sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Acobertando pecados

Há uma linha tênue ao lidar com o pecado alheio que só o Espírito pode esclarecer em cada caso em particular. "Acobertação de pecados" pode se referir tanto a cobrir os erros de alguém com amor e misericórdia, como no exemplo bíblico de cobrir a nudez de Noé com respeito, em vez de expô-lo, quanto ao ato de esconder ou ocultar intencionalmente um pecado, o que a Bíblia descreve como algo prejudicial, ao comparar com o episódio do Rei Davi tentando encobrir o adultério com Bate-Seba. A primeira interpretação sugere que amar o pecador implica em não expor suas falhas, mas sim em oferecer suporte com perdão e restauração. A segunda, a da ocultação intencional, é vista como uma atitude que traz mal para quem a pratica e que impede a confissão e o perdão divinos. Cobrir um pecado não significa concordar com ele ou encobrir o que é errado, e sim demonstrar amor e misericórdia, uma atitude de proteção e honra para com a pessoa que errou, reconhecendo sua humanidade e fragilidade, contribuindo para a sua recuperação espiritual. Os filhos de Noé que o cobriram andaram de costas para ele e o protegeram com respeito, em vez de expô-lo, como fez Cam. Contudo, ela pode ser mal conduzida quando é usada para ocultar pecados, levando a pessoa a ruína e desgraça, ao contrário do que a Bíblia ensina sobre a necessidade de confissão, correção e arrependimento para ser perdoado.

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