quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Um homem de Deus que não corrigia

Assassinato, idolatria, ilegalidade sexual, tudo isso dentro de um certo contexto é o relato da trágica história entrelaçando todas essas transgressões que começou com Amnon, filho de Davi, apaixonando-se de forma doentia por sua meia-irmã Tamar (2 Sm 13). Dois anos depois, Amnom foi morto por ordem de Absalão, que vingou sua irmã, enviando os seus servos para matar Amnom em uma festa à qual ele convidou todos os filhos do rei. Absalão era conhecido por sua beleza notável, vingou o estupro de sua irmã Tamar e posteriormente iniciou uma rebelião para usurpar o trono, mas foi morto em batalha por Joabe, gerando profundo luto em Davi (2 Sm 18). Fugindo em uma mula, Absalão ficou preso pelos cabelos (ou cabeça) em um carvalho. Joabe, comandante de Davi, ignorou a ordem do rei de poupá-lo e o matou com dardos, sendo o corpo jogado em uma cova com um monte de pedras por cima. A situação ilustra situações descontroladas, crises consecutivas ou angústia emocional intensa, indicando um agravamento contínuo das circunstâncias. "Um abismo chama outro abismo" é uma metáfora bíblica que descreve um ciclo vicioso de problemas, onde um erro ou sofrimento leva a outro cada vez maior, comparado a cascatas profundas (Sl 42.7). É certo que Deus é quem julga, mas Davi nunca aplicou a disciplina em seu lar, pois "...aquele que cuida bem de sua casa" (1 Tm 5.8) inclui ter filhos sob disciplina e respeito. Há uma história conhecida de um aspirante a escritor que pediu a um sábio corrigir um soneto ruim, mas ao ler percebeu que o poema era tão ruim que qualquer correção (emenda) tornaria o texto ainda pior. A educação de Davi à seus filhos era ruim, e ao tentar discipliná-los com a idade avançada a situação só foi piorando. Enfim, isso mostra a rigidez e a dificuldade de mudança de hábitos enraizados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário