terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O fenômeno dos desigrejados aumenta

O crescimento dos desigrejados é visto com preocupação por lideranças religiosas pois são o terceiro maior fenômeno religioso. O sábio assim aconselhou: “O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Pv 18.1). Contudo, os "desigrejados" no Brasil, indicados por dados preliminares do Censo 2022 do IBGE e pesquisas complementares, representam um contingente crescente. Há mais de 17 milhões de pessoas em dados de 2025 — que crê em Deus e mantém fé cristã, mas se desligou de instituições religiosas. São indivíduos que se afastaram de igrejas, principalmente evangélicas, devido a experiências traumáticas, abusos de poder, divergências políticas ou descrença na estrutura hierárquica. Por isso, mais do que nunca, ecoa aos ouvidos a exortação do apóstolo PauloAtendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28). Embora a queda de católicos tenha desacelerado, o grupo sem religião e os desigrejados cresceram, com maior concentração entre jovens de 20 a 24 anos (14,3%). A frase "Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes" provém da primeira epístola de João destacando o vigor juvenil espiritual. A força do jovem na Bíblia não é apenas física, mas reside na permanência da Palavra de Deus em seu coração, permitindo-lhe vencer o Maligno e resistir às tentações do mundo. Eles diferenciam-se dos ateus, pois muitos continuam com práticas de fé, mas optam por não ter vínculo oficial com templos. Embora haja ainda a advertência aos cristãos deixada na epítola aos Hebreus: "Não deixemos de congregar-nos como é costume de alguns; antes façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima"(Hb 10.25), os estudos apontam que o aumento de "evangélicos não praticantes" (desigrejados) pode retardar a projeção de que evangélicos se tornem maioria absoluta no Brasil.

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