terça-feira, 3 de janeiro de 2017

"Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado?"




No primeiro livro do profeta Samuel, capítulo 16, temos uma narrativa na qual, o Senhor chama a atenção do seu servo quanto a ter dó do rei Saul.

A pena do sacerdote se justificava? Ele tinha mais misericórdia do que Deus? Certamente que não.

O erro que culminou com a Palavra de julgamento divino pode parecer pequeno aos nossos olhos, entretanto, a sentença não foi mudada.

É bom relatar que Samuel, em toda a sua impecável trajetória não recebeu nenhuma reprimenda, a não ser essa.

O pecado e sua remissão é envolvido em mistério, pois a Palavra diz que até Judas, o apóstolo que traiu Jesus, buscou o arrependimento com lágrimas e não encontrou.

Davi, por outro lado, apesar das conseqüências de sua desastrosa atitude, alcançou do Eterno o perdão.

O que leva um exemplar herói da fé a ter consternação a alguém de natureza não inclinada às coisas divinas?

Sermos perseverantes em buscar respostas favoráveis a nosso respeito ou em relação a alguma pessoa tem limites? Sim.

O profeta/sacerdote, homem de Deus não retoma mais esse assunto... 







sábado, 17 de dezembro de 2016

As tradições e suas armadilhas.




Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Esse foi o questionamento dos escribas e fariseus de Jerusalém a Jesus de não lavar a mão quando comem...

Os costumes que recebemos, sejam eles, na família, igreja e sociedade, são norteadores e nos influenciam muito? Certamente.

A tradição é demais persuasiva e repassamos formas de viver e ideias sem questioná-las, como sendo uma verdade incontestável. Somos influenciados por ela, seja de forma ideológica, linhas de pensamento (famosas cartilhas que se negam ser contrariadas), costumes diversos.

Ela muitas vezes, de modo sutil ou filosófico, pode nos prender segundo as coisas humanas desse mundo e não de acordo com a Palavra? Sim.

Pela tradição podemos desprezar o mandamento? É.

Entretanto, ela também mostra-se forte para nos livrar de inovações perigosas e astutas? Obviamente.

A modernidade nos aponta caminhos de liberdade, que muitas vezes são na verdade libertinagens, nos confundindo...

 A quebra de “prisões dogmáticas”, que muitas essencialmente são limites para nosso próprio bem...

A tradição é muito poderosa e devemos sempre discernir o Mandamento dentro dela, pois ele é eterno...

Por outro lado, quando ela contrariar a doutrina bíblica que é nossa regra de fé, sim, aí devemos com cuidado zelar pelo mandamento e rejeitarmos as suas insinuações.

Bem, nesse contexto entra pecado original, como uma suposta herança maldita, divórcio, como algo moderno e avançado, segundo e terceiro casamento, agora são formas de ajustes, pregar o evangelho onde tem igreja é uma forma de “disputa santa”, consagração de obreiros para fins eleitorais e outros, é normal, o suco de uva da ceia, na época de Jesus era sem álcool por causa do termo “fruto da vide” e o vinho com álcool seria então “fruto da oliveira”, ou seja, se transforma conselhos bíblicos em doutrinas? Por acaso a doutrina bíblica precisa de complementos ou remendos? Somos nós agora melhores do que a doutrina Santa?

Pois é...

A tradição é muito forte e temos que analisar com cuidado se vale a pena desmontá-la totalmente, pois ela pode estar servindo de “limite antigo” como no caso dos usos e costumes. Ao “liberá-lo” estaremos sem dúvidas, incorrendo em extremos próprios da natureza humana. Mesmo não sendo totalmente doutrina, tem bases fortes e contrariá-la levaríamos a riscos maiores.

Entretanto, divórcio que agora é um costume imposto pela sociedade não deveria ser aceito, de forma nenhuma, pois acarretaria o que já estamos vendo, uma exacerbada debandada dos bons costumes, contrariando a doutrina.

Outro casamento, sem a “benção da viuvez” para alguns, é adultério e nesse caminho muitos famosos, infelizmente, tem entrado cegamente ou vendo apenas seus interesses, e levam muitos a isso também. Contudo, não devemos ser convenientes, tolerantes...

Bem, pecado original, me desculpe Agostinho (Confissões), que muito contribuiu para o entendimento bíblico e interpretação da Palavra, e ainda contribui, mas o que passa para o ser humano é a morte, morte espiritual, afastamento de Deus, e aí sim, pecamos. Sem Ele ainda continuamos sem poder fazer nada!


Concluindo, os feudos evangélicos, que são grupos extremamente organizados para se manterem no/com o poder, sem limites de ações, tradicionalmente conhecidos, eles e os seus métodos de continuidade nada bíblicos, piores que outros grupos reprimidos pela sociedade, de maneira sutil e enganadora, ostensivamente/publicamente mansa e nos bastidores, quando não estão mascarados de filantropos, agem sorrateiramente sem escrúpulos.


sábado, 26 de novembro de 2016

Aprendendo com Mardoqueu.




