrituras, permitindo que a Palavra de Deus transforme a perspectiva e enriqueça a vida do crente. A oração faz parte de um salmo mais longo (Salmo 119), onde o autor expressa seu desejo de viver de acordo com a palavra de Deus e pede ajuda para compreendê-la melhor.

Gotejando a doutrina

A frase "goteje a minha doutrina como chuva" vem do discurso profético de Moisés, e, é em uma citação bíblica no livro de Deuteronômio. Nela há o ensinamento de se ensinar a Palavra de forma suave e penetrante, como a chuva e o orvalho (Dt 32.2-4). Assim como a chuva revigora a terra, a doutrina deve nutrir e dar vida àqueles que a ouvem. Significa que a doutrina e as palavras devem ser transmitidas de forma gentil e constante, assim como a chuva suave sobre a terra ou o orvalho sobre a relva. O objetivo é que o ensino seja refrescante e benéfico, causando um efeito positivo e duradouro, como a chuva que faz germinar a vida. O sábio, em Provérbios, diz que a "doçura dos lábios aumenta o ensino" ou a "doçura no falar aumenta o saber". Isso significa que palavras gentis e agradáveis, ditas por alguém prudente, tornam o processo de ensino mais eficaz e bem-sucedido. A forma como uma pessoa se comunica, com gentileza e doçura, facilita a absorção do que está sendo ensinado. Em contraste, o ensino vindo de uma pessoa que fala com amargura ou tolice não será tão eficaz. O coração sábio instrui a boca, que por sua vez promove a instrução. A "doçura dos lábios" é a manifestação externa dessa sabedoria. Palavras agradáveis são comparadas a um favo de mel, que são doces para a alma e trazem cura (Pv 16.21 B). Isso tudo se enquadra na frase "o sábio discernirá o tempo e o modo" especificamente do livro de Eclesiastes. Ela significa que a pessoa sábia tem a capacidade de escolher o momento e a maneira corretos para agir em cada situação, sabendo que há um tempo e um método adequados para realizar todas as coisas. A sabedoria envolve reconhecer o momento oportuno para realizar uma ação. Envolve ainda discernir a maneira mais apropriada de agir. Ao ter essa sabedoria, a pessoa evita o sofrimento desnecessário e age com precisão, resultando em resultados mais consistentes e permanentes. A passagem de Eclesiastes explica que "há tempo para todo propósito debaixo do céu", o que reforça a ideia de que cada ação tem seu momento e sua maneira ideal (Ec 8.5-6).

sábado, 29 de novembro de 2025

Sendo conservado em Paz

A frase citada é do livro de Isaías e significa que Deus promete manter em perfeita paz aqueles que confiam n'Ele. A Paz através de Deus foi profetizada setecentos anos antes de Jesus nascer, o profeta Isaías disse: "Porque um menino nos nasceu ... e se chamará o seu nome ... Príncipe da Paz" (Is 9.6). A passagem enfatiza que a verdadeira paz não vem da ausência de problemas, mas da confiança no Senhor, que é visto como uma "rocha eterna"(Is 26.3-4). A pessoa que se mantém com o propósito firme, com o coração voltado para Deus e sua fé inabalável em Deus, mesmo diante de dificuldades, é apto a receber essa paz. Essa Paz, "ultrapassa o entendimento", que não depende das circunstâncias externas, mas de uma profunda conexão espiritual (Fl 4.6,7). O próprio Jesus confirmando o profeta disse: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

O marido da igreja

A frase " a igreja tem marido" faz referência a uma passagem bíblica, encontrada em Jeremias, onde Deus compara a infidelidade de Israel com a infidelidade de uma mulher ao seu marido. Ambas as partes se sentem abandonadas e desonradas por Deus . Assim sendo, o relacionamento bíblico com Deus é como o compromisso de um matrimônio (Jr 3.1,12-14). Então, a igreja é simbolicamente chamada de "esposa" de Cristo, representando uma relação de união e fidelidade mútuas. Essa metáfora é encontrada na Bíblia, especialmente na passagem de Efésios 5, onde o apóstolo Paulo descreve como Cristo ama a igreja, se entregando por ela para santificá-la, assim como um marido ama sua esposa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Verdade é o cinto dos rins

