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sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Confiança na paternidade divina
Jesus liberta os Seus ouvintes destas amarras através de duas grandes lições práticas.
Ele mostra que estes dois temas estão intimamente ligados: a busca desenfreada por riquezas gera ansiedade, e a ansiedade revela uma falta de confiança na provisão do Pai.
Começa por alertar sobre a fragilidade dos investimentos puramente terrenos: acumular tesouros na Terra é arriscado, pois a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões minam e roubam.
Em contraste, o cidadão do Reino deve "acumular tesouros no céu" através de atos de justiça, amor e generosidade.
Lança o diagnóstico do coração: "Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração" (Mt 6.21).
é certo que o dinheiro não é apenas uma ferramenta neutra; ele tem o poder de capturar as nossas afeições mais profundas.
Para isso Ele personifica a riqueza material usando o termo aramaico Mamom: "Não podeis servir a Deus e às riquezas" (Mt 6.24).
É bom esclarecer que não se trata de uma proibição de possuir bens, mas de um aviso claro de que a riqueza exige uma lealdade exclusiva que compete diretamente com Deus.
Como consequência direta de escolher a Deus e não às riquezas, Jesus ordena: "Não andeis ansiosos quanto à vossa vida..." (Mt 6.25).
Para combater a ansiedade pelas necessidades básicas (comida, bebida e roupa), Ele aponta para a criação: as aves do céu, não semeiam nem colhem, mas o Pai alimenta-as.
Um argumento lógico e amoroso: "Não tendes vós muito mais valor do que elas?"
Para completar o raciocínio Ele acrescenta os lírios do campo: Eles não trabalham nem fiam, mas são vestidos com uma glória superior à do rei Salomão no seu auge. Se Deus cuida assim da erva que hoje existe e amanhã é lançada no forno, cuidará muito mais dos Seus filhos.
Enfim, Jesus afirma que a preocupação excessiva com estas coisas é uma característica daqueles que não conhecem a Deus ("os gentios").
A ansiedade, no fundo, reflete uma crise de confiança na paternidade de Deus.
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