sábado, 16 de março de 2019

Salomão e o dom do discernimento.






É certo que o espírito dEle já pairava na criação da terra de acordo com os relatos do livro de Gênesis e também que com a subida de Jesus ao céu houve um derramar abundante para a evangelização do mundo.

A explicação sobre os dons veio pelo apóstolo Paulo, já no Novo Testamento, mas eles já existiam desde o início de tudo, pois a edificação da igreja pelo Senhor não começou depois da vinda do Messias e sim, antes do jardim do Éden.

Quando o Altíssimo apareceu a Salomão num sonho à noite e lhe disse: “Peça-me o que quiser, e eu darei a você", ele pediu, entre outras coisas, discernimento para ministrar justiça, governar e o eterno prometeu que lhe daria a capacidade de entender claramente o que era bom e mal, o que o apóstolo chamou aos coríntios de dom do discernimento de espíritos.

Pois é...



Discernir é necessário.






Discernimento de espíritos é um dos dons espirituais à disposição da Igreja. É importante para a edificação de todos os cristãos, mas indispensável para aqueles que ministram a Palavra.

Para a primeira mulher criada que estava ainda sem conhecimento das coisas divinas foi enlaçada pela proposta do adversário. A inocência não é o melhor caminho e sim que se conheça o bem e o mal e opte pelo bem.

O rei Acabe sem discernimento espiritual, em desobediência e rebeldia contra o Senhor foi para uma guerra para morrer, mesmo sendo advertido pelo rejeitado profeta Micaías.

O apóstolo Paulo discerniu que uma mulher dizia (palavras até certas) não era de Deus e quando ia para Jerusalém e avisado pelas profecias sobre a sua prisão, entendeu pelo Espírito, que, mesmo assim, com prisões e açoites deveria seguir a viagem.



A hora de distanciar.






No primeiro livro de Samuel, capítulo 16 e verso primeiro, temos uma narrativa na Palavra na qual o Senhor chama a atenção do seu servo quanto a não se desprender de Saul.

O rei desobediente continuava em desacordo com a Palavra e andava de mal a pior sem mais a graça divina, diferentemente de quando Deus era com ele e "tudo o que fazia prosperava".

A maldade do povo de pedir um rei e desprezar ao Senhor que reinava sobre eles não foi maior que o desvio derradeiro do filho de Benjamim que culminou com a sua sentença definitiva.

Saul de maneira tola ofereceu o sacrifício que era função do sacerdote, mostrando um grande desconhecimento espiritual e insegurança nas coisas divinas.

O Altíssimo escolheu um jovem pastor para dar continuidade à sua obra, "dentro" e "através da" nação de Israel, uma de suas ferramentas para a evangelização mundial.

Enfim, a retidão que permeia toda a vida do profeta, filho de Ana, novamente retoma sua caminhada aprovada diante do Eterno e rejeita o profano que havia sido constituído para ensinamento ao povo e até mesmo ao honrado servo dEle.

Estamos precisando distanciar de alguém?



sábado, 9 de março de 2019

Guerra celestial.




Ao se tocar a sétima trombeta, inicia-se uma sequência de outras visões no livro do Apocalipse, agora com dois sinais no céu.

Há um sinal no céu, a igreja, justificada pelo Senhor, sendo representada por uma mulher, grávida e com ânsias de dar à luz (Ap 12.2). Ela tem anunciado o nascimento do Deus Homem desde o início da criação, no livro do Gênesis. Uma longa gestação aos olhos humanos, mas para o Altíssimo, é o tempo que o Altíssimo já tinha projetado a salvação da humanidade através do Sangue do Cordeiro, e disse ao apóstolo Pedro que Ele mesmo executaria essa missão: “edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela” (Mt 16.18).

Outro sinal no céu também é desvelado: um grande dragão vermelho, sete cabeças e dez chifres e, sobre a cabeças, sete diademas (um ser muitíssimo glorioso). Não  se deve iludir, o grande Dragão é uma das mais poderosas criaturas dEle, entretanto, também formado pelo Criador. É um ser muito glorioso, tanto que o profeta Ezequiel disse que ele andava no meio das pedras afogueadas e que toda pedra preciosa era a sua cobertura, até que se achou iniquidade nele (Ez 28.12-15).

É certo que o sacrifício de Jesus purificou até os céus, e os anjos rebelados e os outros indecisos precisavam tomar uma posição, por Deus ou contra Ele. Satanás e os anjos arrastados por sua cauda, foram derribados e lançados sobre a terra. Parou diante da mulher, querendo tragar o Filho (Ap 12.4), mas Ele foi escondido em Deus (Ap 12.5), apesar da perseguição desde o Herodes, matando as crianças em Israel (Mt 2.16).

Agora, a poderosa criatura celeste, o dragão derribado e seus anjos, não podem nada contra o Filho e vão atormentar fortemente a mulher (Ap12.13, 15). Fazem guerra ao resto da sua semente, “que são os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 13.17).



sexta-feira, 8 de março de 2019

O poder, a religião e o dragão.




Ao se tocar a sétima trombeta, dá-se seguimento a uma sequência de eventos. No capítulo 12, a igreja é representada por uma mulher, grávida e com ânsias de dar à luz e no capítulo 13, duas bestas: uma que subiu do mar e a outra que subiu da terra. É na configuração de uma besta que Deus vê os reinos deste mundo, apesar de muitos os acharem maravilhosos?

A primeira besta que subiu do mar, que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres dez diademas, e, sobre as cabeças um nome de blasfêmia. Era semelhante ao leopardo, e os pés, como de urso, e a sua boca como de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, o seu trono, e grande poderio. São os reinos deste mundo, o caldeu, medo-persa, o grego e o romano. Interessante notar que eles são contra Deus e blasfemam o seu nome. Foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e os vencerem.
  
A segunda besta, a que subiu da terra, tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. Exerce todo o poder da primeira besta na sua presença e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta. Mostra o falso profeta, a religião vinculada ao poder político. Esses falsos ensinadores estão ligados ao poder e falam o que interessa ao sistema que reina neste mundo, por isso são falsos profetas e atuam junto à outra besta.

Não há nada de novo nisso, pois desde os primórdios da história, no Egito com os magos, os sábios da Babilônia, os deuses gregos. Todos esses exemplos de falsos ensinadores religiosos que se associam ao poder e falam o que interessa ao sistema reinante – por isso são falsos profetas e atuam junto à outra besta e o dragão lhe dando poder.