A frase é uma adaptação do versículo bíblico no livro do profeta Isaías, que diz: "A justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade, o cinto dos seus rins". No contexto da Bíblia, "cingir os lombos" simboliza estar preparado, alerta e pronto para agir com diligência, o que significa que a justiça e a verdade seriam qualidades centrais que guiam as ações do Messias (Is 11.5). Do mesmo modo "cingir os rins" significa prontidão para o serviço. Quando da instituição da primeira Páscoa, em antecipação à saída do Egito, Deus ordenou ao seu povo que comesse, mas tendo primeiro cingido os seus lombos, portanto, preparando-se para o que se iria seguir: "Comê-la-eis desta maneira: os rins cingidos, as sandálias nos pés, e o cajado na mão. Comê-la-eis à pressa. É a Páscoa em honra do Senhor" (Ex 12.11). Também no Novo Testamento, para além de Paulo, Pedro falou na preparação para servir (em grego: dio anazwsamenoi tav osfuav thv dianoiav, também traduzido: "cingindo os lombos do vosso entendimento"): "Por isso, de ânimo preparado para servir e vivendo com sobriedade, ponde a vossa esperança na dádiva que vos vai ser concedida com a manifestação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não vos conformeis com os antigos desejos do tempo da vossa ignorância; mas, assim como é santo aquele que vos chamou, sede santos, vós também, em todo o vosso proceder, conforme diz a Escritura: ‘Sede santos, porque eu sou santo’" (1 Pd 1. 13-16).

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Quem deu crédito a nossa pregação?

A frase "quem deu crédito à nossa pregação" é uma citação bíblica do profeta Isaías que questiona quem acreditou na mensagem sobre o "braço do Senhor", ou seja, o Messias. A resposta bíblica e teológica é que aqueles que acreditam são os que dão ouvidos à Palavra de Cristo, se arrependem, aceitam o sacrifício de Jesus e creem em sua salvação. A fé vem pelo ouvir a palavra, e aqueles que creem verdadeiramente dão valor e creditam a mensagem pregada. A pergunta foi feita por Isaías para expressar a pouca aceitação da sua mensagem sobre o futuro Messias, que seria desprezado e sofreria.

Jesus crucificado

A Páscoa judaica, ou Pessach, celebra a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, simbolizando a passagem e a liberdade. A festividade dura uma semana, é celebrada com base no calendário judaico e inclui refeições rituais como o Sêder, a leitura da Hagadá e o consumo de pão sem fermento (matzá). A palavra "Pessach" significa "passagem", referindo-se à passagem do anjo da morte pelas casas dos hebreus e à travessia do Mar Vermelho. É uma celebração da liberdade e da libertação do povo judeu da escravidão no Egito. É uma festa de oito dias, celebrada no início da primavera judaica, no mês de Nissan. O jantar ritual que marca o início das celebrações. É uma refeição com diversos pratos e simbolismos eternos. A passagem do Senhor pela terra do Egito e consequente saída do seu povo para o deserto, foi marcada com muitos sinais, alguns deles imitados pelos magos. Mas, a partir da praga dos piolhos, eles mesmos disseram: “isto é o dedo de Deus”. Um cordeiro sem mancha era reservado até o décimo quarto dia, cujo sangue era colocado na verga e ombreiras da porta da casa. A carne, assada no fogo, era comida com pães asmos e ervas amargosas. Ainda com os lombos cingidos, com os sapatos nos pés e o cajado na mão. Mas, como muitos, até cristãos, a comemoram este importante evento bíblico? Chocolate, mas – não era erva amargosa? Coelho não era um animal imundo? E desde quando ele bota ovo? Seria esta a páscoa de Cristo ou estamos aceitando fermentos, comércio, chocolate redondo?

terça-feira, 25 de novembro de 2025

O dia do juízo

O apóstolo Pedro, em sua segunda carta, capítulo 3, versículo 7, disse que "os céus e a terra que agora existem" estão reservados para o fogo. O contexto é o seguinte: "Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios" (2 Pd 3.7). Infere-se assim que o objeto que ele menciona estar reservado para o fogo é o mundo atual, ou seja, "os céus e a terra que agora existem", que serão destruídos no Dia do Juízo. Acrescenta-se ainda os homens ímpios, e, tudo isso dentro de um mesmo acontecimento: "o dia do juízo". O Juízo Final na Bíblia é um evento futuro onde Deus julgará toda a humanidade com justiça, após a ressurreição dos mortos e a segunda vinda de Jesus Cristo. Os justos, que tiverem fé em Jesus, receberão a vida eterna, enquanto os que não creem serão julgados e condenados ao lago de fogo (segunda morte). Deus julgará todos os seres humanos, vivos e mortos, sem exceção. Após o julgamento, a Bíblia descreve um novo céu e uma nova terra, onde Deus enxugará as lágrimas e não haverá mais morte, dor ou sofrimento.

