segunda-feira, 7 de março de 2011

Entendes tu o que lês?






Essa foi a pergunta de Filipe para o eunuco etíope que lia o livro do profeta Isaías, mas sem entender direito o sentido das palavras. Transfiramos, pois para nós: entendemos o que lemos?

Esse questionamento mostra-nos a importância do ensino e da evangelização. São dois braços que devem andar juntos para a salvação de almas e sua posterior edificação em Cristo através do ensino, mas gostaríamos de enfocar sobre qual tem sido o nosso esforço para compreendermos melhor os escritos sagrados. Temos procurado o conhecimento de Deus através da Bíblia como se busca a prata e como a tesouros escondidos como relata o texto abaixo?

“Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus” Pv 2.4 e 5
               
Somos muitas vezes covardes e acomodados com o pouco que sabemos e não buscamos crescer no conhecimento. Usamos até mesmo versículos bíblicos (“As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus...”) para continuarmos estáticos no aprendizado e não clamamos como o salmista “desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas de tua lei”. (Sl 119.18)

E em outras ocasiões buscamos o conhecimento dEle no lugar errado, enquanto que o versículo 6 do capítulo 2 de Provérbios de Salomão, diz que: “da boca do Senhor é que vem o conhecimento e o entendimento” e em outro lugar das Sagradas Escrituras diz que “a lei sairá de Sião”.  Não diz que o conhecimento viria dos concílios, se bem que de lá veio alguns ensinos inspirados por Ele. Nem de teólogos ou evangelistas, mas que viria de Deus, dEle próprio. "A unção do Santo nos ensina tudo" ou apenas alguns assuntos? Tudo.

Outra pergunta é se temos colocado à prova o que temos aprendido. Este é verdadeiramente o conselho de Deus? Ele continua respondendo os seus servos ou não tem prazer em nos responder em relação às diversas dúvidas? O conselho do apóstolo Paulo a Timóteo é para ele “manejasse bem a Palavra da Verdade”. Manejar bem é saber inclusive os detalhes, é estar aberto e pronto para aprender sempre...

Ainda dentro desta busca em se aproximar mais da vontade divina, não podemos também nos esquecer de que a "inspiração da Bíblia é plenária no sentido de que Deus colocou na mente dos santos escritores sagrados não só a ideia ou o conceito da mensagem recebida dEle, mas, além disso, guiou-os sobrenaturalmente na escolha das palavras". Quantos comentaristas com diversos interesses tentando “facilitar o entendimento da Palavra” e na verdade tem é se distanciado dos originais bíblicos, do sentido original, da essência (radical é ter ligação com as raízes)?

Quantas doutrinas ensinadas hoje em dia de maneira errônea - sendo que a bíblia apresenta apenas uma citação em um ou outro versículo e alguns constroem com “muita criatividade”, diga-se de passagem, uma doutrina. Pergunta-se: por que será que nem o apóstolo Paulo, um dos apóstolos que mais foi útil na história da Igreja no ensino e pregação, escreveu sobre alguns assuntos defendidos por muitos usando de maneira errônea, em confronto com a orientação bíblica, até conceitos de filosofia e outros? Será que Paulo se esqueceu de comentar esses assuntos? Se a inspiração é plenária, então os escritos são completos... Não basta o maná?

Na verdade falta temor para muitos, com orgulho enorme e sem a perfeita percepção das coisas de Deus, espalham suposições fantasiosas que são perecíveis, causando discórdias e desvios. Por que não buscam primeiro uma direção do Dono da Palavra?



Pois é...
  

Precisamos mais da graça, temor e comunhão com Ele para melhor entendermos a verdadeira herança divina que é a sua Palavra, crescermos no entendimento, entendermos o que estamos lendo, se é que estamos ainda lendo!



A vontade de Deus na vida de Paulo.






“E, achando discípulos, ficamos ali sete dias; e eles pelo Espírito diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém.” At 21.4

Paulo estava indo para Jerusalém e passando por Tiro (Vs.3), disseram pelo Espírito a ele que não subisse a Jerusalém.

“E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo;

E, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios.” At 21.10,11

Depois em Cesaréia (Vs. 8), Paulo é advertido por Ágabo, dizendo que ele seria preso pelos judeus e depois entregue aos gentios.

