quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A prioridade da obediência a Deus

Considerando que as autoridades são constituídas por Deus, com a afirmação clássica: "... toda autoridade vem de Deus", sendo os governantes ministros divinos para promover a ordem e punir o mal. Considerando ainda, que isso requer submissão, embora essa autoridade delegada deva servir ao bem comum e não se corromper, pois Deus é a fonte última de toda ordem. A Bíblia relata a história de um rei caldeu que fez uma estátua toda de ouro e manda reunir as autoridades e ordena que todos a adorarem. Três judeus (Hananias, Misael e Azarias) desobedecem a ordem real e, atados, são lançados na fornalha. Mas, após isso, Nabucodonosor se espanta, levanta pois vê quatro homens andando e passeando soltos dentro do fogo (Dn 3.25). Após a negativa dos hebreus em adorarem a estátua de sessenta côvados de altura que o rei mandou fazer e adorar, Nabucodonosor questiona a razão da negativa e os amigos de Daniel explicam que jamais adorariam outro Deus senão ao Senhor (Dn 3.16 e 19). O rei manda joga-los atados dentro da fornalha de fogo, mas o Eterno intervém e não os deixa perecer, sendo a obediência dos jovens recompensada. Apesar de a autoridade em si ser de origem divina, isso não significa, necessariamente, que todo governante seja justo ou bom (Rm 13.1-7). Diante disso, no livro dos Atos dos Apóstolos, houve uma controvérsia sobre o testemunho das obras de Jesus diante do controle da narrativa e do ciúme dos religiosos. Nela, os apóstolos ratificaram o propósito de continuar no caminho da obediência a Deus sobre as autoridades humanas (At 5.29). Pedro e os apóstolos respondem, com sabedoria, "julgai vós mesmos", para decidir entre seguir ordens humanas que contradizem a vontade de Deus ou obedecer a Deus, reafirmando que a autoridade divina é superior e defendendo sua missão de proclamar o Evangelho. Há aqui um conflito entre obediência civil/eclesiástica e obediência a Deus, mostrando que, quando há contradição, a lealdade suprema é a Deus. É de se destacar a coragem e a convicção dos primeiros cristãos em manter sua fé, mesmo sob ameaça, mostrando que é "importante obedecer a Deus antes que aos homens" e um convite sobre qual voz seguir, priorizando a verdade divina sobre os comandos humanos. Afinal, obedecer ao Senhor não deve ser um acontecimento esporádico que ocorre em nossas vidas, de conformidade com nossa vontade ou nossas conveniências. Obedecer a Deus deve ser nosso estilo de vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário