quarta-feira, 28 de junho de 2017

O evangelho chega a Éfeso.

Neste trimestre nosso estudo está baseado na Carta de Paulo ao Efésios. É bem aceito que esta carta foi escrita enquanto Paulo se encontrava em uma prisão (Ef 3.1; 4.1; 6.20); e temos ainda outras cartas escritas da mesma situação: Filipenses (Fp 1.12-14; 4.22); Colossenses (Cl 4.3,10); 2 Timóteo (2 Tm 2.9); e Filemon (Fl 10-14). Nesta primeira aula vamos fazer um estudo histórico da carta, importante para a compreensão do seu contexto.

Os primeiros relatos de Paulo em Éfeso encontram-se em Atos 18.19-21, momento da sua 2ª Viagem Missionária, ocasião em que não permaneceu muito tempo na cidade, diferentemente da 3ª Viagem, no capítulo 19, quando permaneceu ali por um espaço de 2 anos (cf. verso 10).

Neste período de tempo, todos os habitantes da Ásia ouviram a pregação do Evangelho, tanto judeus como gregos. Nesta região parece que não existiu apenas uma igreja, mas sim um conjunto delas espalhadas pela região – isto se depreende da leitura do próprio verso 10 e também do capítulo 20.17.

O trabalho realizado com afinco nesta cidade – na sinagoga por espaço de 3 meses e mais na escola de um certo Tirano (vv. 8 e 9) – resultou em muitas conversões que eram confessadas publicamente.

Diz o verso 19 do capítulo 19 de Atos que muitos dos seguiam artes mágicas queimavam seus livros na presença de todos. Tão grande obra tem explicação no verso 20: “Assim, a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia”.

Éfeso era a cidade onde se encontrava o templo da grande deusa Diana, cujo prestígio começa a cair em descrédito com o crescimento poderoso da Palavra de Deus. E não só ela como também a profissão dos artífices.

Esse é o resultado de um trabalho árduo, sério, com a pregação e ensino da Palavra de Deus. Mas, em contrapartida, também houve muita perseguição sobre os que criam. A cidade se reúne em um grande ajuntamento para barrar o avanço daquela obra, preocupada com a sua deusa e suas profissões, e então os discípulos são perseguidos e Paulo sai da cidade (At 19.23-29).

 Há uma grande batalha espiritual que é repercutida no mundo físico, todavia a obra não cessou. Sobre esta batalha, Paulo escreve a esta igreja trazendo orientações e instruções. Apesar das batalhas aparecerem no mundo físico, contudo são espirituais e, em aulas à frente, teremos instruções específicas de como se preparar para também vencê-las.

Por fim, em sua última oportunidade de falar pessoalmente aos Anciãos de Éfeso, Paulo recomendou que estes apascentassem o rebanho de Deus, porquanto, após sua partida, as batalhas iriam se intensificar, exigindo dos pastores maiores cuidados com a igreja (At 20.17-21).

Além do cuidado com o rebanho, também deveria haver cuidado com eles próprios para não serem amantes de si mesmos, avarentos ou presunçosos. Porque isso seria um laço e um embaraço para o avanço da obra. E o antídoto para tal veneno espiritual é: lembrar-se sempre da palavra de nosso Senhor Jesus Cristo: “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35).

A maior preocupação do obreiro não deve ser com a quantidade de outras igrejas existentes onde milita. Pode predominar a religião que for, se a obra for realizada a exemplo de Éfeso, os resultados para o Reino de Deus também serão os mesmos. Não haverá força das trevas para resistir à pregação e ao ensino da Palavra de Deus. O que transforma uma cidade não são movimentos causados pelo homem, mas sim manifestações poderosas de Deus.


O trabalho que se iniciou em Éfeso no período da 3ª viagem não parou; agora, na época da escrita da carta – provavelmente no ano 61 d.C., Paulo continua a ensinar a igreja. Ou seja, o trabalho na obra é constante, sem intervalos. A igreja deve ser sempre instruída em todas as áreas de atuação. Isto é o que vamos estudar neste trimestre: obra espiritual, vida cristã, social, família, etc. 

* Texto cedido por: EBD – 3º. Trimestre de 2017 

ASSEMBLÉIA DE DEUS 
MINISTÉRIO GUARATINGUETÁ-SP
“CARTA AOS EFÉSIOS”

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