No versículo 12 do capítulo 21 do Livro de Atos dos Apóstolos, os irmãos rogam-lhe novamente para que não suba, e ele responde no versículo seguinte que estava pronto não só a ser preso como a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.

Então, qual era realmente a vontade de Deus? 

“Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel.” At 9.15

A Palavra para Ananias, entre outras, foi a transcrita acima, ele levaria o evangelho aos gentios, aos filhos de Israel e aos reis. Teria ele completado esta missão? Não faltava ainda a pregação aos reis? E como isto se daria?

Sabemos pela história bíblica que através desta prisão em Jerusalém e as várias transferências até chegar a César, ele pregou para diversos reis e depois foi executado, terminando assim a sua carreira, como ele próprio disse.

Então, os profetas entregavam a mensagem divina e a “completavam” com seus sentimentos e sua vontade de não perdê-lo. Será que também não somos assim? Temos a mensagem de Deus, mas a modificamos segundo nossos sentimentos ou interesses? E se Paulo não tivesse discernido a vontade divina, tendo sido influenciado pelas adições na mensagem?  

Fazendo uma aplicação pessoal, temos discernido a vontade de Deus para nossas vidas ou estamos nos deixando ser influenciados por profetas bem intencionados? 


“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” II Tm 4.7








domingo, 27 de fevereiro de 2011

A sunamita e o profeta Eliseu III.

“E FALOU Eliseu àquela mulher cujo filho ele ressuscitara, dizendo: Levanta-te e vai, tu e a tua família, e peregrina onde puderes peregrinar; porque o SENHOR chamou a fome, a qual também virá a terra por sete anos.” II Rs 8.1 Segundo a palavra de Deus pelo profeta Eliseu, a sunamita peregrinou na terra dos filisteus por sete anos e depois voltou e saiu a clamar pelas suas terras e casa ao rei. (Vs. 2, 3) O direcionamento de Deus para ela ser socorrida era a terra dos filisteus – povo inimigo do povo de Israel. Qual tem sido o direcionamento para nós? Mesmo que seja para estarmos entre inimigos, Ele nos sustentará. O lugar mais seguro é aquele que Deus dirige, seja qual for. Vemos também Davi algumas vezes perseguido em Israel e sendo socorrido por Deus no meio dos filisteus. E quando Ele o dirige a sair, também providencia a volta, pois no retorno dela ao ir pedir por suas terras e casa, naquele momento o rei falava a Geazi e pedia-lhe que contasse as obras de Deus através de Eliseu. (Vs. 4) Ele então contou ao rei como Deus vivificara a um morto e ela grita: esta mulher sou eu e este é meu filho que foi ressuscitado. (Vs. 5) Temos discernido se é tempo de gritar e o momento certo? Ela discerniu e gritou... Então o rei mandou restituir tudo quanto era dela e todas as rendas de suas terras desde o dia que a deixou até aquele momento. (Vs. 6) Que providência! Deus tem o controle de tudo e está vendo a nossa necessidade. O profeta Isaías disse: “Nunca se ouviu, nem se viu um Deus como tu, que trabalha por aqueles que nEle esperam.” Temos esperado? Pois é... “COMO ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer.” Pv 21.1

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"Não há aqui algum profeta do Senhor, ao qual possamos consultar?"

“Disse, porém, Josafá: Não há aqui algum profeta do Senhor, ao qual possamos consultar?” I Rs 22.7

Josafá rei de Judá recebe uma proposta de aliança de Acabe, rei de Israel, para tomar uma cidade da mão do rei da Síria. Mas, sugeriu a Acabe que consultassem a Deus primeiro (Vs. 5). Então Acabe ajuntou quase quatrocentos homens e todos disseram que Deus iria entregar a cidade na mão do rei. (Vs. 6) 

A Bíblia não relata claramente, mas Josafá desconfiou dos quatrocentos profetas e perguntou se ali não teria um profeta do Senhor (Jeová). A resposta de Acabe é que existia um, mas ele só falava mal dele. (Vs. 8)

Teremos alguma ajuda ao procurarmos aliança com homens reprováveis, desviados dEle? Com quem temos nos aliado? Não deveríamos nos afastar daqueles que se dizem irmãos, mas suas obras não condizem com a auto titulação? 

Pois é...