No ano aproximado de 470 antes da vinda de Jesus, temos a história de Mardoqueu. Inicialmente relata acontecimentos na corte do rei Assuero que reinou desde a Índia até a Etiópia sobre 127 províncias.Foi realizada uma festa de 180 dias com todas as autoridades do Império e depois foi iniciada outra comemoração com todo o povo de Susã, a capital.

O rei já alegre mandou que introduzissem a rainha Vasti porque era formosa à vista e diante de sua recusa os sábios aconselharam o rei a destituí-la e escolher outra rainha para tomar o lugar 

Mardoqueu, primo de Ester e pai adotivo dela, a incentivou a participar desta seleção. Deus interfere nesse julgamento e ela achou graça aos olhos de todos.

Uma ascensão muito rápida de uma moça judia que se torna rainha...

No livro das crônicas é escrito uma intervenção de Mardoqueu livrando a vida do rei de uma cilada.

Um homem é elevado dentro do reino e mostra-se orgulhoso e fazia conta que todos se prostrassem diante dele. Incomodado questionou a causa e ele falou que era judeu.

Hamã propõe matar todos os judeus e quando vai pedir uma petição especial ao rei, pediu a morte de todos os judeus, um povo diferente dentro do reinado.

Mardoqueu se humilha e clama a Deus. A rainha manda mensageiros para saber a razão e ele a informa do decreto de morte e sugere que ela intercedesse pelo seu povo.

Ela entra na presença do rei e ele lhe aponta o cetro de ouro a livrando da morte.

Quando o perseguidor faz uma forca e planeja dá o bote final contra Mardoqueu, o rei não dorme e lê às crônicas e vê que nada foi feito para recompensá-lo. Já de manhã pergunta a Hamã o que se faria a súdito muito agradável e ele sugere algo muito honroso pensando que era para ele mesmo. 

Ester denuncia o opressor e ele se perturbou e tenta suplicar a rainha e ao retornar e ver ele no leito real tentando mudar a sua situação, o rei dá uma sentença de morte para Hamã.

Foi dada ao povo israelita, através de um novo decreto, a possibilidade de defesa e com a elevação de Mardoqueu para a posição do inimigo de seu povo, os governadores temeram e também ajudaram na defesa do povo judeu.


Uma grande evangelização, pois muitos se fizeram judeus!     








  


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Os animais e os dez chifres revelados.




Pode-se ver esta sequência de impérios mundiais, no capítulo 7 do mesmo livro de Daniel, quando estes, na revelação, são representados por quatro animais e os chifres do quarto animal.  

Os animais são o Leão, o Urso, o Leopardo e o quarto sem uma fera que o representasse adequadamente e diferente de todos os animais e finalmente os dez chifres ou pontas. (vv. 2 a 7)

Os quatro animais e os dez chifres, respectivamente, são os cinco reinos representados nas cinco partes da estátua do capítulo dois de Daniel (vv. 17 e 24). 

O leão é o Império Caldeu de Nabucodonosor; os dez chifres resumem conclusivamente o quinto reino – os pés, mais precisamente, os dez dedos, as extremidades.

Os chifres, em número de dez, é um sistema final de governo de uma multiplicidade de reinos menores, soberanias desunidas – nações, algumas sendo destruídas, realidades do mundo atual, falsamente denominado globalização e que irá à destruição, pois se opõem a Deus (24 e 25), e o reino eterno é o de Deus (26,27).

Apesar de toda hostilidade e contrariedade o Domínio será entregue ao Filho do homem, JESUS, mostrado isto na gloriosa e poderosa visão (vv. 13, 14), e passará aos servos do Senhor, e este é o Reino Eterno de Deus.

Novamente quis Deus dar a Daniel mais detalhes sobre os reinos que estavam por vir e lhe mostra os segundo e terceiro reinos, agora representados, respectivamente, por um carneiro e um bode (cap. 8).  

O carneiro com duas pontas (chifres) investe contra animais do ocidente e do norte e do sul (4). Até que, em sequencia, vem do ocidente um bode com grande chifre, “como que voando” e prevalece sobre o carneiro (7).

A Daniel é enviado o anjo Gabriel com explicação de tudo. Não entrando em outros detalhes para não sairmos do objetivo, a explicação é que o carneiro é o reino Medo-Persa e o bode é a Grécia com seu primeiro rei (20 e 21). 

Definidos os segundo e terceiro reinos (Medo-Persa e Grego), e, por citação bíblica nos evangelhos e livros seguintes, o quarto reino ou Império é o Romano.