Boa vontade de Deus para com os homens

Distorcer as Escrituras é interpretar ou usar a Bíblia de forma errada, geralmente para justificar ações ou crenças que não são fiéis ao seu conteúdo original. Isso pode ocorrer ao omitir partes do texto, acima-lo com interpretações errôneas ou negar seletivamente o seu ensino, como um método para que o intérprete use a palavra de Deus para justificar o pecado (2 Pd 3.16). Deixar de fora trechos da Bíblia para que o texto pareça dizer algo que ele não diz. Por exemplo, a expressão: "Boa vontade de Deus para com os homens" que é a manifestação de favor divino que é direcionado a todos que o recebem pela fé e buscam viver de acordo com Sua vontade é trocada por ... Paz na terra aos homens de boa vontade (Lc 2.14). Acrescentar à mensagem original para criar um novo significado, frequentemente para justificar o pecado. Forçar uma interpretação que não está no contexto ou na intenção original do autor, como a negação da segunda vinda de Cristo. Negar a aplicação de certos ensinamentos bíblicos a nós mesmos, como ao dizer que o Sermão da Montanha ou os ensinamentos de Paulo eram para outras épocas e culturas.

domingo, 23 de novembro de 2025

O Evangelho é sobre "ser"

O "evangelho do ter" não é um termo bíblico, mas uma expressão usada para criticar uma visão do cristianismo que se foca excessivamente em bens materiais e sucesso financeiro. Na Bíblia, a mensagem principal é sobre o Reino de Deus, a salvação por meio de Cristo, a vida eterna, a salvação e a fé, e não a acumulação de riqueza. O próprio Jesus alertou sobre a dificuldade de um rico entrar no Reino e a importância de não servir a Deus e ao dinheiro. Há o perigo da religião disfarçar a centralidade do coração, não amando a Deus acima de todas as coisas. O religioso, pode, em primeiro lugar, como o jovem rico que amava as riquezas, e Jesus diz que é muito difícil para aqueles que confiam em riquezas entrar no Reino de Deus.

A soberba precede a ruína

A frase "a soberba precede a ruína" significa que o orgulho excessivo e a arrogância podem levar ao fracasso e à destruição. A ideia central é que o sentimento de superioridade pode cegar as pessoas para o perigo, levando-as a atitudes imprudentes que resultam em seu próprio fim (Pv 16.18). No segundo livro das Crônicas, capítulo 26, há o relato da história do rei Uzias que reinou em Jerusalém 55 anos. A Palavra testifica que ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme seu pai Amazias. Buscou a Deus e Ele o fez prosperar! Voou a sua fama até muito longe e foi maravilhosamente ajudado até que se tornou forte. Entretanto, quando estava forte, exaltou-se o seu coração, até se corromper; e transgrediu contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do senhor para queimar incenso no altar do incenso. Advertido pelos sacerdotes que o resistiram, Uzias se indigna contra eles, contudo o Senhor o feriu de lepra, e ele ficou leproso até a sua morte. Um histórico excelente e humildade e busca ao Senhor, com fim soberbo e trágico.

Há rei em Israel

A frase "e entre eles se ouve o alarido de um rei" é uma citação bíblica do livro de Números, que descreve a bênção proferida pelo profeta Balaão sobre o povo de Israel. A frase significa que, apesar da tentativa do rei Balaque de amaldiçoar os israelitas, a única coisa que se ouve entre eles é o som da vitória e da aclamação do seu rei, que é Deus (Nm 23.21). O profeta ambiciosos, contratado pelo rei Balaque para amaldiçoar Israel, é compelido pelo Senhor a proferir apenas bênçãos. A expressão "alarido de um rei" refere-se à celebração, à aclamação e à força do povo de Israel, pois o Senhor, seu Deus, está com eles, e não há iniquidade ou maldição que possa prevalecer contra eles.