segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Para onde estamos olhando?





Seja na política ou na economia, no trabalho ou na escola, no nosso dia-a-dia em geral, parece que as pessoas não se entendem mais e em meio a tudo isso, para onde temos olhado?

Para a bolsa de valores, para a presidenta, para o professor ou o chefe?  

No Salmo 123, versículo 2, temos um crente farto das zombarias e desprezo dos soberbos, mas, levantava seus olhos para os céus, atentando para o Senhor, esperando que Ele tenha piedade.

Temos agido assim, esperando na misericórdia dEle ou estamos a agir segundo nossa força e ímpeto?  Usando nossas estratégias teremos vitória? 

Esperar nEle não é fácil. Talvez seja, em alguns casos, o procedimento mais difícil a ser seguido.

Só espera quem tem frutos do Espírito, quem é longânimo, quem crê.  A espera gera maturidade em nós e o crescimento espiritual é certo ao se praticá-la. 

Na Bíblia temos a história de Ezequias, um rei que decidiu esperar no livramento de Deus. Mesmo sendo cercado por um grande exército assírio, esperou em Deus e não se decepcionou por isso.

 Davi também testifica no Salmo 40 que o Senhor o ouviu após sua espera nEle, tirando-o de um lago horrível, de um charco de lodo. 

O apóstolo Pedro andava sobre as águas, mas quando parou de olhar para o Mestre, começou a afundar. Para onde estamos olhando? Ao olharmos para a tempestade, os ventos, só nos farão afundar!


Olhemos, pois, para aquEle que habita nos céus!



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Deserto é lugar de passagem.




Deus ao tirar o seu povo do Egito, conduziu-o à terra prometida. Entretanto, a maioria do povo foi destruída no deserto por incredulidade. Alguns não se contentaram com o maná e quiseram carne. Murmuraram dizendo que no Egito tinham cebolas, mas o resto de sua situação de escravidão, não lembravam mais. Convenhamos, a escravidão nunca foi boa. Entretanto, o que faltava no deserto, Deus supria.

No deserto eles deveriam morar em cabanas, para lembrarem que estavam de passagem para Canaã. Ali não era sua terra. Voltar ao Egito significava desvio da vontade soberana.

Será que muitas vezes, agindo sem sabedoria, podemos também estar tendo saudades do Egito? De alguma coisa que tínhamos em nossa vida anterior? 

No deserto temos diferentes temperaturas, falta de água e várias outras dificuldades, mas não é isso mesmo que Ele quer, que dependamos Dele?  

Depois, já na terra prometida, após o período dos juízes, temos o povo de Israel querendo ser igual às outras nações: “dá-nos um rei que nos julgue”, pediram eles. Contudo o Senhor reinava em Israel. Eles não viam mais isto?

 Faltou-lhes visão espiritual, e assim, estavam querendo ser iguais aos outros povos idólatras e desviados. Seria isso um bom exemplo a ser seguido? Claro que não. Para que um rei? Deus já não guerreava as suas lutas? 

Será que, em algum momento de nossa caminhada, podemos estar sendo influenciados pelo mundo ao invés de influenciarmos? Examinemos pois nossas condutas!


Que Ele possa acrescentar á nossa fé, a cada dia, e, mantermos firmes no nosso foco, ou em outras palavras, olharmos sempre só para Ele, porque assim, o deserto será apenas um lugar de passagem!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Seja santo no olhar.




Quando se comenta sobre santidade no olhar logo se pensa em evitar a cobiça alheia, mas ela também se refere a “olharmos” as pessoas com misericórdia, compaixão e julgá-las através da Palavra, aliás, melhor ainda é não julgá-las e deixar isso com o justo juiz, como a própria melodia muito bem descreve.

Mas, por quê? Porque julgamos mal, segundo interesses ou influenciados por nossos preconceitos. Esquecemos de que na medida em que julgamos seremos também julgados. Julgamo-nos melhores que somos e não procuramos considerar os outros superiores como nos ensina o texto sagrado?

E o olhar de inveja é santo? Segundo Salomão, a inveja é o apodrecimento dos ossos. Existiria, entretanto, alguma quantidade de inveja que seria boa? Positiva? Será? 

Jesus disse que a candeia do corpo são os olhos, e se tivermos dificuldades no olhar, todo nosso ser padecerá. Já Salomão nos orienta a não comer o pão daquele que tem o olhar maligno, estaria falando de convivência, relacionamentos como no primeiro Salmo? 

O que seria então um olhar mal? Não poderia ser um olhar que distorce as realidades?  Não foram doze espiões a olhar as características da terra prometida? Não era a mesma terra? Inclusive, não foram juntos? Por que então temos dois “relatórios” totalmente diferentes? Seria o olhar?  Teríamos um olhar otimista, com fé nas promessas de Deus e no seu poder de cumpri-las? Somos como Josué e Calebe?  Ou como os outros? 

Pois é...



sábado, 3 de setembro de 2011

“Não olheis para eu ser morena...”


No primeiro capítulo e sexto versículo do livro de Cantares de Salomão está inserido este tema. Então eis que surge a primeira interrogação: ela é morena? Mas, por quê? Algumas pessoas poderiam até dizer: loira não seria melhor? Não. Ela é morena mesmo!

Deus estaria escolhendo uma cor em detrimento das outras ou teria um significado espiritual? Uma das explicações do ser morena, talvez seja alguma discriminação social ou racial, segundo alguns teólogos. Nenhuma novidade, isso sempre existiu.

Será que as mulheres da alta classe por não precisarem estar expostas ao sol ficavam mais claras? Discriminação em relação à cor, não considerada bela? Pode ser.

Só que o significado de ser morena não poderia também estar vinculado à luta, perseguição, provação? Características espirituais dela? Se assim for, teriam algumas “igrejas” branquinhas por aí? Sem experiência com Deus, inertes, sem desenvolvimento, não incomodam o inimigo e nem suportam serem provadas, pois são muito fracas? O sol da justiça não tem resplandecido sobre elas? Oremos, pois, para que haja despertamento, crescimento espiritual delas!

Continuando ainda neste texto de Cantares, temos que a Sulamita, símbolo da igreja, é agradável. O apóstolo Tiago falou que a verdadeira sabedoria é primeiramente tratável.  Seria isso? Temos sido tratáveis com nosso próximo? Estamos agindo com sabedoria com nossos familiares e amigos? Irmãos? Precisamos ser agradáveis, tratáveis...

Outra característica da Sulamita é que ela “guardava vinhas”.  Então precisamos estar trabalhando na sua obra? Envolvidos com a tarefa que ele nos tem designado? Temos agido assim? Aqui talvez não queira dizer o trabalho na igreja local apenas, se bem que lá é já um bom trabalho! Não quer dizer estar disponível para testificarmos Dele, e até mesmo com o nosso exemplo?

Pois é...