domingo, 16 de abril de 2017

Breve história de Isaque.

Com Abraão já velho e adiantado em idade chega, então, o momento do casamento de seu filho Isaque. Surge, portanto a preocupação de que Isaque não poderia tomar mulher do meio dos cananeus onde Abraão estava habitando? Certamente.

Ele então chama seu servo, o mais velho da casa, e o faz jurar que este iria tomar mulher para seu filho da sua terra e da sua família. Era o zelo de Abraão com as promessas de Deus em sua vida, tais promessas não poderiam se misturar com a impiedade dos cananeus? Sim.

Deus está no controle de tudo o que está ocorrendo com Abraão e seu servo, nada se sucede por acaso.

Nota-se claramente que não há operação de maravilhas e grandes milagres neste texto, como Deus enviando um anjo ou manifestando um grande sinal, etc. Porém, há de se ressaltar que ser conduzido por Deus na vida diária, ter os passos guiados por ele e ser bem sucedido, isso tudo se constitui em um grande milagre; é uma forma de Deus agir que infelizmente muitos não percebem? Obviamente.

Os planos de Deus não podem ser impedidos (Jó 42.2). Abraão projetou o casamento para seu filho, Isaque. E tudo ocorreu conforme o desejo de Abraão, pois não estava fazendo de acordo com o seu querer, mas de acordo com o de Deus.

Hoje o mesmo ocorre com a união entre Cristo e a Igreja? Claro, todos os envolvidos nesse projeto também prosperarão.

Isaque orou durante cerca de 20 anos por sua mulher, pois era estéril, e o Senhor ouviu à sua oração.

No caso, Isaque não utilizou recursos humanos para alcançar a bênção; pelo contrário, lutou na oração e esperou com paciência no Senhor durante todo este tempo.

Rebeca concebeu, e dentro dela os filhos lutavam; então ela também foi orar e perguntar ao Senhor a razão desta particularidade. Dois povos estavam em seu ventre, sendo um mais forte que o outro, e o maior serviria ao menor.

Cumprindo-se os seus dias, ela deu à luz a Esaú (“cabeludo”) e Jacó (“suplantador”), nomes esses referentes ao que foi observado durante o parto (vv. 24-26).

Esaú tornou-se perito na caça, varão do campo, e agradava a seu pai. Jacó, varão simples, habitava em tendas, mais perto da mãe. Certo dia, Esaú chegou cansado do campo e com fome, e disse a seu irmão: “Deixa-me comer de seu guisado”. Então, Jacó lhe respondeu: “Vende-me a tua primogenitura”. Para Esaú, o que importava no momento era saciar sua fome – de que lhe valia sua primogenitura? E então a vendeu a Jacó, seu irmão. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura.

A região onde estava Isaque passava por uma terrível fome – o que o levou a Gerar, na terra dos filisteus.

Nisso apareceu o Senhor, impedindo-o de descer ao Egito e orientando-o a habitar na terra que o Senhor dissesse, porque nessa terra estaria a sua bênção.

E assim habitou Isaque em Gerar. Os varões desta região perguntaram a Isaque a respeito de sua mulher. Ele temeu por sua vida e disse que era sua irmã. Porém o rei dos filisteus descobriu que não era simplesmente sua irmã, mas também sua esposa, e o repreendeu por conta de um possível delito que viria sobre o seu povo se alguém a tomasse por mulher. Isaque cresceu e se fortaleceu naquela região, tornando-se mais poderoso que o povo da terra, a ponto de causar inveja nos filisteus.

Diferente do Salmo 73, onde o salmista viu a prosperidade do ímpio e quase escorregou, até que entrou no santuário do Senhor. Isaque foi expulso desta região e fez seu assento no vale de Gerar, cavando poços e prosperando, mas porfiaram com ele.

Então chegou a Berseba e o Senhor lhe apareceu, renovando Suas promessas.


Isaque passou por vários tipos de crise: fome na terra, perseguição e expulsão da terra onde estava, e teve a insatisfação de ver seu filho, Esaú, casar-se levianamente com mulheres hetéias. Tudo isso deixa claro que as bênçãos de Deus independem das circunstâncias, posto que Ele é fiel e Poderoso para cumprir Suas palavras.

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