sábado, 26 de setembro de 2026

Não invalidando o mandamento

Quando o doutor Paulo é enviado pelo Espírito aos gentios e muitos deles se convertem, havia uma forte discussão se os novos cristãos vindos de outros povos precisavam se circuncidar e seguir todas as leis judaicas de Moisés. Os apóstolos (liderados por Tiago, Pedro e Paulo) decidiram que não era necessário impor a lei judaica sobre eles, exigindo apenas esses quatro pontos essenciais para manter a santidade e a comunhão entre cristãos judeus e gentios. É certo que essa é uma das mais importantes decisões da igreja cristã primitiva registrada no Novo Testamento da Bíblia, especificamente no livro de Atos dos Apóstolos no capítulo 15. A decisão final da igreja ali reunida é chamada por muitos do Decreto Apostólico do Concílio de Jerusalém, onde os apóstolos definiram quais regras da lei de Moisés os cristãos gentios (não judeus) deveriam seguir, isto é, separaram o que é tradição do que é mandamento. Assim concluíram os pais da Igreja segundo a Palavra: os crentes deveriam evitar a participação em rituais pagãos e não comer carne que tivesse sido oferecida a deuses falsos (idolatria). Não comer o sangue de animais nem a carne de animais que morriam por estrangulamento (sufocados), pois o sangue permanecia retido na carne pois o sangue representa a vida e pertence a Deus. Enfim, ainda tinham que abster-se de relações sexuais fora do casamento e de práticas ligadas à prostituição cultual, que era comum nos templos pagãos da época.

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