Ao
se tocar a sétima trombeta, inicia-se uma
sequência de outras visões no livro do Apocalipse, agora com dois sinais no
céu.
Há
um sinal no céu, a igreja, justificada pelo Senhor, sendo representada por uma
mulher, grávida e com ânsias de dar à luz (Ap 12.2). Ela tem anunciado o
nascimento do Deus Homem desde o início da criação, no livro do Gênesis. Uma
longa gestação aos olhos humanos, mas para o Altíssimo, é o tempo que o
Altíssimo já tinha projetado a salvação da humanidade através do Sangue do
Cordeiro, e disse ao apóstolo Pedro que Ele mesmo executaria essa missão:
“edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela”
(Mt 16.18).
Outro
sinal no céu também é desvelado: um grande dragão vermelho, sete cabeças e dez chifres e, sobre a cabeças, sete
diademas (um ser muitíssimo glorioso). Não se deve iludir, o grande Dragão é uma das mais
poderosas criaturas dEle, entretanto, também formado pelo Criador. É um ser
muito glorioso, tanto que o profeta Ezequiel disse que ele andava no meio das
pedras afogueadas e que toda pedra preciosa era a sua cobertura, até que se
achou iniquidade nele (Ez 28.12-15).
É certo que o sacrifício de
Jesus purificou até os céus, e os anjos rebelados e os outros indecisos
precisavam tomar uma posição, por Deus ou contra Ele. Satanás e os anjos
arrastados por sua cauda, foram derribados e lançados sobre a terra. Parou
diante da mulher, querendo tragar o Filho (Ap 12.4), mas Ele foi escondido em
Deus (Ap 12.5), apesar da perseguição desde o Herodes, matando as crianças em
Israel (Mt 2.16).
Agora,
a poderosa criatura celeste, o dragão derribado e seus anjos, não podem nada
contra o Filho e vão atormentar fortemente a mulher (Ap12.13, 15). Fazem guerra
ao resto da sua semente, “que são os que guardam os mandamentos de Deus e têm o
testemunho de Jesus Cristo” (Ap 13.17).