Outro questionamento pertinente e relevante é: como temos julgado as profecias que têm sido ministradas a nós? Temos discernido a vontade divina? Elas estão de acordo com a Palavra de Deus? Temos procurado, como Josafá, algum profeta de Deus? Queremos realmente saber qual é o conselho de dEle?

Se é profeta de Deus, o que ele tem profetizado a nosso respeito? Só mal como para Acabe? Como o temos tratado, como Acabe, que o aborrecia?

A grande maioria dos profetas falava de bênçãos ao rei. E nós como nos enquadramos nessa história? Temos tomado decisões com base na maioria? Espiritualmente a democracia tem valor decisivo?

 Sabemos que, pelo texto bíblico, apesar de maltratado, estar no preso, Micaías estava com a Palavra de Deus e o Eterno estava com ele...

 Muitas vezes vamos a grandes eventos, ouvir renomados pregadores, entendendo estar ouvindo um verdadeiro profeta? Será mesmo?

Quantos têm dado crédito aos verdadeiros Micaías de hoje? Temos profetizado a orientação divina ou procurado agradar ao rei por motivos diversos, interesses pessoais?

Tomemos cuidado com a maioria! Não decida pela quantidade e sim pela orientação de Deus! Nem sempre a maioria tem a direção certa!

Os demais versículos mostram que Acabe não retorna desta guerra e Micaías realmente estava com a orientação divina. Desprezado, na prisão, sustentado com pão de angústia e água de amargura, mas Deus estava com ele. (Vs. 27)

 E nós, como estamos sendo sustentados? Pelas riquezas e manjares do rei? Pelos subornos?

Pois é...

Devemos tomar mais cuidado e buscarmos discernimento para entendermos e reconhecermos os verdadeiros profetas e nos aliarmos com pessoas com bom testemunho. Seria esse o enfoque maior do texto?

O verdadeiro profeta depende e é sustentado apenas por aquEle que o chamou.

Não é assim mesmo?

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 “O profeta que profetizar de paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, será conhecido como aquele a quem o SENHOR na verdade enviou.” Jr 28.9
“Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu.” II Ts 3.6

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A sunamita e o profeta Eliseu II.






“E, crescendo o filho, sucedeu que um dia saiu para ter com seu pai, que estava com os segadores,
E disse a seu pai: Ai, a minha cabeça! Ai, a minha cabeça! Então disse a um moço: Leva-o à sua mãe.
E ele o tomou, e o levou à sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos até ao meio dia, e morreu.” II Rs 4.18-20

Continuando o comentário anterior, após aquele casal ganhar uma grande bênção - o seu filho, a Bíblia nos relata nos versículos 21 a 23, depois da morte dele, que a sunamita pegou-o e colocou na cama do profeta e foi atrás dele. Seu marido ainda a questiona, porque estava indo ao homem de Deus se não era lua nova nem sábado. Mas ela diz que estava tudo bem. Estava mesmo tudo bem? 

Eliseu a vê de longe e manda Geazí perguntar se estava tudo bem e ela respondeu que sim. (Vs. 25 e 26) Insisto, estava mesmo tudo bem?

Ao chegar perto do homem de Deus ela o questiona, pois não tinha pedido nenhum filho. (Vs. 28)

Geazí é mandado na frente a colocar o seu bordão sobre o rosto do menino. Mas nada acontece. (Vs. 31)

Eliseu chegou a casa dela e achou o menino morto. Fechou a porta do quarto e orou ao Senhor. Subiu na cama de deitou sobre o menino, pôs a sua boca e os seus olhos sobre os dele. A Bíblia diz no versículo 34 que "a carne do menino aqueceu".

Desceu, andou de um lado para outro e tornou a subir ao quarto e se estendeu de novo sobre o menino e ele espirrou sete vezes e abriu os olhos. (Vs. 35)

O profeta “lutou” com Deus em oração pelo filho da sunamita. Como anda as nossas lutas com Deus? Temos sido perseverantes? Ou temos para do já na primeira tentativa?

A sunamita foi buscar socorro na pessoa certa, em quem ou através do qual Deus lhe tinha dado o filho. Será que temos buscado socorro no local ou pessoa certa? Em quem nos deu a vida e a tem sustentado até agora - ou estamos aceitando caminhos ou intermediários falsos? 


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“DEUS é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.
Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)
Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.

Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã.” Sl 46.1-5