quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A segunda viagem missionária de Paulo.


A segunda viagem missionária em que Paulo e os irmãos se dispõem a voltar por todas as cidades onde já haviam anunciado a palavra do Senhor, para ver como estavam aqueles que tinham sido alcançados por ocasião da primeira viagem missionária. 

Não se limitaram a confirmar os ânimos dos discípulos, mas, dirigidos pelo Espírito Santo, foram além, atingindo outras cidades não alcançadas anteriormente. 

Partindo de Antioquia e chegando a Derbe e Listra, Timóteo, o qual dava bom testemunho nessas cidades, é acrescentado à comitiva missionária. Por duas vezes os irmãos são impedidos pelo Senhor de pregar onde eles queriam – na Ásia e em Bitínia (“foram impedidos pelo Espírito Santo”, “o Espírito de Jesus não lho permitiu”). 

Entende-se que o Senhor tem os Seus planos, e aquele que se dispõe a fazer a Sua obra deve estar sensível à Sua orientação. Se nos submetermos totalmente à orientação do Senhor, receberemos dEle a revelação de onde estão as almas clamando por socorro (“passa a Macedônia e ajuda-nos”). Com a revelação do Espírito, os recursos e esforços podem ser concentrados onde produzirão mais frutos, e é evitado todo trabalho infrutífero.

Obedecendo à orientação do Senhor, os irmãos chegam a Filipos, primeira cidade da Macedônia, onde o Senhor abriu o coração de Lídia para que estivesse atenta à pregação de Paulo. Ao obedecermos à ordem do Senhor, as portas se abrirão, mas sempre haverá oposição do mal. Paulo, usado por Deus, expulsa o espírito de adivinhação de uma jovem. Segue-se a perseguição e os irmãos são açoitados e encarcerados injustamente, simplesmente por fazerem a obra de Deus. Mas o Senhor opera maravilhosamente e, por meio de um terremoto, as portas são abertas, sendo soltas as prisões de todos. Com isso, são alcançados para Cristo o carcereiro e toda a sua família. Deus não permite que os Seus sofram em vão, mas opera fazendo que, dos sofrimentos, dores e aflições dos Seus enviados, resultem almas para o reino de Deus e maior proveito do Evangelho (Fp 1.12; Gl 4.19).

Na sequência, os irmãos passam por várias cidades, pregando sucessivamente em Anfípolis, Apolônia, Tessalônica, Bereia, Atenas, Corinto, Éfeso e outras. A expressão de alguns era: “Estes que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui”. Da pregação quase sempre resultava perseguição por parte dos judeus invejosos pelo grande número dos que davam crédito à mensagem de salvação em Cristo, mas houve também nobreza por parte de alguns, como os de Bereia, que “de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas escrituras”. 

É necessário destacar a forma contextualizada da pregação de Paulo: pregando aos judeus, fazia menção da história de Israel e das promessas e profecias sobre a pessoa e obra de Cristo; pregando aos gentios, como no caso de Atenas, ele usa algo que é de conhecimento dos ouvintes para apresentar o único Deus verdadeiro. Há necessidade de, quando somos instrumentos de Deus para transmitir o Evangelho, adequarmos a mensagem ao público que nos ouve.



Deve haver prontidão nos servos de Deus para sair, confirmando o ânimo daqueles que já receberam a Cristo e anunciando-O àqueles que O não conhecem, mas deve haver sobretudo a sensibilidade de perceber a clara orientação de Deus sobre todos os aspectos da Sua obra. A obra é de Deus e é Ele quem chama, capacita, envia e dirige todos os que se apresentarem para fazer a Sua obra.


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