terça-feira, 21 de junho de 2011

"Não removeis os marcos antigos..."

Um texto sempre muito ouvido no meio cristão principalmente no que se refere à resistência às mudanças, inovações.

No Livro de Deuteronômio no capítulo 19, versículo 14 é que encontramos esta referência bíblica. Muitas vezes é utilizado na questão de “usos e costumes” na qual existem exageros de todos os lados. Alguns “liberando tudo”, esquecendo até dos limites da Palavra de Deus (modéstia, pudor, decência) e outros exigindo mais que necessário por costume, tradição ou mesmo falta de entendimento. O contexto da colocação de limites é antigo e precisa ser recolocado, pois naquelas épocas as mulheres (as principais atingidas) não precisavam trabalhar fora em ambientes que é importante uma adequação.

Mas, gostaríamos de comentar, mesmo que rapidamente, outro assunto que existia um marco imposto por nossos pais, talvez até sem entendimento – todavia tem sido ultimamente arrancado sem a devida observação criteriosa do assunto.  Falo sobre o divórcio.

A orientação dos antigos é que não se podia divorciar. Entretanto, atualmente não tem sido assim, não sei se por causa do momento de muita libertinagem - apelos diários na televisão e outras mídias – a sociedade tem sido atacada na sua célula mater, com muitas separações - as pessoas não se entendem, uma Babel. Isso tem afetado inclusive as instituições religiosas cristãs. 

No capítulo 19 do Evangelho segundo escreveu Mateus, quando Jesus foi questionado sobre o assunto (divórcio) Ele “voltou ao princípio”, destacou “uma só carne” e “o que Deus uniu não separe o homem”.  Vemos casos de pessoas que passaram a vida juntos e quando o seu companheiro falece, parece perder o sentido de tudo e logo também “acompanha” o outro. Parece que estavam tão unidos que não sabiam mais viver sem a companhia do seu cônjuge. Mas hoje em dia, a separação está cada vez mais facilitada até mesmo por grupos religiosos.  

Já na epístola de Paulo aos coríntios no capítulo 7, o assunto é sempre focado no descrente, “se o descrente se apartar”. Como a Palavra de Deus não muda esse assunto não deveria ainda continuar sendo de descrentes?

Pois é...

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