Há exposições em que se diz que o quinto reino será o Romano restaurado; a palavra nega isto, primeiramente ao colocar que é um reino dividido por causa do barro e ainda quando no verso Dn 7. 11 lemos: “Então, estive olhando... até que o animal - o 4º - foi morto, e o seu corpo, desfeito e entregue para ser queimado pelo fogo”, enquanto que os três reinos têm continuidade de vida (Dn 7.12); ainda permanecem através da influência de suas culturas: a cultura da Mesopotâmia, a medo-persa e a grega.

Reafirmamos o já dito: sendo a Palavra dada em revelação figurada é natural muitos questionamentos; aconselhamos nos determos, numa primeira aproximação, à mensagem principal que é dada. 

É importante essa compreensão desses reinos para depois se entender a revelação da besta do capítulo 13 e 17 do livro de Apocalipse, o que será estudado oportunamente. 

Mas a certeza, sempre revelada, é a vitória de Deus e de seu Cristo –JESUS – o Rei dos Reis e que o reino de Deus é eterno e não é deste mundo.


* Texto cedido por: EBD – Classe de Juvenis “Escatologia”.
4º. Trimestre de 2016 ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTERIO GUARATINGUETÁ-SP

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O conselho de Gamaliel e os desigrejados.

Ultimamente temos visto o multiplicar de “igrejas”, denominações evangélicas para todo o tipo e gosto.

Digo gosto humano, pois não sei se Jesus está contente com isso... aliás, sei – não está!

Também um grande número de fiéis sem vínculo com denominações, reunindo em grupos em casas e outras instalações, tendo a princípio o único interesse em partilhar a Palavra como ela é, sem interferências e influências de instituições religiosas.

O grande Mestre disse uma vez para seus discípulos que estavam incomodados com uma pessoa que expulsava demônios no nome dEle, mas não andava com eles: “quem não é contra nós é por nós”- Se estão pregando o evangelho, que preguem!

Digo isso em relação aos desigrejados. Não entendo ser de sabedoria fazer qualquer tipo de resistência ou dificuldades a este grupo de crentes. Por quê? Tem características de profundo quebrantamento, busca pela verdade bíblica e críticas verdadeiras (na maioria delas) às instituições. Não são características históricas em todos os avivamentos? Se tem nuvem, pode estar chegando a chuva?

Hum...

O apóstolo Paulo diz: importa que preguem! Mas, veja cada um como “construir”, não coloque outro fundamento, milite diligentemente, são recomendações relevantes? Sim. 

Contudo, com o avanço da ciência, meios de comunicação, acesso facilitado à informação – tem se questionado a necessidade de frequentar uma igreja local.

Aí deparamos com essa pergunta: existe vida espiritual fora da igreja? Como os desigrejados, podemos louvar ao Divino sem intermediários estatutários?

Gostaria de ter uma resposta imediata para essa pergunta, entretanto, acredito que devamos discorrer melhor sobre o assunto que é um pouco complexo...

Fora da Igreja de Cristo, “a universal assembleia e igreja dos primogênitos” como descrita na Epístola aos Hebreus, não. Mas em relação à igreja local é necessário analisarmos cada caso. Muitos impossibilitados por diversos motivos justos podem estar nessa situação. É até interessante estarmos atentos para podermos visitá-los...

Muitos são expulsos de suas congregações por motivo de opiniões e princípios mantidos e que agora estão sendo mudados pelas convenções religiosas e podem até terem direção divina para sair? Podem.

Elias, por ordem divina, foi alimentado por corvos e bebia água no ribeiro de Querite, depois de ter entregado uma mensagem ao rei Acabe e ser perseguido por Jezabel.

Ela se foi, mas em Apocalipse é descrito uma tolerância ao espírito de Jezabel que não agrada ao Senhor? Certamente.

Acredito na providência de Deus aos seus servos que na dificuldade de estarem em comunhão, ficam afastados do convívio da igreja. Ele providencia alimento espiritual para eles, ainda que mande uns corvos (animal imundo na lei) levarem? Claro. 

Acredito ser um tempo limitado, uma situação de exceção e não regra. Por quê? Porque é na comunhão que somos abençoados, como diz o salmista. O Senhor da obra distribui dons para que haja dependência no corpo e “busca o seu próprio desejo aquele que se separa, ele insurge-se contra a verdadeira sabedoria”.

Então, entendo pessoalmente, que não é uma atitude sábia estar afastado e precisamos nos esforçar para estarmos em comunhão com aqueles que professam a mesma fé.

Ainda acrescentando este tema, na primeira epístola de João, temos um versículo que é muito citado: ”... o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado”, mas antes diz: se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros.

O conselho de Gamaliel foi de extrema prudência e creio naquela época e pode ser bem encaixado aqui neste contexto também: se for de Deus este movimento dos desigrejados vai prosperar e se não for,  não devemos estar lutando contra o Dono da obra, não?


Pois é...